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Um paciente em tratamento para tuberculose apresenta icterícia, náuseas e elevação significativa de transaminases após 6 semanas de uso da terapia padrão (isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol). De acordo com o caso, a droga que provavelmente é responsável pelo quadro de hepatotoxicidade é:
Etambutol.
Rifampicina.
Pirazinamida.
Isoniazida.
Todas apresentam baixo risco de hepatotoxicidade.
Homem de 69 anos apresenta dispneia progressiva há 18 meses e tosse seca. Ausculta com crepitações bibasais em “velcro”. TCAR mostra padrão compatível com pneumonia intersticial usual, sem sinais de doença do tecido conjuntivo e sem exposição ocupacional relevante. Diante do exposto, a conduta que tem maior potencial de modificar a progressão do quadro é:
Iniciar broncodilatador de longa ação e reabilitação pulmonar como estratégia central para a fibrose.
Prescrever corticoide sistêmico em dose moderada por meses, com ajuste conforme sintomas.
Introduzir antibiótico de amplo espectro e avaliar resposta funcional, considerando infecção crônica como gatilho.
Iniciar imunossupressor citotóxico como base e reservar antifibrótico para falha terapêutica clínica.
Iniciar antifibrótico, organizar reabilitação e vacinação, e discutir avaliação para transplante conforme elegibilidade.
Paciente de 68 anos com câncer de pulmão avançado em cuidados paliativos refere dispneia persistente em repouso, associada a ansiedade. Saturação em ar ambiente é 94%. Exame sem sinais de infecção aguda. Sobre o caso, a intervenção CORRETA para controle sintomático inicial deve ser:
Antibioticoterapia empírica e corticoide sistêmico, visando reduzir dispneia por mecanismo inflamatório inespecífico.
Opioide em baixa dose titulado para dispneia, associado a medidas não farmacológicas e suporte para ansiedade.
Oxigênio em alto fluxo visando saturação alta, como eixo do controle sintomático em dispneia refratária.
Intubação eletiva e ventilação invasiva, visando alívio imediato e sustentado da dispneia em qualquer cenário.
Diurético e vasodilatador, visando reduzir dispneia por congestão mesmo sem sinais clínicos de sobrecarga.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Você atende na UBS/ESF uma mulher de 55 anos, tabagista 30 maços-ano, com dispneia aos esforços moderados (subir um lance de escada) e tosse produtiva matinal há 3 semanas, sem febre ou hemoptise. Ao exame: FR 24 irpm, SatO2 93% em ar ambiente, estertores finos em bases bilaterais, IMC 28 kg/m².
Diante desse caso clínico atendido na UBS/ESF, assinale a conduta inicial adequada:
Prescrever expectorante mucolítico e cessação do tabagismo, agendando retorno em 7 dias após exames complementares iniciais, dado o score clínico sem gravidade.
Proceder anamnese e exame pulmonar completos com oximetria serial, referenciando para pneumologista por dispneia crônica associada à DPOC.
Realizar anamnese e exame pulmonar completos com oximetria serial, estratificando gravidade para referenciar à UPA, se instável.
Proceder anamnese e exame físico focados em tabagismo e biomassa, solicitar espirometria e RX tórax, iniciando salbutamol inalatório de imediato.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Idoso de 68 anos, ex-tabagista, queixa de "fraqueza e febre arrastada", além de piora da tosse, iniciada há cerca de 4 meses. Há história de aumento de expectoração, sudorese noturna e um episódio de hemoptise de cerca de 30 mL na última semana. Nega perda de peso. Durante atendimento, apresenta estertores localizados no pulmão direito, sem radiografia disponível no momento. Sat. O2: 95%.
Considerando o diagnóstico diferencial inicial na UBS/ESF, ainda sem imagem, assinale a alternativa CORRETA sobre a priorização de exame complementar:
Solicitar TC de tórax e broncoscopia para diagnóstico diferencial entre tuberculose e neoplasia pulmonar.
Coletar escarro para baciloscopia e Xpert urgente, por suspeita de tuberculose associada à hemoptise.
Tratar como exacerbação de DPOC com antibiótico e corticoide e solicitar cultura de escarro se ausência de melhora.
Iniciar investigação para câncer com citologia de escarro e PET-CT, por suspeita primária de carcinoma.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Jovem de 22 anos, nordestino, lavrador, apresenta tosse seca noturna e febre baixa há 10 dias. Exames laboratoriais revelam eosinófilos 25% (absoluto 3.500/mm³) e RX de tórax mostra infiltrados periféricos transitórios em lobo inferior esquerdo (melhorados no controle). Relata consumo frequente de verduras mal lavadas, sem viagens recentes ou história prévia de asma. O médico da UBS/ESF suspeita de Síndrome de Loeffler, frequentemente, associada ao ciclo de Loss.
São helmintos que realizam o ciclo de Loss, EXCETO:
Strongyloides stercoralis.
Necator americanus.
Ascaris lumbricoides.
Schistosoma mansoni.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Homem de 50 anos com febre de 38,5 graus Celsius, tosse produtiva e dor pleurítica há 3 dias, hipertensão arterial controlada. Na UBS apresenta frequência respiratória de 22 irpm, sat. O2: 94% em ar ambiente e crepitações no lobo inferior esquerdo. Radiografia mostra consolidado no lobo inferior esquerdo.
A antibioticoterapia e o manejo apropriados para esse quadro de pneumonia comunitária adquirida na comunidade, considerando o score CURB do paciente, é:
Azitromicina 500 mg, VO, diária, por 5 dias, associada à ceftriaxona 1g, IV, diária, por possibilidade de agentes atípicos, com reavaliação em até 72h.
Amoxicilina associada ao clavulanato 875/125 mg, VO, 12/12h, com reavaliação em 48h e desescalonamento após cultura e teste de sensibilidade.
Levofloxacino 750 mg, VO, diária, por 5-7 dias, por comorbidade hipertensiva, com reavaliação em até 72h e internação se FR>30 ou SatO2<92%.
Amoxicilina 500 mg, VO, 8/8h, por 7 dias, com reavaliação em 48h e hospitalização se FR>30 ou Sat.O2<92%.
As doenças do sistema respiratório podem comprometer a troca gasosa através de processos obstrutivos ou restritivos que afetam a ventilação e a perfusão. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
( )A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica − DPOC caracteriza-se por uma obstrução persistente do fluxo de ar, geralmente associada a uma resposta inflamatória crônica.
( )O enfisema pulmonar envolve a destruição das paredes alveolares e o alargamento permanente dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais.
( )Na asma brônquica, a broncoconstrição é um processo irreversível que resulta na fibrose progressiva do parênquima pulmonar sem hiperresponsividade das vias aéreas.
( )A ventilação alveolar é o volume de ar que atinge as unidades respiratórias pulmonares e participa efetivamente das trocas gasosas por minuto.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, F.
F, V, F, F.
V, V, F, V.
V, F, V, F.
V, F, F, V.
A exposição a poluentes ambientais e intradomiciliares durante a infância está diretamente associada ao aumento da morbimortalidade por doenças do trato respiratório inferior.
Assinale a alternativa correta considerando as evidências sobre a exposição à fumaça de tabaco ambiental (EFTA), poluentes atmosféricos e aeroalérgenos biológicos.
A queima de biomassa em ambientes internos (fogão a lenha) é considerada inerte para o pulmão infantil, desde que não haja histórico familiar de atopia ou rinite alérgica.
A presença de mofo e umidade excessiva nos domicílios atuam exclusivamente como irritantes da mucosa nasal, sem impacto comprovado na exacerbação da asma ou de sibilância recorrente.
O impacto do material particulado na saúde respiratória infantil restringe-se a áreas urbanas industrializadas, não havendo evidência de prejuízo ao desenvolvimento alveolar em fetos.
O controle ambiental, incluindo a redução de poeira e ácaros, é indicado apenas para crianças com diagnóstico de asma grave, sendo dispensável em casos de asma persistente leve.
A EFTA aumenta significativamente o risco de crises de sibilância, pneumonia e otite média em lactentes, além de estar associada ao menor ganho de função pulmonar ao longo da infância.
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Mulher de 60 anos, ex-fumante de 20 cigarros por dia mais exposição à fumaça de biomassa de lenha por 30 anos, com dispneia grau 2 na escala mMRC e tosse crônica. Em consulta, exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares, sem cianose ou edema. Apresenta pontuação CAT de 18. Espirometria após broncodilatador mostra VEF1 sobre CVF de 0,62, menor que 0,70, e VEF1 de 65% do valor previsto.
Considerando a classificação GOLD e o manejo inicial relacionados ao rastreio e à estratificação de DPOC na paciente referida, assinale a alternativa CORRETA:
GOLD A com baixo risco; cessação tabagismo intensiva, monoterapia inalatória com tiotrópio, vacinação contra influenza e espirometria anual.
GOLD B com alto risco; cessação tabagismo intensiva, tripla terapia inalatória (ICS + LABA/LAMA) por CAT alto, reabilitação pulmonar comunitária, vacinação contra influenza e espirometria semestral.
GOLD B com alto risco; cessação tabagismo intensiva, LABA mais LAMA fixos, reabilitação pulmonar comunitária e vacinação contra pneumococo e influenza.
GOLD A com médio risco; cessação tabagismo intensiva, tratamento com mucolíticos orais e LAMA inalatório, reabilitação pulmonar comunitária e vacinação contra pneumococo e influenza.
Na fisiopatogenia da asma a estimulação das células B (linfócitos B) ocorre a liberação de uma imunoglobulina do tipo:
IgG.
IgM.
IgD.
IgE.
IgA.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Paciente, com doença pulmonar obstrutiva crônica, classificado como GOLD E.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao tratamento:
Terapia com corticoides e antagonistas muscarínicos de longa ação.
Terapia com corticoides e beta-agonistas de longa ação.
Corticoides, azitromicina e vacinação.
Corticoides, antagonistas muscarínicos e beta-agonistas de longa ação.
Indique qual fármaco é considerado de primeira linha para o tratamento de manutenção em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), devido à sua ação anticolinérgica.
Salbutamol.
Ipratrópio.
Montelucaste.
Prednisolona.
Homem de 24 anos, previamente hígido, procura o serviço de emergência por dispneia progressiva, tosse seca, dor torácica, febre, náuseas e episódios de vômitos há 8 dias. Relata ter iniciado uso diário de cigarro eletrônico há aproximadamente 1 ano. Nas últimas 6 semanas, passou a utilizar também cartuchos adquiridos informalmente contendo tetraidrocanabinol (THC).
Ao exame: temperatura 38,1 °C, frequência cardíaca 112 bpm, frequência respiratória 28 irpm, pressão arterial 118 × 72 mmHg e saturação de O2 de 89% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, apresenta crepitações finas bilaterais, sem sibilos.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,2 g/dL; leucócitos 16.800/mm3, com 84% de neutrófilos e 2% de eosinófilos; plaquetas 328.000/mm3; proteína C reativa 126 mg/L; creatinina 0,9 mg/dL. Testes moleculares para SARS CoV 2 e influenza são negativos. Hemoculturas e culturas de escarro não demonstram crescimento bacteriano, e a investigação microbiológica complementar não identifica agente infeccioso.
A radiografia de tórax evidencia opacidades pulmonares bilaterais difusas. A tomografia computadorizada mostra opacidades em vidro fosco bilaterais, multifocais, com relativa preservação subpleural, sem derrame pleural.
Diante da hipoxemia, o paciente é internado e recebe oxigenoterapia. Após avaliação clínica e exclusão razoável de etiologia infecciosa, considera-se o emprego de glicocorticoide sistêmico.
Com base nos achados clínicos, laboratoriais e radiológicos apresentados, assinale a opção que melhor estabelece o diagnóstico, a conduta terapêutica e o mecanismo farmacológico relacionado ao tratamento.
Pneumonia eosinofílica aguda associada ao cigarro eletrônico; iniciar glicocorticoide sistêmico, cuja ação predominante decorre da estabilização direta da membrana dos eosinófilos e da inibição irreversível da liberação de proteínas catiônicas.
Pneumonite de hipersensibilidade induzida por componentes do aerossol; iniciar glicocorticoide sistêmico, que atua bloqueando diretamente receptores H1 e impedindo a ativação pulmonar mediada por histamina.
Pneumonia lipoídica exógena secundária à inalação de substâncias oleosas; iniciar glicocorticoide sistêmico, cujo principal efeito anti-inflamatório resulta da inibição direta e seletiva da ciclo oxigenase 2.
Síndrome do desconforto respiratório agudo de etiologia infecciosa presumida; manter antibioticoterapia como tratamento etiológico e utilizar glicocorticoide porque ele neutraliza diretamente citocinas inflamatórias circulantes por ligação extracelular.
Lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico ou vaping (EVALI); interromper a exposição, manter tratamento de suporte e considerar glicocorticoide sistêmico no paciente hospitalizado após avaliação de causas infecciosas, fármaco que se liga ao receptor glicocorticoide intracelular e modula a transcrição de genes envolvidos na resposta inflamatória.
Na síndrome do desconforto respiratório, ainda não existem verdadeiros alvéolos e as vias aéreas terminais apresentam-se como estruturas tubulares, com paredes espessas e distantes dos capilares. O interstício é abundante, com pouca quantidade de tecido elástico e conectivo, e a área disponível para trocas gasosas é reduzida. Considerando esses aspectos fisiopatológicos, assinale a alternativa que apresenta um aspecto que NÃO está envolvido na fisiopatologia dessa doença.
Deficiência de surfactante.
Edema intersticial e alveolar.
Diminuição da tensão superficial alveolar.
Desenvolvimento pulmonar estrutural incompleto.
Prejuízo nas trocas gasosas.
Assinale a alternativa que descreve corretamente a definição, causas principais e manejo inicial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
A DPOC é uma doença infecciosa aguda caracterizada por inflamação reversível das vias aéreas, causada principalmente por infecções virais e alergias, com sintomas como febre alta, coriza e fadiga; o manejo inicial na APS inclui antibióticos orais, repouso absoluto e isolamento domiciliar para evitar transmissão comunitária.
A DPOC é uma condição cardiovascular crônica caracterizada por hipertensão pulmonar isolada, causada principalmente por sedentarismo e dieta rica em gorduras, com sintomas como dor torácica, palpitações e edema periférico; o manejo inicial na APS inclui betabloqueadores, dieta hipossódica e monitoramento ambulatorial de pressão arterial.
A DPOC é uma doença alérgica sazonal caracterizada por crises reversíveis de broncoespasmo, causada principalmente por pólen e ácaros, com sintomas como sibilos episódicos, prurido nasal e espirros; o manejo inicial na APS inclui anti-histamínicos, corticosteroides tópicos e evitação de alérgenos ambientais.
A DPOC é uma doença respiratória crônica caracterizada por obstrução persistente ao fluxo aéreo, causada principalmente pelo tabagismo e exposição a poluentes, com sintomas como dispneia progressiva, tosse crônica e expectoração; o manejo inicial na APS inclui avaliação espirométrica, cessação tabágica, uso de broncodilatadores inalatórios e vacinação contra influenza e pneumococo.
A DPOC é uma afecção oncológica pulmonar caracterizada por crescimento tumoral obstrutivo, causada principalmente por radiação e genética familiar, com sintomas como hemoptise, perda de peso e fraqueza generalizada; o manejo inicial na APS inclui quimioterapia paliativa, suporte nutricional e referência para oncologia especializada.
Segundo consensos recentes da SBPT e diretriz ATS sobre síndrome da hipoventilação da obesidade (OHS), qual critério é obrigatório para o diagnóstico?
IAH ≥30/h.
Hipoxemia noturna isolada.
Polissonografia tipo I obrigatória.
Hipercapnia diurna em vigília, na ausência de outra causa.
IMC ≥35 kg/m² obrigatoriamente.
Paciente com 50 anos tem tosse com expectoração clara há 3 meses. Nega tabagismo mas é cozinheira com forno de lenha há 30 anos. Foi aventada a hipótese diagnóstica de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Pode-se afirmar sobre a hipótese:
A eosinofilia indica o diagnóstico de asma.
Mais 40% dos casos são não tabagistas.
A relação VEF1/CVF > 80% afasta o diagnóstico.
O corticoide inalatório é a terapêutica inicial.
A vacinação DPT (difteria, tétano e pertussis) está indicada.
O diagnóstico de asma em idosos tem crescido e a diferenciação com outras comorbidades é um desafio. Em relação a este tópico é INCORRETO afirmar:
O tabagismo é frequente como fator desencadeante.
A associação com rinossinusites alérgicas é frequente.
A história familiar é comum.
Os sintomas respiratórios noturnos favorecem o diagnóstico de insuficiência cardíaca.
A relação FEV1/CVF se reduz com a idade e pode comprometer o diagnóstico de DPOC.
A espirometria é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de DPOC, sendo a presença de uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7 o critério que confirma a presença de obstrução fixa ao fluxo aéreo.
Certo
Errado