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Mulher, 19 anos, procurou a unidade de saúde para consulta de rotina com endocrinologista por hipercolesterolemia familiar. Na unidade, aproveitou que estava com dor de cabeça intensa há um dia, pulsátil, hemicraniana, com foto e fonofobia e pediu algum medicamento. O médico prescreveu 2 g de dipirona e 10 mg de metoclopramida por via endovenosa. Após 30 minutos, a paciente apresentou mal-estar e placas cutâneas elevadas eritemato-pruriginosas em tronco. Seu exame físico era normal, exceto pela alteração cutânea, incluindo sinais vitais. A conduta correta neste momento é:
encaminhar imediatamente a paciente para a unidade de emergência referenciada.
prescrever hidrocortisona e anti-histamínicos por via endovenosa.
administrar 0,3 mg de adrenalina no músculo vasto lateral da coxa e levar a paciente para a sala de urgência da unidade.
prescrever prednisona e polaramine por via oral, para evitar novas complicações com medicamentos parenterais.
localizar as ampolas e diluentes administrados e verificar se houve troca ou falha na administração. Em caso de dúvida, encaminhar o material para um centro de toxicologia.
Mulher, 55 anos, procura o médico de família com história de icterícia com duas semanas de evolução. Não sabe informar sobre histórico vacinal. Na abordagem inicial de um paciente com hepatopatia, qual a conduta correta?
Investigar xantomas, que são os correspondentes cutâneos da icterícia vista na esclera ou na mucosa oral.
Indicar tomografia de abdome com contraste para pacientes que iniciem quadro de insuficiência hepática e renal.
Considerar o painel de sorologias virais porque as hepatites agudas podem ser causa de lesão hepatocelular, mas também induzir colestase.
Pesquisar cálculo em vias biliares como principal hipótese caso o aumento de transaminases seja maior que o de enzimas canaliculares.
Avaliar presença de hemólise no sangue periférico caso haja hiperbilirrubinemia direta.
Homem, 69 anos e! atendido na unidade de saúde para avaliação de pressão arterial. Durante a consulta, o médico checou o cartão de vacinação do paciente e detectou que ele deveria ter tomado vacina para doença meningocócica. Assinale a alternativa que contém uma condição ou que justificaria corretamente a indicação da vacina ao paciente pelo médico generalista nesse momento.
apesar de saudável, trata-se de um paciente com mais de 65 anos de idade.
o paciente tem familiares em tratamento para hepatite C.
trata-se de um paciente em investigação de um quadro demencial e de maior risco de piora neurológica progressiva.
ele teve contato com um parente com suspeita de meningite aguda há mais de uma semana.
o paciente tem doença falciforme (homozigoto).
Homem, 80 anos, em cuidados de fim de vida, é acompanhado por um médico de família, com terapia nutricional em domicílio. Devido à disfagia, o médico indicou uma intervenção para realizar gastrostomia. Deve-se informar à família que a complicação mais frequente da nutrição enteral é:
íleo paralítico.
perfuração.
diarreia.
hipofosfatemia.
hipoglicemia.
Um médico faz visitas frequentes a um homem de 64 anos, etilista, com múltiplas lesões hipopigmentares lenticulares em tronco, com leve prurido. Na superfície das lesões, encontra-se fina descamação, evidenciada pela distensão da pele. O tratamento mais indicado para esta lesão será com:
xampu de cetoconazol tópico.
rifampicina oral.
ceftriaxone intramuscular.
vancomicina intravenosa.
corticoide de depósito injetável.
Jovem é trazido pelos pais para atendimento ambulatorial com queixa de lesões pruriginosas papulares em braço e tronco, com escoriações e algumas lesões com trajeto linear pouco elevado. Das opções a seguir, qual é a mais indicada no tratamento da escabiose, no Brasil?
Benzetacil
Cefalexina
Ivermectina
Clindamicina
Metronidazol
A Secretaria de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde afirma que “após a identificação do Zika Vírus no país, há regiões com ocorrência de casos de dengue e chikungunya, que, por apresentarem quadro clínico semelhante, não permitem afirmar que os casos de síndrome exantemática identificados sejam relacionados exclusivamente a um único agente etiológico”. Ou seja, pode-se afirmar que:
I- Não existe tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor.
II- No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.
III- É desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outras drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus.
IV- Não há vacina contra o Zika vírus.
V- Não há, ainda, confirmação de que haja relação etiológica entre o Zika vírus e a microcefalia de RN de mães contaminadas.
Portanto, estão CORRETAS:
I, II, III e IV
I, II, III e V
I, II, IV e V
I, III, IV e V
II, III, IV e V
A associação entre doença da arranhadura do gato (DAG) e a síndrome óculo-glandular de Parinaud (SOGP) é conhecida desde 1937. O agente etiológico mais comumente envolvido é:
O Proteus sp.
O Streptococcus aureus.
O Stafilococcus epidermidis.
O bacilo Gram negativo Bartonella henselae.
A Clhamydia trachomatis.
Criança de 12 anos sofreu arranhadura por seu próprio cão em braço esquerdo, sem laceração de tecido. O animal poderá ser acompanhado e não apresenta suspeita de raiva no momento. Além da observação do animal, a conduta correta é:
prescrição de penicilina em 3 doses consecutivas, por 3 dias.
esquema com 3 doses de vacina antirrábica e administração de soro antirrábico.
esquema com 1 dose de vacina antirrábica e administração de soro antirrábico.
administração somente de soro antirrábico e encaminhamento para vacinação antitetânica e antirrábica.
apenas lavagem com água e sabão e orientações sobre vacinação antitetânica.
São fatores de risco modificáveis para as doenças cardiocirculatórias, EXCETO:
Diabetes e sedentarismo.
Idade, Sexo e Genética (história familiar para doenças cardiovasculares).
Hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.
Hipertensão arterial e obesidade.
Tabagismo e etilismo.

Em um dia habitual de atendimento na ESF você atende 5 pacientes com as histórias descritas abaixo.
Resolve solicitar 3 eletrocardiogramas, que foram realizados prontamente pelo sistema TELECARDIO.
Relacione as histórias dos pacientes com os traçados eletrocardiográficos.
1 - Ana Clara de 22 anos, sem doenças conhecidas, referiu que, no dia anterior, em aula de Pilates, apresentara episódio de dor torácica à esquerda de 30 minutos e remissão espontânea.
2 - Sr. Marcelo de 66 anos, fumante, obeso e sedentário, apresentou, há cerca de 7 horas, sudorese e dor severa na região retroesternal, sem alívio com uso de isossorbida sublingual.
3 - Rafael de 18 anos, resfriado há quatro dias com dor precordial irradiada para a borda do músculo trapézio esquerdo, aliviada pela posição sentada, com o tórax inclinado para frente, e agravada pela inspiração profunda e pelo decúbito dorsal.
4 - Sr. Joaquim de 70 anos, com diagnóstico de doença de Parkinson há 4 anos, referiu vir fazendo uso irregular da medicação prescrita.
5 Sra. Cláudia de 59 anos, hipertensa de longa data, teve, no último mês, diagnóstico confirmado de hipertireoidismo, mas não tolerou o tratamento. Há 24 horas, passou a apresentar tonturas e palpitações.
( ) 
( ) 
( ) 
Associe os casos clínicos referentes a pacientes que procuraram a UBS aos traçados eletrocardiográficos mais característicos. A sequência numérica CORRETA, de cima para baixo, é:
3 – 2 – 5.
3 – 5 – 1.
1 – 2 – 5.
1 – 3 – 4.
Paciente natural do Glaucilândia procura unidade de saúde com relato de edema de membros inferiores e aumento do volume abdominal há 4 meses. EF: hipocorado, anictérico, afebril. Aparelho cardiovascular e respiratório sem alterações. Abdome indolor, esplenomegalia palpável até a fossa ilíaca esquerda. Achados da ectoscopia encontram-se demonstrados abaixo.
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Exames laboratoriais:
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Hemoglobina = 9,8 g/dl, VCM = 87 fl, CHCM = 32, leucócitos = 2140/mm3(sem desvio), N = 1100/mm3, plaquetas = 65000, ferritina = 23 ng/dl, TGO = 21 U/l, TGO = 28 U/l, Bilirrubinas totais = 0,7, FA = 105, GGT =50, Cr 3,7, Ureia 85, Na 137, K 5,5, Proteína total 5,3, Albumina 1,6. Urina I leucócitos 5000, hemácias 7000, proteína 3+/4+, nitrito negativo, ausência de cilindros ou cristais. EPF: Hymenolepsis nana.
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Em relação ao caso clínico, marque a alternativa CORRETA.
O paciente possui uma síndrome anêmica de provável causa neoplásica; mielograma e imunofenotipagem são exames a serem solicitados, na sequência, pela suspeita de mielodisplasia.
O achado de esplenomegalia, associado à pancitopenia e epidemiologia, favorece a hipótese de esquistossomose mansônica; a pesquisa de ovos pelo método de Kato-Katz pode ser de auxílio diagnóstico.
Entre as causas de esplenomegalia de origem parasitária a serem consideradas no diagnóstico diferencial estão amebíase, esquistossomose, malária, leishmaniose e teníase.
Himenolepíase é causa de esplenomegalia associada à anemia ferropriva de fácil tratamento com metronidazol e reversão do quadro clínico.
A senhora I.M.S, de 70 anos, é atendida em Unidade Hospitalar de Urgência e Emergência com escoriações pelo corpo e ferimento cortocontuso no couro cabeludo. Relata acompanhante que a senhora sofreu agressões praticadas por um filho, conhecidamente usuário de drogas. Considerando a violência doméstica no Brasil, coloque V(Verdadeiro) e F (Falso) diante das proposições:
( ) A absoluta maioria das agressões é praticada no interior da residência.
( ) Há uma prática recorrente, facilitada pelo fato de a agressão transcorrer sem interrupções de outras pessoas e sob a legitimidade da privacidade do lar.
( ) O marido é o agressor na grande maioria dos casos.
( ) A relação conjugal, tem sido responsável pela esmagadora maioria dos agressores.
( ) Trata-se de uma questão eminentemente de gênero, para tanto há uma Lei específica para tratar dos casos.
Portanto, está CORRETA a sequência:
F, F, V, V, V
F, V, V, V, V
V, V, V, V, V
F, F, F, V, V
F, F, F, F, F
A hanseníase ou lepra, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença negligenciada e crônica, sendo o homem o reservatório natural do bacilo. Acerca da hanseníase, marque a alternativa CORRETA.
O período de incubação anterior à manifestação da doença clínica varia de seis meses a um ano.
A reação hansênica do tipo II, ou eritema nodoso, não ocorre em pacientes virgens de tratamento ou após o fim do tratamento específico.
A sensibilidade dolorosa é a primeira a ser perdida em lesões de hanseníase.
As neurites podem ser causadas tanto pela ação do bacilo nos nervos quanto pela reação do organismo ao bacilo, ou ambas.
Na atenção básica em Clínica Médica , uma das doenças mais frequentemente encontradas na população é o Diabetes Melitus tipo II, principalmente em pacientes obesos, sedentários e com história familiar. O diagnóstico de estágios intermediários com um valor de glicemia igual ou superior a 140 e menor que 200 mg/dl duas horas após o teste de tolerância à glicose, caracteriza a:
Glicemia normal.
Glicemia de jejum alterada.
Tolerância à glicose diminuída.
Cetoacidose diabética.
Diabetes mellitus.
Na atenção básica em Clínica Cirúrgica, o diagnóstico precoce da apendicite aguda permite o encaminhamento ainda em fase inicial da doença, para a atenção secundária hospitalar.
A tríade clássica de sinais e sintomas da apendicite aguda é:
Febre, disúria e polaciúria.
Febre, diarreia aguda e náuseas/vômitos.
Febre, dor abdominal em epigástrio e parada de eliminação de gazes e fezes.
Febre, dor abdominal em fossa ilíaca direita e náuseas/vômitos.
Distensão abdominal, parada de eliminação de gases e fezes e náuseas/vômitos.
Dengue, Chinkunguya e Zika são as arboviroses de maior prevalência no Brasil, apesar de no geral não se apresentarem como causa frequente de mortalidade. Sobre estas arboviroses é INCORRETO afirmar:
São transmitidas pelo mosquito vetor Aedes aegypti.
A hidratação é norteada de acordo com a classificação da gravidade e a presença de sinais e sintomas de alarme e de choque.
Dor abdominal intensa constitui sintoma de alarme na dengue.
Podem se apresentar inicialmente com quadro clínico semelhante incluindo sintomas virais.
A melhoria do saneamento básico não influencia a transmissão e prevalência da doença.
As tabelas de procedimentos são alimentadas principalmente pelos dados do Sistema de Informações ambulatoriais (SIA) e pelo sistema de informações hospitalares (SIH). Sobre o SIH, pode-se afirmar:
Define alguns procedimentos como de alta compatibilidade, exclui grupos e altera descrições de procedimentos.
Não incorpora a modalidade de internação hospitalar.
Mantém custos semelhantes para os diversos procedimentos.
Não autoriza procedimentos complexos para especialidades cirúrgicas.
Os dados não orientam a alocação de recursos das fontes de financiamento do SUS, que já são determinados previamente.
A expressão “vigilância epidemiológica” passou a ser aplicada ao controle das doenças transmissíveis na década de 1950, para designar uma série de atividades subsequentes à etapa de ataque da Campanha de Erradicação da Malária, vindo a designar uma de suas fases constitutivas. Sobre as atividades da vigilância epidemiológica em território nacional, é CORRETO afirmar:
A notificação compulsória de doenças e agravos não constitui informação de relevância para a elaboração de políticas de vigilância epidemiológica.
A investigação epidemiológica de casos e epidemias constitui-se em uma atividade obrigatória de todo sistema local de vigilância epidemiológica.
Frente a epidemias de doenças transmissíveis, o isolamento dos pacientes deve ocorrer apenas quando confirmado o diagnóstico e não quando há apenas suspeita, pois, pode gerar problemas psicossociais.
Deve-se evitar a busca ativa de casos durante a investigação epidemiológica para não submeter os indivíduos a situações de constrangimento.
A investigação de surtos e epidemias deve-se conduzida pela equipe de agentes de saúde de cada região.
Apesar de nos últimos anos ter apresentado menor incidência e morbimortalidade, a hanseníase ainda se apresenta como doença com importante impacto socioeconômico no Brasil. Sobre a mesma, pode-se afirmar, EXCETO:
Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que requer quimioterapia: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade; acometimento de nervo(s) com espessamento neural; baciloscopia positiva.
O homem é reconhecido como única fonte de infecção (reservatório), embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados.
As lesões de pele estão associadas a alteração de sensibilidade.
É causada pelo Fusobacterium leprae, ou bacilo de Hansen.
Quando a pessoa doente inicia o tratamento quimioterápico, ela deixa de ser transmissora da doença, pois as primeiras doses da medicação matam os bacilos, torna-os incapazes de infectar outras pessoas.