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Paciente, 18 anos, negra, apresenta eritema malar, úlceras orais, alopecia, fotossensibilidade, artralgias e edema de membros inferiores. Sobre a conduta, assinale a alternativa correta.
Anti-DNA é o exame laboratorial mais específico para o diagnóstico.
FAN não é o exame mais sensível porque a probabilidade pré-teste de lúpus eritematoso sistêmico é baixa.
Anti-SM é o exame laboratorial mais específico, embora sua sensibilidade seja baixa.
Biópsia das lesões orais não são mandatórias embora a biópsia da lesão facial seja obrigatória neste caso.
Parcial de urina, dosagem de complemento e hemograma são dispensáveis para o caso.
A fibromialgia se caracteriza por síndrome de dor crônica generalizada, associada a etiologia e fisiopatologia complexas e não completamente compreendidas, com consequente alterações nas vias de modulação e processamento da dor, levando à sua sensibilização e amplificação, além de diversas outras interações biopsicossociais, com consequente prejuízo global da qualidade de vida, absenteísmo e menor produtividade no trabalho, além de maiores gastos com saúde, em relação à população normal. Logo, seu conhecimento e correto diagnóstico e manejo são fundamentais. Sobre o diagnóstico da fibromialgia, assinale a alternativa correta.
Deve ser de exclusão, com pesquisa sistemática de diagnósticos diferenciais para todos os casos, como doença tireoideana, Lupus, Espondiloartrites e outras artropatias inflamatórias
São comuns sintomas funcionais como distúrbios do sono, fadiga, alterações de memória e atenção, dispepsia, síndrome do intestino irritável, entre outros, componentes importantes no quadro da Fibromialgia e atualmente levados em consideração para o diagnóstico
A pesquisa sistemática de Tender Points é obrigatória e deve somar 11 ou mais pontos dolorosos, em associação com história de dor crônica generalizada por mais de 3 meses, para o diagnóstico da Fibromialgia
Além dos critérios clínico de dor crônica generalizada e sintomas gerais (Escala Global de Sintomas), é necessário complementação com exames para documentação das alterações nas vias de dor, como eletroneuromiografia e ressonância magnética funcional
O superdiagnóstico de Fibromialgia trás prejuízos tanto para os pacientes mas também para o serviços de saúde e contexto de trabalho. Logo como doença rara, o seu diagnóstico só deve ser firmado após extensa investigação e tempo de acompanhamento, evitando o tratamento sem a sua conclusão formal
Mulher jovem, 21 anos, com diagnóstico recente de lúpus eritematoso sistêmico, envolvimento cutâneo, articular e sintomas constitucionais, sem envolvimento neurológico, hematológico ou renal. Apresentando rigidez matinal, poliartrite e eritema em asa de borboleta. Além de orientar para a proteção solar, a indicação para tratamento dessa paciente é:
azatioprina e prednisona em altas doses.
hidroxicloroquina e prednisona em baixas doses.
prednisona em dose imunossupressora e micofenolato.
prednisona em baixa dose e rituximabe.
prednisona em baixa dose, AINE e micofenolato.
Uma paciente de 43 anos de idade comparece ao consultório referindo dores difusas, artralgia em mãos e em punhos e sono não reparador há dois anos. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, assinale a alternativa correta.
A queixa de rigidez matinal acima de 30 minutos permite o diagnóstico de artrite reumatoide.
A presença do fenômeno de Raynaud exclui o diagnóstico de fibromialgia.
Hemograma, VHS e PCR devem ser coletados na avaliação inicial.
Duloxetina é a medicação de escolha quando predominam distúrbios do sono.
Exercícios aeróbicos de baixo impacto são os únicos recomendados para controle dos sintomas.
Paciente do sexo masculino, assintomático, vem ao seu consultório perguntar qual é a probabilidade de ele ter espondilite anquilosante. Possui HLAB27 presente e um irmão em tratamento para a doença com terapia biológica. Assinale a resposta adequada para esse paciente.
5-10%.
15-20%.
30%.
50%.
Mais de 50%.
Considere um paciente, branco, 22 anos, motoboy. Chega ao ambulatório com queixas de dor na região do cotovelo direito e em maior intensidade no joelho direito. Refere que o quadro iniciou-se há, mais ou menos, duas semanas.Na investigação dos diversos aparelhos nega emagrecimento, queixa-se de ardência e secreção amarelada nas conjuntivas sem prejuízo da visão; refere constipação intestinal. Refere rubéola na infância, pneumonia aos 15 anos, gripe forte há 2 meses, DST (doença sexualmente transmissível) duas vezes, sendo que há 20 dias apresentou descarga uretral que foi tratada na farmácia. É fumante de 1 carteira /
Ao Exame Físico: PA 110×70, IMC 22, afebril, corado, hidratado, acianótico, eupineico. Hiperemia conjuntival e de orofarínge com placas avermelhadas no palato posterior, AP mv bilateral, AC RCR 2t sopros FC 72 bpm, ABd doloroso a palpação profunda na região do sigmoide, RHA débeis, sem visceromegalias. Joelho direito levemente hiperemiado, manchas avermelhadas nas plantas dos pés.
Com base no quadro acima, qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Artrite séptica
Doença de Still
Artrite reumatóide
Síndrome de Reiter
Lupus eritematoso sistêmico
Qual o diagnóstico mais provável?
Sífilis.
Artrite séptica.
Artrite reumática.
Artrite gonocócica.
Síndrome de Reiter.
A respeito da doença mista do tecido conjuntivo (DMTC), é correto afirmar que
cerca de 80% dos casos ocorrem em mulheres.
cerca de 50% dos casos evoluem para artrite reumatoide.
a maioria dos casos evoluem para lúpus eritematoso sistêmico.
a manifestação renal está associada com a presença do anti-Sm.
a ocorrência de atritos tendíneos está relacionada com mau prognóstico.
Considere um jovem paciente que se apresenta com monoartrite aguda de cotovelo, iniciada após um trauma perfurocortante.
Qual dos exames complementares está mais indicado para o diagnóstico da artrite séptica?
HLA-B27
PCR elevada
Leucocitose
AC anti-histonas
Análise do líquido sinovial
Em relação à artrite reativa, pode-se afirmar que
A instalação do quadro clínico é caracteristicamente insidiosa e de evolução crônica.
A prevalência do HLA B27 é entre 63 e 96% dos pacientes.
O micro-organismo mais implicado é a Escherichia coli.
A forma mais frequente ocorre após infecção das vias aéreas superiores.
Atualmente é classificada como doença autoinflamatória.