

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Em relação ao diagnóstico da pneumocistose pulmonar (PCP), assinale a alternativa correta.
A identificação do microrganismo por imunofluorescência direta em lavado broncoalveolar (LBA) é o exame de escolha, com alta sensibilidade e especificidade.
A imunofluorescência direta aplicada ao escarro induzido apresenta sensibilidade superior a 90% e é o método padrão-ouro.
O padrão-ouro é a cultura de escarro induzido.
A detecção de anticorpos IgM e IgG específicos é o método de confirmação recomendado nas diretrizes atuais.
O aumento do LDH sérico associado à linfopenia é diagnóstico de pneumocistose, dispensando métodos de identificação direta.
Sobre a reabilitação pulmonar na DPOC, assinale a alternativa correta.
A reabilitação não é indicada a todos os pacientes com sintomas relevantes e/ou alto risco de exacerbação.
A reabilitação pulmonar melhora a dispneia, o estado de saúde e a tolerância a exercícios físicos apenas em pacientes instáveis.
A reabilitação pulmonar não reduz a hospitalização entre pacientes que tiveram uma exacerbação recente (≤4 semanas de hospitalização anterior).
A reabilitação pulmonar leva à redução dos sintomas de ansiedade e depressão.
Não há evidências conclusivas de um papel benéfico da reabilitação pulmonar em pessoas com DPOC.
Paciente feminina, 58 anos, hipertensa e tabagista, é admitida no pronto-socorro com dispneia súbita e dor torácica pleurítica há 1 hora. Encontra-se confusa, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar > 3 segundos. Apresenta pressão arterial sistólica de 95 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm e saturação de O₂ de 88% em ar ambiente. ECG mostra taquicardia sinusal e bloqueio incompleto de ramo direito. A gasometria revela hipoxemia e hipocapnia. A angiotomografia evidencia extensos trombos em artérias pulmonares principais, com sinais de sobrecarga de ventrículo direito. Com base na estratificação de risco para tromboembolismo pulmonar agudo, assinale a alternativa que classifica corretamente o caso e indica a conduta inicial apropriada.
TEP de baixo risco, anticoagulação imediata.
TEP de risco intermediário, anticoagulação imediata.
TEP de risco intermediário, trombólise sistêmica imediata.
TEP de alto risco, trombólise sistêmica imediata.
TEP de alto risco, anticoagulação imediata.
São consideradas contraindicações à realização de espirometria, EXCETO
hipotensão sistêmica sintomática ou hipertensão grave.
história de síncope relacionada à expiração forçada/tosse.
gestação no primeiro trimestre.
infecção respiratória em período transmissível.
cognição prejudicada impedindo a realização do teste /
Assinale a opção correta a respeito da doença pulmonar obstrutiva crônica, de acordo com a GOLD 2025 (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease 2025).
O diagnóstico da doença depende da espirometria, sendo o critério proposto pela GOLD 2025 a presença de relação VEF1/CVF < 0,7 no pré-broncodilatador.
O uso de terapia tripla (beta-2 agonista de longa duração, antimuscarínico de longa duração e corticoide inalatório) em pacientes exacerbadores melhora os sintomas, mas não reduz a mortalidade.
Os pacientes com uma exacerbação moderada no último ano — escala mMRC 2 e CAT 15 — devem fazer uso de beta-2 agonista de longa duração e corticoide inalatório como terapia inicial.
Quando utilizada para controle de exacerbações, a azitromicina deve ser administrada por pelo menos 6 meses, na dose de 500 mg, duas vezes por semana.
O dupilumabe é indicado para pacientes com histórico de exacerbações frequentes, que já estejam em uso de tripla terapia (beta-2 agonista de longa duração, antimuscarínico de longa duração e corticoide inalatório) e que apresentem eosinófilos ≥ 300 células por microlitro.
Paciente do sexo masculino, com 50 anos de idade, aposentado do serviço de mineração, encontra-se em acompanhamento médico há cerca de 10 anos por silicose pulmonar. Recebeu diagnóstico de hipertensão arterial e dislipidemia, e nega a prática de tabagismo. Relata tosse produtiva iniciada há três meses, associada a hemoptoicos, febre vespertina e astenia.
Nesse caso clínico, a principal hipótese diagnóstica é
embolia pulmonar.
artrite reumatoide.
tuberculose.
câncer de pulmão.
pneumonia.
A semiologia respiratória (inspeção, palpação, percussão e ausculta) é ferramenta central para a avaliação inicial das doenças pulmonares, orientando hipóteses diagnósticas e exames complementares. Com base em princípios semiológicos clássicos, assinale a única alternativa verdadeira.
Crepitações finas difusas que melhoram imediatamente após tosse são achado patognomônico de pneumotórax.
Diminuição do murmúrio vesicular unilateral acompanhada de timpanismo à percussão é característica típica de consolidação lobar por pneumonia.
Aumento do frêmito tóraco-vocal sobre um hemitórax é esperado em derrame pleural volumoso.
Hipocratismo digital é um sinal frequentemente associado a doenças pulmonares crônicas com hipóxia prolongada e pode indicar doença avançada.
Homem de 52 anos, IMC 44 kg/m², é internado por sonolência e dispneia. Gasometria inicial: pH 7,26; PaCO₂ 78 mmHg; PaO₂ 54 mmHg, sem evidência de DPOC significativa em espirometria prévia. Evolui com melhora após ventilação não invasiva na enfermaria. Está clinicamente apto para alta, mas ainda não realizou polissonografia nem titulação formal de pressão positiva. Diante do exposto, a conduta de suporte ventilatório domiciliar na alta que é CORRETAMENTE adequada até a investigação e titulação em laboratório do sono é:
Prescrever oxigênio domiciliar noturno com titulação por oximetria e programar retorno para investigação do sono.
Dar alta sem pressão positiva e orientar perda ponderal, com reavaliação clínica e gasométrica em consulta ambulatorial.
Iniciar CPAP domiciliar e manter até titulação, assumindo obstrução do sono como mecanismo dominante da hipercapnia.
Manter NIV bilevel domiciliar na alta, como ponte até polissonografia e titulação de PAP em laboratório do sono.
Indicar traqueostomia eletiva para controle ventilatório e redução de reinternações, com planejamento cirúrgico após estabilização.
Homem de 41 anos com pneumonia bacteriana evolui com dor pleurítica e persistência de febre após 72 horas de antibiótico. Ultrassom evidencia derrame pleural septado. Toracocentese: pH 7,10, glicose baixa e LDH elevado, com predomínio de neutrófilos. A conduta CORRETA em relação ao caso deve ser:
Manter antibiótico e observar reabsorção, repetindo toracocentese conforme evolução clínica e radiológica.
Trocar antibiótico por via oral e programar retorno ambulatorial, com radiografia de controle em 2 semanas.
Associar drenagem pleural com dreno torácico e manter antibioticoterapia adequada ao foco infeccioso.
Iniciar diurético e restrição hídrica, interpretando derrame como transudato por sobrecarga volêmica.
Realizar pleurodese química na fase aguda, visando reduzir recidiva do derrame de origem infecciosa.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Você atende pela primeira vez um paciente adulto, de 18 anos, sexo masculino, com história de vários episódios de broncoespasmo durante toda a vida. Era acompanhado pelo pediatra até poucos meses atrás e era tratado com corticoide inalatório. Pelo histórico do paciente, ele foi um bebê prematuro ao nascer. Nasceu com 27 semanas de idade gestacional, ficou em ventilação mecânica invasiva por 42 dias e teve alta da UTI neonatal ainda em uso de oxigênio, que só conseguiu ser suspenso após os 4 meses de vida.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA.
Esse paciente precisa de uma espirometria para fazer a classificação do fenótipo e deve ser tranquilizado, pois com a chegada da vida adulta e o final da alveolização pulmonar, é esperado que a doença melhore.
Nesse paciente, não há necessidade de exames de função pulmonar, mas deve ser mantido o corticoide inalado, com uso de beta-2-agonista de curta duração nos episódios de exacerbação da asma.
Esse paciente precisa de uma espirometria para fazer a classificação do fenótipo e acompanhamento individualizado, pois a broncodisplasia pode persistir na vida adulta e ter uma padrão similar a uma DPOC.
Nesse paciente, não há necessidade de exames de função pulmonar, mas com a chegada da vida adulta, o tratamento de escolha é a terapia de manutenção e alívio, sendo essencial a escolha do formoterol como beta-agonista.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Homem com 78 anos, tabagista, evoluindo com dispneia, tosse produtiva, sonolência leve é atendido em ambiente ambulatorial. Ao exame físico, são encontrados estertores em base direita e SatO2 de 88% em ar ambiente.
Considerando o caso descrito, a conduta médica mais adequada é:
Iniciar corticoide e broncodilatador e reavaliar em 48 horas.
Solicitar radiografia de tórax e reavaliar em retorno.
Encaminhar para avaliação em pronto atendimento.
Prescrever azitromicina e medicações para sintomas.
Criança de 6 anos apresenta febre alta há 2 dias, tosse produtiva e dor torácica. Exame com taquipneia e estertores localizados em base direita, sem sibilância difusa. Saturação 93% em ar ambiente e radiografia com consolidação lobar. Sobre o tema, assinale a conduta inicial CORRETA:
Broncodilatador inalatório em doses repetidas e observação, usando resposta clínica como critério de ajuste.
Antibiótico para pneumonia comunitária e reavaliação estruturada, com orientação de sinais de alarme.
Corticoide sistêmico e antitussígeno, visando reduzir inflamação e melhorar sono e aceitação alimentar.
Antiviral como eixo terapêutico e suspensão de antibiótico, interpretando consolidação lobar como padrão viral.
Diurético e restrição hídrica, por hipótese de congestão cardiogênica como causa da consolidação.
Homem de 67 anos com febre, tosse produtiva e confusão mental chega com FR 32 irpm, PA 86/54 mmHg e SpO₂ 88% em ar ambiente. Radiografia mostra consolidação multilobar. Não há história de bronquiectasias, internação recente ou colonização prévia por Pseudomonas/MRSA. Com base no caso, o esquema antimicrobiano empírico inicial CORRETO é:
Azitromicina isolada, com foco em agentes atípicos e reavaliação clínica precoce após estabilização inicial.
Amoxicilina isolada em dose padrão, com foco em pneumococo e observação da resposta hemodinâmica.
Levofloxacino isolado, com ajuste conforme culturas e decisão posterior baseada em evolução clínica.
Piperacilina-tazobactam associada a vancomicina, como cobertura inicial ampla sem estratificação de risco.
Ceftriaxona associada a macrolídeo, com culturas e suporte intensivo conforme gravidade clínica.
Uma paciente de 32 anos, asmática, apresenta piora progressiva da dispneia após início de tratamento com um novo anti-hipertensivo. O exame físico mostra sibilos difusos. Nesse contexto, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o fármaco que tem mais possibilidade de ser responsável pelo quadro e o mecanismo que explica esse efeito adverso
Betabloqueador não seletivo; broncoconstrição por bloqueio dos receptores β2 pulmonares.
Inibidor da enzima conversora de angiotensina; broncoconstrição por acúmulo de bradicinina.
Diurético tiazídico; broncoconstrição por hipocalemia induzida.
Antagonista do receptor de angiotensina II; broncoconstrição por bloqueio direto dos receptores AT1.
Bloqueador de canal de cálcio; broncoconstrição por efeito direto sobre musculatura lisa brônquica.
Mulher de 45 anos com esclerose sistêmica apresenta dispneia progressiva. Ecocardiograma sugere hipertensão pulmonar. Cateterismo direito: pressão média da artéria pulmonar elevada, pressão de oclusão normal e resistência vascular pulmonar aumentada. Não há doença parenquimatosa relevante em TC. Acerca do caso, a estratégia terapêutica CORRETA é:
Iniciar diurético como monoterapia e suspensão de atividade física, com reavaliação anual por ecocardiograma.
Iniciar terapia específica para HAP conforme risco, combinando fármacos de vias distintas quando indicado.
Iniciar betabloqueador e anticoagulação como eixo central, por benefício comprovado em todas as hipertensões pulmonares.
Prescrever broncodilatador e corticoide inalatório, tratando como asma com vasoconstrição hipóxica associada.
Iniciar oxigênio contínuo e antibiótico profilático, visando reduzir vasoconstrição e infecções respiratórias.
Menino de 3 anos teve engasgo súbito ao comer amendoim, seguido de tosse intensa. Evoluiu com sibilância unilateral à direita e redução do murmúrio vesicular no mesmo lado. Radiografia em expiração mostra hiperinsuflação unilateral e desvio discreto do mediastino. Conforme o caso, a conduta CORRETA para diagnóstico e tratamento é:
Iniciar broncodilatador e corticoide sistêmico, mantendo observação por 24 horas para regressão dos sintomas.
Realizar antibioticoterapia e fisioterapia respiratória, tratando como pneumonia aspirativa e reavaliando em 7 dias.
Solicitar TC de tórax e aguardar laudo antes de intervenção endoscópica, visando localizar o corpo estranho.
Indicar broncoscopia rígida com remoção do corpo estranho, em ambiente com suporte anestésico apropriado.
Solicitar espirometria com broncodilatador para confirmar obstrução e definir gravidade antes de procedimento.
Homem de 54 anos colapsa na emergência. Está inconsciente, sem respiração efetiva e sem pulso. Monitor mostra fibrilação ventricular. A equipe dispõe de desfibrilador e acesso venoso em obtenção. A conduta imediata CORRETA, acerca do caso, é:
Administrar epinefrina e aguardar conversão do ritmo antes de desfibrilar, mantendo compressões com pausas longas.
Realizar cardioversão sincronizada e, após reversão, iniciar compressões se persistir instabilidade clínica.
Administrar amiodarona como primeira intervenção e desfibrilar se não houver resposta ao antiarrítmico.
Garantir via aérea definitiva antes do primeiro choque, priorizando ventilação e capnografia no início do atendimento.
Desfibrilar e retomar compressões logo após o choque, seguindo ciclos e reavaliação periódica do ritmo.
Suponha a seguinte situação fictícia:
Você está no ambulatório de pneumologia e encaixaram uma consulta de urgência hoje. Trata-se de uma criança de 3 anos de idade, sem história de sibilância ou outras comorbidades, com quadro de tosse e febre de 4 dias de duração. Está alimentando um pouco menos que o normal, mas aceita bem líquidos por via oral. A criança está no colo da mãe, no momento está afebril, mas está nitidamente taquipneica para a idade. Não tem tiragem intercostal ou outro sinal de desconforto respiratório. Pela percussão, tem som claro pulmonar bilateralmente e não foi notada redução do murmúrio vesicular nas bases pulmonares.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA.
O diagnóstico mais provável é de pneumonia comunitária, não há necessidade de radiografia e o tratamento pode ser feito ambulatorialmente com amoxicilina oral.
O diagnóstico mais provável é de resfriado comum, não há necessidade de radiografia de tórax e nem de antibióticos.
O diagnóstico mais provável é de pneumonia atípica, deve ser feita radiografia de tórax com urgência e tratamento com azitromicina oral.
O diagnóstico mais provável é de pneumonia grave, a criança deve ser internada com urgência, realizada uma radiografia de tórax e tratamento com vancomicina venosa.
Homem de 68 anos com DPOC estável, em tratamento otimizado, apresenta gasometria em repouso: PaO₂ 54 mmHg e SaO₂ 88% em ar ambiente, em condição estável e sem exacerbação recente. De acordo com o enunciado, assinale a prescrição de oxigenoterapia CORRETA para impacto prognóstico e segurança:
Oxigenoterapia durante atividades físicas, com meta de saturação alta em todo o período de uso domiciliar.
Oxigenoterapia durante o sono, com meta de saturação muito elevada para reduzir dessaturações noturnas.
Oxigenoterapia domiciliar prolongada, com tempo mínimo diário e titulação para faixa segura, com reavaliação periódica.
Oxigenoterapia em alto fluxo intermitente por curto período ao dia, visando “treino” ventilatório e melhora funcional.
Oxigenoterapia sob demanda quando houver dispneia, usando melhora subjetiva como critério central de ajuste.
O sucesso do tratamento da asma e de outras doenças obstrutivas na infância depende da entrega efetiva do fármaco aos pulmões. A escolha do dispositivo inalatório (DI) deve ser individualizada, considerando a idade do paciente, a coordenação motora e o fluxo inspiratório.
Assinale a alternativa correta sobre o uso de dispositivos na pediatria, segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Ministério da Saúde (MS).
Para crianças com idade inferior a 4 ou 6 anos, o uso do inalador dosimetrado acoplado ao espaçador valvulado com máscara facial é a técnica preferencial.
Os inaladores de pó seco são os dispositivos de primeira escolha para lactentes e pré-escolares, uma vez que não exigem coordenação entre o disparo e a inspiração, dependendo exclusivamente do volume residual do paciente para a entrega do fármaco.
O uso de nebulizadores de jato é superior ao uso do inalador dosimetrado com espaçador valvulado no manejo de crises de asma moderada na emergência, pois a nebulização contínua garante uma maior penetração do medicamento nas pequenas vias aéreas.
Em crianças maiores de 6 anos, que utilizam o inalador dosimetrado com bocal, a técnica de “jato aberto” é atualmente a mais recomendada por dispensar o uso de espaçadores e facilitar a adesão.
O uso de máscaras faciais é preferível ao uso de bocais em crianças maiores de 5 anos e adolescentes, pois a respiração nasal filtra impurezas e aumenta a biodisponibilidade pulmonar dos corticosteroides inalatórios.