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A política de gestão de acervo é documento fundamental e serve como orientação para os profissionais do museu. Trata-se de um documento público e registrado, que estabelece os parâmetros de aquisição, preservação, uso e descarte do acervo.
Nele, a instituição:
assume a organização de bens históricos de seu entorno;
assume a salvaguarda do seu acervo perante a sociedade;
assume a responsabilidade social com o seu entorno;
reconhece a interlocução do descarte com a população;
dá preferência ao descarte de objetos para a população.
Assinale a opção INCORRETA quanto aos procedimentos adequados de acesso por pesquisadores externos a acervos de natureza arquivística.
Os pesquisadores podem levar água para beber, desde que esteja em recipiente com tampa.
Todos os pesquisadores recebem luvas adequadas ao manuseio.
Itens frágeis, cujo manuseio não é recomendado, estão claramente identificados.
Há vigilância constante nas áreas em que existem coleções raras e valiosas.
Há avisos visíveis com as regras adequadas de manuseio e com as proibições de comer, beber ou fumar nas salas de pesquisa.
Os conceitos abaixo referem-se a acervos museológicos. A opção que apresenta o único conceito INCORRETO é:
Aquisição: Trata-se da transferência de propriedade (titularidade) de um objeto para a organização.
Catalogação: Catalogação é o registro de informações sobre os objetos dos acervos museológicos. Na catalogação toda informação sobre o objeto ou referências a ele são registradas de acordo com normas pré-estabelecidas.
Conservação curativa: visa minimizar danos futuros ao objeto ou sua destruição, por meio da aplicação de medidas de conservação indiretas, que não alteram os materiais e a constituição física do objeto.
Inventário de acervos: refere-se a inspeção e lista de materiais na posse de um museu. Neste contexto, as medidas podem ser verificadas e o estado de conservação dos objetos avaliados.
Musealização: Um processo no qual um objeto, elemento de informação ou fenômeno se torna parte do patrimônio cultural através da identificação, isolamento e significação.
Considerando-se os diferentes tipos de aquisição possíveis em museus e as respectivas documentações museológicas, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Os acervos oriundos de Coleta devem possuir o Termo de doação.
( ) O laudo técnico deve ser realizado em caso de Compra de acervos.
( ) Os acervos adquiridos por Empréstimo precisam ser registrados no Livro Tombo.
( ) Em caso de acervos doados por Legado, não há a necessidade do Recibo de entrada.
E - C - C - C.
E - E - C - E.
C - E - E - C.
C - C - E - E.
Considerando-se o repositório digital Tainacan, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Trata-se de um software brasileiro, cuja licença é ____________, baseado em ____________, que contribui para a preservação e a comunicação da produção cultural na internet, por meio da gestão e do compartilhamento de acervos.
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A inclusão de um objeto no acervo de um museu pode se dar de diferentes maneiras. A forma de ingresso que representa a doação de objetos para o museu por meio de um testamento é:
o comodato.
o legado.
a permuta.
a transferência.
o empréstimo.
Em relação à segurança do acervo é correto afirmar:
o acesso à área de guarda do acervo está liberado e livre de acompanhamento desde que haja autorização da direção do museu.
os visitantes podem circular livremente pelas áreas do museu que possuam acervo como exposições, área de ação educativa, laboratórios e reservas técnicas.
o acesso à área de guarda do acervo está liberado para pesquisadores, sendo necessário apenas o agendamento.
a responsabilidade pelo controle de acesso à área de guarda do acervo é exclusiva da direção do museu.
o acesso físico à área de guarda do acervo é restrito, mesmo para a equipe do museu e o local possui entrada controlada.
Em relação aos acervos fotográficos, é correto afirmar que
a exposição geral à luminosidade de itens fotossensíveis é a mesma em todas as dependências do museu, a fim de evitar oscilações que possam danificar os materiais.
a exposição geral à luminosidade é a mais baixa possível.
os itens recém chegados ao acervo têm o tempo necessário para aclimatar-se gradativamente e posteriormente são preservados de oscilação significativas.
os níveis de luminosidade são monitorados quanto às variações sazonais apenas quando os acervos fotossensíveis estão acondicionados na reserva técnica.
o projeto de exposição deve ampliar a iluminação dos espaços, garantindo proteção mediana aos itens expostos em face das demandas de conforto para o público.
O Estatuto dos Museus estabelece que eles devem dispor das condições de segurança indispensáveis para garantir a proteção e a integridade dos bens culturais sob sua guarda. Segundo a legislação vigente, em caso de dano ao acervo da instituição o encaminhamento deverá ser:
aplicar o regime de responsabilidade solidária às ações de preservação, conservação ou restauração que impliquem dano irreparável ou destruição de bens culturais dos museus, sendo punível a negligência.
verificar se todo museu dispõe de instalações adequadas ao cumprimento das funções necessárias, bem como ao bem-estar dos usuários e funcionários.
garantir que as entidades de segurança pública possam cooperar com os museus, por meio da definição conjunta do Programa de Segurança e da aprovação dos equipamentos de prevenção e neutralização de perigos.
disponibilizar um livro de sugestões e reclamações, disposto de forma visível na área de acolhimento dos visitantes, visando melhorar a circulação, a fim de evitar danos ao acervo.
facilitar o acesso à imagem e à reprodução de seus bens culturais danificados e demais documentos necessários para a restauração dos danos à peça.
De acordo com a publicação “Documentação Museológica e Gestão de Acervo” (2014), a identificação do objeto por meio de marcação específica é uma ação indispensável para a autenticidade e segurança do acervo. Assinale a alternativa correta quanto aos processos de marcação de objetos.
Para objetos em suporte de papel, a marcação deve ser feita com caneta nanquim preta.
A marcação deve estar visível ao público e na parte externa do objeto.
Para marcação no próprio objeto, deve-se realizar a higienização adequada no local que será feita a aplicação do número de registro.
No caso de marcação vinculada ao objeto, indica-se a utilização de etiquetas de papel Kraft amarradas com fio de nylon para garantir sua identificação.
Os objetos em metal devem ser marcados com lápis 6B macio.
No que diz respeito à aquisição de objetos para o acervo museológico da instituição, é necessário que o museu disponha de:
Comitê de ética.
Comissão de acervo.
Conselho de aquisição e descarte.
Associação de amigos do museu.
Rede de gestores de museus.
Dos agentes abaixo relacionados, aquele que NÃO é considerado um agente de risco, ou ameaça os acervos musealizados é:
água.
pragas.
poluição.
fogo.
pressão atmosférica.
Para identificar os riscos que podem ameaçar um acervo, pode-se classificar as ocorrências possíveis em três categorias: eventos raros, eventos comuns e processos cumulativos. A opção em que o risco foi classificado de maneira correta é:
deposição de poeira – evento raro.
colisões e quedas acidentais – processo cumulativo.
princípio de incêndio – evento comum.
incêndio de grande proporção – processo cumulativo.
esmaecimento de cores – evento comum.
Quanto à padronização dos procedimentos de documentação museológica, identifique a opção correta.
cada instituição pode desenvolver seu próprio padrão de documentação, desde que seja seguido de maneira consistente.
uma vez que um padrão de catalogação for escolhido, jamais deve ser revisto.
a utilização de vocabulário controlado no preenchimento de fichas técnicas não é recomendada pois diminui as possibilidades disponíveis.
cada profissional deve preencher as fichas técnicas de acordo com suas preferências.
manuais de procedimentos de catalogação são desnecessários pois se tornam obsoletos.
O Programa de Acervos é fundamental para o desenvolvimento dos bens musealizados, pois as ações a serem planejadas em torno do acervo do museu estão diretamente vinculadas a todos os outros programas do Plano Museológico. O Programa de Acervos pode ser traduzido por um conjunto de diretrizes que orientam, por exemplo, a política de aquisição e descarte, o registro, a catalogação, a conservação-restauração, o compartilhamento de informações e o acesso às coleções do museu.
Sobretudo, gestão de acervos implica a implementação de uma prática de gerenciamento baseada:
na tipologia do acervo e com base no interesse do público do museu;
no diagnóstico da situação atual da instituição e com base no interesse da Direção do museu;
nos recursos financeiros e com base no interesse dos profissionais do museu;
no planejamento conceitual do museu e na análise do ambiente em que está inserido;
no tamanho do acervo, tipologia e com base no interesse dos doadores para o museu.
O Livro de Tombo tem uma característica cartorial, ou seja, só é objeto museal o que passar por aquelas páginas. Esse livro conta a história da patrimonialização dos itens de forma sucinta. Museus antigos, de pequeno porte ou com pessoal administrativo reduzido, podem ter apenas um Livro de Tombo como registro de objeto.
A partir do exposto, compreende-se que o Tombo é um:
documento administrativo e sistema de recuperação de informação;
instrumento de classificação de objetos e documento administrativo;
instrumento de sistematização de coleções e documento administrativo;
indexador de conteúdo e documento administrativo;
inventário.
Peter Van Mensch, grande teórico de Teoria Museológica no Icom e professor da Reinwardt Academy – Museology Department of the Amsterdam University, identifica três matrizes para a abordagem dos objetos museológicos como portadores de informações necessárias para ações de preservação, pesquisa e comunicação, as quais redimensionam o papel da documentação dentro dos museus.
São elas, respectivamente:
propriedades físicas; funções e significados; história;
nome do objeto; classe; categoria;
título do objeto; descrição; assuntos;
referente; características do objeto; termo;
significado; características do objeto; conceito.
Com o advento da cultura digital, a relação da sociedade com os museus também vem se transformando. Segundo o que se pensa sobre a difusão virtual do acervo museal, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Por meio dos repositórios digitais é possível provar a propriedade de um determinado item, pois, ao publicizar a sua existência, há a possibilidade de auxiliar que ele não entre em um circuito de tráfico ilícito de objetos culturais.
( ) Por meio dos repositórios digitais, há a possibilidade de reunir as informações sobre os acervos em um único local. Essa ação permite que as coleções de uma mesma instituição, porém de naturezas distintas, sejam visualizadas em seu conjunto.
( ) Informações quanto à localização, estado de conservação e exposições podem ser gerenciadas pelos acervos digitais. Ainda não há um projeto que auxilia a visualização pública dos empréstimos de itens do acervo.
A sequência está correta em
F, V, F.
V, V, F.
V, V, V.
F, F, V.
F, F, F.
Um dos principais desafios na área da conservação preventiva de materiais que constituem os acervos museológicos refere-se ao controle da deterioração química, danos mecânicos e biodeterioração. Analise, a seguir, os fatores externos que influenciam na deterioração dos materiais constituintes de acervos museológicos.
I. Antrópico.
II. Biológico.
III. Catástrofe.
IV. Físico.
V. Químico.
Está correto o que se afirma em
I, II, III, IV e V.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
II, IV e V, apenas.
Sobre a política de gestão de acervos, é correto afirmar:
É uma ferramenta que realiza o tombamento dos objetos no acervo museológico da instituição, a fim de torná-lo bem cultural público.
É um documento que orienta os profissionais de museu, e como documento público esclarece como o museu assume a responsabilidade de salvaguarda do acervo.
É um documento que descreve as informações intrínsecas e extrínsecas de cada objeto museológico salvaguardado na instituição museológica.
É um documento que orienta a forma de representação dos acervos na instituição museológica por meio da definição e organização dos tipos de exposições museológicas.
É uma ferramenta de gestão museológica, que estrutura todas as funções museológicas, bem como planeja e coordena a execução do plano anual de atividades.