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Assinale a alternativa que apresenta um elemento típico da terapia cognitivo-comportamental.
Identificação de pensamentos automáticos e reestruturação cognitiva.
Interpretação do inconsciente por livre associação.
Ênfase exclusiva em experiências pré-verbais.
Estímulo à neutralidade técnica clássica.
Com base nos processos e nos resultados das diferentes linhas psicoterapêuticas, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Terapia cognitivo-comportamental.
2. Terapia interpessoal.
3. Terapia familiar.
4. Terapia comportamental dialética.
( ) A Teoria do Apego, de John Bowlby, é um pilar teórico, e possui foco no “aqui e agora”, com evidências crescentes positivas na elaboração de traumas.
( ) Objetiva aumento da capacidade de regulação emocional, com técnicas de mindfulness e tolerância ao mal-estar.
( ) Considerada de segunda onda, com implemento de técnicas como identificação de pensamentos irracionais, método socrático e reestruturação cognitiva.
( ) O trabalho do grupo de Palo Alto, de pesquisa sobre esquizofrenia, teve importante influência ao aprofundar sobre os padrões de comunicações disfuncionais.
4 – 1 – 2 – 3.
2 – 4 – 1 – 3.
3 – 4 – 1 – 2.
2 – 1 – 4 – 3.
1 – 3 – 2 – 4.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
Durante avaliação psiquiátrica de um paciente com insuficiência cardíaca descompensada, a prioridade é _______.
conduzir psicoterapia de longa duração para reorganização emocional
suspender toda medicação cardiológica até estabilização psicológica
encaminhar para ambulatório externo sem avaliação imediata
identificar fatores psiquiátricos que interfiram no tratamento clínico e na adesão
No TDAH, segundo o DSM-5-TR, a manifestação diagnóstica exige:
sintomas presentes antes dos 12 anos e prejuízo em dois ou mais contextos.
sintomas restritos ao contexto escolar após a adolescência.
alterações cognitivas surgidas no envelhecimento.
episódios intermitentes de mania leve.
Em gestantes com depressão moderada, o medicamento com perfil mais seguro é a
Clomipramina.
Sertralina.
Imipramina.
Paroxetina.
Quais são as opções terapêuticas melhores indicadas devido à eficácia no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)?
Terapia de abordagem psicodinâmica e ISRS.
Terapia familiar, ISRS e clomipramina.
Terapia de análise do comportamento, benzodiazepínicos e clomipramina.
Terapia de exposição e prevenção de resposta, ISRS ou clomipramina.
Terapia familiar, benzodiazepínicos se necessário e ISRS.
O Sr. F.L.A., 76 anos, está internado há 4 dias para tratamento de pneumonia. Hoje, a equipe observa início súbito de desorientação, inversão do ciclo sono-vigília, flutuação do nível de consciência e desatenção. O paciente encontra-se inquieto, removendo dispositivos e com agitação leve, sem risco iminente à equipe. Qual a conduta mais adequada nesse momento? Entre as alternativas abaixo assinalar a que melhor responde ao questionamento.
Prescrever benzodiazepínico de curta ação para reverter o estado confusional e evitar evolução.
Iniciar haloperidol em dose baixa para contenção da agitação.
Realizar contenção física até melhora do quadro, como primeira linha de manejo em idosos.
Implementar medidas não farmacológicas com estratégias multicomponentes de prevenção e suporte ambiental, evitando o uso de antipsicóticos.
O Sr. J.R.M., 36 anos, com histórico de esquizofrenia, é levado ao pronto-socorro por familiares devido a comportamento agressivo, desorganização do pensamento e recusa alimentar há 48 horas. Na triagem, encontra-se inquieto, hiperativo, em postura ameaçadora, mas ainda responsivo a comandos verbais simples. Segundo as recomendações atuais para o manejo da agitação em ambiente de emergência, qual deve ser a conduta inicial prioritária? Entre as alternativas abaixo assinalar a que melhor responde ao questionamento.
Administrar benzodiazepínico endovenoso para contenção imediata dos sintomas, antes de qualquer abordagem verbal.
Iniciar abordagem verbal estruturada (técnicas de desescalada), visando contenção não farmacológica imediata.
Solicitar tomografia de crânio antes de qualquer intervenção clínica, para afastar causas neurológicas.
Proceder à contenção física direta e sedação com antipsicótico, garantindo segurança da equipe.
Um paciente apresenta quadro psicótico agudo após uso intenso de cocaína, com alucinações visuais e delírios persecutórios. A interpretação clínica CORRETA em relação ao caso é:
Trata-se de esquizofrenia, pois qualquer psicose é suficiente para o diagnóstico.
O paciente apresenta transtorno delirante, pois os sintomas são restritos a delírios.
O quadro corresponde a psicose induzida por substância, relacionada ao uso de cocaína.
O diagnóstico é transtorno bipolar, já que sintomas psicóticos ocorrem em fases de humor alterado.
O quadro corresponde a transtorno esquizoafetivo, pois há associação entre psicose e substância.
Um paciente em episódio maníaco apresenta discurso acelerado, ideias grandiosas sobre suas capacidades e ausência de percepção crítica acerca dos riscos de suas condutas. Ele insiste que pode realizar atividades perigosas sem qualquer consequência negativa. Considerando os domínios das funções psíquicas, assinale a interpretação CORRETA:
O paciente apresenta alteração exclusiva da memória, pois sua dificuldade em avaliar riscos decorre de esquecimento de experiências passadas.
O quadro sugere alteração da afetividade, já que o humor exaltado é suficiente para explicar a ausência de crítica.
Trata-se de um distúrbio do pensamento e do juízo crítico, caracterizado por aceleração ideativa e comprometimento da capacidade de avaliar a realidade.
O paciente demonstra apenas alteração da orientação espacial, pois sua percepção de risco está relacionada à dificuldade em reconhecer o ambiente.
O achado corresponde a alteração da consciência, já que o paciente não consegue manter contato adequado com o examinador.
Um paciente em episódio depressivo maior apresenta humor persistentemente rebaixado, anedonia, lentificação psicomotora e ideação de culpa excessiva. Acerca do tema, a característica clínica que diferencia o episódio depressivo maior de um transtorno distímico é:
A presença de sintomas leves e contínuos por pelo menos dois anos, sem episódios graves.
A associação exclusiva com eventos estressores externos, sem base endógena.
A ausência de ideação de culpa, restrita apenas ao transtorno distímico.
A presença obrigatória de sintomas psicóticos, que não ocorrem em episódios depressivos maiores.
A ocorrência de sintomas graves, com prejuízo funcional significativo, em episódios delimitados no tempo.
Um paciente relata crises súbitas de intensa ansiedade, acompanhadas de palpitações, sudorese, tremores e sensação de morte iminente. Os episódios ocorrem de forma inesperada, sem relação clara com situações específicas. O diagnóstico CORRETAMENTE compatível com o caso é:
Transtorno de pânico, definido por ataques recorrentes e inesperados de ansiedade intensa, com sintomas físicos marcantes.
Transtorno de ansiedade generalizada, caracterizado por preocupação excessiva e contínua em múltiplos domínios da vida.
Fobia específica, em que os sintomas surgem exclusivamente diante de objetos ou situações delimitadas.
Transtorno obsessivo-compulsivo, caracterizado por pensamentos intrusivos e comportamentos repetitivos.
Transtorno de estresse pós-traumático, em que os sintomas surgem após exposição a evento traumático.
Em situações de agitação psicomotora grave, o princípio ético que norteia a contenção física do paciente deve ser:
Aplicada indiscriminadamente, sempre que houver recusa de tratamento.
Realizada exclusivamente por familiares, sem envolvimento da equipe médica.
Mantida indefinidamente, até que o paciente aceite a medicação.
Considerada prática rotineira, independentemente do risco.
Utilizada apenas como último recurso, visando segurança do paciente e da equipe.
Durante o acompanhamento ambulatorial, um médico clínico geral diagnostica um paciente de 45 anos com uma neoplasia maligna em estágio avançado e prognóstico reservado. O paciente tem histórico de depressão grave com tentativas prévias de autoextermínio. A esposa do paciente solicita que o diagnóstico não seja revelado a ele, temendo um agravamento do quadro psiquiátrico. Com base no Código de Ética Médica (CEM), assinale a conduta CORRETA:
Comunicar o diagnóstico diretamente ao paciente, pois o direito à informação sobre a própria saúde é absoluto e inalienável.
Omitir diagnóstico ao paciente por risco de dano psíquico grave, comunicando o diagnóstico responsável legal com respectivo registro em prontuário.
Revelar o diagnóstico à esposa e omiti-lo do paciente, documentando no prontuário o risco de dano psíquico grave.
Informar um diagnóstico alternativo de menor gravidade ao paciente, enquanto discute o prognóstico real com a esposa.
Convocar o psicólogo da instituição para que, juntos, o médico e o psicólogo deem a notícia diretamente ao paciente.
Sobre o tratamento do episódio depressivo unipolar, segundo as Diretrizes Clínicas da Rede Canadense para Tratamentos de Humor e Ansiedade de 2016, é INCORRETO afirmar que:
Se leve, é possível considerar tratamento não farmacológico.
Agomelatina é um antidepressivo agonista melatonérgico considerado de primeira linha no tratamento da depressão maior unipolar.
O efeito potencializador do Carbonato de Lítio na terapia antidepressiva é bem estabelecido. É classificado, entretanto, como segunda linha como potencializador.
Risperidona não é considerada uma indicação de primeira linha para potencialização da terapia antidepressiva em casos de episódio depressivo unipolar.
Em casos de episódio depressivo grave, recorrentes, ou em indivíduos com presença de comorbidades psiquiátricas, a duração da terapia antidepressiva é de pelo menos 2 anos após remissão total dos sintomas.
Sobre o manejo da acatisia, assinale a alternativa correta.
O manejo inicial da acatisia inclui aumento da dose do antipsicótico causador, pois isso reduz a hiperatividade motora
A primeira medida recomendada é introduzir um anticolinérgico, independentemente do antipsicótico utilizado.
O tratamento pode incluir redução da dose do antipsicótico, substituição por agente de menor risco e utilização de propranolol, considerado uma das intervenções farmacológicas mais eficazes.
Benzodiazepínicos e betabloqueadores são contraindicados no manejo da acatisia.
Sobre o uso de fármacos antidepressivos e a indução de glaucoma de ângulo fechado como efeito adverso, assinale a alternativa correta.
A bupropiona apresenta forte efeito antimuscarínico e é a principal causa medicamentosa de glaucoma de ângulo fechado entre os antidepressivos.
A trazodona é o antidepressivo mais frequentemente relacionado ao bloqueio pupilar, induzindo glaucoma de ângulo fechado.
Os ISRS não apresentam relação descrita com precipitação de glaucoma de ângulo fechado em indivíduos predispostos.
Antidepressivos tricíclicos podem precipitar glaucoma de ângulo fechado em indivíduos suscetíveis devido aos seus efeitos anticolinérgicos e midriáticos.
Em quadros clínicos de transtorno depressivo maior em que há refratariedade ao uso de fármacos antidepressivos, a ECT pode ser indicada como modalidade terapêutica. No entanto, a indicação do procedimento deve considerar alguns aspectos clínicos. Considerando casos de pacientes com ocorrência prévia de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), assinale a alternativa correta.
História prévia de IAM constitui contraindicação absoluta e permanente à realização de ECT.
A ECT pode ser realizada após 6 meses em pacientes com IAM prévio.
Pacientes com IAM podem ser submetidos à ECT após avaliação clínica e cardiológica adequada, monitorização rigorosa e manejo individualizado do risco cardiovascular.
O antecedente de IAM não implica a necessidade de avaliação cardiovascular pré-procedimento, pois a ECT não produz alterações hemodinâmicas relevantes.
Caso hipotético: paciente com diagnóstico de transtorno bipolar que havia entrado recentemente em mania, passou por internação e recebeu alta, com aumento da dose de lítio para a seguinte posologia: 2 comprimidos pela manhã e 2 comprimidos à noite. Em uma primeira litemia, não havia apresentado problemas e, com a resolução do quadro, recebeu alta. Após 5 dias da alta, passou a apresentar tremores, dor de cabeça e a vomitar. É CORRETO afirmar que esses sintomas podem ser originários de um aumento da litemia após ajuste de dose e pode acontecer já quando a litemia está maior do que:
0,6mEq/L.
0,4 mEq/L.
1,5mEq/L.
1,0 mEq/L.
4,0 mEq/L.
Caso hipotético: uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhada de um amigo. Ela relata que, nas últimas semanas, desenvolveu ansiedade intensa, sensação de perseguição, episódios intermitentes de insônia total e dificuldade para se alimentar. Hoje, segundo o acompanhante, a paciente passou a afirmar que “estão enviando mensagens cifradas para matá-la por meio da televisão”, recusando-se a permanecer sozinha em casa. Na consulta, apresenta discurso organizado, porém com conteúdo francamente delirante persecutório. Nega uso recente de álcool, mas refere ter ingerido “alguns comprimidos para dormir” ontem à noite, sem especificar quais e sem intenção clara. Ao exame físico, está normotensa, hidratada, orientada no tempo, mas com intensa agitação psíquica.
Considerando a abordagem da emergência psiquiátrica na Atenção Primária à Saúde (APS) e os riscos envolvidos, qual é a conduta mais adequada?
Avaliar risco imediato, monitorizar sinais vitais, investigar possível intoxicação medicamentosa e encaminhar a paciente para avaliação psiquiátrica de urgência, garantindo segurança durante o transporte.
Manter acompanhamento na própria APS com prescrição inicial de antipsicótico de baixa dose e reavaliação em 24–48 horas, priorizando abordagem territorial e vínculo longitudinal.
Solicitar exames laboratoriais de rotina, orientar higiene do sono e agendar retorno em curto prazo, uma vez que delírios sem alteração do nível de consciência geralmente não configuram emergência.
Instituir benzodiazepínico de uso contínuo para redução da agitação, orientar a família e manter observação domiciliar até definição diagnóstica mais precisa.
Encaminhar para psicoterapia ambulatorial especializada como primeira medida, uma vez que a paciente não apresenta risco imediato à própria vida.