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O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune complexa que pode acometer múltiplos órgãos e tecidos, sendo caracterizada pela produção de diversos autoanticorpos. A identificação desses autoanticorpos é uma ferramenta diagnóstica essencial, mas sua utilidade varia em termos de sensibilidade e especificidade. Entre eles, destacamse os anticorpos anti-Sm, anti-dsDNA e anti-SSA/Ro, que possuem papéis distintos no diagnóstico e monitoramento da doença. O lúpus eritematoso sistêmico (LES) pode apresentar diferentes perfis sorológicos. Em relação aos autoanticorpos associados ao LES, analise as alternativas a seguir e marque a correta.
O diagnóstico de LES depende exclusivamente da positividade para FAN-HEp-2, não sendo necessária a pesquisa de autoanticorpos adicionais.
Os autoanticorpos anti-histona são altamente específicos para LES e sua presença confirma o diagnóstico.
O anticorpo anti-dsDNA é um marcador inespecífico de LES, pois pode ser encontrado em diversas doenças autoimunes.
A presença de anticorpos anti-Sm é altamente específica para LES, mas sua baixa sensibilidade limita sua utilidade diagnóstica.
O anticorpo anti-SSA/Ro é um marcador exclusivo do LES e não está relacionado a outras doenças autoimunes.
A profilaxia secundária da febre reumática deverá ser realizada da seguinte forma:
até os 18 anos de idade, se não houve endocardite (valvopatia) no surto agudo.
por toda vida, após cirurgia valvar.
até os 30 anos de idade, se ocorreu endocardite (valvopatia) leve.
por 10 anos, se houve lesão valvar residual grave.
por 5 anos após o último surto, se houve lesão valvar leve.
Paciente do sexo feminino, 3 anos de idade, é encaminhada à reumatologia pediátrica por quadro de dor e edema em tornozelo esquerdo, com rigidez matinal de cerca de 30 minutos, há 8 semanas. Sem febre, exantema ou queixas sistêmicas. Ao exame, apresenta sinovite em tornozelo esquerdo e discreta limitação de movimento. História familiar negativa para doenças autoimunes. Exames laboratoriais mostram FAN positivo (1:320), fator reumatoide negativo e HLA-B27 negativo.
Com base no caso clínico e nos conhecimentos atuais sobre artrite idiopática juvenil, assinale a alternativa correta em relação à uveíte associada.
O subtipo oligoarticular de AIJ em meninas com início precoce e FAN positivo está entre os perfis com maior risco para uveíte anterior crônica.
HLA-B27 negativo nesse caso aumenta o risco de uveíte anterior crônica assintomática.
O risco de uveíte é mais elevado em pacientes com fator reumatoide positivo, especialmente nos subtipos poliarticulares.
O rastreio oftalmológico regular é desnecessário em pacientes assintomáticos, mas deve ser feito sempre que surgirem queixas visuais.
A uveíte relacionada à AIJ ocorre tipicamente após os primeiros 5 anos de doença e cursa com sintomas oculares de hiperemia e visão embaçada.
A dermatomiosite é considerada uma doença autoimune sistêmica rara e com distribuição bimodal.
Sobre as principais semelhanças e diferenças da doença na população pediátrica e adulta, assinale a alternativa correta.
As lesões cutâneas típicas, heliotropo e Gottron, não costumam estar presentes nos adultos com dermatomiosite.
Os adultos costumam apresentar hipertensão pulmonar associada com a presença do anticorpo anti-Jo-1.
Na doença de início na infância, deve-se obrigatoriamente investigar neoplasia associada.
A biópsia muscular é mandatória para o diagnóstico, tanto em adultos como em crianças.
As calcinoses cutâneas são mais frequentes na população pediátrica e de difícil controle.
A síndrome antifosfolípide (SAF) é uma condição autoimune associada a eventos trombóticos recorrentes e complicações gestacionais.
Em relação a suas características clíncas e laboratoriais, assinale a alternativa correta.
Abortos de repetição em qualquer trimestre gestacional são suficientes para o diagnóstico clínico de SAF.
O diagnóstico laboratorial da SAF exige a positividade de anticorpos antifosfolípides em pelo menos dois dos testes sorológicos, com intervalo mínimo de 4 semanas entre as dosagens.
O uso profilático de heparina está indicado para todos os pacientes com anticorpos positivos, independentemente das manifestações clínicas.
A forma catastrófica da SAF é rara e se caracteriza por tromboses simultâneas em mais de três órgãos ou sistemas em menos de 1 semana.
A manifestação clássica da SAF envolve trombocitose e sangramentos espontâneos devido a hiperatividade plaquetária.
As doenças autoinflamatórias são síndromes raras caracterizadas por episódios recorrentes ou contínuos das mesmas manifestações, como febre e acometimento de múltiplos órgãos e sistemas.
Quanto às principais síndromes autoinflamatórias, é correto afirmar que
a osteomielite multifocal recorrente crônica (CRMO) cursa com múltiplos focos de infecção bacteriana óssea, causando intensa dor e limitação funcional.
a síndrome de Blau está relacionada a mutação no gene TNFRSF1A.
a febre familiar do mediterrâneo é uma doença que cursa com a tríade clássica de febre recorrente, dor abdominal e artrite e ocorre, na maioria dos casos, antes dos 30 anos de idade.
a síndrome TRAPS é caracterizada por rash urticariforme associado ao frio, além da febre com duração de 1 a 3 dias.
a perda auditiva neurossensorial é a maior característica da síndrome de hiper IgD.
O anti-DNA de fita dupla é um marcador altamente específico para lúpus eritematoso sistêmico (LES).
Certo
Errado
Recomenda-se o tratamento da hiperuricemia assintomática devido ao risco de sua associação a doença cardiovascular e insuficiência renal.
Certo
Errado
A. C. V., 40 anos, sexo feminino, faz acompanhamento regular e conjunto da saúde na Unidade Básica de Saúde e com o reumatologista após ter sido diagnosticada como portadora de artrite reumatoide há 1 ano, logo após o início dos sinais e sintomas. Levando em conta que a paciente obteve o diagnóstico durante o período inicial da doença, considerada a janela de oportunidade terapêutica, os médicos que a acompanham intervieram precocemente, prescrevendo fármacos considerados Medicamentos Modificadores do Curso da Doença (MMCD).
As medicações consideradas como medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos (MMCDs) são:
metrotexato, leflunomida, prednisona, sulfassalazina.
metrotexato e prednisona.
leflunomida e naproxeno.
leflunomida e sulfassalazina.
prednisona, sulfassalazina e naproxeno.
Em relação aos autoanticorpos observados na esclerose sistêmica, é correto afirmar que o
padrão de imunofluorescência do FAN mais prevalente é o pontilhado grosso.
anti-RNA polimerase 1 está associado ao comprometimento renal.
anti-RNA polimerase 2 está associado ao comprometimento esofágico.
FAN está positivo em cerca de 90% dos casos, considerando as formas difusa e limitada.
anti-topoisomerase 1 está relacionado com o aumento da possibilidade de teleangiectasias.
O subtipo de AIJ menos frequente é:
Poliarticular fator reumatoide positivo.
Artrite relacionada à entesite.
Sistêmica.
Oligoarticular.
Poliarticular fator reumatoide negativo.
O achado mais característico na ressonância magnética de instalação de osteonecrose é:
edema ósseo diafisário em T1 e supressão do sinal em T2.
fratura metafisária sem edema ósseo em T2.
uma linha de decréscimo de sinal em T1 e variável intensidade de sinal em T2.
em região subcondral com alto sinal de T2 e baixo sinal e T1.
descolamento periosteal com alto sinal de T2 e inalterado em T1.
A poliangiíte microscópica é afecção rara, e seu reconhecimento precoce como medidas terapêuticas adequadas leva a desfechos muito satisfatórios.
É um biomarcador observado nos pacientes com essa suspeita:
anticorpo anti-DNAse.
HLA-B52.
anticorpo anticitoplasma de neutrófilo.
aumento sérico de antitripsina.
anti-PCNA em títulos moderados.
Assinale a alternativa correta quanto à interpretação dos critérios diagnósticos para a doença de Kawasaki completa ou incompleta.
Pode ser confirmada na presença de febre por quatro dias, hiperemia de palmas e plantas, lábios fissurados e sangrantes, uveíte e exantema.
A doença de Kawasaki incompleta pode ser confirmada na presença de febre por seis dias, conjuntivite bilateral com exsudato, hiperemia de mucosa oral, exantema e descamação dos dedos no quinto dia.
A doença de Kawasaki incompleta deve ser suspeitada em lactentes com febre por sete dias ou mais, sem outra explicação.
Pode ser confirmada na presença de febre por sete dias, exantema, hiperemia conjuntival, piúria estéril, língua em framboesa e unhas com linhas de Beau.
Pode ser confirmada na presença de febre por cinco dias, aftas, exantema vesicular, conjuntivite, piúria estéril, língua em framboesa e lábios fissurados e hiperemiados.
Paciente do sexo masculino, 28 anos, apresenta queixa de lombalgia há 6 meses Relata que a dor piora ao repouso e alivia ao longo do dia com atividade física, e está associada à rigidez matinal de uma hora. Qual é a principal suspeita diagnóstica?
Artrite reumatoide.
Doença de Paget.
Espondiloartrite.
Hernia discal.
Fibromialgia.
Qual das manifestações extra-articulares abaixo é mais frequentemente observada em pacientes com espondiloartrites?
Uveíte anterior.
Catarata senil.
Retinopatia.
Neurite óptica.
Vasculite retiniana.
Sobre as miopatias inflamatórias, correlacione as duas colunas:

Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre as colunas:
a4; b1; c3; d5; e2.
a5; b2; c4; d1; e3.
a3; b4; c1; d5; e2.
a1; b3; c5; d2; e4.
a2; b4; c5; d1; e3.
Paciente que tem quadro de artrite gonocócica e que está apresentando manifestações dermatológicas associadas (gonococcemia) deverá receber preferencialmente o seguinte antibiótico:
amoxicilina clavulanato.
claritromicina.
doxiciclina.
amicacina.
ceftriaxona.
No manejo das doenças reumatológicas autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES), a integração entre os critérios clínicos, imunológicos e laboratoriais é fundamental para o diagnóstico precoce e estratificação prognóstica. Considerando as manifestações multissistêmicas do LES e os critérios classificatórios atuais, qual proposição descreve de forma adequada uma manifestação típica e sua implicação clínica?
A presença de anticorpos anti-Ro é indicativa exclusiva de vasculite de pequenos vasos, exigindo pulsoterapia imediata com ciclofosfamida.
A manifestação renal do LES cursa com síndrome nefrítica isolada e não implica risco de progressão para doença renal crônica terminal.
A artrite lúpica caracteriza-se por envolvimento erosivo e deformante, com acometimento predominante das articulações interfalângicas distais.
A fotossensibilidade cutânea, as úlceras orais indolores e a presença de anti-DNA de dupla hélice associam-se a atividade sistêmica significativa e risco de acometimento visceral.
O comprometimento neurológico no LES está restrito a polineuropatias periféricas e não se associa a autoanticorpos específicos.
Paciente jovem, de 27 anos, procura o Pronto Socorro devido quadro de edema de membros inferiores, espumúria e hipertensão arterial há duas semanas. Refere que há três meses iniciou quadro de fadiga, poliartralgia, alopécia e rash cutâneo na face. Ao exame físico, apresenta PA 140x90, FC 108bpm, saturação de 96% em ar ambiente. Eritema malar em face com áreas de alopécia não cicatricial no couro cabeludo. Sem alterações ao exame pulmonar. Apresenta edema de membros inferiores ++/4. Laboratorialmente, apresenta Hb 10,1, Ht 31,3, Leucócitos de 2980 (com 480 linfócitos), plaquetas de 165.000, C3 de 49 mg/dL, C4 de 7 mg/dL, Ureia 53 mg/dL, Creatinina de 1,1 mg/dL, Urina 1 com hematúria, dismorfismo eritrocitário presente, proteína ++/4, relação proteína/creatinina na urina amostra isolada de 1,1 g/L. Durante investigação, apresenta anti-DNA positivo em altos títulos na imunofluorescência. Qual a conduta?
Enalapril 20mg de 12/12h.
Azatioprina 200mg/dia.
Pulsoterapia com Metilprednisolona, em seguida Micofenolato de Mofetil ou Ciclofosfamida.
Ciclosporina.
Prednisona 1mg/kg associado a Metotrexato.