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Um paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica evolui com quadro de hipóxia persistente. Com o passar do tempo, exames de imagem revelam hipertrofia e dilatação do ventrículo direito (VD).
Considerando a fisiopatologia descrita para essa condição, assinale a alternativa correta:
O débito cardíaco do ventrículo esquerdo é o primeiro parâmetro a ser severamente reduzido, mesmo em repouso.
A hipóxia atua como um potente dilatador das arteríolas pulmonares, facilitando o fluxo sanguíneo pelo leito vascular.
Quando os mecanismos compensatórios falham, o paciente desenvolve insuficiência cardíaca do lado direito (cor pulmonale).
A elevação da pressão nas artérias pulmonares é causada pelo aumento da área do leito vascular dos pulmões.
A hipertrofia do ventrículo direito ocorre de forma súbita, sem relação com o aumento crônico da pressão arterial pulmonar.
O manejo da Asma Brônquica e da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) baseia-se em consensos internacionais. Analise as afirmativas a seguir sobre as patologias obstrutivas pulmonares:
I.A espirometria com teste de broncodilatador é essencial para o diagnóstico, sendo a reversibilidade completa da obstrução (Vantagem do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo − VEF1 > 12% e 200ml) sugestiva de Asma.
II.Na DPOC estável, o uso de corticoides inalatórios isolados é a terapia de primeira linha recomendada pelo consenso GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) para reduzir a taxa de declínio da função pulmonar.
III.O uso de oxigenoterapia domiciliar prolongada em pacientes com DPOC está indicado quando a pressão parcial de oxigênio (PaO2) em repouso é igual ou inferior a 55 mmHg ou a saturação de oxigênio (SaO2) é inferior a 88%.
Está correto o que se afirma em:
III apenas.
I e II apenas.
I e III apenas.
II apenas.
I, II e III.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em crianças é uma infecção aguda do parênquima pulmonar adquirida fora do ambiente hospitalar, caracterizada por febre alta (> 38°C), tosse produtiva, dispneia com taquipneia (FR > 50 irpm em < 1 ano ou > 40 irpm em 1-5 anos), uso de musculatura acessória (retrações intercostais), cianose perioral, letargia e recusa alimentar.
Assinale a alternativa que indica corretamente o agente etiológico mais comum da PAC em crianças menores de 5 anos, responsável por até 40-50% dos casos e alvo de vacinação sazonal.
Streptococcus pneumoniae, agente bacteriano principal, com cobertura vacinal pneumocócica reduzindo incidência.
Mycoplasma pneumoniae, atípico, com sintomas subagudos e tratamento por macrolídeos.
Haemophilus influenzae tipo b, raro pós-vacinação Hib, associado a meningite concomitante em não vacinados.
Chlamydia pneumoniae, agente atípico em adolescentes, com curso prolongado e diagnóstico sorológico sem vacinação específica.
Vírus sincicial respiratório (VSR), com pico sazonal no inverno, causando bronquiolite associada e confirmado por teste rápido antigênico.
Um adolescente de 15 anos com diagnóstico de asma desde a infância procura a unidade de saúde por piora do controle nos últimos três meses. Relata sintomas diurnos 4 vezes por semana, despertares noturnos semanais e uso de salbutamol de alívio quase diariamente. Nega internações recentes.
Em uso atual:
• Salbutamol spray sob demanda
• Budesonida inalatório em baixa dose irregular (refere esquecer doses)
Exame físico: sibilos expiratórios difusos, sem sinais de gravidade. Saturação 97% em ar ambiente.
Considerando as diretrizes atuais de manejo da asma em adolescentes, qual é a melhor estratégia terapêutica para controle da doença neste momento?
Iniciar terapia combinada com corticoide inalatório em dose adequada associado a beta-agonista de longa duração e reforçar adesão e técnica inalatória.
Suspender corticoide inalatório e iniciar corticosteroide oral por 7 dias.
Introduzir antibiótico macrolídeo contínuo para controle inflamatório da asma persistente.
Manter apenas broncodilatador de curta duração sob demanda e orientar retorno em 30 dias.
Em relação ao diagnóstico da tuberculose pulmonar em crianças, considerando as limitações dos métodos tradicionais e os avanços recentes, assinale a alternativa correta.
A prova tuberculínica permite diferenciar com segurança infecção latente de doença ativa.
Os testes IGRA apresentam alta sensibilidade em crianças menores de 2 anos, sendo preferíveis nessa faixa etária.
A confirmação bacteriológica é mandatória antes do início do tratamento em todas as crianças.
A radiografia de tórax é sempre suficiente para confirmação diagnóstica em crianças sintomáticas.
A tuberculose na infância é geralmente paucibacilar, o que reduz a sensibilidade da baciloscopia e da cultura.
Em relação à insuficiência respiratória aguda hipoxêmica em pediatria, qual dos seguintes mecanismos fisiopatológicos mais frequentemente explica a hipoxemia refratária ao aumento isolado da fração inspirada de oxigênio?
Hipoventilação alveolar isolada.
Redução da pressão barométrica ambiental.
Redução da capacidade de difusão por anemia.
Aumento da produção metabólica de dióxido de carbono.
Desequilíbrio ventilação-perfusão com shunt intrapulmonar.
Mulher, 38 anos, vem apresentando quadro de tosse recorrente há cerca de seis meses. Ela relata desconforto respiratório aos esforços, com sensação de “chiado no peito”, e associa essa situação à falta de exercício físico. Nas últimas quatro semanas, ela vem apresentando tosse leve, não incapacitante, diariamente. Nega despertares noturnos e relata que o desconforto respiratório ocorre duas a três vezes na semana. A paciente realizou uma espirometria que mostrou um Volume Expirado Forçado em 1 segundo (VEF1) em 70% do previsto, com prova broncodilatadora positiva.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a avaliação dessa paciente e a conduta adequada.
A paciente tem um quadro de asma que necessita de tratamento com salbutamol em uso diário, associado à prednisona diária até melhora do quadro.
A paciente tem um quadro de asma que necessita de tratamento com corticoide inalatório em dose baixa adicionado a formoterol, sendo essa medicação preferencialmente de tratamento diário e para alívio de eventuais crises.
A paciente tem um quadro de asma que necessita de tratamento com dose baixa de corticoide inalatório de uso diário, devendo-se prescrever salbutamol como tratamento preferencial para alívio das crises.
A paciente tem um quadro de asma que necessita de tratamento com corticoide inalatório em dose moderada adicionado a formoterol, devendo utilizar prednisona oral para alívio das crises.
A paciente tem um quadro de asma que necessita de tratamento com corticoide inalatório em dose baixa adicionado a formoterol, devendo utilizar glicopirrônio também de uso diário devido à gravidade do quadro.
Médico pneumologista pediátrico atua em serviço público de urgência e, durante um plantão, identifica que as condições estruturais do serviço são inadequadas e podem colocar em risco a segurança do paciente. À luz do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), diante dessa situação, a conduta eticamente correta é
recusar-se imediatamente a atender qualquer paciente, independentemente da situação clínica.
abandonar o plantão sem comunicar a direção técnica, para resguardar sua responsabilidade ética.
manter o atendimento apenas de casos eletivos, recusando urgências e emergências.
recusar-se a exercer a profissão nessas condições, assegurando o atendimento em situações de urgência e emergência e comunicando formalmente a situação ao CRM.
permanecer no serviço, sem qualquer comunicação formal, para evitar conflitos institucionais.
Em relação às recomendações sobre cessação do tabagismo em pacientes com câncer de pulmão que serão submetidos ao tratamento operatório, assinale a alternativa correta.
É imprescindível que o paciente tabagista abandone o hábito antes do procedimento, pelo maior risco de complicações no pós-operatório.
Não há diferença na incidência de complicações cirúrgicas em tabagistas ativos ou abstêmios, e a cessação deve ser recomendada após o tratamento operatório.
A cessação do tabagismo deve ser ativa e estimulada em todos os momentos do tratamento e não afeta a indicação cirúrgica.
Só há benefício de diminuição de complicações pós-operatórias se o paciente parar de fumar até duas semanas antes da cirurgia. Após esse período, a cessação pode complicar mais o procedimento pelo excesso de secreção na via aérea.
Há indicação de esperar até 12 semanas para que o paciente encerre o hábito tabágico antes de realizar a cirurgia. Após esse período, o risco de progressão da doença é maior do que o de complicações pós-operatórias decorrentes do tabagismo.
O manejo das doenças respiratórias crônicas e agudas é uma atribuição frequente na Unidade Básica de Saúde. Sobre a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, assinale a alternativa correta.
O tratamento da pneumonia adquirida na comunidade em escolares hígidos deve ser iniciado obrigatoriamente com vancomicina endovenosa em regime de hospital-dia.
A bronquiolite viral aguda em lactentes deve ser tratada rotineiramente com inalações de beta-dois agonistas e corticoides sistêmicos para reduzir o tempo de internação.
O corticoide inalatório associado ao formoterol é a terapia de resgate preferencial para o controle de sintomas e redução de riscos na asma, segundo diretrizes atuais.
A tosse crônica no adulto, definida pela duração superior a doze meses, tem como causa principal a infecção persistente pelo vírus da influenza tipo B não vacinado.
O diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica baseia-se na presença de sibilância inspiratória persistente e radiografia de tórax com infiltrado intersticial difuso.
Homem de 40 anos, tosse há 5 semanas, febre vespertina e perda ponderal. Baciloscopia de escarro é positiva. Radiografia mostra cavitação em lobo superior. O paciente vive com esposa e dois filhos. Dessa forma, o conjunto de medidas iniciais CORRETAMENTE apropriado é:
Iniciar macrolídeo e quinolona por 14 dias e repetir baciloscopia, antes de realizar notificação sanitária.
Solicitar TC de tórax e broncoscopia para confirmação histológica, adiando tratamento até resultado.
Iniciar corticoide sistêmico e broncodilatador, visando reduzir inflamação cavitária e melhorar tosse.
Encaminhar para cirurgia torácica para ressecção, por cavitação e risco de transmissão domiciliar.
Iniciar esquema padronizado, notificar o caso e organizar investigação de contatos e orientações de controle.
Paciente de 59 anos com pneumonia grave está em choque séptico após reposição volêmica adequada e permanece em norepinefrina em dose crescente para manter PAM alvo. Lactato permanece elevado. Diante do exposto, a intervenção farmacológica CORRETA como adjuvante hemodinâmico é:
Escalonar para três antibióticos de amplo espectro como estratégia principal para normalizar pressão arterial.
Substituir norepinefrina por diurético e vasodilatador, visando reduzir pós-carga e melhorar perfusão pulmonar.
Introduzir hidrocortisona em dose de estresse como adjuvante em choque refratário a fluidos e vasopressores.
Administrar broncodilatador inalatório contínuo e reduzir vasopressor, tratando hipoxemia como causa da hipotensão.
Realizar anticoagulação e trombólise, interpretando choque como embolia pulmonar até confirmação diagnóstica.
Homem de 48 anos, tabagista ativo (25 anos-maço), queixa-se de dispneia aos esforços moderados (mMRC 2). A espirometria pós-broncodilatador revela VEF1/CVF = 0,74 do previsto; VEF1 = 68% do previsto. A TC de tórax de alta resolução demonstra áreas de enfisema centrolobular incipiente e espessamento de paredes brônquicas, sem evidências de outras doenças intersticiais ou pleurais. De acordo com as definições e recomendações do relatório GOLD 2025, assinale a alternativa que descreve corretamente a classificação e a conduta para o caso.
O paciente apresenta DPOC estádio GOLD 2 (obstrução moderada), devendo iniciar terapia com LAMA/LABA devido ao componente sintomático.
Trata-se de um caso típico de pré-DPOC, definido pela presença de sintomas respiratórios e lesões estruturais na TC, independentemente dos valores de VEF1 ou CVF na espirometria.
A espirometria sugere um distúrbio ventilatório restritivo puro, sendo mandatória a realização de pletismografia para confirmação de redução da capacidade pulmonar total (CPT) antes de qualquer definição relacionada à DPOC.
O termo “Young-COPD” é o mais adequado, visto que a idade inferior a 50 anos com alterações tomográficas define a doença mesmo na ausência de critérios espirométricos clássicos.
O quadro é compatível com o fenótipo PRISm (Preserved Ratio Impaired Spirometry), que, embora não defina DPOC, pela ausência de obstrução fixa, associa-se a maior mortalidade e risco de progressão para obstrução ao fluxo aéreo.
Mulher de 59 anos, não tabagista, apresenta tosse seca diária há 14 meses, desencadeada por perfumes, fala prolongada e mudanças de temperatura. Refere sensação de “irritação” na garganta antes das crises. Já foi adequadamente tratada, de forma sequencial e documentada, para asma variante da tosse com corticoide inalatório em dose plena, rinite com corticoide nasal e refluxo gastroesofágico com inibidor de bomba de prótons por 12 semanas, sem melhora. Espirometria, TC de tórax e endoscopia digestiva alta são normais. De acordo com a abordagem atual da tosse crônica refratária em adultos, qual é a conduta mais apropriada?
Repetir investigação extensa para causas orgânicas raras, incluindo broncoscopia com biópsia endobrônquica.
Iniciar antibioticoterapia empírica prolongada visando infecção bacteriana subclínica das vias aéreas.
Intensificar o tratamento antirrefluxo com associação de pró-cinético e duplicação da dose do inibidor de bomba de prótons.
Reconhecer o quadro como síndrome da hipersensibilidade da tosse e indicar terapia neuromoduladora, associada ou não à terapia fonoaudiológica.
Iniciar corticoterapia sistêmica em baixa dose por tempo prolongado, devido à suspeita de inflamação subclínica persistente.
Um homem de 66 anos, tabagista ativo (40 anos-maço) e portador de enfisema centrolobular, realiza uma tomografia de coerência óptica (ou TC de tórax convencional por outro motivo clínico) que identifica, incidentalmente, um nódulo sólido periférico, de bordos lisos, medindo 7 mm em seu maior eixo, localizado no lobo inferior esquerdo. O paciente não apresenta histórico de neoplasias prévias. Com base nas diretrizes da Fleischner Society (2017) para nódulos incidentais, qual é a conduta mais adequada?
Realizar tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) para caracterização metabólica, dado o alto risco clínico do paciente (idade e carga tabágica).
Realizar a primeira tomografia de controle em 6 a 12 meses; se houver estabilidade, considerar um novo controle entre 18 a 24 meses.
Indicar biópsia transtorácica guiada por tomografia ou exérese em cunha por videotoracoscopia, devido à alta probabilidade pré-teste de malignidade (>65%).
Repetir a tomografia de tórax em 3 meses para calcular o tempo de duplicação volumétrica (VDT), sendo esta a conduta padrão para qualquer nódulo sólido acima de 6 mm em fumantes.
Dar alta do seguimento radiológico caso o nódulo permaneça estável após o primeiro controle de 6 meses, uma vez que nódulos menores que 8 mm possuem risco de metástase virtualmente nulo.
Sobre a investigação microbiológica na pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em adultos, segundo ATS/IDSA, é correto afirmar que:
Culturas de escarro devem ser solicitadas em todo paciente com PAC ambulatorial.
Hemoculturas e cultura de escarro são recomendadas em PAC grave e também quando se pretende cobrir empiricamente MRSA ou Pseudomonas.
Cultura de escarro não é recomendada em nenhum cenário de PAC, incluindo casos graves.
Antígeno urinário para pneumococo é obrigatório em todo paciente com PAC.
Procalcitonina pode ser usada isoladamente para decisão de início de tratamento.
No que diz respeito à avaliação de risco cirúrgico em pacientes pneumopatas candidatos à ressecção pulmonar por neoplasia, assinale a alternativa que descreve corretamente os limiares de funcionalidade segundo as diretrizes da ERS/ESTS e SBPT.
Um consumo de oxigênio de pico (VO2 pico) inferior a 20 mL/kg/min contraindica formalmente qualquer ressecção pulmonar.
O teste de caminhada de 6 minutos (TC6min) com distância percorrida acima de 200 metros é suficiente para autorizar pneumonectomias.
Se o VEF1 ppo for <30%, o paciente deve obrigatoriamente realizar teste ergométrico ou CPET (teste de exercício cardiopulmonar).
A cintilografia de perfusão pulmonar é dispensável no cálculo do (ppo) em pacientes que realizarão lobectomia.
Pacientes com VEF1 ou DLOC ou ppo superiores a 60% são considerados de baixo risco, não necessitando de testes de exercício adicionais.
A Pneumopatia Intersticial associada à Esclerose Sistêmica (ES-DPI) é uma manifestação visceral grave que exige monitoramento funcional respiratório constante para a detecção de progressão fibrótica. O padrão tomográfico mais comum nesta condição é o de Pneumonia Intersticial Não Específica (PINE), diferenciando-se da Pneumonia Intersticial Usual (PIU) encontrada na Fibrose Pulmonar Idiopática. Acerca das características diagnósticas e terapêuticas da pneumopatia intersticial autoimune, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A presença do anticorpo anti-topoisomerase I (Anti-Scl-70) está fortemente associada a um maior risco de desenvolvimento e progressão rápida da doença pulmonar intersticial em pacientes esclerodérmicos.
(__)A Tomografia Computadorizada (TC) de alta resolução do tórax é o padrão ouro para o diagnóstico, revelando tipicamente áreas de opacidade em vidro fosco com distribuição predominantemente subpleural e basal.
(__)O tratamento farmacológico com Nintedanibe, um inibidor de tirosina quinase, foi aprovado para reduzir a taxa de declínio da Capacidade Vital Forçada (CVF) em pacientes com fibrose pulmonar progressiva.
(__)A realização de biópsia pulmonar a céu aberto é obrigatória em todos os casos de Esclerose Sistêmica, uma vez que os achados de espirometria são tecnicamente incapazes de distinguir a restrição pulmonar da asma brônquica.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
V, F, F, V.
F, V, V, F.
V, V, V, F.
V, V, F, V.
A broncoscopia é um método endoscópico invasivo amplamente utilizado na pneumologia moderna, tanto para investigação diagnóstica quanto para intervenções terapêuticas. Na prática clínica atual, ela é considerada ferramenta chave em diversas situações clínicas como investigação de massa pulmonar central, avaliação de hemoptise, suspeita de doença infecciosa em imunocomprometidos e coleta de material em pneumonias de etiologia indeterminada. Sobre aspectos técnicos e clínicos relacionados à broncoscopia, assinale a única alternativa correta.
A broncoscopia permite realização de LBA, escovado e biópsias endobrônquicas e transbrônquicas, sendo ferramenta relevante tanto na investigação de infecções quanto no estadiamento e diagnóstico de neoplasias pulmonares centrais.
A broncoscopia flexível é capaz de diagnosticar pneumotórax espontâneo sem necessidade de correlação com exame de imagem prévio.
A broncoscopia rígida foi completamente abandonada e não possui mais qualquer indicação clínica na era da broncoscopia flexível.
A broncoscopia flexível não permite coleta de material para LBA com finalidade diagnóstica em infecções pulmonares.
Uma criança de 5 anos apresenta febre, tosse e dificuldade respiratória há 3 dias, sem antecedentes significativos de doenças crônicas. O exame físico revela taquipneia, crepitações difusas e diminuição do murmúrio vesicular em alguns campos pulmonares. Considerando a epidemiologia, fisiopatologia e manejo das pneumonias em idade pediátrica, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta sobre diagnóstico diferencial e abordagem terapêutica.
Pneumonia viral em crianças geralmente apresenta início súbito, infiltrados lobares consolidados e necessita sempre de antibioticoterapia imediata.
Pneumonia bacteriana típica costuma apresentar febre alta, consolidação lobar à radiografia e resposta rápida a antibióticos apropriados.
Pneumonias atípicas em crianças são causadas por vírus e nunca por bactérias, e por isso não exigem acompanhamento clínico.
A distinção entre pneumonia viral, bacteriana e atípica pode ser feita com precisão absoluta apenas com radiografia torácica, dispensando avaliação clínica detalhada e exames laboratoriais.