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Suponha a seguinte situação fictícia:
Paciente 76 anos está hospitalizado por quadro de afasia e hemiplegia. O eletrocardiograma (ECG) mostra um ritmo de fibrilação atrial e já foi iniciada anticoagulação oral. Durante internação, evolui com quadro de insuficiência respiratória com necessidade de ventilação mecânica. A radiografia de tórax evidencia opacificação extensa em 2/3 inferiores de hemitórax direito.
Assinale a alternativa com a melhor hipótese diagnóstica e conduta:
Embolia pulmonar, com substituição da anticoagulação oral por subcutânea.
Descompensação de insuficiência cardíaca, com investigação de etiologia isquêmica.
Pneumonia por broncoaspiração, com antibioticoterapia que cubra anaeróbios.
Lesão de tronco encefálico, com outra tomografia de crânio.
Homem de 71 anos com DPOC foi internado por exacerbação moderada. Após 72 horas, está afebril, sem acidose, com melhora da dispneia em repouso e SpO₂ 91% em ar ambiente, mantendo-se estável à deambulação curta. Técnica inalatória revisada e retorno agendado. A decisão CORRETA em relação à alta hospitalar é:
Manter internação até normalizar espirometria, usando VEF1 como critério central para liberação hospitalar.
Conceder alta sem ajustes terapêuticos, pois melhora clínica ocorreu e seguimento ambulatorial resolve pendências.
Prescrever antibiótico prolongado para prevenção de recidiva, independentemente de escarro purulento e febre persistente.
Prolongar internação para fisioterapia intensiva, mesmo com estabilidade clínica e plano terapêutico estruturado.
Considerar alta com plano de continuidade, otimização de manutenção e critérios de retorno, com suporte domiciliar organizado.
O Mycobacterium tuberculosis já infectou um terço da humanidade ao longo da história — é o patógeno humano de maior sucesso evolutivo. Sobre as adaptações metabólicas e fisiológicas do M. tuberculosis, assinale a alternativa incorreta.
O bacilo depende fortemente de lipídios do hospedeiro como fonte de energia em diversos nichos.
A bactéria apresenta mecanismos que permitem sobreviver em condições de hipóxia, acidificação e estresse nutricional.
A parede celular do M. tuberculosis atua como barreira dinâmica essencial para interação com o hospedeiro e resistência a agressões.
A fisiologia do M. tuberculosis é uniforme, não variando de acordo com fatores ambientais ou condições locais do tecido infectado.
De acordo com as diretrizes NCCN/ESMO mais recentes, qual é a terapia molecular aprovada como tratamento de primeira linha para pacientes com adenocarcinoma de pulmão não pequenas células (NSCLC) em estágio IV, portadores de mutações ativadoras sensíveis no EGFR?
Inibidores de ALK (Anaplastic Lymphoma Kinase), como crizotinibe, indicados independentemente do status de mutação EGFR.
Inibidores seletivos de EGFR-TKI, como osimertinibe (preferencial) ou gefitinibe, para mutações ativadoras no éxon 19 ou L858R.
Quimioterapia baseada em platina (ex.: cisplatina + pemetrexede), associada a imunoterapia em casos sem mutações acionáveis.
Inibidores de ROS1 (c-ros oncogene 1), como entrectinibe, recomendados para fusões genéticas ROS1, independentemente de EGFR.
Jovem de 21 anos, com história de asma desde a infância, apresenta piora progressiva da dispneia há 48 horas. Refere tosse seca, chiado no peito e sensação de aperto torácico, especialmente ao caminhar por curtos trajetos. Nega febre. Tem histórico duvidoso de adesão ao corticoide inalatório prescrito meses antes. Ao exame físico, está taquipneico (FR 26 irpm), com sibilos difusos bilateralmente e leve uso de musculatura acessória. Saturação de O2: 93% em ar ambiente. Pulsos periféricos normais. Não há sinais de pneumonia ou de insuficiência cardíaca. Ele relata que, nos últimos meses, apresentou episódios repetidos de exacerbação após viroses respiratórias e maior exposição a poeira no trabalho de meio período. Os achados sugerem exacerbação asmática, possivelmente associada a ativação de vias inflamatórias tipo 2. Relativo ao caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Trata-se de uma crise grave - deve-se iniciar antibiótico de amplo espectro imediatamente, pois exacerbações asmáticas em adultos jovens são majoritariamente de etiologia bacteriana.
Trata-se de uma crise leve - deve-se evitar o uso de corticosteroide inalatório no atendimento inicial, pois pode prejudicar a resposta imunológica mediada por células Th2.
Trata-se de uma crise muito grave - deve-se administrar broncodilatador de ação prolongada (LABA) isolado, para alívio rápido dos sintomas iniciais.
Trata-se de uma crise moderada - deve-se iniciar broncodilatador de ação curta (SABA) inalatório para alívio imediato, associado a corticosteroide (oral ou inalatório).
Ângelo, 68 anos, masculino, pedreiro aposentado, natural e residente em São Paulo (SP). Paciente relata dispneia progressiva há 8 meses, atualmente aos mínimos esforços. Refere tosse crônica há mais de 10 anos, inicialmente matinal, com expectoração esbranquiçada, sem hemoptise. Nas últimas semanas, nota piora da dispneia e episódios de chiado, principalmente à noite. Nega febre, dor torácica ou perda de peso importante. O paciente apresenta histórico de tabagismo importante, com carga tabágica de 50 maços-ano, tendo cessado o hábito há dois anos. Durante a vida profissional, esteve exposto de forma prolongada à poeira de cimento e cal em virtude de sua atividade como pedreiro. Entre as comorbidades, destaca-se hipertensão arterial sistêmica, atualmente controlada com o uso de losartana, além de diagnóstico de osteoartrose. Quanto ao histórico vacinal, relata vacinação anual contra influenza, porém não há registro de imunização pneumocócica. Faz uso de tiotrópio inalatório e da combinação formoterol/budesonida, embora de maneira irregular. A seguir estão seus exames complementares:
Espirometria (pós-broncodilatador):
VEF1 = 42% do previsto
CVF = 80% do previsto
VEF1/
O diagnóstico de DPOC requer VEF1/
GOLD 1.
GOLD 2.
GOLD 3.
GOLD 4.
GOLD 5.
As doenças respiratórias compreendem um amplo espectro de condições que afetam vias aéreas, parênquima pulmonar e circulação pulmonar, com diferentes mecanismos fisiopatológicos e apresentações clínicas. A integração entre achados clínicos, exames funcionais, laboratoriais e de imagem é essencial para o diagnóstico diferencial e definição do manejo terapêutico. Considerando os aspectos clínicos e fisiopatológicos das doenças respiratórias, assinale a afirmativa CORRETA.
Na doença pulmonar obstrutiva crônica, a hipoxemia crônica induz eritropoiese compensatória, elevando o hematócrito (>50%), mas exacerbações agudas precipitam cor pulmonale diretamente via hipertensão pulmonar.
A pneumonia bacteriana típica cursa com padrão intersticial difuso, baixa resposta inflamatória sistêmica e predomínio de linfócitos no hemograma periférico com evolução clínica prolongada.
A asma brônquica caracteriza-se por obstrução das vias aéreas com ausência de reversibilidade ao broncodilatador, associada à destruição progressiva do parênquima pulmonar.
A embolia pulmonar resulta de processo infeccioso das vias aéreas inferiores, com produção de secreção purulenta e consolidação alveolar progressiva em exames de imagem.
Mulher de 35 anos com asma utiliza budesonida formoterol em baixa dose como manutenção e alívio, correspondente ao esquema MART do degrau 3. Nas últimas oito semanas, apresenta despertares noturnos três vezes por semana, necessidade diária de doses de alívio e uma exacerbação tratada com corticoide sistêmico. O diagnóstico está confirmado, e técnica inalatória, adesão, exposições e comorbidades foram revisadas e corrigidas.
A melhor intensificação do tratamento é
manter o MART no degrau 3 e acrescentar tiotrópio, pois LAMA deve preceder qualquer aumento da dose do corticosteroide inalatório.
substituir MART por ICS-LABA em dose média como manutenção e SABA como alívio, pois a necessidade diária de alívio contraindica o emprego de formoterol conforme necessidade.
elevar diretamente para o degrau 5 e iniciar avaliação para terapia biológica, pois uma exacerbação com necessidade de corticosteroide sistêmico define asma grave.
acrescentar antagonista do receptor de leucotrieno ao MART em baixa dose, mantendo inalterada a dose de budesonida-formoterol, por ser a estratégia preferencial no degrau 4.
intensificar para MART no degrau 4, aumentando a dose de manutenção de ICS-formoterol e mantendo ICS-formoterol conforme necessidade, com posterior reavaliação do controle.
Homem de 68 anos, tabagista de 55 anos-maço, com diagnóstico prévio de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), procura emergência por piora progressiva da dispneia há 3 dias, associada a aumento do volume do escarro e mudança de sua coloração para amarelo-esverdeada. Faz uso regular de tiotrópio e formoterol. Nega febre, dor torácica ou hemoptise.
Ao exame: consciente e cooperativo, frequência respiratória de 32 irpm, frequência cardíaca de 108 bpm, pressão arterial de 138 × 82 mmHg, temperatura de 36,8 °C e SpO2 de 84% em ar ambiente. Apresenta uso de musculatura acessória, tempo expiratório prolongado e sibilos difusos bilateralmente. Não há edema periférico.
Radiografia de tórax demonstra hiperinsuflação pulmonar, sem consolidações ou pneumotórax. Exames laboratoriais mostram: leucócitos 12.800/mm3, hemoglobina 15,1 g/dL, creatinina 0,9 mg/dL, sódio 138 mEq/L e potássio 4,0 mEq/L.
Após início de oxigenoterapia controlada, com SpO2 de 90%, a gasometria arterial revela: pH 7,28 | PaCO2 68 mmHg | PaO2 61 mmHg | HCO3- 31 mEq/L.
Considerando o diagnóstico mais provável, os achados clínicos e gasométricos e os mecanismos farmacológicos envolvidos, assinale a opção que apresenta a conduta inicial mais adequada.
Iniciar ventilação não invasiva, associar -agonista de curta ação e antimuscarínico de curta ação, administrar corticosteroide sistêmico e antibioticoterapia; o -agonista promove broncodilatação por ativação de receptores acoplados à proteína Gs, com aumento intracelular de AMPc.
Manter oxigenoterapia até normalização da PaCO2, associar corticosteroide inalatório e antibioticoterapia; o corticosteroide exerce seu efeito agudo principalmente por ativação de receptores de membrana, aumentando diretamente o AMPc na musculatura lisa brônquica.
Proceder imediatamente à intubação orotraqueal, associar -agonista inalatório e corticosteroide sistêmico; o -agonista reduz a concentração intracelular de AMPc por inibição da adenilato ciclase, diminuindo a disponibilidade de cálcio para contração muscular.
Iniciar ventilação não invasiva e corticosteroide sistêmico, mantendo a broncodilatação apenas com os fármacos de longa ação habituais; os antimuscarínicos de curta ação devem ser evitados porque o bloqueio dos receptores M3 intensifica a broncoconstrição colinérgica.
Iniciar ventilação não invasiva, antibioticoterapia e teofilina intravenosa como broncodilatador preferencial; a teofilina promove broncodilatação por ativação da fosfodiesterase, aumentando a degradação intracelular do AMPc.
Homem de 58 anos, 85 kg, é admitido no serviço de emergência com pneumonia comunitária grave, evoluindo nas últimas horas com piora progressiva da dispneia e rebaixamento do nível de consciência. Na avaliação inicial, encontra-se sonolento, responde apenas a estímulos vigorosos, apresenta tosse ineficaz e acúmulo de secreções em orofaringe.
Ao exame: PA 118 × 72 mmHg, FC 112 bpm, FR 34 irpm, temperatura 38,6 °C e SpO2 82% apesar de máscara com reservatório a 15 L/min. À ausculta pulmonar, apresenta crepitações difusas, mais intensas no hemitórax direito.
A gasometria arterial demonstra: pH 7,24 | PaCO2 58 mmHg | PaO2 52 mmHg | HCO3- 24 mEq/L.
Exames laboratoriais: Hb 13,1 g/dL; leucócitos 18.400/mm3; plaquetas 212.000/mm3; Na+ 138 mEq/L; K+ 4,2 mEq/L; creatinina 1,0 mg/dL; glicemia 126 mg/dL.
Diante da insuficiência respiratória aguda, hipoxemia grave e incapacidade progressiva de proteção da via aérea, indica-se intubação orotraqueal por sequência rápida. Após pré-oxigenação adequada, não são identificados história de hipertermia maligna, doença neuromuscular, queimaduras extensas ou outros fatores que contraindiquem o emprego da succinilcolina.
Considerando os princípios farmacológicos e a sequência apropriada dos medicamentos durante a intubação por sequência rápida, assinale a afirmativa correta.
Administrar fentanil 2 µg/kg IV, seguido de succinilcolina 1,5 mg/kg IV e, após o aparecimento das fasciculações, etomidato 0,3 mg/kg IV, procedendo à laringoscopia após instalação do bloqueio neuromuscular.
Administrar lidocaína 1,5 mg/kg IV, seguida de etomidato 0,3 mg/kg IV; após a perda da consciência, proceder à laringoscopia e reservar a succinilcolina 1,5 mg/kg IV para eventual dificuldade de abertura mandibular.
Administrar etomidato 0,3 mg/kg IV, seguido imediatamente de succinilcolina 1–1,5 mg/kg IV; após instalação do bloqueio neuromuscular, proceder à laringoscopia e intubação, sem considerar lidocaína ou fentanil etapas obrigatórias da sequência.
Administrar fentanil 2 µg/kg IV e etomidato 0,3 mg/kg IV, seguidos de succinilcolina 0,5 mg/kg IV; após cessarem as fasciculações, proceder à laringoscopia, utilizando dose reduzida do bloqueador para minimizar o risco de hipercalemia.
Administrar etomidato 0,3 mg/kg IV, seguido de fentanil 2 µg/kg IV e succinilcolina 1–1,5 mg/kg IV; aguardar cerca de três minutos após o opioide antes da laringoscopia para assegurar adequada atenuação da resposta simpática à instrumentação.
Homem de 72 anos, com diabetes Mellitus tipo 2 e doença renal crônica estágio G3a, encontra-se internado há 12 dias para tratamento de pneumonia hospitalar. Recebeu inicialmente ceftriaxona e azitromicina e, após piora respiratória, o esquema foi substituído por piperacilina/tazobactam.
No décimo dia de internação, iniciou diarreia aquosa, inicialmente com oito evacuações em 24 horas, associada a dor abdominal difusa. Nas 48 horas seguintes, evoluiu com distensão abdominal progressiva, redução importante das evacuações, oligúria e hipotensão.
Ao exame: temperatura 38,1 °C, frequência cardíaca 118 bpm, pressão arterial 82 × 48 mmHg, mucosas secas e abdome distendido, difusamente doloroso, sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos muito diminuídos.
Exames laboratoriais mostram: leucócitos: 32.800/mm3, com 89% de neutrófilos; hemoglobina: 11,4 g/dL; creatinina: 2,4 mg/dL, sendo basal 1,2 mg/dL; albumina: 2,2 g/dL; lactato: 4,1 mmol/L; potássio: 3,1 mEq/L.
Pesquisa molecular nas fezes detecta gene toxigênico de Clostridioides difficile, com imunoensaio para toxinas A/B positivo. A tomografia computadorizada do abdome evidencia espessamento difuso da parede colônica e dilatação do cólon transverso de 6,5 cm, sem pneumoperitônio.
Após reposição volêmica inicial, considerando o diagnóstico, a gravidade da apresentação e os mecanismos farmacológicos envolvidos, a conduta antimicrobiana mais adequada neste momento é
fidaxomicina 200 mg por via oral a cada 12 horas, pois sua ligação à subunidade β da RNA-polimerase bacteriana inibe a transcrição e apresenta menor impacto sobre a microbiota intestinal, sendo preferível à vancomicina também nas formas fulminantes.
vancomicina 500 mg por via oral ou por sonda a cada 6 horas associada a metronidazol 500 mg intravenoso a cada 8 horas, considerando vancomicina por via retal se o íleo impedir adequada distribuição; a vancomicina liga-se aos terminais D-Ala-D-Ala dos precursores do peptidoglicano.
vancomicina 125 mg por via oral a cada 6 horas em monoterapia, pois sua ligação aos precursores do peptidoglicano determina elevada concentração intraluminal e torna desnecessária terapia sistêmica mesmo na presença de choque e íleo paralítico.
metronidazol 500 mg intravenoso a cada 8 horas em monoterapia, pois seus metabólitos reduzidos produzem espécies reativas que lesionam o DNA bacteriano e a administração parenteral assegura concentrações colônicas suficientes mesmo na doença fulminante com íleo.
vancomicina 500 mg intravenosa a cada 6 horas associada a metronidazol 500 mg intravenoso a cada 8 horas, pois a distribuição sistêmica da vancomicina permite concentrações adequadas no lúmen colônico e bloqueia a síntese da parede bacteriana durante o íleo.
Polissonografia de noite inteira no laboratório do sono é o padrão-ouro para o diagnóstico da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) e, caso seja negativo seu resultado, o diagnóstico deve ser descartado.
Certo
Errado
Qual a diferença nas Diretrizes do GOLD 2024 para o 2025?
A maior mudança foi no manejo de pacientes que têm baixa eosinofilia.
O número de eosinófilos no sangue para considerar o uso de corticoide inalatório continua o mesmo. (Acima de 300 microL de sangue).
Na exacerbação, frequentemente a terapia tripla deverá ser instituída, independentemente do número de eosinófilos.
Em relação ao uso de LABA e LAMA, a recomendação é para pacientes com eosinofilia menor do que 100 microL.
Pacientes, com eosinófilos acima de 100 microL, devem fazer uso de: LABA + LAMA + azitromicina 500 mg 3x por semana, pelo menos por 6 meses.
Das seguintes alternativas, aquela que está correta em relação aos procedimentos terapêuticos para obstruções das vias aéreas centrais é:
tumores intraluminais devem ser tratados exclusivamente com stents metálicos autoexpansíveis.
a ressecção endobrônquica de tumores deve ser considerada em casos de obstrução maligna das vias aéreas centrais.
a eletrocauterização endobrônquica é contraindicada para o tratamento paliativo de obstruções malignas sem estreitamento crítico.
é recomendado o uso de alta fração de oxigênio (FiO2 > 0,4) durante a eletrocauterização para prevenir complicações respiratórias.
a eletrocauterização endobrônquica não deve ser indicada para doenças benignas das vias aéreas como estenoses, tecidos de granulação e tumores benignos.
O retorno venoso anômalo parcial das veias pulmonares é uma condição em que parte do fluxo venoso pulmonar drena anormalmente para o lado direito do coração. A síndrome da cimitarra é uma das apresentações dessa condição, podendo ser identificada por exames de imagem. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I. A síndrome da cimitarra é caracterizada pela drenagem anômala do pulmão direito para a veia cava inferior, sendo visível na radiografia de tórax como uma densidade vascular em forma de cimitarra na silhueta cardíaca direita.
II. A síndrome da cimitarra está diretamente associada à estenose pulmonar congênita, frequentemente causada por rubéola congênita.
III. A síndrome de Williams está associada a estenose aórtica supravalvar, hipercalcemia idiopática, "fácies de elfo" e retardo mental.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
I, II e III.
III, apenas.
I, apenas.
A pneumonia adquirida em comunidade, nos pacientes adultos infectados pelo HIV, perfaz 20% de todas bactérias causadoras de pneumonia nessa população.
Assinale a alternativa correta em relação ao agente causador dessa pneumonia.
Streptococcus pneumoniae.
Legionella.
Nocardia.
Mycoplasma pneumoniae.
Chlamydia pneumoniae.
De acordo com as diretrizes brasileiras para o tratamento farmacológico da fibrose pulmonar idiopática – SBPT 2020, qual o grau de recomendação para o uso de N-acetilcisteína de rotina?
Recomendação de não usar; grau de recomendação condicional; qualidade de evidência baixa.
Recomendação de usar; grau de recomendação condicional; qualidade de evidência moderada.
Ausência de recomendação e ausência de estudos passíveis de seleção.
Recomendação de não usar; grau de recomendação forte; qualidade de evidência alta.
Recomendação de usar; grau de recomendação forte; qualidade de evidência baixa.
Quanto à pneumonite actínica, é correto afirmar:
A ocorrência de sintomas respiratórios é frequente, e tosse e broncoespasmo são os principais sintomas.
Os sintomas da pneumonite actínica são irreversíveis.
Pneumonite actínica, embora frequente anatomicamente, raramente tem manifestações clínicas.
Na auscuta pulmonar há presença de roncos e atrito pleural.
O tratamento é com esteroides, desde as primeiras sessões de radioterapia.
A capacidade vital (CV) pode ser avaliada por meio das manobras de capacidade vital lenta (CVL) e capacidade vital forçada (CVF).
Em indivíduos saudáveis há uma pequena ou nenhuma diferença entre a CVL e a CVF. Em pacientes com DPOC, a CVL pode estar acentuadamente maior que a CVF, tendo como explicação:
o aprisionamento aéreo.
o excesso de broncodilatadores de longa duração.
a hiperresponsividade brônquica.
a compressão dinâmica das vias aéreas.
a duração prolongada da espirometria.
Uma lactente de 3 meses é admitida na emergência com diagnóstico de bronquiolite viral moderada. O exame inicial revela taquipneia, sibilos e esforço respiratório leve. Qual dos seguintes fatores é o mais preditivo de uma evolução grave que pode necessitar internação em UTI?
História de alimentação por fórmula em vez de aleitamento materno exclusivo.
Falta de vacinação contra gripe.
Prematuridade inferior à 32 semanas de gestação.
Presença de rinite alérgica nos pais.
Exposição ao tabagismo passivo.