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A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se por limitação crônica e persistente ao fluxo aéreo. O diagnóstico é confirmado pela espirometria.
Em um paciente com DPOC estabelecida, o padrão funcional esperado é:
Relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada (VEF1/CVF) maior que 0,85 após o uso de broncodilatador, caracterizando distúrbio ventilatório obstrutivo puro com normalização completa dos volumes estáticos.
Queda isolada da Capacidade Vital Forçada (CVF), com preservação do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) nas fases iniciais, associada a redução acentuada da Capacidade Pulmonar Total (CPT).
Normalização imediata do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) após a prova broncodilatadora, com variação maior que 20%, o que diferencia fisiopatologicamente a DPOC da asma brônquica.
Redução acentuada da Capacidade Pulmonar Total (CPT) para valores abaixo de 80% do previsto, indicando colapso fibrótico do parênquima pulmonar.
Relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada (VEF1/CVF) menor que 0,70 após o uso de broncodilatador, confirmando obstrução fixa, frequentemente acompanhada de aumento do volume residual (VR) por aprisionamento aéreo.
Homem de 34 anos recebe diagnóstico de tuberculose pulmonar bacilífera, como caso novo.
De acordo com as diretrizes vigentes do Ministério da Saúde para tuberculose sensível em adultos e adolescentes acima de 10 anos, o esquema básico e a duração padrão são:
Dois meses de rifampicina, isoniazida e pirazinamida (RHZ), seguidos de quatro meses de rifampicina e etambutol (RE).
Quatro meses de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RHZE), seguidos de dois meses de rifampicina e isoniazida (RH).
Dois meses de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RHZE), seguidos de quatro meses de rifampicina e isoniazida (RH).
Três meses de estreptomicina, isoniazida e etambutol (SHE), seguidos de nove meses de rifampicina e pirazinamida (RZ).
Seis meses de rifampicina, isoniazida e pirazinamida (RHZ), sem necessidade de inclusão de etambutol na fase intensiva para adultos.
Homem de 24 anos, com diagnóstico de asma desde a adolescência, procura serviço de emergência por dispneia, sibilância e opressão torácica iniciadas após quadro de infecção viral de vias aéreas superiores. Nas últimas 6 horas, utilizou repetidamente salbutamol por aerossol dosimetrado e, após a admissão, recebeu três administrações de salbutamol em doses elevadas associadas a ipratrópio, além de corticosteroide sistêmico.
Na avaliação inicial, apresentava frequência respiratória de 30 irpm, frequência cardíaca de 118 bpm, de 91% em ar ambiente, fala entrecortada e sibilos difusos. Após o tratamento, apresenta melhora evidente da ausculta pulmonar, redução do uso da musculatura acessória, de 97% com oxigênio em baixo fluxo e pico de fluxo expiratório em ascensão. Apesar disso, mantém frequência respiratória de 28 irpm e refere persistência da sensação de dispneia.
Exames realizados neste momento mostram: pH arterial = 7,34; = 29 mmHg; = 15 mmol/L; Lactato = 6,1 mmol/L; = 139 mEq/L; = 2,9 mEq/L; = 104 mEq/L; Creatinina = 0,9 mg/dL; Glicemia = 168 mg/dL.
O paciente encontra-se afebril, normotenso, com extremidades aquecidas e tempo de enchimento capilar normal. Radiografia de tórax não evidencia infiltrado pulmonar, pneumotórax ou outra complicação aguda.
Considerando a evolução clínica, os achados laboratoriais e o mecanismo de ação dos medicamentos administrados, assinale a opção que oferece a interpretação mais adequada para a alteração metabólica observada e sua implicação imediata no manejo.
A hiperlactatemia decorre predominantemente do aumento do trabalho respiratório durante a exacerbação; a taquipneia persistente indica obstrução residual e justifica manter doses repetidas de salbutamol até a melhora do padrão ventilatório.
A hiperlactatemia representa acidose láctica tipo A decorrente da hipóxia durante a exacerbação; apesar da melhora da oxigenação e da perfusão, deve-se manter a broncodilatação intensiva e realizar reposição volêmica até redução do lactato.
A hiperlactatemia representa acidose láctica tipo B associada ao salbutamol, por aumento da glicólise e glicogenólise, enquanto a hipocalemia decorre da redistribuição intracelular de potássio; com melhora objetiva do broncoespasmo, deve-se espaçar o agonista e corrigir o distúrbio eletrolítico.
A hiperlactatemia e a hipocalemia decorrem da estimulação sistêmica, mas a taquipneia persistente indica broncodilatação insuficiente; deve-se intensificar temporariamente o salbutamol, associando reposição de potássio e monitorização seriada do lactato.
A hiperlactatemia e a hipocalemia são efeitos metabólicos do salbutamol e justificam sua suspensão; diante da taquipneia persistente, deve-se utilizar ipratrópio como broncodilatador principal até normalização do lactato e do potássio.
Paciente masculino, 25 anos, longilíneo e fumante, apresenta dor torácica súbita à direita acompanhada de dispneia leve. A radiografia de tórax revela pneumotórax espontâneo primário com afastamento da linha pleural de 3 cm em relação à parede torácica. De acordo com as diretrizes da British Thoracic Society (BTS) e da American College of Chest Physicians (ACCP), a conduta inicial recomendada para este paciente estável é:
Aspiração simples com agulha ou cateter fino.
Observação clínica e repouso por 24 horas.
Pleurodese química imediata com talco.
Toracotomia axilar para bulectomia.
Pleurectomia parietal por videotoraco scopia.
Assinale abaixo o melhor exame e seu achado correspondente para o diagnóstico de doença bronco pulmonar obstrutiva crônica.
Tomografia de tórax; padrão de enfisema pulmonar.
Espirometria; capacidade pulmonar total reduzida, mas relação VEF1/CVF normal ou aumentada.
Rx de tórax; pulmões hiperinsuflados.
Espirometria; VEF1 reduzido e relação VEF1/CVF baixa, com resposta a broncodilatador.
Espirometria; VEF1 reduzido e relação VEF1/CVF baixa, sem resposta a broncodilatador.
Com relação ao tratamento da asma, marque a alternativa INCORRETA.
O sulfato de magnésio pode ser usado em casos mais graves e deve ser administrado com o paciente monitorizado.
Os tremores e palpitações, principais efeitos adversos relacionados ao uso dos broncodilatadores, diminuem com o uso prolongado da medicação.
A administração de broncodilatadores está indicada para todos os pacientes no tratamento da crise aguda da doença.
As reações adversas relacionadas ao uso de doses elevadas de corticosteroide incluem hipoglicemia, hipertensão e psicose.
Assinale a alternativa correta sobre empiema pleural e implicações para toracocentese e drenagem:
pH pleural baixo e glicose reduzida favorecem abordagem com drenagem torácica, pela maior probabilidade de loculações e falha de antibiótico isolado.
Empiema é definido por transudato pleural com predomínio linfocitário, sendo incomum necessidade de drenagem se o derrame for volumoso.
A presença de septações ao ultrassom pleural contraindica drenagem, sendo preferível observação clínica e repetição de toracocentese seriada.
A cultura pleural negativa exclui empiema e favorece suspensão precoce de antibióticos, desde que o LDH esteja baixo.
A drenagem está indicada quando há derrame livre com pH normal, ausência de pus e glicose preservada, por maior benefício clínico.
Na espirometria, a relação VEF1/CVF reduzida caracteriza distúrbio ventilatório obstrutivo. O valor percentual desta relação abaixo do qual se confirma padrão obstrutivo, segundo critérios GOLD e diretrizes brasileiras, é:
VEF1/CVF <70%.
VEF1/CVF <85%.
VEF1/CVF <50%.
VEF1/CVF <90%.
VEF1/CVF <60%.
Na avaliação das doenças do aparelho respiratório, a presença de sibilância difusa associada a reversibilidade ao broncodilatador sugere predominantemente:
bronquiectasia.
asma brônquica.
fibrose pulmonar.
tuberculose pulmonar.
pneumonia comunitária.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)) é caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação ao fluxo aéreo. Segundo a iniciativa GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), o diagnóstico espirométrico de obstrução do fluxo aéreo é confirmado quando a relação VEF1CVF (Relação entre Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo e Capacidade Vital Forçada) (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo sobre a Capacidade Vital Forçada) pós-broncodilatador apresenta qual valor? Assinale a alternativa CORRETA.
Entre 0,90 e 0,95 (90-95%).
Menor que 0,70 (ou 70%).
Maior que 0,80 (ou 80%).
Igual a 1,0 (ou 100%).
Menor que 0,50 (ou 50%).
Assinale a alternativa correta sobre neoplasias respiratórias e implicações diagnósticas/terapêuticas no câncer de pulmão:
Carcinoma de pequenas células é tipicamente periférico e, na maior parte, ressecável ao diagnóstico, com cirurgia como modalidade padrão inicial.
Adenocarcinoma é frequentemente central e fortemente associado a cavitação, com hemoptise maciça como manifestação dominante.
Para lesões periféricas suspeitas, biópsia guiada por TC tende a ter bom rendimento diagnóstico, com pneumotórax como complicação relevante.
A síndrome de Pancoast está mais associada a tumor em lobo médio, com compressão de nervo frênico e disfonia como achado clássico.
Imunoterapia com inibidores de checkpoint é reservada apenas para tumores com mutação EGFR ativadora, após falha de TKI.
Homem de 58 anos, que refere ter DPOC, HAS e ser ex-tabagista (40 maços/ano), será submetido à colectomia parcial eletiva por neoplasia de cólon. Relata que parou de fumar há 20 dias. Exame físico: sem sibilos, SpO₂ 96% em ar ambiente. IMC: 27 kg/m². Recentemente, cerca de 20 dias, refere ter realizado exames de rotina. Espirometria que evidenciou VEF1: 62%, classificação ASA II. A TC de tórax mostra enfisema moderado sem outras alterações. O médico solicita nova espirometria e RX tórax. Assinale a alternativa correta quanto à conduta e às medidas preventivas perioperatórias considerando esse caso.
A radiografia e a espirometria são imprescindíveis para todos os pacientes com DPOC.
O paciente deve ser orientado a evitar CPAP profilático, pois aumenta o risco de hipoventilação pós-anestésica.
A cessação do tabagismo por apenas 20 dias não reduz o risco pulmonar; portanto não deve ser algo a ser incentivado para o paciente.
A melhor estratégia é otimizar o controle da DPOC, manter broncodilatadores, incentivar fisioterapia respiratória e mobilização precoce, e a realização rotineira de RX e espirometria não altera o prognóstico.
O uso profilático de ventilação não invasiva (VNI) imediatamente após a extubação é imprescindivel em todos os pacientes com DPOC submetidos à cirurgia abdominal superior.
Paciente masculino, 53 anos, portador de DPOC grave (VEF₁ = 39%), tabagista há 40 anos (30 cigarros/dia), procura o consultório de pneumologia com objetivo de parar de fumar. Refere já ter tentado parar de fumar por duas vezes, sem sucesso. Nega depressão, mas relata insônia leve. Faz uso de tiotrópio, formoterol/budesonida e prednisona 5 mg em dias alternados. No Teste de Fagerström, obtém 7 pontos. Após discussão em equipe, decide-se iniciar tratamento combinado. Durante o seguimento, o paciente refere que tem reduzido o consumo para 10 cigarros/dia, mas apresenta fissura importante e sintomas de abstinência, mesmo utilizando adesivo de nicotina 21 mg/dia há duas semanas. Qual seria a melhor conduta para esse caso?
Manter o adesivo de 21 mg/dia por mais quatro semanas, pois o aumento da dose não é recomendado segundo o protocolo.
Substituir a TRN por bupropiona 150 mg/dia, visto que a resposta inicial foi insatisfatória e a associação é contraindicada.
Associar uma forma rápida de liberação de nicotina (goma ou pastilha de 2 mg) ao adesivo de 21 mg/dia, utilizando-a conforme necessidade para controle da fissura.
Suspender temporariamente o tratamento devido ao uso de corticoide sistêmico, que interfere na farmacocinética da nicotina.
Acrescentar vareniclina, fármaco preferencial no SUS para casos de alta dependência à nicotina.
Em relação às substâncias presentes nos cigarros eletrônicos (vapes) e seus efeitos respiratórios, assinale a alternativa correta.
O principal agente implicado nos casos de EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico) foi o propilenoglicol, utilizado como veículo do líquido vaporizado.
A nicotina presente nesses dispositivos é convertida em compostos inativos durante o aquecimento, reduzindo seu potencial de dependência.
O acetato de vitamina E, utilizado em alguns líquidos contendo THC, foi identificado como possível causador de lesão pulmonar aguda grave.
Os cigarros eletrônicos também expõem o usuário a alcatrão e monóxido de carbono.
O vapor gerado contém apenas substâncias voláteis, não sendo detectados metais pesados ou partículas ultrafinas.
Um paciente com pneumotórax espontâneo primário necessita de pleurodese química, mas o hospital público local afirma que só realizará o procedimento para pacientes do próprio município, orientando a colocá-lo na central de leitos estadual e solicitar a regulação e a transferência para município de origem do paciente. Com base na Lei nº 8.080/1990, tal restrição
é ilegal, pois viola a hierarquização que determina acesso conforme complexidade, não conforme domicílio.
é legal, pois o hospital municipal pode regular autonomamente o acesso aos seus leitos.
é legal, pois a direção única municipal define critérios de referência sem interferência estadual.
é ilegal, pois a lei determina que procedimentos cirúrgicos de média complexidade devem ser executados pelo estado.
é ilegal apenas se o paciente estiver referenciado formalmente em pactuação estadual.
Qual das seguintes vacinas NÃO faz parte da recomendação para pacientes com DPOC?
Pneumocócica.
Dengue.
Vírus Sincicial Respiratório.
DTPa.
Herpes-Zoster.
Em laboratório de função pulmonar, o teste com manobras expiratórias forçadas apresenta alto potencial de aerossolização. Nesse caso, a medida considerada obrigatória em biossegurança é
uso de álcool gel entre os atendimentos.
inutilização de máscara pelo profissional.
filtro antimicrobiano de uso único acoplado ao espirômetro.
reutilização do filtro após desinfecção química.
fechamento da sala entre pacientes por 2 horas.
A regulação estadual determina que lobectomias por videotoracoscopia sejam concentradas em poucos centros devido à complexidade. Esse ato está alinhado com a
integralidade.
profissionalização da gestão.
participação social.
hierarquização.
norma regulamentar municipal.
Paciente na UTI com diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP) evolui com instabilidade hemodinâmica, apresentando hipotensão arterial persistente (PAS < 90 mmHg). A terapia de reperfusão indicada para essa condição é
anticoagulação plena isolada com heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular.
trombólise sistêmica.
implante de filtro de veia cava inferior.
implante de filtro de veia cava inferior e superior.
anticoagulação plena com heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular, associada à infusão contínua de milrinona.
A tuberculose pulmonar (TP) em crianças é uma forma grave de infecção pelo Mycobacterium tuberculosis.
De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (MS, atualizado em 2024) e a Nota Informativa nº 5/2024-CGTM/DATHI/ SVSA/MS, o tratamento encurtado de crianças e adolescentes com mais de 3 meses e menos de 10 anos para a tuberculose sensível não grave deve ser feito com:
Regime básico com rifampicina + isoniazida + pirazinamida (RHZ) por 2 meses (fase intensiva diária, doses ajustadas por peso), seguido de rifampicina + isoniazida (RH) por 2 meses (fase de manutenção diária ou 3x/semana), totalizando 4 meses.
Regime básico com rifampicina + isoniazida + pirazinamida (RHZ) por 2 meses (fase intensiva diária, doses ajustadas por peso), seguido de rifampicina + isoniazida (RH) por 4 meses (fase de manutenção diária ou 3x/semana), totalizando 6 meses.
Regime básico com rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol (RHZE) por 2 meses (fase intensiva diária, doses ajustadas por peso), seguido de rifampicina + isoniazida (RH) por 2 meses (fase de manutenção diária ou 3x/ semana), totalizando 4 meses.
Regime básico com rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol (RHZE) por 2 meses (fase intensiva diária, doses ajustadas por peso), seguido de rifampicina + isoniazida (RH) por 4 meses (fase de manutenção diária ou 3x/ semana), totalizando 6 meses.
Regime curto com isoniazida + rifapentina (HP) por 4 meses, sem fase intensiva, priorizando em lactentes assintomáticos e sem cavitação, com monitoramento mensal.