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Em relação à biodisponibilidade de macronutrientes na gestação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A gestação é considerada um estado diabetogênico em que o metabolismo da glicose sofre adaptações para suprir as necessidades fetais. Devido a isso, recomenda-se que os carboidratos da dieta sejam muito bem controlados nesse período, para evitar o desenvolvimento do diabetes gestacional.
( ) O acúmulo de gordura nos tecidos maternos no início da gravidez e o posterior desenvolvimento de hiperlipidemia são as principais alterações no metabolismo lipídico durante a gestação. Essas mudanças visam a suprir as necessidades energéticas maternas e poupar glicose para o feto.
( ) Durante a gestação, ajustes no metabolismo proteico ocorrem para auxiliar o crescimento e o desenvolvimento do feto e de tecidos maternos, como coração, sangue, mamas, útero e placenta. Do total de nitrogênio acumulado na gestação, 40% encontra-se no feto, na placenta e no líquido amniótico, e os 60% restantes, nos tecidos maternos.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Durante a gestação, ocorrem adaptações cardiovasculares, renais e hematológicas, como aumento do volume sanguíneo, débito cardíaco e taxa de filtração glomerular, resultando em hemodiluição e alterações nos níveis séricos de proteínas e vitaminas hidrossolúveis. O sistema gastrointestinal é afetado pela progesterona, causando diminuição da motilidade, constipação, refluxo e alterações na digestão de nutrientes. A respiração se adapta com hiperventilação leve, melhorando a troca gasosa fetal, enquanto a pressão arterial diastólica diminui temporariamente. A placenta regula a transferência de nutrientes e oxigênio, adaptando-se a diferentes condições maternas para suportar o crescimento fetal. Inicialmente, o feto depende da nutrição uterina antes do estabelecimento do fluxo sanguíneo pelo cordão umbilical, sendo a eficiência placentária crucial para prevenir restrição de crescimento intrauterino.
Fonte: Krause, M.V.; Mahan, L.K.; Raymond, J.L. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 15ª ed. Elsevier, 2021.
Com relação as alterações fisiológicas da gestação, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) O volume sanguíneo aumenta, com grande variabilidade entre as mulheres. Este aumento de volume no sangue resulta em concentrações menores de hemoglobina, albumina sérica, outras proteínas do soro e das vitaminas hidrossolúveis, principalmente após o fim do primeiro trimestre.
(__) O débito cardíaco aumentado acompanha a gestação e aumenta o tamanho cardíaco. A pressão arterial, principalmente diastólica, diminui durante os primeiros dois trimestres por causa da vasodilatação periférica, mas pode voltar aos valores pré-gestação no terceiro trimestre.
(__) Durante a gestação a função do sistema gastrointestinal (GI) muda de vários modos que afetam o estado nutricional. No primeiro trimestre náuseas e vômitos podem ocorrer, seguidos por um retorno de apetite que pode ser voraz (ver Náuseas e Vômitos, Hiperêmese Gestacional e Ptialismo).
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
V, F, F.
F, F, F.
F, V, F.
V, V, V.
Os hormônios tireoidianos desempenham papel fundamental na embriogênese e no desenvolvimento do sistema nervoso central do concepto, especialmente nas fases iniciais da gestação. Durante parte significativa do período gestacional, o feto depende exclusivamente do aporte hormonal materno, uma vez que sua própria glândula tireoide ainda não apresenta maturidade funcional, o que justifica a importância do rastreamento e manejo das disfunções tireoidianas na gestação. Considerando a fisiologia do eixo hipotálamo–hipófise–tireoide no período gestacional, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a idade gestacional aproximada em que a tireoide fetal atinge maturidade funcional:
Entre a 8ª e a 10ª semana de gestação.
Entre a 12ª e a 14ª semana de gestação.
Entre a 16ª e a 18ª semana de gestação.
Em torno da 20ª semana de gestação.
Apenas no terceiro trimestre de gestação.
De acordo com o Guia alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos, é recomendado que a mulher não amamente quando ela estiver com:
Anemia.
Náuseas.
Infecção urinária.
HTLV-1 (vírus linfotrópico de células T humanas tipo 1).
Mastite.
Uma gestante de 19 anos, com IMC pré-gestacional adequado, apresenta náuseas persistentes, baixa ingestão alimentar e ganho ponderal inferior ao recomendado ao longo do segundo e terceiro trimestres. A ultrassonografia obstétrica evidencia crescimento fetal abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. Considerando os possíveis impactos da inadequação nutricional materna sobre o desenvolvimento fetal, atesta-se que:
pode ocorrer restrição do crescimento intrauterino, associada a maior risco de baixo peso ao nascer
ocorre aumento compensatório da massa muscular fetal, independentemente do aporte energético
a redução da ingestão materna não interfere no crescimento fetal, devido à priorização metabólica do concepto
o ganho ponderal insuficiente está relacionado, exclusivamente, a alterações hormonais maternas, sem repercussão fetal
Uma adolescente de 16 anos, primigesta, comparece à consulta de pré-natal com 12 semanas de gestação. Durante a avaliação nutricional, relata dieta irregular, baixo consumo de alimentos ricos em ferro e cálcio e episódios frequentes de fadiga. Considerando as demandas nutricionais específicas da gestação na adolescência, assinale a alternativa correta.
As necessidades nutricionais de adolescentes gestantes tendem a seguir as recomendações estabelecidas para gestantes adultas, uma vez que a maior parte do crescimento somático feminino ocorre antes da menarca, reduzindo o impacto do crescimento materno sobre as demandas nutricionais da gestação.
A ingestão de cálcio exerce influência limitada sobre a mineralização óssea fetal durante a gestação na adolescência, uma vez que mecanismos fisiológicos maternos de adaptação, como aumento da absorção intestinal de cálcio, tendem a compensar variações moderadas da ingestão dietética.
A gestação na adolescência pode aumentar o risco de deficiência de ferro, pois ocorre competição metabólica entre as demandas do crescimento materno e do desenvolvimento fetal.
A suplementação de ácido fólico é indicada apenas após o segundo trimestre, quando ocorre maior crescimento fetal.
A necessidade energética durante a gestação na adolescência é estimada principalmente a partir das recomendações de ganho de peso gestacional e do estágio gestacional, apresentando influência limitada de processos anabólicos maternos relacionados ao crescimento residual da adolescente.
Para a realização do diagnóstico nutricional de gestantes na APS, é necessário definir corretamente o indicador utilizado para a classificação do estado nutricional inicial. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
O IMC deve ser calculado com base no peso aferido na consulta atual da gestante.
O IMC utilizado para classificação deve considerar o ganho de peso acumulado ao longo da gestação.
O cálculo do IMC pré-gestacional pode ser dispensado quando há acompanhamento durante o pré-natal.
O IMC pré-gestacional pode ser estimado a partir do peso autorreferido ou registrado antes da gestação.
A alimentação da nutriz é definida pelo balanço entre o custo energético da síntese do leite e a mobilização de reservas teciduais. Além da produção de leite, a alimentação da nutriz é a ferramenta para a restauração fisiológica materna. Nesse contexto, assinale a alternativa correta sobre as recomendações para uma alimentação adequada durante a lactação.
A nutriz deve consumir uma dieta variada, incluindo pães e cereais, frutas e vegetais ricos em vitamina A, e três ou mais porções de derivados de leite por dia. No caso de a nutriz estar obesa, é indicado dietas e medicamentos que promovam perda de peso que seja maior que 500 g/semana.
As mulheres que amamentam devem ser encorajadas a ingerir líquidos em quantidades suficientes para saciar a sua sede. Entretanto, líquidos em excesso devem ser evitados, pois não aumentam a produção do leite, podendo até diminui-la.
Como regra geral, as mulheres que amamentam necessitam evitar determinados alimentos, como aqueles ricos em gordura trans, ultraprocessados, alimentos apimentados e condimentados, café e produtos com cafeína.
Para aquela nutriz que apresenta baixo peso, recomenda-se um consumo extra de 800 calorias, já que a maioria das mulheres durante a gravidez armazena de 4 a 7 kg para serem usados na lactação.
Na gestação, o consumo de carnes malpassadas deve ser desencorajado. Essa orientação visa evitar o risco de má-formação do feto pela infecção de:
giardíase
toxoplasmose
filariose
rubéola
A deficiência de cálcio na dieta é um fator preocupante no Brasil. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-2018) mostram que 99% das adolescentes e 96,1% das mulheres adultas não atingem a ingestão diária recomendada de cálcio (1.000 a 1.300 mg). Sobre a relação cálcio e gestação, assinale a alternativa correta.
O cálcio atua na regulação metabólica e na manutenção da pressão arterial normal. No período gestacional há o aumento espontâneo da ingestão do cálcio.
De acordo com a nova recomendação do Ministério da Saúde (Nota Técnica Conjunta nº 251/2024) recomenda-se a suplementação de dois (2) comprimidos de carbonato de cálcio 1.250 mg (500 mg de cálcio) ao dia, equivalente a 1.000 mg de cálcio elementar, para todas as gestantes, com início na 12ª semana de gestação até o momento do parto.
No que se refere ao consumo do cálcio em paralelo à alimentação, sugere-se que seja ingerido em jejum.
Recomenda-se a administração concomitante dos suplementos de cálcio e do ferro a fim de estimular a biodisponibilidade de ambos.
Durante o atendimento pré-natal, uma gestante no terceiro trimestre relatou episódios frequentes de pirose após o jantar. Ela informou realizar poucas refeições ao dia, com grande volume alimentar no período noturno devido à rotina de trabalho. Qual é a orientação nutricional mais adequada?
Priorizar líquidos durante as refeições para reduzir a acidez gástrica.
Fracionar as refeições ao longo do dia e evitar deitar-se logo após comer.
Concentrar maior aporte energético no jantar para evitar longos períodos de jejum.
Substituir refeições sólidas por preparações líquidas industrializadas.
O diabetes melito gestacional (DMG) é uma condição que surge durante a gravidez, sendo caracterizada pela intolerância aos carboidratos. Essa condição pode variar em intensidade e é diagnosticada pela primeira vez durante o período gestacional. Embora muitas mulheres apresentem remissão após o parto, algumas podem continuar a ter problemas de controle glicêmico posteriormente. O monitoramento e o tratamento adequados são essenciais para garantir a saúde da mãe e do bebê. Sobre essa condição de saúde, assinale a alternativa correta.
O diagnóstico de DMG, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, deve ser considerado nas gestantes com glicemia plasmática em jejum de 98 a 125 mg/dL em qualquer momento da gestação.
Recomenda-se que o diagnóstico de DMG seja estabelecido entre a 24ª e a 28ª semana de idade gestacional, por meio do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 50g de glicose anidra, quando pelo menos um dos valores de glicemia esteja presente: jejum ≥90 e <126 mg/dL; 1 hora ≥ 180 mg/dl; 2 horas ≥153 e <300 mg/dL.
Dentre os fatores de risco para DMG podem-se citar: idade materna avançada; sobrepeso e obesidade; história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau; ganho excessivo de peso na gravidez atual; e hemoglobina glicada ≥ 5,7% no primeiro trimestre.
Em mulheres com disglicemia na gestação, não há recomendação de conduta terapêutica para controle glicêmico adequado.
Não há evidências de complicações fetais associadas à hiperglicemia durante período gravídico.
Analise as afirmativas abaixo em relação a condutas nutricionais para gestantes.
1. A prescrição de ferro profilático deve começar a partir do conhecimento da gravidez até o terceiro mês após parto. A via preferencial de administração do ferro deve ser a intravenosa.
2. A dose recomendada para a suplementação profilática de ferro para gestantes no SUS é de 90 mg de ferro elementar ao dia.
3. O ácido fólico deve ser prescrito para as gestantes, na dose de 400 μg (0,4 mg/dia), desde o período pré-gestacional até o fechamento do tubo neural do feto, que ocorre por volta da 12ª semana gestacional.
4. Recomenda-se a suplementação de dois comprimidos de carbonato de cálcio 1.250 mg (500 mg de cálcio) ao dia, equivalente a 1.000 mg de cálcio elementar, para todas as gestantes, com início na 12ª semana de gestação até o momento do parto.
5. A suplementação rotineira de vitamina A durante a gestação deve seguir até a 20ª semana gestacional, para todas as pessoas gestantes.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 4.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.
Em ação de educação alimentar e nutricional realizada em unidade básica de saúde, a nutricionista orientou um grupo de gestantes e de mães de lactentes sobre as práticas alimentares recomendadas nos primeiros dois anos de vida, tema que integra as diretrizes de promoção da alimentação adequada e saudável na atenção primária.
Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a recomendação do Ministério da Saúde quanto ao aleitamento materno e à alimentação complementar.
Aleitamento materno exclusivo até os quatro meses de vida, com alimentação complementar a partir dessa idade e desmame recomendado ao completar um ano.
Introdução da alimentação complementar aos três meses de vida, com manutenção do aleitamento materno até o primeiro ano e suspensão a partir dessa idade.
Aleitamento materno acompanhado da oferta de água e de chás nos intervalos das mamadas ao longo dos seis primeiros meses de vida da criança.
Substituição do leite materno por leite de vaca integral a partir dos quatro meses de vida, com introdução da alimentação complementar aos seis meses.
Aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, com alimentação complementar a partir dessa idade e manutenção do aleitamento até os dois anos ou mais.
Sobre as estratégias de vigilância nutricional que devem ser executadas para prevenção e cuidado da obesidade infantil que se iniciam no período pré-concepção e gestação, já que a saúde materna pode influenciar no desenvolvimento do bebê e no risco de obesidade, marque a alternativa INCORRETA.
Priorizar a oferta do cuidado nutricional individual ao multiprofissional para gestantes com excesso de peso pré-gestacional ou ganho de peso gestacional excessivo, de acordo com os documentos oficiais do Ministério da Saúde.
Utilizar estratégias de monitoramento de peso durante a gestação.
Aleitamento materno.
Introdução da alimentação complementar orientada.
Situação hipotética: Uma gestante no terceiro trimestre apresenta diabetes mellitus gestacional (DMG) controlada apenas com restrição dietética. Assertiva: Neste caso, a recomendação de carboidratos complexos deve ser priorizada, com distribuição fracionada ao longo do dia, e a restrição calórica severa é crucial para evitar o excesso de ganho de peso materno e as complicações perinatais, mesmo que o perfil glicêmico esteja dentro dos limites estabelecidos com a dieta.
Certo
Errado
Em 2024 foi publicada pelo Ministério da Saúde, uma Nota Técnica Conjunta nº 251, que estabeleceu a suplementação universal de carbonato de cálcio para gestantes acompanhadas na Atenção Primária à Saúde, a ser iniciada a partir da 12ª semana de gestação até o parto, com objetivo de prevenir a pré-eclâmpsia e a eclampsia. De acordo com essa Nota Técnica, qual é a dose correta a ser ofertada?
Dois comprimidos de carbonato de cálcio de 1.250 mg/dia, totalizando 2.500 mg de carbonato de cálcio, equivalentes a 1.000 mg de cálcio elementar/dia.
Um comprimido de carbonato de cálcio de 1.250 mg/dia, totalizando 625 mg de cálcio elementar/ dia.
Três comprimidos de carbonato de cálcio de 500 mg/dia, totalizando 1.500 mg de carbonato, equivalentes a 300 mg de cálcio elementar/dia.
Dois comprimidos de carbonato de cálcio de 500 mg/dia, totalizando 1.000 mg de carbonato, equivalentes a 200 mg de cálcio elementar/dia.
Três comprimidos de carbonato de cálcio de 1.250 mg/dia, totalizando 3.750 mg de carbonato, equivalentes a 1.500 mg de cálcio elementar/dia.
Juliana, casada com Paulo, está com 30 anos e gestante no segundo trimestre de gestação. Em determinada consulta de rotina, ela informa ao nutricionista que apresentou um ganho de peso dentro dos padrões esperados, mas relata sentir-se frequentemente cansada e com dificuldades digestivas. Além disso, ela tem histórico de constipação e anseios alimentares específicos, como desejo por alimentos salgados e doces. Com base neste caso hipotético, qual a recomendação nutricional mais adequada para essa gestante?
Aumentar a ingestão de proteínas e limitar a ingestão de líquidos, para evitar retenção de líquidos, a ingestão de líquidos deve ser mantida adequada para evitar desidratação e constipação, não limitando o consumo de água.
Recomendar uma dieta rica em carboidratos simples para fornecer energia rápida e reduzir a fadiga, a dieta deve ser equilibrada, e não se deve priorizar carboidratos simples, pois podem aumentar o risco de ganho de peso excessivo e flutuações glicêmicas.
Iniciar uma dieta equilibrada, com foco no aumento de fibras, controle do sódio e ingestão adequada de micronutrientes essenciais, como ferro e cálcio, a dieta deve ser rica em fibras para melhorar a digestão, com controle do sódio e adequada ingestão de nutrientes essenciais para a saúde da mãe e do bebê.
Limitar a ingestão de líquidos e aumentar a ingestão de carnes para melhorar a digestão e combater a fadiga, a ingestão de líquidos é essencial para combater a constipação, e o foco deve ser em alimentos ricos em fibras, não em carnes.
Recomendar uma dieta hipocalórica rigorosa, com restrição de carboidratos e aumento da ingestão de proteínas, dietas restritivas durante a gestação não são recomendadas, já que podem prejudicar o desenvolvimento do feto.
Uma gestante de 28 semanas procura acompanhamento nutricional para prevenção de anemia. Na avaliação, observa-se que seu consumo habitual de ferro está próximo ao recomendado, mas o profissional alerta sobre as alterações fisiológicas da gestação. Ao longo da gravidez, a necessidade de ferro aumenta porque:
o ferro é utilizado principalmente para produção de anticorpos maternos
a dieta materna deixa de ser fonte de ferro, tornando a suplementação exclusiva necessária
a absorção intestinal de ferro diminui, exigindo suplementação obrigatória em todas as gestantes
ocorre expansão do volume sanguíneo e síntese de hemoglobina para atender às demandas da gestante e do feto
A gestação constitui um estado de elevada plasticidade metabólica, no qual a nutrição exerce papel determinante sobre morbimortalidade materna e neonatal. Diretrizes internacionais (OMS, 2016; Allen, 2005) apontam a suplementação como estratégia essencial, mas modulada por fatores epidemiológicos, fisiológicos e socioeconômicos. À luz desses referenciais, qual proposição reflete de maneira mais precisa as recomendações de saúde pública?
A restrição proteica durante a gestação é reconhecida como prática de prevenção da obesidade futura da prole, sem prejuízos sobre parâmetros de crescimento intrauterino.
A suplementação de ácido fólico restrita ao segundo trimestre é considerada suficiente, pois a organogênese inicial não demanda níveis elevados desse micronutriente.
A suplementação de cálcio mostrou benefícios consistentes apenas em populações de alta renda, sendo desnecessária em contextos de vulnerabilidade nutricional e risco de pré-eclâmpsia.
O incremento energético materno deve ser uniforme em todos os trimestres, não havendo variações conforme crescimento fetal ou adaptações metabólicas específicas.
A suplementação universal de ferro é recomendada em gestantes, dada a elevada prevalência global de anemia, seus efeitos deletérios sobre desenvolvimento fetal e as limitações do aporte dietético isolado.