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Diversos fatores de risco podem ser utilizados para a identificação da síndrome metabólica. Entretanto, o International Diabetes Federation (IDF, 2006) estabeleceu como pré-requisito para essa síndrome a
dislipidemia aterogênica.
hipertensão arterial.
resistência à insulina.
obesidade central.
De uma forma geral, a orientação nutricional para o Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) deve ter como base a alimentação variada e equilibrada, e a terapia nutricional deve fazer parte do tratamento do diabetes em todas as suas fases de tratamento. Assinale a alternativa que apresenta as recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes para a Terapia Nutricional no Pré-Diabetes e no Diabetes Mellitus Tipo 2.
Em pessoas com DM2, que apresentem sobrepeso ou obesidade, é recomendada a perda de, no mínimo, 7% do peso corporal inicial para melhorar o controle glicêmico.
A redução do consumo de bebidas contendo açúcares (naturais ou adicionados) é recomendada por estas estarem associadas a um menor risco de desenvolver DM2.
Em pessoas com pré-DM e sobrepeso ou obesidade, é recomendada a restrição calórica, associada à prática de atividade física para a perda de peso e redução do risco de desenvolver DM2.
Em pessoas com pré-DM, o consumo de fibras (35-40g ao dia) é recomendado por estar associado a menor risco de desenvolver DM2.
A terapia nutricional é uma das partes mais desafiadoras do tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), com impacto decisivo na obtenção e na manutenção do controle glicêmico. Independente do tempo de diagnóstico da doença, a terapia nutricional deve fazer parte do tratamento do diabetes em todas as suas fases de tratamento. Sobre esse assunto, assinale a afirmativa CORRETA.
Em pacientes pré-diabéticos, é recomendado restringir o consumo de fibras insolúveis e aumentar o consumo de fibras solúveis (42 a 58g ao dia) por estarem associadas a menor risco de desenvolver DM2.
Em pacientes com DM2, a terapia nutricional, com vistas ao controle glicêmico, recomenda uma dieta balanceada, com o aumento de carboidratos simples ou refinados de rápida absorção.
Em adultos com DM2, o consumo de gorduras totais deve ser entre 20 – 25% das calorias totais. É recomendado priorizar gorduras saturadas em detrimento das gorduras mono e poli-insaturadas.
Em pacientes com DM2 e função renal preservada, é recomendado o consumo de proteínas entre 30 e 35% do valor energético total diário, podendo variar de 1 a 1,5g/kg/dia.
Em pacientes pré-diabéticos com sobrepeso ou obesidade, é recomendado a restrição calórica associada à prática de atividade física para a perda de peso e redução do risco de desenvolver DM2.
Um paciente de 16 anos de idade, com diabetes tipo 1, tem apresentado variações significativas na glicemia ao longo do dia, especialmente após as refeições. Em uma consulta, o nutricionista revisou com ele a importância de realizar a contagem de carboidratos e escolher alimentos com baixo índice glicêmico para melhorar o controle glicêmico. O paciente comentou que pratica exercícios físicos regularmente e perguntou se ele pode consumir carboidratos de alto índice glicêmico antes da atividade física para ter mais energia. Assinale a alternativa que corresponde à melhor conduta para o caso desse paciente.
Sugerir a ingestão de carboidratos de moderado índice glicêmico antes do exercício e ajustar a insulina conforme necessário, para evitar picos de glicemia e garantir energia durante a atividade.
Recomendar o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico antes da atividade física para garantir energia rápida durante o exercício.
Desaconselhar qualquer consumo de carboidratos antes do exercício, pois a atividade física já ajuda a reduzir os níveis de glicose.
Recomendar a ingestão de carboidratos de alto índice glicêmico após a atividade física para reabastecer as reservas de glicose de maneira rápida.
No que se refere aos fatores alimentares relacionados à incidência de Diabetes Mellitus (DM) tipo 2, registre V, para verdadeiro, e F, para falso, nas afirmativas abaixo:
(__)Estudos recentes mostram que o consumo de frutose pode promover acúmulo de adiposidade visceral ou deposição de gordura ectópica.
(__)O alto consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos artificiais, podem aumentar a glicemia e insulinemia de maneira rápida e dramática, por contribuírem para uma alta carga glicêmica da dieta.
(__)O processo de caramelização de bebidas tipo cola gera produtos finais de glicação avançada, relacionados às complicações tardias do DM.
Fonte: Guia de nutrição: clínica no adulto / coordenação deste guia Lilian Cuppari. 3. ed. -- Barueri, SP: Manole, 2014.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
V, V, V.
F, F, F.
V, F, F.
F, V, F.
Na triagem de Diabetes mellitus em adolescente (indivíduos com idade entre 10 e 20 anos) devem ser empregados os seguintes testes laboratoriais e respectivos pontos de corte para normalidade (Brasil, 2008):
glicemia de jejum e Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g), sendo considerado normal níveis <120mg/dl para glicemia de jejum e <130 mg/dl para glicemia 2h após o TTG-75g;
glicemia de jejum e Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g), sendo considerado normal níveis <110mg/dl para glicemia de jejum e <140 mg/dl para glicemia 2h após o TTG-75g;
glicemia de jejum e Teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g), sendo considerado normal níveis <200mg/dl para glicemia de jejum e <240 mg/dl para glicemia 2h após o TTG-75g;
glicemia de jejum sendo considerado normal níveis <105mg/dl;
glicemia 2h após o TTG-75g sendo considerado normal níveis <120mg/dl.
Pacientes com diabetes melito, especialmente em quadros de hiperglicemia, precisam calcular o bolus de correção para estabelecer a dose de insulina necessária a ser aplicada antes da refeição para adequação da glicemia. Bolus de correção é o cálculo que considera qual quantidade de insulina rápida ou ultrarrápida é necessária para alcançar a meta terapêutica desejada. O fator sensibilidade representa o quanto uma unidade de insulina rápida ou ultrarrápida reduz, em mg/dL, a glicemia de um indivíduo. O bolus de correção pode ser determinado por meio da fórmula:
Glicemia atual - meta glicêmica pré-prandial
Fator sensibilidade
Considere um indivíduo que tem como prescrição o fator sensibilidade de 50 e meta de glicemia pré-prandial de 100 mg/dL. Em uma refeição em que ele apresente uma glicemia pré-prandial de 250 mg/dL, quantas unidades de insulina ultrarrápida serão necessárias para correção da hiperglicemia?
2
3
4
5
6
De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes – edição 2023 – Peculiaridades do Tratamento da Criança com DM1, é recomendada a avaliação de alguns marcadores em todas as crianças com diabetes tipo 1, a cada consulta, por serem bons indicadores clínicos do controle do diabetes.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os indicadores clínicos recomendados.
Peso, altura e circunferência do braço.
Peso, altura e prega cutânea tricipital.
Peso, altura e índice de massa corporal.
Índice de massa corporal, circunferência do braço e prega cutânea tricipital.
Peso, circunferência do braço e prega cutânea tricipital.
Considerando as recomendações atuais sobre Terapia Nutricional no Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), indique a alternativa incorreta:
Em pessoas com DM2 que apresentem sobrepeso ou obesidade é recomendada a perda de, no mínimo, 5% do peso corporal inicial para melhora do controle glicêmico.
Em pacientes com DM2, com função renal preservada, é recomendado o consumo de proteínas entre 15 a 20% do valor energético total diário (VET), podendo variar entre 1 a 1,5g/kg/dia.
De forma geral, é recomendado que pessoas com DM2 sigam uma dieta balanceada, com restrição total no consumo de carboidratos.
Em adultos com DM2, é recomendado o uso de fibras dietéticas na quantidade mínima de 25g por dia, para melhorar o controle glicêmico e atenuar hiperglicemia pós-prandial.
Em relação à ingestão de gorduras, pessoas com DM2, devem priorizar o consumo de ácidos graxos mono e poli-insaturados, por estarem associados à menor incidência de doenças cardiovasculares.
Um paciente com diabete melito tipo 2 é avaliado na clínica. Ele apresenta resistência à insulina, especialmente nos tecidos adiposo e musculoesquelético, além de hiperglicemia crônica. Considerando a fisiopatologia do diabetes tipo 2, a estratégia mais adequada para reduzir a resistência à insulina e melhorar o controle glicêmico é
administrar inibidores da proteinoquinase C (PKC) para reduzir a sinalização insulínica e aumentar a gliconeogênese hepática, visando melhorar o controle glicêmico.
inibir a translocação do GLUT-4 para a membrana plasmática nos adipócitos e miócitos, prevenindo o aumento da captação de glicose por esses tecidos.
aumentar a ativação da via PI3K/PKB, promovendo maior translocação do GLUT-4 para a membrana celular e aumentando a captação de glicose pelos tecidos periféricos.
reduzir a fosforilação do substrato 1 do receptor de insulina (IRS-1) para inibir a sinalização da insulina e minimizar o acúmulo de glicose nos tecidos musculares e adiposos.
prescrever dieta hiperglicídica para estimular a secreção de insulina e melhorar a resistência periférica à ação do hormônio.
A terapia nutricional pode retardar ou mesmo evitar o surgimento do diabetes (DM) em pessoas em risco, e suas complicações podem ser preveníveis por meio do bom controle glicêmico e envolve mudanças de estilo de vida, educação alimentar, e controle de peso, especialmente através uma alimentação saudável. Com base nas principiais recomendações nutricionais para o diabetes, assinale a alternativa incorreta:
Em pessoas com DM2, com função renal preservada, é recomenado o consumo de proteínas entre 15 a 20% do valor energético total diário, podendo variar entre 1 a 1,5g/kg/ dia.
Em pessoas com pré-DM, o consumo de fibras (25-30g ao dia) é recomenado por estar associado a menor risco de desenvolver DM2.
Em pessoas com DM2 que apresentem sobrepeso ou obesidade é recomenado perder, no mínimo, 15% do peso corporal inicial para melhora do controle glicêmico.
Uma dieta LOW CARB moderada, ou seja, com oferta de carboidratos inferior a 130g/dia pode auxiliar na melhora do controle glicêmico.
O consumo de gorduras totais, em adultos com DM2, deve ser entre 20-35% das calorias diárias, priorizando ácidos graxos mono e poliinsaturados em detrimento de gorduras saturadas.
No que se refere à dietoterapia para pessoas com diabetes mellitus, analise as afirmativas a seguir:
I. O mínimo de fibras alimentares a ser oferecido é de 14g/1.000kcal.
II. Do total do valor energético, 30% a 35% total devem ser provenientes das gorduras, sendo menor que 10% a oferta de ácidos graxos saturados.
III. A oferta de sacarose não deve exceder a 5% do valor energético total diário.
IV. As recomendações de vitaminas e minerais são as mesmas para a população sem diabetes, exceto a oferta de sódio que deve ser até 3 000 mg/dia.
V. A oferta de carboidratos não deve ser inferior a 130g/dia.
É CORRETO o que se afirma em
I, II e III.
II, IV e V.
I e III.
I e V.
II, III, IV e V.
Considerando os objetivos da terapia nutricional no paciente diabético, que incluem alcançar e manter um estado nutricional adequado, atingir metas individualizadas de glicemia, pressão arterial e lipídios, além de retardar ou prevenir as complicações do diabetes; e com base nas recomendações de meta calórica e proteica para pacientes diabéticos eutróficos não críticos, assinalar a alternativa CORRETA:
25-30 kcal/kg e 1,5 a 2,0 g/kg de proteína;
25-30 kcal/kg e 1,0 a 1,5 g/kg de proteína;
25-35 kcal/kg e 1,0 a 1,5 g/kg de proteína;
25-35 kcal/kg e 1,5 a 2,0 g/kg de proteína;
30-35 kcal/kg e 1,0 a 1,5 g/kg de proteína.
Leia o caso a seguir.
P.R., 45 anos, sexo masculino, diabetes tipo 2, procura o serviço ambulatorial de nutrição do SUS para receber orientações dietéticas. A abordagem nutricional escolhida foi uma dieta Very Low Carb.
Elaborado pelo(a) autor(a).
De acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023), o percentual de carboidrato a ser prescrito para esse paciente é
40 a 45%.
35 a 40%.
25 a 35%.
< 26%.
Sobre o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O controle metabólico é parte fundamental do manejo do DM2, pois reduz o risco de complicações microvasculares e de doenças cardiovasculares.
( ) A sensibilidade à insulina pode ser melhorada por perda de peso e prática regular de atividade física.
( ) A hemoglobina glicada tem sido preferida para avaliação do controle glicêmico em pessoas com DM2, pois reflete medida da glicemia das últimas 2 semanas.
( ) A obesidade total e a central são importantes fatores de risco para o DM2, sendo que no sexo feminino o risco é maior do que no sexo masculino.
Assinale a sequência correta.
V, V, F, V
F, F, V, F
V, F, V, F
F, V, F, V
Sobre o Diabetes Mellitus (DM) tipo 1, é CORRETO afirmar:
O DM Tipo 1 resulta de defeito na ação da insulina (resistência à insulina) e deficiência na produção.
O manejo envolve suprimento energético e nutrientes para garantir crescimento e desenvolvimento normais integrado com regime de insulina e atividade física.
Das principais características temos a resistência à insulina, a deficiência relativa de insulina mais frequente após 40 anos, indivíduo geralmente obeso, sedentário e com HAS.
A mudança comportamental não traz benefícios metabólicos comprovados para o indivíduo com DM tipo 1.
O Diabetes Mellitus (DM) é um transtorno metabólico de etiologias heterogêneas, caracterizado por hiperglicemia e alteração no metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. Acerca desta patologia, assinale a alternativa incorreta:
O excesso de peso (IMC>25kg/m2) associado a um fator de risco, como por exemplo história familiar de DM, já se compõe como critério para rastreamento de DM em adultos assintomáticos.
Hemoglobina glicada > 5,5 é um indicador de DM tipo 2
A rotina complementar mínima para pessoas com DM inclui monitoramento da glicemia de jejum, hemoglobina glicada, lipidograma, creatinina sérica, exame de urina tipo 1, exame de fundo de olho (fundoscopia).
Glicemia de jejum entre 100 e 126mg/dL é um indicador de pré-DM tipo 2.
Um paciente com diabetes tipo 2, de 55 anos de idade, apresenta resistência à insulina e dificuldade no controle glicêmico. O plano alimentar é uma ferramenta crucial para otimizar o tratamento. Considerando as diretrizes atuais para o manejo da dieta de diabéticos, analise as opções abaixo e assinale a alternativa correta.
Aconselhar uma redução drástica no consumo de proteínas, priorizando uma dieta com baixo teor proteico, a fim de minimizar o estresse renal e hepático.
Orientar uma distribuição uniforme das refeições ao longo do dia, sem levar em consideração horários específicos, para promover uma resposta glicêmica mais estável e prevenir hipoglicemia noturna.
Recomendar uma dieta com alto teor de fibras solúveis e insolúveis, priorizando fontes de carboidratos de baixo índice glicêmico, visando minimizar picos glicêmicos pós-prandiais.
Sugerir uma ingestão significativa de frutose, principalmente proveniente de sucos naturais e frutas, para proporcionar uma fonte de energia mais estável e sustentada ao longo do dia.
Indicar uma dieta rica em gorduras saturadas e colesterol, com a finalidade de estimular a produção hepática de lipoproteínas de alta densidade (HDL), promovendo a sensibilidade à insulina.
Na Atenção Primária, uma das principais estratégias preconizadas pelo Ministério da Saúde para o controle do Diabete Melito (DM), segundo os cadernos de atenção básica e o Protocolo de uso do Guia Alimentar, inclui:
Exclusão total de carboidratos da alimentação diária para controle glicêmico.
Limitar a ingestão de alimentos ricos em gordura saturada e açúcar, com foco em padrões alimentares saudáveis, como o mediterrâneo, DASH e o Guia Alimentar para a População Brasileira.
Priorizar o consumo de alimentos industrializados ricos em carboidratos simples.
Reduzir o consumo de alimentos naturais, como frutas e legumes, para evitar picos de glicemia.
Incentivar dietas muito baixas em carboidratos, como a dieta low carb, para melhor controle do diabetes.
O Diabetes Mellitus não é uma única doença, mas um grupo hetetogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, resultante de defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambos. A terapia nutricional é fundamental na prevenção, tratamento e gerenciamento do diabetes mellitus. Sobre o assunto, é incorreto, afirmar que:
O diabetes mellitus tipo 1 tem combinação de resistência à ação de insulina e inadequada resposta compensatória de sua secreção.
Os sintomas clássicos do diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso.
O diabetes tipo 2 pode ser retardado ou prevenido, por meio de alterações no estilo de vida, com educação nutricional, reduções das concentrações energéticas e de gorduras, junto com uma prática de exercício regular.
O método de contagem de carboidratos é considerado a chave do tratamento nutricional do Diabetes Mellitus tipo 1.
O diabetes tipo 2 apresenta deficiência relativa à insulina e, com isso, maior produção de hormônio para manter a glicemia em níveis normais.