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Um menino de 15 anos com baixo peso e história familiar de osteoporose realizou uma densitometria óssea. O resultado mostrou z-score de (-1,1) e t-score de (-2,7). Qual o diagnóstico densitométrico desse adolescente?
Baixa densidade mineral óssea para a idade cronológica.
Densidade mineral óssea adequada para a idade cronológica.
Osteoporose.
Osteopenia.
Não é possível fazer o diagnóstico.
Homem, 41 anos, com perda de força e sensibilidade em membro superior direito e pé esquerdo, apresenta dor abdominal, púrpura em membros inferiores e mialgia. Exames laboratoriais evidenciaram infecção por hepatite B (HBsAg reagente) e exame de imagem evidenciou aneurisma de artérias renais. Qual é a melhor opção terapêutica para o caso?
Prednisona, plasmaférese e antiviral.
Prednisona e antiviral.
Prednisona, ciclofosfamida e antiviral.
Antiviral isolado.
Plasmaférese e antiviral.
Mulher de 39 anos, com quadro de artrite reumatoide diagnosticada há 7 anos, atualmente em uso de prednisona e metotrexate, com controle inadequado da doença. Nega uso constante de AINH, nega sangramentos e sintomas anêmicos. Encaminhada pelo reumatologista por causa de anemia isolada. Com relação à causa mais provável da anemia dessa paciente, assinale a alternativa correta.
É um quadro com valores de hemoglobina abaixo de 7 g/dL.
É associado com valores reduzidos de hepcidina.
Os valores de cobre sérico são elevados.
O volume corpuscular médio é tipicamente acima de 95 fL.
Leia o caso clínico a seguir.
Homem de 26 anos queixa-se de dor na região lombar, de início há 18 meses, que melhora com a movimentação e piora com o repouso. Nega parestesias das extremidades e/ou alteração da força muscular. Nega comorbidades prévias. Ao exame físico, apresenta limitação da mobilidade lombar nos planos frontal e sagital, limitação da expansibilidade torácica e teste de Schober igual a 13 cm. ASDAS = 3,0. A ressonância magnética das articulações sacroilíacas mostra edema medular ósseo e erosões na articulação sacroilíaca direita. VHS = 45 mm. PCR = 10,0 mg/dL.
Considerando-se a principal hipótese diagnóstica para este paciente, o tratamento de primeira linha, de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia (2019), deve ser feito com
metotrexato.
secuquinumabe.
etanercepte.
anti-inflamatório não hormonal.
Mulher de 71 anos, com diagnóstico recente de arterite de células gigantes em uso de prednisona 60 mg/dia. Nega fraturas prévias ou tratamento prévio para osteoporose. Refere quatro quedas da própria altura no último ano. Antecedente de hipertensão arterial, em uso de hidroclorotiazida 25 mg/dia. Antecedente familiar: mãe teve fratura femoral aos 62 anos.
Exames laboratoriais (hemograma, função hepática e renal): normais.
Densitometria óssea: coluna lombar t-score de -2,4; colo do fêmur t-score de -2,1; fêmur total t-score de -2,2.
Além da suplementação de cálcio e de vitamina D, qual é a melhor conduta?
Troca da hidroclorotiazida por enalapril.
Prescrição de bisfosfonato.
Dosagem de CTX e bioimpedância de corpo inteiro.
Não é necessária conduta adicional.
O anticorpo miosite específico que está associado com a dermatomiosite juvenil, doença intersticial pulmonar e ulcerações cutâneas é:
Anti-p155/140.
Anti-Mi2.
Anti-HMGCR.
Anti-MDA5.
Anti-MJ.
Em relação às múltiplas manifestações clínicas da artrite psoriásica juvenil, podemos afirmar que:
A psoríase eritrodérmica é a apresentação mais frequente.
Dactilite acomete principalmente o quinto dedo da mão e o hálux.
Espondilite é mais comum em crianças com início precoce (menos de 6 anos).
Distrofia ungueal é mais frequente em dedos com artrite em interfalangeana distal.
Uveíte posterior assintomática pode ser uma complicação.
Sobre os aspectos gerais da gota, indique o item CORRETO.
É mais comum em mulheres jovens, devido à disfunção do metabolismo de ácido úrico.
A artrite gotosa aguda é sempre monoarticular e, preferencialmente, nas articulações do hálux.
A gota trofácea crônica se caracteriza pelo achado de tofos (depósitos de urato) em vários tecidos.
A ingestão de bebida alcóolica, ao contrário do uso de diuréticos, não é considerada um fator desencadeante da crise aguda.
Ao exame laboratorial, constata-se redução do nível sérico de uratos.
Sobre a síndrome de Sjögren é CORRETO afirmar que:
Os sintomas músculo esqueléticos mais graves são mialgia e fadiga. Estes sintomas são raros acometem 5% dos pacientes. Um percentual muito menor apresenta miopatia inflamatória (0,5%-1%).
Os anticorpos específicos da síndrome de Sjögren são o Anti-SS-B/La (encontrado em cerca de 15o/o-40o/o) e anti-SS-A/Ro, em cerca de 30o/o-60o/o dos casos de índrome de Sjögren primária.
Embora a síndrome de Sjögren tenha sido considerada como uma doença mediada por célula B pelo predomínio de LB nas lesões das glândulas salivares menores, estudos recentes têm mostrado que células B predominam nos infiltrados leves e células T nos infiltrados acentuados.
A célula epitelial é iniciadora e perpetuadora da resposta imune e inflamatória local e sistêmica. Células epiteliais glandulares de pacientes com SS possuem expressão aumentada de mRNA, expressam moléculas de adesão, MHC classe II, antígeno HLA-DR, receptores toll-like e moléculas B7, o que corrobora a função dessas células no processo inflamatório, na coestimulação de células T, na organização do foco linfocítico e na perpetuação da doença.
Drogas imunomoduladoras são usadasnas manifestações sistêmicas. Recomenda--se o uso de hidroxicloroquina e metotrexate para o controle das manifestações articulares. Corticoide e anti-inflamatórios não esteroides podem ser úteis no controle sintomático podendo trazer a cura da doença.
Sobre as artrites causadas por hanseníase é CORRETO afirmar que:
E uma moléstia infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, o qual acomete, inicialmente, o sistema nervoso central e, posteriormente, o periférico.
O tratamento inclui, além da poliquimioterapia, o uso de analgésicos e AINHs. Os corticosteroides em baixas doses estão indicados em casos de lesões ósseas, lesões cutâneas ulceradas e quando houver concomitância de osteoartrite com neurite, orquiepididimite ou comprometimento ocular.
Os anticorpos igG são utilizados para o diagnóstico da doença, já que são os únicos que podem ser detectados no soro de pacientes hansênicos.
As alterações radiológicas são consequência de injúrias específicas e inespecíficas. Lesões bacilíferas podem ocasionar periostite, osteíte e osteomielite, principalmente nas mãos e pés.
A artrite do estado reacional tem início crônico, é poliarticular, simétrica, e acomete pequenas articulações das mãos e pés . Raramente, joelhos, tornozelos, ombros e cotovelos são afetados.