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Assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação ao uso da Amitriptilina:
Infarto agudo do miocárdio recente.
Dor neuropática.
Orbitopatia de Graves.
Síndrome do intestino irritável.
Toxoplasmose ocular
Qual fármaco abaixo é classificado como um antipsicótico típico:
Prometazina.
Haloperidol.
Risperidona.
Olanzapina.
Quetiapina.
Assinale a alternativa que contenha uma característica principal do Transtorno de Personalidade Paranoide (TPP):
Sentimento de desconfiança.
Sentimento de superioridade.
Sentimento de grandeza.
Sentimento de impulsividade.
Sentimento de desrealização.
Na caracterização do transtorno afetivo bipolar tipo II, a diferença fundamental em relação ao tipo I, segundo os critérios DSM-5, é a presença de:
Ciclagem rápida com mais de quatro episódios por ano.
Sintomas psicóticos congruentes com o humor.
Depressão melancólica com anedonia grave.
Episódios hipomaníacos, sem episódios maníacos completos.
Resposta preferencial ao lítio em monoterapia.
A dependência química é uma condição crônica que envolve alterações nos sistemas de recompensa cerebral, exigindo uma abordagem que contemple tanto a desintoxicação quanto a prevenção de recaídas. Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir:
I. A síndrome de Wernicke-Korsakoff resulta da toxicidade direta do etanol sobre as estruturas do hipocampo, sendo recomendada a administração rápida de glicose hipertônica em bolus para prevenir a progressão da atrofia cerebral.
II. O mecanismo farmacodinâmico da cocaína envolve o bloqueio seletivo dos canais de potássio no sistema mesocortical, promovendo a redução da atividade dopaminérgica e resultando no efeito sedativo característico da intoxicação aguda.
III. O delirium tremens configura-se como uma emergência médica da abstinência alcoólica grave, manifestando-se habitualmente entre 48 e 96 horas após a interrupção do consumo, com sintomas de desorientação, tremores e instabilidade autonômica.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
III apenas.
I apenas.
I e III apenas.
Os transtornos mentais orgânicos (TMOs) englobam condições em que há comprometimento cognitivo, comportamental ou emocional decorrente de disfunção cerebral identificável, frequentemente associados a etiologias como doenças neurodegenerativas, alterações metabólicas, infecções ou uso de substâncias. A distinção entre quadros como demência, delirium e transtornos amnésticos é essencial para o manejo adequado, especialmente em contextos clínicos complexos. Com base nesses aspectos, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Os TMOs decorrem de fatores psicossociais, com exames laboratoriais e de imagem apresentando baixa relevância na investigação diagnóstica, com definição clínica baseada na observação comportamental.
O delirium caracteriza-se por início agudo, curso flutuante e prejuízo da atenção, podendo estar associado a alterações do ciclo sono-vigília e sintomas perceptivos, com etiologia frequentemente multifatorial.
O transtorno amnéstico orgânico envolve prejuízo da memória remota, com preservação da capacidade de adquirir novas informações e manutenção da orientação temporal e espacial, com impacto funcional restrito.
A demência apresenta curso abrupto com flutuações importantes do nível de consciência e presença de alterações atencionais, sendo comum a reversibilidade completa após tratamento da causa subjacente.
No contexto da avaliação psiquiátrica, especialmente em situações periciais ou de interface com o campo legal, a análise da veracidade dos sintomas relatados exige compreensão aprofundada de fenômenos como simulação, dissimulação e metassimulação. Esses conceitos envolvem diferentes formas de apresentação intencional de sinais e sintomas, podendo influenciar significativamente a interpretação clínica, o diagnóstico e a tomada de decisão profissional. Considerando os aspectos conceituais e clínicos desses fenômenos, assinale a alternativa CORRETA.
A simulação envolve produção intencional de sintomas, a dissimulação corresponde à ocultação de manifestações clínicas e a metassimulação refere-se à modificação deliberada de sintomas existentes.
A metassimulação refere-se à ausência de intencionalidade na produção de sintomas, associada a mecanismos inconscientes, enquanto a simulação e a dissimulação apresentam origem psicopatológica.
A dissimulação envolve criação de sintomas para obtenção de benefícios, a simulação corresponde à negação de sintomas reais e a metassimulação refere-se à remissão espontânea do quadro clínico.
A simulação, a dissimulação e a metassimulação constituem fenômenos equivalentes do ponto de vista clínico, diferenciando-se pela intensidade dos sintomas apresentados durante a avaliação.
Um paciente de 68 anos é levado ao atendimento por familiares devido a mudanças recentes no comportamento, incluindo dificuldade em manter o foco durante conversas, respostas desconexas ao contexto e relato de perceber estímulos que não são compartilhados por outras pessoas. Durante a avaliação, observa-se oscilação no nível de consciência ao longo do dia, além de prejuízo na organização do pensamento e na interpretação de estímulos ambientais. Considerando a análise das funções psíquicas envolvidas no quadro descrito, com ênfase na distinção entre alterações sensoperceptivas, atencionais e do pensamento, assinale a alternativa CORRETA.
As alterações descritas sugerem comprometimento da atenção e da sensopercepção, com possível presença de fenômenos perceptivos sem objeto, associados à desorganização do pensamento em contexto agudo.
O quadro descrito indica alteração da consciência com preservação da atenção sustentada e interpretação acurada dos estímulos sensoriais, mantendo organização lógica do pensamento ao longo da avaliação.
O quadro apresentado indica funcionamento preservado da atenção e da percepção, com alterações de humor e volição, além de ausência de impacto sobre a organização do pensamento.
As manifestações clínicas evidenciam alteração da memória de longo prazo, com manutenção das demais funções psíquicas e interpretação adequada dos estímulos ambientais.
A classificação em psiquiatria passou por profundas transformações, migrando de modelos puramente descritivos para sistemas que buscam integrar a validade biológica à utilidade clínica. Acerca do assunto, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)A validade concorrente de um diagnóstico nosográfico é estabelecida pela capacidade dos critérios diagnósticos em predizerem a evolução a longo prazo e a resposta específica a intervenções psicofarmacológicas padronizadas.
(__)O conceito de 'hierarquia diagnóstica' estabelece a precedência dos transtornos de personalidade sobre episódios psicóticos agudos, fundamentando-se na estabilidade temporal e na validade preditiva de longo prazo observada nos traços de caráter.
(__)A validade de um diagnóstico psiquiátrico refere-se à capacidade de diferentes examinadores chegarem ao mesmo diagnóstico para o mesmo paciente, sendo este o parâmetro de maior relevância para a autonomia da nosologia clínica.
(__)A abordagem dimensional adotada em parte no DSM-5 permite avaliar a gravidade dos sintomas em um espectro contínuo, complementando o modelo categorial para capturar melhor a heterogeneidade clínica dos
transtornos mentais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, V.
F, F, V, V.
F, F, F, V.
V, F, F, F.
Paciente de 35 anos, com lúpus eritematoso sistêmico, desenvolve quadro psicótico agudo após uso de prednisona 80 mg/dia por 2 semanas. Apresenta alucinações auditivas, delírios persecutórios e agitação psicomotora. Nesse contexto, qual é a abordagem farmacológica inicial mais apropriada?
Redução gradual do corticoide + antipsicótico.
Manutenção do corticoide + antidepressivo.
Suspensão abrupta do corticoide + benzodiazepínico.
Aumento da dose do corticoide + estabilizador do humor.
Troca para corticoide tópico + antipsicótico.
Homem de 42 anos, trabalhador de indústria de reciclagem, é encaminhado para avaliação psiquiátrica por irritabilidade intensa, prejuízo de memória recente, dificuldade de concentração e episódios de confusão mental. Familiares relatam mudança importante de personalidade. Apresenta também dor abdominal recorrente e anemia com pontilhado basofílico. A investigação clínica conclui tratar-se de saturnismo. A substância etiológica responsável pelo quadro descrito é:
Arsênio.
Cádmio.
Chumbo.
Mercúrio.
Manganês.
Com base nos fatores prognósticos descritos na literatura clássica em psiquiatria, assinale a alternativa que apresenta fator associado a bom prognóstico na esquizofrenia.
Início insidioso, com predomínio de sintomas negativos.
Sexo masculino e ausência de fator precipitante identificável.
História familiar de esquizofrenia em parente de primeiro grau.
Predomínio de embotamento afetivo e retraimento social persistente.
Início agudo do quadro psicótico, com bom ajustamento pré-mórbido.
Paciente de 29 anos com transtorno bipolar tipo I é internado por episódio maníaco grave com delírios de grandiosidade e agitação psicomotora intensa. Nesse caso, a estratégia farmacológica inicial que apresenta maior evidência de eficácia é:
Lítio 900 – 1200 mg/dia em monoterapia.
Lamotrigina – 200 mg/dia em monoterapia.
Valproato 1000 – 1500 mg/dia em monoterapia.
Sertralina – 100 mg/dia associada a olanzapina 10 mg/dia.
Lítio 900 – 1200 mg/dia associado a quetiapina 300–600 mg/dia.
Uma mulher de 28 anos, recém-promovida no trabalho, passa a relatar pensamentos frequentes de inveja e hostilidade em relação à sua irmã, que também recebeu reconhecimento profissional. Refere culpa intensa por esses sentimentos, que considera inaceitáveis. Desde então, intensificou manifestações públicas de carinho, admiração exagerada e elogios constantes à irmã, de forma desproporcional ao padrão habitual de relacionamento. Nega sintomas psicóticos ou transtornos do humor. O mecanismo de defesa no caso descrito é
intelectualização.
formação reativa.
deslocamento.
regressão.
projeção.
Um homem de 50 anos procura avaliação psiquiátrica devido a suspeitas persistentes e infundadas de que sua esposa o está traindo. Ele relata que acompanha discretamente seus deslocamentos, verifica mensagens e questiona constantemente suas interações sociais. O delírio é circunscrito à relação conjugal e persiste há mais de 6 meses, comprometendo o funcionamento social e conjugal. Nesse contexto, o diagnóstico psiquiátrico é
Síndrome de Clérambault.
Síndrome de Ekbom.
Síndrome de Ganser.
Síndrome de Otelo.
Síndrome de Cotard.
Uma professora de 48 anos, com episódio depressivo importante e resposta insuficiente ao tratamento, é apresentada à proposta de eletroconvulsoterapia (ECT), inicialmente demonstrando interesse. Apresenta lentificação, culpa e pessimismo. Mantém alimentação e cuidados pessoais. A avaliação não identifica risco iminente de morte. Ao ser apresentada a detalhes sobre o procedimento e possíveis efeitos adversos, muda de ideia e decide recusar a intervenção. Antes de comunicar a recusa, pede que algumas explicações sejam repetidas pelo médico assistente. No dia seguinte, em nova entrevista, descreve com suas palavras o objetivo do tratamento, os principais riscos e as alternativas. Reconhece que a ECT pode ajudá-la e que recusar o procedimento pode prolongar seu quadro. Reconhece que a depressão a torna pessimista, mas teme prejuízo à memória após a ECT e acredita que poderia melhorar com outras opções de tratamento. Consegue comparar as consequências das opções e mantém essa escolha. A família entende que a mudança de posição e o pessimismo tornam a recusa inválida.
Qual conclusão sobre a capacidade para essa decisão é mais bem sustentada pela avaliação descrita?
A mudança de posição após a discussão dos riscos caracteriza instabilidade decisória suficiente para invalidar a recusa atual.
A necessidade de repetir as informações torna inconclusiva a avaliação clínica e exige confirmação por exame neuropsicológico.
A persistência do pessimismo impede reconhecer a validade da recusa enquanto não houver melhora dos sintomas depressivos.
A recusa atual é compatível com capacidade decisória preservada, apesar do pessimismo
e da necessidade inicial de esclarecimentos adicionais.
O peso atribuído aos efeitos sobre a memória demonstra prejuízo do julgamento, pois se sobrepõe ao benefício terapêutico reconhecido.
As demências representam um grave problema de saúde pública. O aumento da expectativa de vida e a melhora das condições de saúde em diversas partes do mundo têm sido responsáveis pelo aumento da prevalência de demência. A 5º edição do DSM substitui a denominação demência por transtornos neurocognitivos maiores.
Sobre essa patologia, assinale a alternativa INCORRETA:
A doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência no mundo. É definida pela presença de patologia -amiloide e patologia tau, causando neurodegeneração e progressivo declínio cognitivo e funcional. A DA é reconhecida como uma condição clínico-patológica. A partir da observação do declínio cognitivo e, posteriormente, da funcionalidade, suspeita-se de DA, que pode ser confirmada em estudo post mortem pela demonstração da presença de placas neuríticas e emaranhados neurofibrilares.
O miniexame do estado mental constitui o teste de triagem mais utilizado em cenários clínicos e de pesquisa. Apesar de possuir bons indicadores de sensibilidade e especificidade para diagnóstico de demência, não é considerado um teste com boa acurácia para discernir cognição normal de comprometimento cognitivo leve.
Demência refere-se a um processo de doença marcado pelo declínio cognitivo, mas com clareza de consciência. A demência não se refere a um baixo funcionamento intelectual, nem retardo mental, porque estas são condições de desenvolvimento e estáticas, e os déficits cognitivos na demência representam um declínio de níveis anteriores de funcionamento.
O transtorno pode ser progressivo ou estático; permanente ou reversível. Presume-se sempre uma causa subjacente, embora, em casos raros, seja impossível determinar uma causa específica. O potencial de reversão da demência está relacionado à condição patológica subjacente e à disponibilidade e aplicação de um tratamento eficaz. Aproximadamente 15% das pessoas com demência apresentam doenças reversíveis, se o tratamento for iniciado antes que ocorram danos irreparáveis.
Supõe-se que a causa principal de demência vascular sejam múltiplas áreas de doença vascular cerebral que resultam em um padrão de sintomas de demência. A demência vascular é observada com maior frequência em mulheres, em especial, aquelas com hipertensão ou outros fatores de risco cardiovascular preexistentes. O transtorno afeta sobretudo vasos cerebrais pequenos e médios, os quais sofrem infarto e produzem múltiplas lesões parenquimais espalhadas por amplas áreas do cérebro. Assim como no Alzheimer, a memória episódica costuma estar bastante comprometida.
Uma mulher de 39 anos procura atendimento após perder o emprego, há seis semanas. A avaliação permite caracterizar um episódio depressivo atual. Ela atribui toda a ansiedade à demissão, mas a reconstrução da história mostra que, nos dois anos anteriores, já passava a maior parte dos dias preocupada com finanças, saúde dos pais e desempenho dos filhos. Mesmo em períodos de satisfação com a vida, tinha dificuldade de controlar essas preocupações, tensão muscular, irritabilidade, fadiga e sono prejudicado. A ansiedade já causava faltas ao trabalho. Não se identificam substâncias, doença clínica explicativa ou história de elevação patológica do humor.
Qual formulação integra melhor a sequência descrita?
Episódio depressivo com sintomas ansiosos que explicam também o quadro dos dois anos anteriores.
Transtorno de adaptação com ansiedade e humor deprimido, com a demissão sendo origem do conjunto.
Transtorno de ansiedade generalizada associado ao episódio depressivo atual, com cursos parcialmente independentes.
Transtorno de ansiedade generalizada isolado, considerando a síndrome depressiva uma expressão de maior gravidade da ansiedade.
Transtorno misto ansioso e depressivo, substituindo os diagnósticos sindrômicos pela coexistência de sintomas.
Paciente, sexo feminino, 45 anos, procura a unidade básica de saúde por tristeza persistente, perda de interesse nas atividades habituais, insônia terminal, fadiga, dificuldade de concentração e sentimento de inutilidade há aproximadamente dois meses. Os sintomas comprometem seu desempenho profissional e familiar. Nega períodos prévios de humor anormalmente elevado, redução da necessidade de sono ou comportamento impulsivo. Não utiliza álcool ou outras substâncias. Exames clínicos recentes não identificaram alterações relevantes. Durante a consulta nega pensamentos de morte ou intenção de se ferir e apresenta adequada rede de apoio familiar.
A abordagem terapêutica adequada seria
orientar exclusivamente atividade física e reavaliar em seis meses, pois antidepressivos devem ser reservados para pacientes com risco imediato.
iniciar benzodiazepínico como monoterapia contínua, por apresentar início de ação mais rápido que os antidepressivos.
iniciar estabilizador do humor antes de qualquer antidepressivo, pois todo episódio depressivo deve ser considerado manifestação potencial de transtorno bipolar.
encaminhar obrigatoriamente para internação psiquiátrica devido ao comprometimento funcional.
instituir tratamento para depressão, incluindo intervenção psicoterápica e considerar antidepressivo, com acompanhamento longitudinal na atenção primária
Paciente em uso de fluoxetina 40 mg/dia inicia tratamento com tramadol para dor lombar intensa. Após alguns dias apresenta agitação, hipertermia, sudorese, tremor e clônus. O diagnóstico mais provável é
síndrome neuroléptica maligna.
intoxicação anticolinérgica.
síndrome serotoninérgica.
delirium infeccioso.
catatonia maligna.