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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as doenças às suas respectivas características.
Coluna 1
1. Tuberculose.
2. Rinite alérgica.
3. Bronquiolite viral aguda.
4. Bronquiectasia.
Coluna 2
( ) A tosse é caracterizada por ser persistente, com mais de 2 semanas de duração e com piora progressiva. Não há períodos de melhora ou melhora gradativa. Na ausculta pulmonar, podem ser ouvidos ruídos adventícios.
( ) A tosse surge 2 a 3 dias após o quadro inicial, associada a taquipneia leve, chegando a dispneia, gemência ou batimento de asa do nariz. Na ausculta respiratória, pode apresentar sibilos, estertores, aumento do tempo expiratório ou até mesmo ruído de transmissão da via aérea superior.
( ) Espirros em salva, prurido nasal intenso, coriza clara e abundante e obstrução nasal.
( ) Persistente produção de escarro, pneumonias frequentes e crepitantes na ausculta pulmonar.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
4 – 1 – 3 – 2.
2 – 3 – 4 – 1.
3 – 4 – 2 – 1.
1 – 3 – 2 – 4.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente critérios diagnósticos para o diagnóstico da rinossinusite crônica.
Episódios recorrentes de secreção nasal clara por 8 semanas, com melhora espontânea e sem necessidade de exame endoscópico.
Congestão nasal isolada por mais de 6 semanas, confirmada por tomografia computadorizada de seios paranasais, com exame inicial na APS.
Halitose e tosse seca por 10 semanas, com investigação obrigatória de alergia por testes cutâneos antes do diagnóstico de cronicidade.
Presença de dois ou mais sintomas principais, como obstrução nasal, secreção mucopurulenta e tosse, persistentes por mais de 12 semanas, com confirmação clínica por rinoscopia.
Sintomas como dor facial e febre alta por pelo menos 4 semanas, associados a alterações radiológicas em radiografia simples de seios paranasais.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Você avalia no ambulatório um paciente de 30 anos de idade, tabagista desde os 18 anos. Há 5 anos tem episódios de sibilância e infecção respiratória recorrentes. Vem para a consulta com uma tomografia de tórax, solicitada pelo colega que encaminhou com bronquiectasias. Está em uso de corticóide inalatório.
Durante a consulta, ao perguntar de doenças anteriores, o paciente refere que a mãe conta que ele teve icterícia colestática prolongada, que iniciou ao nascer e que fez um acompanhamento com o pediatra até os 2 anos de idade, devido a transaminases elevadas que melhoraram espontaneamente.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA:
Solicitar dosagem de alfa 1 antitripsina.
Solicitar dosagem de IgE e fração exalada de óxido nítrico.
Iniciar tiotrópio inalatório.
Iniciar rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.
Suponha a seguinte situação fictícia relacionada a um atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Menina de 7 anos com sibilos recorrentes, 3 episódios por ano, após infecção viral respiratória. Sem história de atopia conhecida. Hoje, em consulta, apresenta sibilos e uso de musculatura acessória, frequência respiratória: 35 irpm, sat. O2: 91% em ar ambiente. O peak flow (Pico de Fluxo Expiratório - PFE) é 70% do previsto para a idade sem tratamento de manutenção.
Considerando o controle e a exacerbação de asma nessa criança, na UBS/ESF, a conduta inicial, conforme classificação GINA (Global Initiative for Asthma) é:
Iniciar montelucaste 4 mg/dia diário devido a história de gatilho viral e elaborar plano terapêutico escrito, associando budesonida inalatória em crises de broncoespasmo agudo.
Prescrever salbutamol inalatório e ipatrópio inalatório, oxigenoterapia e após melhora apresentar plano terapêutico, com encaminhamento para atenção básica.
Prescrever antitussígeno oral, salbutamol nebulizado e prednisona oral, elaborar plano terapêutico e agendar espirometria, com teste de broncodilatação para estratificação de gravidade.
Prescrever salbutamol inalatório e prednisona oral, oxigenoterapia e após melhora apresentar plano terapêutico, com uso de corticoide inalatório.
Suponha a seguinte situação fictícia.
Homem de 35 anos, sem acompanhamento específico para HIV/AIDS, com último contagem de CD4 indicando 80 células/mm3, abandonou terapia antirretroviral há vários meses. Apresenta dispneia insidiosa há 2 semanas mais tosse seca, DHL: 650U/L, saturação O2: 87% em ar ambiente. Radiografia mostra infiltrados intersticiais difusos.
essa suspeita de infecção oportunista definidora de AIDS, o seu correto manejo envolve, EXCETO:
Prescrição de trimetoprima-sulfametoxazol IV, 3-4 vezes ao dia (20 mg/kg/dia de trimetoprima), por 21 dias (fase de indução).
Nebulização com pentamidina 300 mg, semanalmente, sem terapia antirretroviral imediata por risco de IRIS (Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune).
Prescrição de trimetoprima-sulfametoxazol 160/800 mg, VO, 3 vezes por semana (quimioprofilaxia secundária).
Encaminhamento para serviço de referência em pacientes vivendo com HIV/AIDS, para início imediato da terapia antirretroviral após estabilização clínica.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Paciente, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), evoluindo com edema de membros inferiores, desconforto abdominal com dispepsia e turgência jugular.
Assinale a hipótese diagnóstica e a conduta inicial adequada:
Embolia pulmonar e angiotomografia de tórax.
Cor pulmonale e diuréticos de alça.
Exacerbação de DPOC e antibioticoterapia.
Pneumonia comunitária e radiografia de tórax.
Suponha a seguinte situação fictícia relacionada a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Mulher de 62 anos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), grupo GOLD B, mais sequela de tuberculose com fibrose apical, com cerca de 3 exacerbações por ano. Em consulta médica apresenta teste de avalição de DPOC de 15 e aderência baixa aos inaladores. Exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares bilaterais, eupneica, sem cianose ou uso de musculatura acessória. FR: 18 irpm.
Conforme protocolos do Ministério da Saúde, assinale a alternativa INCORRETA sobre o cuidado longitudinal desse quadro de DPOC, no âmbito da ESF/SUS:
Elaborar plano terapêutico singular compartilhado, enfatizando cessação de tabagismo e educação em autocuidado.
Solicitar treinamento inalatório e reabilitação pulmonar domiciliar, com fisioterapeuta comunitário.
Articular assistência ambulatorial, com pneumologia e outros profissionais de saúde, via regulação.
Priorizar prescrição de LABA/LAMA, considerando a possibilidade de ausência de vagas na fisioterapeuta e psicologia.
Durante uma explicação sobre anatomia do sistema respiratório, o professor descreve o trajeto do ar inspirado até a região em que ocorrem as trocas gasosas. Após passar pela cavidade nasal, faringe, laringe, traqueia e brônquios, o ar alcança estruturas cada vez mais ramificadas, até chegar aos __________, que conduzem o ar aos __________, estruturas envolvidas por capilares sanguíneos e responsáveis pela hematose.
Qual alternativa preenche, correta e respectivamente, as lacunas?
bronquíolos – alvéolos pulmonares.
alvéolos pulmonares – bronquíolos.
lobos pulmonares – músculos intercostais.
capilares pulmonares – brônquios principais.
Na tuberculose pulmonar primária, após a fagocitose do Mycobacterium tuberculosis (Mtb) por macrófagos alveolares, qual evento celular e molecular é mais crítico para o início da formação do granuloma e contenção (mas não necessariamente erradicação) da infecção?
Produção maciça de anticorpos IgG específicos contra antígenos da parede celular do Mtb, que opsonizam os bacilos para destruição por neutrófilos.
Ativação de linfócitos T CD4+ (principalmente do perfil Th1) que reconhecem antígenos do Mtb apresentados por macrófagos, levando à secreção de Interferon-gama (IFN-γ) e ativação macrofágica.
Lise direta dos macrófagos infectados por linfócitos Natural Killer (NK), liberando os bacilos para serem fagocitados por células dendríticas mais eficientes.
Inibição da fusão fago-lisossômica dentro dos macrófagos pelo Mtb, permitindo sua replicação intracelular irrestrita e disseminação hematogênica precoce.
Homem de 45 anos, tabagista (20 maços-ano), procura a UBS com tosse produtiva há 4 semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de 6 kg em 1 mês. Radiografia de tórax revela infiltrado cavitário em lobo superior direito. São coletadas duas amostras de escarro para baciloscopia e TRM TB (Xpert MTB/RIF Ultra), com resultado: MTB detectado, resistência à rifampicina não avaliada. Qual a conduta inicial mais adequada na UBS, conforme diretrizes brasileiras atualizadas?
Iniciar esquema básico RHZE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol) por 2 meses intensivos + 4 meses RH, com TDO mensal.
Aguardar cultura e teste de sensibilidade (TS), adiando tratamento até confirmação de sensibilidade.
Iniciar esquema para TB resistente (TB-DR), com encaminhamento imediato à referência terciária.
Repetir TRM-TB imediatamente e investigar micobacteriose não tuberculose (MNT).
Realizar apenas baciloscopias mensais sem iniciar tratamento, monitorando clinicamente.
Um paciente de 63 anos chega à triagem com dispneia intensa, fala entrecortada, uso de musculatura acessória, FR 34 irpm e SpO₂ 84% em ar ambiente. Está consciente, mas agitado. Acerca do tema, a classificação de risco CORRETA em relação ao Sistema Manchester é:
Azul (até 240 min), com encaminhamento para sala de espera e reavaliação após estabilização espontânea do quadro.
Verde (até 120 min), com orientações iniciais e repetição de sinais vitais ao longo da permanência na triagem.
Laranja (até 10 min), com início de monitorização e suporte imediato conforme protocolo institucional de dispneia.
Amarelo (até 60 min), aguardando radiografia e exames básicos antes de intervenções ventilatórias no atendimento.
Vermelho (imediato), com abordagem de sala de emergência e intubação como primeira intervenção do fluxo.
Na prática da pneumologia clínica, apesar dos avanços em métodos de imagem, a necessidade de biópsias para um diagnóstico diferencial assertivo permanece. Assim, é fundamental ao médico conhecer as correlações entre uma dada doença pulmonar e o seu substrato anatomopatológico à microscopia.
As alternativas, a seguir, apresentam diagnósticos de doenças pulmonares comuns com seus achados histopatológicos correspondente, EXCETO, em:
DPOC: enfisema centrolobular com destruição alveolar septal e infiltração neutrofílica brônquica crônica.
Fibrose pulmonar idiopática: padrão UIP com fibrose temporal heterogênea, fibroblastos focais e hiperplasia de pneumócitos tipo II.
Sarcoidose: granulomas não caseosos não necrotizantes com células gigantes tipo Langhans e linfócitos perigranulomares.
Asma: hiperplasia submucosa glandular, espessamento de membrana basal e infiltrado eosinofílico peribronquial.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Puérpera, 30 anos de idade, apresentando quadro de dispneia e dor torácica de início súbito. Há discreto edema de membro inferior direito e sibilos ao exame físico. FC: 110 bpm. Sat.O₂ 91%.
A hipótese diagnóstica e conduta inicial são, respectivamente:
Cardiopatia periparto e ecocardiograma.
Pneumonia nosocomial e radiografia de tórax.
Embolia pulmonar e D-dímero.
Embolia pulmonar e tomografia de tórax.
Mulher de 34 anos apresenta dispneia, hemoptise e queda de hemoglobina em 72 horas. Radiografia com infiltradoalveolar bilateral difuso. Urina com hematúria e cilindros hemáticos. Necessita de oxigênio. Acerca do caso, assinale CORRETAMENTE a conduta inicial que integra melhor diagnóstico e tratamento:
Tratar como pneumonia grave com antibiótico amplo e acompanhar hemograma, mantendo foco infeccioso como hipótese dominante.
Realizar broncodilatadores e diurético, interpretando infiltrado como edema cardiogênico associado a anemia dilucional.
Iniciar anticoagulação plena e investigar tromboembolismo, interpretando hemoptise como infarto pulmonar.
Indicar transfusão e observação clínica, aguardando estabilização espontânea do sangramento alveolar.
Garantir oxigenação, considerar broncoscopia quando viável e iniciar imunossupressão se suspeita de capilarite.
Homem de 38 anos apresenta tosse e dispneia episódicas, com piora noturna e ao exercício. Espirometria: VEF1/CVF reduzida e VEF1 68% do previsto. Após broncodilatador, VEF1 aumenta 280 mL e 14% do basal, com melhora importante dos sintomas durante o teste. Com base no enunciado, assinale a interpretação e conduta inicial CORRETAS:
Diagnosticar restrição e solicitar DLCO, iniciando antifibrótico para doença intersticial presumida.
Interpretar como obstrução com reversibilidade significativa e iniciar controle anti-inflamatório inalatório com seguimento.
Diagnosticar DPOC e iniciar LAMA isolado, por obstrução fixa típica em adulto jovem sintomático.
Interpretar como normalidade funcional e orientar atividade física, tratando dispneia como descondicionamento.
Interpretar como obstrução por disfunção de pregas vocais e indicar terapia fonoaudiológica como principal tratamento.
Mulher de 46 anos apresenta dispneia progressiva e dor pleurítica. Ao exame: expansibilidade reduzida em hemitórax direito, frêmito tóraco-vocal diminuído, macicez à percussão e murmúrio vesicular reduzido na base direita, sem sibilos difusos. Nesse caso, a hipótese diagnóstica CORRETAMENTE compatível com o conjunto de achados é:
Asma em exacerbação, com aprisionamento aéreo e hipersonoridade predominante na base direita.
Derrame pleural volumoso à direita, com redução da transmissão sonora e do murmúrio vesicular local.
Consolidação lobar à direita, com frêmito aumentado e sopro tubário audível na base do pulmão.
Pneumotórax à direita, com macicez à percussão e egofonia marcada no ápice.
Edema pulmonar cardiogênico, com estertores bilaterais difusos e frêmito tóraco-vocal preservado.
Homem de 60 anos com sepse por pneumonia está em ventilação mecânica invasiva. PaO₂/FiO₂ é 120 com PEEP 8 cmH₂O. Há infiltrados bilaterais e não há evidência clínica de edema cardiogênico dominante. Nesse contexto, a estratégia ventilatória CORRETA para reduzir lesão pulmonar associada ao ventilador é:
Usar volume corrente elevado para normalizar PaCO₂, aceitando pressão de platô mais alta.
Ventilar com volume corrente baixo por peso predito e limitar pressão de platô, ajustando PEEP conforme resposta.
Ventilar com frequência baixa e volumes correntes altos, visando minimizar ciclos ventilatórios e reduzir atelectrauma.
Manter ventilação espontânea sem sedação e sem controle de pressão, priorizando preservação diafragmática.
Manter FiO₂ em 1,0 por tempo prolongado, reduzindo necessidade de ajustes de PEEP e recrutamento alveolar.
Homem de 55 anos com pneumonia evolui com hipotensão após reposição inicial, lactato 5 mmol/L e oligúria. Está confuso, com extremidades frias e necessidade crescente de oxigênio. De acordo com o enunciado, assinale CORRETAMENTE o conjunto de condutas nas primeiras horas:
Repetir radiografia e aguardar cultura antes de antibiótico, priorizando definição microbiológica.
Iniciar diurético e restringir fluidos, visando evitar piora respiratória durante sepse.
Administrar broncodilatador e corticoide inalatório, tratando broncoespasmo como mecanismo central do choque.
Coletar culturas, iniciar antimicrobiano precoce, ressuscitar com cristaloide e iniciar vasopressor se refratário.
Manter oxigênio suplementar e analgésico, reavaliando hemodinâmica após melhora do desconforto respiratório.
Considere a recomendação de vacinação em paciente com história de tabagismo ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Assinale a alternativa INCORRETA:
A vacinação contra influenza é indicada anualmente para pacientes com DPOC.
A vacinação contra influenza, pneumococo e COVID é indicada para tabagistas.
A vacinação contra pneumococo é recomendada para pacientes com DPOC.
A vacinação para COVID-19 é recomendada para pacientes com DPOC.
Paciente de 52 anos, tabagista, apresenta tosse crônica e perda de peso. O Cirurgião avalia a necessidade de exames diagnósticos para rastreamento de neoplasia pulmonar. De acordo com o caso, o exame mais indicado como ferramenta preventiva e diagnóstica é:
Radiografia simples de tórax, suficiente para rastreamento precoce em tabagistas.
Tomografia computadorizada de baixa dose, indicada para rastreamento de câncer de pulmão em grupos de risco.
Broncoscopia diagnóstica, indicada apenas em casos de hemoptise maciça.
PET-CT, indicado exclusivamente para estadiamento após diagnóstico confirmado.
Espirometria, útil para avaliação funcional, mas não para rastreamento oncológico.