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Paciente etilista crônico, com quadro de desnutrição associada, apresenta instalação aguda de tríade clássica composta por oftalmoplegia (com nistagmo e paralisia do sexto par craniano), ataxia de marcha e confusão mental, decorrente de deficiência nutricional específica.
Síndrome de Korsakoff.
Delirium tremens.
Encefalopatia de Wernicke.
Intoxicação aguda por álcool.
Abstinência alcoólica não complicada.
Paciente de 45 anos, com funcionamento social e ocupacional preservado, apresenta crença fixa, sistematizada e não bizarra de que está sendo perseguido por um vizinho, persistente há mais de um mês, sem alucinações proeminentes, sem embotamento afetivo e sem deterioração cognitiva associada.
Transtorno delirante persistente (tipo persecutório).
Esquizofrenia paranoide.
Transtorno psicótico breve.
Transtorno esquizoafetivo.
Transtorno de personalidade paranoide.
Em relação à psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) desenvolvida por Aaron Beck, o conceito que se refere a avaliações espontâneas, automáticas e reflexas que surgem de forma quase involuntária na consciência frente a determinadas situações, decorrentes da ativação de crenças centrais disfuncionais, é denominado:
Associação livre do inconsciente.
Pensamentos automáticos.
Dissociação hipnótica transitória.
Projeção contratransferencial.
Catarse catatônica.
No acompanhamento laboratorial rotineiro de pacientes em uso de Clozapina para esquizofrenia refratária, a contagem de leucócitos totais e neutrófilos absolutos é obrigatória devido ao risco da complicação hematológica potencialmente fatal de:
Trombocitose reativa essencial.
Policitemia vera secundária.
Agranulocitose (neutropenia grave).
Anemia aplásica por deficiência de eritropoietina.
Eosinofilia persistente com síndrome hipereosinofílica.
Um adolescente de 15 anos passa a maior parte do tempo isolado no quarto, envolvido com jogos on-line. Ele abandonou atividades esportivas e o contato com amigos e teve queda drástica no rendimento escolar. Os pais negam sintomas psicóticos ou depressivos clássicos.
A abordagem ou modelo de intervenção mais adequado para esse caso, considerando os contextos de saúde pública, é:
prescrição imediata de antidepressivo;
notificação ao Ministério Público por evasão escolar;
internação psiquiátrica para desintoxicação digital;
encaminhamento para a terapia de grupo de dependência química;
abordagem multidisciplinar com avaliação psiquiátrica, intervenção familiar e orientação escolar.
Considere um paciente idoso com diagnóstico estabelecido de doença de Alzheimer (DA) que está apresentando agitação psicomotora e delírios persecutórios, sintomas estes que surgiram quando a doença já estava em um estágio avançado.
Dado o perfil de indicações aprovadas no Brasil, a classe farmacológica mais adequada para esse cenário clínico é a dos:
inibidores da acetilcolinesterase, exclusivamente;
antipsicóticos típicos como haloperidol;
antagonistas do receptor NMDA, em conjunto com inibidores da acetilcolinesterase;
antidepressivos tricíclicos;
estabilizadores de humor.
Paciente do sexo masculino, 24 anos, é trazido ao serviço de emergência por familiares. Relatam que, há aproximadamente 4 semanas, começou a se isolar, acredita que seus pensamentos estão sendo transmitidos pela televisão e refere ouvir vozes com comentários sobre suas ações. Não há relato de episódios depressivos ou maníacos anteriores. O quadro atual causa prejuízo significativo em seu trabalho.
De acordo com o DSM-5-TR, o diagnóstico mais provável é:
esquizofrenia;
transtorno esquizoafetivo;
transtorno psicótico breve;
transtorno esquizofreniforme;
transtorno delirante persistente.
A escolha de um estabilizador de humor para mulheres em idade fértil requer uma avaliação cuidadosa dos riscos, particularmente durante a gestação.
O principal motivo para se evitar o uso do valproato de sódio em mulheres com transtorno bipolar que possam engravidar é seu(sua):
potencial para causar discinesia tardia;
potencial para induzir perda de peso significativa;
efeito sedativo excessivo, que prejudica a funcionalidade;
associação com o desencadeamento de episódios maníacos;
risco aumentado de teratogenicidade, incluindo defeitos do tubo neural.
Mulher de 61 anos foi encaminhada ao serviço de psiquiatria por alterações de comportamento com meses de evolução, caracterizadas por um interesse particular e exagerado em relação a assuntos religiosos e inclinação a refletir sobre tópicos mais restritos, nomeadamente sobre o destino, iniciando a crença de que estaria predestinada a ser santa. Em termos de antecedentes pessoais, é relevante o fato de a paciente relatar que nasceu “roxa... pensavam que eu estava morta”. Não usa qualquer medicação e nega o consumo de álcool ou outras drogas. À data da observação psiquiátrica, a paciente apresentava-se vigil, orientada no tempo e no espaço e respondia calma e organizadamente às questões colocadas. Apresentava também distorção da memória, descrevendo a sensação de já ter experienciado no passado vários acontecimentos do quotidiano recente (conversas com o filho, ações individuais), fenômeno compatível com déjà vu.
A conduta terapêutica apropriada para o caso descrito é:
optar pela fluoxetina (20 mg/dia) em conjunto com haloperidol 5 mg/dia;
iniciar bupropriona em dose alta (450 mg/dia) para prevenir suicídio;
iniciar antipsicótico atípico (clozapina, 800 mg/dia), porque se trata de esquizofrenia tardia;
optar pelo oxcarbazepina (300 mg/dia), pois a paciente apresenta esclerose mesial temporal;
iniciar com um inibidor irreversível da MAO em dose plena, preferencialmente em conjunto com um inibidor de receptação de serotonina.
Após ter ficado preso em um elevador, um homem de 30 anos desenvolveu temor intenso e, desde então, tem evitado sistematicamente sua utilização, passando a subir vários andares pelas escadas. Reconhece que seu medo é excessivo, mas não consegue enfrentá-lo. Não apresenta outras comorbidades psiquiátricas. Com base no manejo recomendado para esta condição, qual é o padrão-ouro do tratamento?
ISRS.
Benzodiazepínico.
Terapia comportamental.
Técnicas de relaxamento.
A convicção delirante de estar infestado por parasitas (geralmente na pele), com sensação de insetos rastejando/mordendo, podendo o paciente comparecer à consulta trazendo recipientes com supostos “parasitas” — que na verdade são fragmentos de pele, crostas e fios de cabelo — corresponde a qual síndrome?
Síndrome de Balint.
Síndrome de Ekbom.
Síndrome de Ganser.
Síndrome de Hurler.
Uma mulher de 24 anos apresenta episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de vômitos autoinduzidos, preocupação excessiva com peso e forma corporal e uso frequente de laxantes. Durante o planejamento terapêutico, além da psicoterapia e do acompanhamento nutricional, considera-se o uso de medicação para manejo de sintomas depressivos associados. Nesse contexto, qual dos psicofármacos abaixo deve ser EVITADO?
Sertralina.
Fluoxetina.
Bupropiona.
Venlafaxina.
No transtorno de sintomas somáticos, o paciente apresenta:
Simulação consciente de sintomas para obtenção de ganhos secundários.
Preocupação excessiva com sintomas físicos causando sofrimento significativo.
Ausência total de queixas somáticas com foco em preocupações psicológicas.
Melhora imediata e completa dos sintomas após exames normais.
Produção intencional de sintomas com objetivo de assumir papel de doente.
No transtorno de insônia crônica, a abordagem terapêutica de primeira linha recomendada é:
Uso contínuo de benzodiazepínicos hipnóticos por tempo indeterminado.
Antipsicóticos sedativos em doses baixas para indução do sono.
Terapia cognitivo-comportamental para insônia com técnicas específicas.
Antidepressivos tricíclicos em dose hipnótica como monoterapia inicial.
Polissonografia de rotina mensal para monitoramento evolutivo contínuo.
O transtorno de personalidade borderline caracteriza-se por:
Desconfiança pervasiva e suspeição injustificada das intenções alheias.
Padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia.
Restrição da expressão emocional e distanciamento nas relações interpessoais.
Necessidade excessiva de ser cuidado com comportamento submisso.
Instabilidade afetiva, impulsividade e medo intenso de abandono.
A síndrome de abstinência alcoólica grave pode evoluir com:
Sedação profunda e diminuição do nível de consciência progressiva.
Delirium tremens com agitação psicomotora e risco de óbito.
Melhora espontânea sem necessidade de suporte medicamentoso específico.
Hipotensão arterial refratária como principal complicação cardiovascular.
Bradicardia sinusal persistente e depressão respiratória central.
A depressão é um sentimento de tristeza e/ou diminuição do interesse ou prazer em realizar atividades que se torna um transtorno quando for suficientemente intenso a ponto de afetar o desempenho de funções. É possível que ele surja depois de uma perda recente ou de outro acontecimento triste, mas é desproporcional em relação ao acontecimento e se prolonga por mais tempo do que seria normal. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
Fatores hereditários, efeitos colaterais de medicamentos, eventos emocionalmente angustiantes, alterações dos níveis de hormônios ou outras substâncias no corpo e outros fatores podem contribuir para a depressão.
A depressão normalmente surge em meados da adolescência ou ao redor dos 20 ou 30 anos; no entanto, a depressão pode começar praticamente em qualquer idade, incluindo durante a infância.
Um episódio de depressão não tratado costuma durar cerca de seis meses, mas, às vezes, prolonga-se por dois anos ou mais. Os episódios tendem a se repetir diversas vezes ao longo da vida.
A depressão afeta aproximadamente um em cada seis idosos. Alguns idosos já tiveram depressão antes. Outras a desenvolveram pela primeira vez depois de idosas.
A depressão é o primeiro transtorno de saúde mental mais frequente. Aproximadamente 30% das pessoas que consultam um clínico geral têm sintomas de depressão, porém, menos de 10% dessas pessoas apresentam depressão grave.
Paciente com quadro depressivo há 6 meses, com sintomas exacerbados em há 3 meses após problemas pessoais, quando iniciou sintomas de desesperança, anedonia, insônia, prostração e hiporexia. Teve um episódio com quadro de extensão de membros superiores e inferiores com versão ocular e arresponsividade com duração de até 5 minutos, sem mordedura de língua e sem liberação esfincteriana e relato de confusão e hiporresponsividade após o evento com retorno ao basal variável.
Depois desse primeiro episódio passou a ter recorrência quase diária, com mesmas características descritas. Mãe referiu que também apresentou alucinações visuais e delírios religiosos. No exame fisico, parcialmente colaborativo, não apresenta resposta verbal inicialmente, somente respondendo sim ou não com movimentos cefálicos. Em investigação, sorologias negativas. Laboratoriais: sem achados significativos. Líquor: – 26/10: Pab: 10, límpido; células: 5; hemácias: 69; proteína: 50; lactato: 20; glicose: 71 / Gram-ausente / BAAR / Cryptococo negativo / Micológico negativo. Em ressonância de crânio, hipersinal de T2/FLAIR em região mesial de lobo temporal e ínsula bilateralmente.
Qual a provável suspeita diagnóstica?
Encefalite.
Esquizofrenia.
Transtorno Borderline.
Epilepsia.
Meningoencefalite tuberculosa.
O uso de exames de neuroimagem na prática psiquiátrica tem indicações específicas, principalmente no diagnóstico diferencial. Sobre a aplicação da neuroimagem (Tomografia Computadorizada - TC (Tomografia Computadorizada) ou Ressonância Magnética - RM (Ressonância Magnética)), assinale a alternativa CORRETA.
A neuroimagem é utilizada rotineiramente para confirmar o diagnóstico de Esquizofrenia, pois existem marcadores radiológicos patognomônicos visíveis na ressonância magnética de todos os pacientes.
A TC de crânio é superior à RM na visualização de estruturas da fossa posterior e lobos temporais, sendo a primeira escolha para investigação de epilepsia do lobo temporal.
A RM funcional (fMRI) substituiu a entrevista clínica como método padrão-ouro para o diagnóstico de Transtorno Bipolar, devido à sua capacidade de visualizar as oscilações de humor.
Em pacientes idosos com início súbito de alterações comportamentais, a neuroimagem é dispensável se houver histórico familiar de demência.
A principal indicação clínica de neuroimagem estrutural em um primeiro episódio psicótico é excluir causas orgânicas 'mascaradas' de doença psiquiátrica, como tumores, AVCs ou malformações.
A Anorexia Nervosa é um transtorno alimentar grave, com altas taxas de mortalidade, caracterizado por uma distorção da imagem corporal e restrição calórica severa. Sobre as características clínicas e critérios diagnósticos da Anorexia Nervosa, assinale a alternativa CORRETA.
A amenorreia (ausência de menstruação) continua sendo um critério obrigatório para o diagnóstico de Anorexia Nervosa no DSM-5, assim como era no DSM-IV.
Uma característica essencial é a restrição da ingestão energética levando a um peso corporal significativamente baixo (inferior ao mínimo normal), associada a um medo intenso de ganhar peso.
O tratamento farmacológico com antidepressivos é a primeira linha de intervenção isolada, sendo superior à reabilitação nutricional no ganho de peso inicial.
O diagnóstico de Anorexia Nervosa exige a presença de episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de purgação, sendo este o único subtipo existente.
Pacientes com Anorexia Nervosa tipicamente mantêm uma avaliação realista de sua própria imagem corporal, reconhecendo a magreza, mas recusando-se a comer por questões morais.