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Paciente, 65 anos, sofreu queda de dois metros de altura, evoluindo com dor na região lombar, Frankel E, vem à Policlínica na cadeira de rodas. Ao Raio X, fratura do corpo vertebral de L4, com 55% de cunhamento.
De acordo com esse caso clínico, a melhor conduta para o tratamento é
Colete de Putti.
Colete de Milwaukee.
Instrumentação sem Artrodese.
Instrumentação com Artrodese aberta via anterior.
Instrumentação com Artrodese aberta via posterior.
Sobre o trauma torácico, é correto afirmar:
No caso de uma contusão pulmonar a realização imediata da radiografia pode não apresentar alterações;
Já é consenso absoluto o uso de antibiótico profilático e corticoide no caso de contusão pulmonar;
É imprescindível exames de imagem para o diagnóstico de pneumotórax hipertensivo para iniciar o tratamento;
A fraturas entre o quarto e nono arcos costais são mais associados a injúria intra-abdominais.
Sobre o atendimento inicial ao politraumatizado, assinale a alternativa INCORRETA.
Dentre as causas sistêmicas, a hipoxia (saturação de O2 < 90%) e a hipotensão (pressão sistólica < 90mmHg em adultos) são os parâmetros que estão mais fortemente relacionados a pior prognóstico do paciente com Traumatismo cranioencefálico (TCE).
Os pacientes traumatizados são menos suscetíveis à hipotermia, devendo esta ser uma preocupação secundária.
Os idosos, devido a sua incapacidade de produzir calor e em diminuir a sua perda por vasoconstrição, e as crianças, devido a sua maior superfície corpórea relativa e a fontes limitadas de energia, são mais suscetíveis à hipotermia.
A grande maioria das lesões torácicas é tratada por meio de procedimentos cirúrgicos simples (toracocentese e drenagem torácica)
No trauma penetrante por arma de fogo, a opção mais segura é a indicação de laparotomia de rotina, visto que aproximadamente 90% dos pacientes apresentam lesão de víscera intra-abdominal que necessita de tratamento cirúrgico.
Sobre a osteomielite, assinale a única alternativa INCORRETA.
A região metafisária nas crianças tem irrigação mais rica que nos adultos, assim os processos infecciosos iniciam-se com maior facilidade nesta região.
Tumor de Ewing é um possível diagnóstico diferencial.
De maneira geral, Estafilococos aureus é o Zagente mais frequentemente isolado.
Salmonella é um agente frequente em portadores de anemia falciforme.
Na primeira semana da infecção é possível visualizar-se áreas de rarefação óssea, destruição trabeculare, reação periosteal através da radiografia.
Paciente idoso foi levado à UBASF por familiares após queda da própria altura e trauma direto em região temporal esquerda do crânio. Familiar relatou que idoso sofreu forte dor de cabeça e evoluiu com rebaixamento de consciência. A partir disso, o médico do posto fez os primeiros socorros e o encaminhou para unidade neurológica do HGF. Após realização de tomografia computadorizada (TC) no HGF, foi detectado acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Qual artéria é a mais provável de ter sido lesionada?
Artéria meníngea média.
Artéria cerebral média.
Artéria comunicante anterior.
Artéria basilar.
Mulher, 76 anos, foi atropelada por moto ao atravessar a rua. Atendida pelo RESGATE, colocado colar cervical, tamponamento das lesões sangrantes das pernas e colocada em prancha rígida. Chega ao Pronto-Socorro inconsciente, em choque hipovolêmico e com ausência de pulsos distais em MID (foto abaixo). Foi intubada e iniciou-se reposição volêmica inicialmente com Ringer lactato aquecido e posteriormente com sangue. Realizada tomografia de corpo inteiro que não mostrou lesões cirúrgicas cerebrais, torácicas ou abdominais. Pelve estável e sem fraturas. Fratura de tíbia D. Após a reposição volêmica adequada, não houve melhora da perfusão distal do MID e foi calculado o MESS (Mangled Extremity Severity Score – Escore de gravidade do membro gravemente lesado) cujo resultado foi de 8.
Qual é a mais indicada conduta baseada nessa escala de gravidade de membros?
Limpeza local com clorexedine, hemostasia local, fixador externo da fratura de tíbia D, curativo com algodão ortopédico e faixa.
Arteriografia por punção da artéria femoral D e shunt arterial poplítea-tibial posterior D e curativo à vácuo em MID.
Limpeza local com soro fisiológico aquecido, debridamento de tecidos desvitalizados e curativo à vácuo contínuo.
Paciente vítima de trauma de forte energia, admitido no PS com PA 80x40mmHg e sinais de fratura pélvica em livro aberto. Após fixação externa e reposição de hemoderivados, o paciente persiste hipotenso e os exames de laboratório mostram queda de hemoglobina.
Sobre o trauma pélvico, assinale a alternativa CORRETA.
Em caso=de sangramentos extensos provenientes de múltiplos focos, a embolização seletiva deve ser realizada referencialmente.
Se for identificada lesão arterial, deve-se realizar o microcateterismo seletivo, seguido de embolização com micromolas ou adesivos teciduais.
Se houver lesão de ilíaca comum, deve-se, preferencialmente, realizar embolização proximal do vaso portador da lesão.
O gelfoam, por ser agente embolizante temporário, não deve ser utilizado em caso de trauma pélvico.
Nas queimaduras por inalação, a lesão térmica direta pode ser sustentada pela inalação das chamas, gases quentes ou vapor. Isto confere uma ameaça maior à via aérea superior causando edema de laringe, faringe e traquéia. As principais mudanças são, EXCETO:
Taxa elevada dos eritrocitos no plasma nos vasos sanguíneos
Diminuição da velocidade da circulação sanguínea
Nos pacientes com queixas de dor na região proximal da coxa, o sinal em 'C' é sugestivo de:
Bursite trocantérica.
Quadril em ressalto.
Tendinite do psoas.
Enfermidade reunatológica.
Patologia intra-articular do quadril.
As lesões fisárias podem demandar cirurgias de bloqueio fisário (epifisiodese). Para saber o tamanho do encurtamento que o membro sofrerá após essa cirurgia, podemos usar gráficos ou calcularmos o número de anos que o adolescente ainda tem de crescimento e multiplicar pela média de crescimento anual desse disco epifisário. Em relação a esse tema, analise as afirmações abaixo:
I. A epífise proximal do fêmur cresce em média 2 mm/ano.
II. A epífise distal do fêmur cresce em média 9 mm/ano.
III. A epífise proximal da tíbia cresce em média 4 mm/ano.
IV. A epífise distal da tíbia cresce em média 6 mm/ano.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
I, II, III e IV.
À semelhança do FAST para avaliação rápida do trauma abdominal, a USG evoluiu também para avaliação das estruturas torácicas e vem se constituindo em uma importante ferramenta na ressuscitação cardiopulmonar de pacientes chocados.
Em relação à USG e à avaliação cardiopulmonar, assinale a afirmativa INCORRETA.
É capaz de avaliar qualitativamente o ventrículo direito.
É capaz de avaliar qualitativamente o ventrículo esquerdo.
Consegue identificar bem o pneumotórax.
Consegue avaliar bem a presença de derrame pleural e pericárdico.
Na fratura viciosamente consolidada do terço médio da clavícula no adulto, estreitamento do desfiladeiro torácico pode produzir sintoma neurológico geralmente no território da raiz de:
Em caso de fratura da diáfise do fêmur em criança, o paciente ideal para a fixação intramedular com haste flexível deve ter:
Fernanda, 10 meses de idade, é trazida à emergência pediátrica. Sua mãe relata que a criança, previamente hígida, iniciou quadro de dor abdominal em cólicas, intensa, com palidez e sudorese importantes durante o evento há cerca de 6 horas. No exame físico, criança calma e estável hemodinamicamente, uma massa foi palpada em hipogástrio, além disso, no toque retal, fezes amolecidas com presença de muco e sangue foram percebidas. Assinale a alternativa INCORRETA.
Um enema, sob escopia direta,deverá ser realizado.
Pela história e exame físico descrito, a apendicite aguda (raro nessa faixa etária) é o diagnóstico mais provável.
A USG do abdômen provavelmente mostrará uma imagem em alvo.
Pelo quadro descrito, houve uma provável telescopagem das alças de íleo, ceco e cólon.
Em alguns casos, o tratamento cirúrgico é desnecessário.
Assinale a alternativa que apresenta as regiões ósseas mais frequentemente acometidas pela osteomielite hematogênica aguda.
metáfise distal do fêmur e metáfise proximal do úmero
metáfise distal do fêmur e metáfise proximal da tíbia
metáfise proximal do fêmur e metáfise proximal da tíbia
Ao atender um traumatizado grave que não se disponibilize ao tratamento definitivo, NÃO se deve perder tempo com:
Exames complementares.
Exame primário.
Acessar a via aérea.
Acessar duas veias periféricas.
Auscultar ambos os hemitóraces.