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No que tange às indicações da broncoscopia, assinale a alternativa INCORRETA.
É o melhor método para diagnóstico de nódulos periféricos.
É utilizada para avaliação de vias aéreas.
É o procedimento de escolha para retirada de corpo estranho de brônquios.
É utilizada para diagnóstico de doenças pulmonares.
Permite a realização de biopsia endobrônquica ou transbrônquica.
Homem de 47 anos, com doença pulmonar obstrutiva crônica, apresenta dispneia súbita, sibilos difusos e saturação de 85% de oxigênio em ar ambiente. Com base nessas informações, a conduta inicial inclui:
corticoide oral e alta hospitalar.
broncodilatadores inalatórios e oxigênio suplementar.
ventilação mecânica imediata.
antibiótico empírico e restrição hídrica.
diurético de alça e vasodilatador.
O esquema básico para tratamento da tuberculose pulmonar em adultos, sensível aos fármacos de primeira linha, consiste no uso de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol por seis meses consecutivos.
Certo
Errado
Segundo as diretrizes ATS/IDSA (2019) e recomendações da SBPT, assinale a alternativa correta sobre a procalcitonina na Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC).
Deve ser usada isoladamente para decidir início de antibiótico.
Substitui avaliação clínica em PAC leve.
É obrigatória em todos os pacientes hospitalizados.
Tem maior valor diagnóstico do que radiografia de tórax.
Não deve ser usada isoladamente para decidir início de antibiótico.
Em relação à hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido, assinale a alternativa que melhor descreve o principal mecanismo fisiopatológico envolvido, segundo a literatura atual.
Redução fisiológica exagerada da resistência vascular pulmonar logo após o nascimento.
Persistência de elevada resistência vascular pulmonar, com manutenção de shunts direita-esquerda fetais.
Aumento isolado da resistência vascular sistêmica, sem repercussões pulmonares.
Falência primária do ventrículo esquerdo como evento inicial do quadro.
Hipervolemia pulmonar decorrente de fechamento precoce do ducto arterioso.
Um paciente diagnosticado com tuberculose pulmonar inicia tratamento na unidade básica de saúde. No âmbito do controle da doença na atenção primária, é responsabilidade do médico da ESF:
Prescrever o esquema inicial e encerrar o acompanhamento após o primeiro mês.
Garantir o tratamento supervisionado, monitorar efeitos adversos e notificar o caso aos sistemas oficiais.
Encaminhar obrigatoriamente todos os casos para internação hospitalar.
Restringir-se ao diagnóstico, transferindo o tratamento para a vigilância epidemiológica.
Priorizar apenas medidas curativas, sem atuação preventiva.
Sobre a imunopatologia da asma, de acordo com o conhecimento atual consolidado, assinale a alternativa correta.
O fenótipo type 2-low (T2-low) é caracterizado por eosinofilia tecidual e no escarro, com excelente resposta a corticosteroides inalatórios.
A inflamação type 2-high é mediada principalmente por IL-4, IL-5 e IL-13 produzidas por linfócitos Th2 e células linfoides inatas tipo 2 (ILC2), estando associada a eosinofilia, hiperresponsividade das vias aéreas e maior risco de exacerbações.
A imunoglobulina E (IgE) não desempenha papel relevante na hiper-responsividade brônquica, atuando apenas na fase tardia da resposta alérgica por meio de mastócitos.
As células ILC2 contribuem para fenótipos neutrofílicos da asma por meio da produção predominante de interferon-gama (IFN-γ).
Em relação ao trauma de vias aéreas, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. A broncoscopia é padrão ouro no diagnóstico de lesões traqueais.
II. O sinal do pulmão caído é patognomônico da lesão traqueobrônquica na tomografia.
III. Lesões traqueais pequenas (<2cm), parciais e sem colapso pulmonar significativo podem ser tratadas inicialmente sem abordagem operatória.
IV. Apesar de frequente, é raramente letal.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e IV.
Apenas III e IV.
Apenas I e III.
Apenas I, II e IV.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Mulher, 45 anos, com antecedente de embolia pulmonar que foi tratada com rivaroxabana há 18 meses, vem evoluindo com dispneia aos leves esforços.
O exame mais adequado a ser indicado para rastreamento de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica é
cintilografia pulmonar ventilação/perfusão (V/Q).
angiotomografia de tórax.
radiografia de tórax.
espirometria.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Homem de 58 anos, diabético mal controlado com hemoglobina glicada de 9,1% e em uso de prednisona por vasculite, apresentando tosse crônica, hemoptise e perda de peso há 2 meses. Radiografia de tórax mostra cavitação no lobo superior esquerdo e nódulos múltiplos. Sem febre alta.
A conduta inicial apropriada para diagnóstico diferencial entre tuberculose e infecção fúngica pulmonar cavitária nessa realidade é:
Iniciar voriconazol imediato por suspeita de aspergilose invasiva, solicitando galactomanana sérica e interconsulta à infectologia.
Solicitar cultura fúngica mais sorologia para histoplasmose e paracoccidioidomicose, encaminhando para referência especializada com anfotericina B empírica se hemoptise persistente.
Solicitar cultura para tuberculose e fungos, sorologia específica para histoplasmose e paracoccidioidomicose, prescrever fluconazol e monitorar semanalmente, solicitando interconsulta à infectologia.
Tratar como tuberculose com RIPE empírico devido a hemoptise e isolar paciente, aguardando baciloscopia antes de cultura e sorologia fúngicas.
Asma e bronquite (aguda e crônica) são síndromes respiratórias com fisiopatologia distinta, porém com frequente sobreposição fenotípica em quadros de tosse persistente e hiperreatividade brônquica. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir.
I.Exacerbações virais são um gatilho relevante tanto em asma quanto em bronquite crônica/DPOC, com impacto direto em piora sintomática, necessidade de atendimento de urgência e risco de hospitalização, mesmo sem evidência de infecção bacteriana secundária.
II.Em asma, corticosteroide inalatório (CSI) tem papel estruturante na prevenção de exacerbações e perda da função pulmonar, sendo a espinha dorsal do tratamento controlatório a médio-longo prazo mesmo em formas leves intermitentes quando há risco aumentado de exacerbação.
III.Bronquite aguda em paciente previamente hígido, sem DPOC e sem comorbidades graves, é doença majoritariamente viral e, portanto, na ausência de sinais de alarme ou piora clínica, não há indicação sistemática de antibiótico empírico.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
II.
I, II e III.
I e III.
I e II.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma das causas mais frequentes de insuficiência respiratória de início agudo na prática clínica e está relacionado de maneira fisiopatológica com complicações crônicas pós-evento, incluindo hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (CTEPH/HPTEC). Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Teste ergométrico e ecocardiografia de esforço são métodos primeiramente indicados para diagnóstico inicial de TEP agudo em paciente com dispneia súbita.
(__)Anticoagulação não reduz risco de HPTEC após TEP e por isso não tem impacto prognóstico no desfecho de hipertensão pulmonar crônica pós-embolia.
(__)Na abordagem diagnóstica inicial da HAP, cintilografia de ventilação/perfusão não tem papel, pois RM e TC são superiores para detecção de microdefeitos de perfusão.
(__)HPTEC (CTEPH) é definida por HAP sustentada após pelo menos 3 meses de anticoagulação efetiva após TEP, e é potencialmente curável com endarterectomia pulmonar em casos selecionados.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, F, F, F.
V, V, V, V.
F, F, V, V.
F, F, F, V.
Infecções do trato respiratório podem ter espectros fisiopatológicos distintos (virais, bacterianos, infecções polimicrobianas, infecções de "órgão adjacente" com repercussão pulmonar) e o pneumologista precisa saber graduar gravidade, extensão anatômica e indicação terapêutica apropriada. Sobre o assunto, analise as afirmativas a seguir.
I.Nas pneumonias adquiridas na comunidade, o uso de biomarcadores como procalcitonina pode auxiliar a reduzir uso desnecessário de antibióticos, principalmente em quadros virais, quando utilizado em conjunto com avaliação clínica e radiológica.
II.Em bronquite aguda em paciente sem DPOC, sem febre persistente e sem taquicardia/manifestações sistêmicas, o uso de antibiótico empírico é considerado padrão-ouro para prevenção de progressão para pneumonia.
III.Infecções virais respiratórias podem desencadear exacerbação de doenças crônicas prévias de vias aéreas e parênquima pulmonar, inclusive asma e DPOC, mesmo na ausência de infecção bacteriana secundária.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I, II e III.
I.
I e III.
II.
Paciente de 35 anos, com diagnóstico prévio de asma, comparece à consulta de seguimento na atenção primária. Nas últimas quatro semanas, refere apresentar sintomas respiratórios em três dias por semana e necessidade de uso de broncodilatador de curta ação em mais de dois dias por semana. Nega despertares noturnos por asma e nega limitação para realizar suas atividades habituais. Com base nesses dados, a classificação do controle da asma é:
Bem controlada.
Parcialmente controlada.
Não controlada.
Persistente leve.
Intermitente.
Na investigação inicial de suspeita de derrame pleural maligno, considerando a acurácia diagnóstica da citologia do líquido pleural, é correto afirmar que:
Enviar sempre 5 mL de líquido pleural é suficiente para a citologia inicial, sem impacto relevante na sensibilidade.
Enviar, sempre que possível, pelo menos 25 mL (idealmente cerca de 50 mL) de líquido pleural para citologia inicial, reconhecendo redução da sensibilidade com volumes menores.
A citologia do líquido pleural apresenta sensibilidade próxima de 100% e, quando positiva, dispensa investigação adicional.
Uma citologia negativa em uma única amostra exclui malignidade pleural.
O ultrassom deve ser usado apenas para marcar o local da punção, não sendo útil para identificar características pleurais sugestivas de malignidade.
Um paciente ambulatorial, clinicamente estável, com obesidade grau III (IMC 42 kg/m²) e apneia obstrutiva do sono (AOS) importante apresenta gasometria arterial diurna em vigília com PaCO₂ de 52 mmHg, sem outra causa evidente de hipoventilação. Qual definição e conduta inicial estão mais alinhadas à diretriz da American Thoracic Society (2025) sobre síndrome da hipoventilação da obesidade (OHS)?
Trata-se apenas de AOS; OHS exige PaCO₂ ≥60 mmHg.
OHS é diagnosticada apenas com polissonografia, dispensando gasometria arterial.
Oxigenoterapia isolada é o tratamento de primeira linha para correção da hipercapnia.
A melhor estratégia inicial é apenas perda ponderal, sem uso de PAP.
OHS é definida por obesidade associada à hipoventilação alveolar diurna (PaCO₂ elevada) na ausência de outras causas; pacientes ambulatoriais estáveis devem receber tratamento com pressão positiva nas vias aéreas (CPAP ou NIV conforme o fenótipo).
Homem, 55 anos, portador de bronquiectasias não fibrocísticas idiopáticas, apresenta quadro de tosse produtiva crônica e três exacerbações infecciosas nos últimos 12 meses. O paciente realiza fisioterapia respiratória regular e higiene brônquica com solução salina hipertônica. Exames recentes de escarro revelaram o primeiro isolamento de Pseudomonas aeruginosa (amostra colhida em estado de estabilidade). De acordo com as diretrizes da European Respiratory Society (ERS) e o Consenso Brasileiro de Bronquiectasias da SBPT, qual é a conduta mais adequada?
Iniciar terapia de supressão de longo prazo com tobramicina inalatória ciclada (28 dias on/
Prescrever azitromicina 250 mg, três vezes por semana, como monoterapia inicial, dado o seu efeito imunomodulador e eficácia comprovada na redução de exacerbações, independentemente do status da Pseudomonas.
Iniciar protocolo de erradicação imediata, preferencialmente com ciprofloxacino oral (500-750 mg, duas vezes ao dia) por 14 dias, podendo ser associado ou seguido por antibiótico inalatório por 3 a 12 semanas.
Indicar lobectomia seletiva precoce, uma vez que o isolamento de P. aeruginosa em pacientes com bronquiectasias é preditor de falha terapêutica clínica e rápida progressão para insuficiência respiratória.
Manter apenas a fisioterapia e realizar novo isolamento em 6 meses; o tratamento antibiótico só deve ser instituído se houver critérios de exacerbação aguda (aumento de volume ou purulência do escarro).
Caso hipotético: mulher de 34 anos relata sintomas respiratórios há meses: tosse seca noturna 1–2 vezes por semana, uso de broncodilatador de resgate ocasional, episódios de aperto no peito desencadeados por exercícios intensos e despertares noturnos esporádicos. Nega internações prévias. Exame físico normal. Espirometria evidencia VEF1 pós-broncodilatador de 78% do previsto, com relação VEF1/CVF reduzida. Paciente nunca usou terapia controladora de doença contínua e está preocupada em “virar dependente de bombinhas”. Qual passo terapêutico inicial é recomendado pelas diretrizes atuais?
Encaminhar ao especialista antes de testar qualquer terapia.
Prescrever apenas broncodilatador de curta ação como monoterapia.
Iniciar corticoide oral contínuo para controle de sintomas.
Introduzir corticosteroide inalatório em baixa dose associado a broncodilatador de resgate conforme necessidade.
Suspender atividade física até controle total dos sintomas.
Recém-nascido a termo, nascido de cesariana eletiva, apresenta taquipneia nas primeiras horas de vida, com leve retração e sem febre. Radiografia mostra hiperinsuflação e linhas perihilares com líquido em fissuras. Gasometria sem acidose importante. Com base no enunciado, a conduta inicial CORRETA deve ser:
Iniciar antibiótico de amplo espectro e coletar hemoculturas, mantendo jejum e hidratação venosa.
Administrar surfactante e intubar precocemente, visando reduzir trabalho respiratório e necessidade de oxigênio.
Oferecer suporte com oxigênio/CPAP conforme necessidade e monitorar evolução clínica, priorizando estabilização.
Iniciar diurético de alça e restringir fluidos, visando reduzir líquido pulmonar e acelerar resolução.
Indicar trombólise e investigação de tromboembolismo, por risco elevado de hipertensão pulmonar neonatal.
Homem de 52 anos com pneumonia grave evolui com hipoxemia persistente. Em ventilação invasiva, relação PaO₂/FiO₂ está em 120, com infiltrados bilaterais difusos e ausência de sinais de edema cardiogênico. Dessa forma, a estratégia ventilatória inicial CORRETAMENTE adequada é:
Alto volume corrente para corrigir hipoxemia rapidamente, com redução progressiva conforme melhora da saturação.
Ventilação com volume corrente elevado e baixa PEEP, visando reduzir pressão intratorácica e hipotensão.
Ventilação com volume corrente moderado e hiperventilação para PaCO₂ abaixo da faixa fisiológica, visando reduzir pressão pulmonar.
Ventilação protetora com volume corrente baixo, limitação de pressão de platô e titulação de PEEP conforme resposta.
Ventilação controlada com oxigênio em fração máxima contínua, mantendo parâmetros fixos até melhora radiológica.