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Questões de Concurso sobre Nutrição Parenteral e Enteral

 
 
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No manejo da Terapia Nutricional Enteral (TNE) em pacientes críticos ou hospitalizados, a seleção da via de acesso, o monitoramento de complicações e a progressão da oferta calórico-proteica são determinantes para o desfecho clínico. Com base nas diretrizes vigentes e nas boas práticas de TNE, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.


I. O uso de fórmulas hiperosmolares é a principal causa isolada de diarreia em pacientes em TNE, devendo-se priorizar sempre a diluição da dieta com água destilada para reduzir a osmolaridade.

II. A via nasogástrica é preferencial a nasoentérica (póspilórica) em pacientes críticos de baixo risco para aspiração, devido a facilidade de inserção e ao respeito a fisiologia digestiva.

III. Em pacientes com risco de síndrome de realimentação, o início da TNE deve ser agressivo, visando atingir 100% das metas calóricas nas primeiras 12 horas para reverter o catabolismo.


A

Apenas I está correta.


B

Apenas II está correta.


C

Apenas III está correta.


D

Apenas I e II estão corretas.

A nutrição enteral constitui estratégia terapêutica amplamente utilizada em pacientes que apresentam incapacidade de ingestão oral adequada, mas mantêm funcionalidade parcial ou total do trato gastrointestinal (TGI). Com base nesse conceito, assinale a alternativa correta.


A

A nutrição enteral é indicada exclusivamente para pacientes com comprometimento da digestão e da absorção intestinal.


B

A nutrição enteral caracteriza-se pela administração direta de nutrientes na corrente sanguínea por meio de acesso venoso central ou periférico.


C

A nutrição enteral pode ser realizada independentemente da funcionalidade do trato gastrointestinal.


D

A nutrição enteral consiste na administração de nutrientes através do trato gastrointestinal, geralmente por meio de sondas ou dispositivos posicionados no estômago ou no intestino delgado.

Considerando a nutrição parenteral domiciliar, analise as afirmativas:


I – A nutrição parenteral domiciliar ocupa papel central e salvador de vida na insuficiência intestinal crônica.

II – A decisão de indicar a terapia pode incluir prognóstico, qualidade de vida, possibilidade de seguimento e treinamento de paciente ou cuidador.

III – A nutrição parenteral domiciliar pode aparecer também em contexto paliativo ou em cenários selecionados fora da insuficiência intestinal clássica.

IV – Nutrição parenteral domiciliar e insuficiência intestinal crônica guardam relação estreita, mas não são termos obrigatoriamente sinônimos.

V – Equipe multiprofissional, cuidado com o acesso venoso e monitorização regular integram o núcleo da segurança terapêutica.


Estão corretas as afirmativas.


A

I, II e III, apenas.


B

I, II e IV, apenas.


C

III e V, apenas.


D

II, III e IV, apenas.


E

I, II, III, IV e V.

Considere que, em um hospital público, com limitação temporária de fórmulas enterais, dois pacientes possuam indicação formal de nutrição enteral exclusiva:


• paciente A: idoso, pós-AVC recente, disfagia grave, bom prognóstico funcional;

• paciente B: adulto jovem, câncer metastático avançado, em cuidados paliativos exclusivos.


Nesse caso, segundo os princípios bioéticos, a gestão do SUS e a racionalidade sanitária, a decisão mais adequada do nutricionista é


A

priorizar o paciente mais jovem.


B

priorizar o paciente com maior gravidade clínica.


C

priorizar o paciente com maior benefício clínico esperado.


D

sortear igualmente o recurso preservando as diretrizes de universalidade do SUS.

Segundo Toledo e Castro (2015), qual é o valor da osmolalidade de uma dieta enteral levemente hipertônica?


A

280 a 300 mOsm/kg.


B

300 a 350 mOsm/kg.


C

350 a 550 mOsm/kg.


D

550 a 750 mOsm/kg.

Sobre as indicações e contraindicações da terapia nutricional parenteral (NP), avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.


( ) Em geral, a NP é indicada quando o trato digestivo não funciona, se estiver obstruído ou inacessível, com a previsão de que esta condição continuará por pelo menos sete dias.

( ) Entre os pacientes que se beneficiariam da NP, podemos incluir os submetidos a grandes ressecções intestinais — síndrome do intestino curto, isquemia de alto débito, dentre outras.

( ) A NP é contraindicada em pacientes graves que se encontram hemodinamicamente instáveis (hipovolemia, choque cardiogênico ou séptico), pacientes com edema agudo de pulmão, anúria sem diálise ou que apresentem graves distúrbios metabólicos e eletrolíticos. Além disso, não é indicada em casos de vômitos intratáveis na pancreatite aguda, mucosite/esofagite associada à quimioterapia e em casos de repouso intestinal quando ocorrer fístulas enteroentéricas e enterocutâneas.


A

C - C - E.


B

C - E - C.


C

C - C - C.


D

E - C - E.

Um paciente com desnutrição proteico-calórica grave é submetido à nutrição parenteral total. Após 48h, desenvolve hipofosfatemia severa, arritmias e insuficiência respiratória. Com base no caso clínico, o mecanismo fisiopatológico que explica a síndrome de realimentação é:


A

Mobilização de cálcio para o osso, com hipocalcemia aguda.


B

Aumento da secreção de insulina, com entrada intracelular de fósforo, potássio e magnésio.


C

Supressão da gliconeogênese hepática, com hipoglicemia refratária.


D

Ativação da lipólise, com hipercetonemia e acidose metabólica.


E

Redução da absorção intestinal de eletrólitos por disbiose da microbiota.

Considerando a Nutrição Parenteral Domiciliar (NPD), assinale CORRETAMENTE a complicação relacionada ao cateter que é mais prevalente e exige protocolos rígidos de prevenção:


A

Hipercalcemia.


B

Infecção relacionada ao cateter venoso central.


C

Hipoglicemia refratária.


D

Osteomalácia.


E

Colestase.

Paciente pós-operatório de gastrectomia subtotal apresenta débito gástrico baixo e hemoglobina estável. Nutricionista planeja iniciar nutrição enteral por sonda nasojejunal às 24h. Qual fórmula é a mais indicada na fase inicial?


A

Dieta oligomérica com tripeptídeos e 45% de lipídios MCT para rápida absorção jejunal.


B

Fórmula polimérica padrão a 1kcal/mL com 60% carboidrato complexo e fibra mista solúvel.


C

Mistura modular de aminoácidos essenciais sem eletrólitos, administrada em bolo a cada quatro horas.


D

Dieta hiperosmolar à base de proteínas de soja texturizada, fornecida por bomba em gravidade livre.

A manutenção da dieta enteral em temperatura ambiente por períodos superiores a 4 horas em enfermarias ou UTIs é considerada um Ponto Crítico de Controle (PCC) de alta gravidade, uma vez que o(a):


A

aquecimento residual da dieta facilita a infusão por gravidade, reduzindo a necessidade de bombas de infusão e otimizando o tempo de assistência da equipe de enfermagem à beira do leito


B

legislação sanitária permite a exposição prolongada desde que o frasco seja mantido em suporte de inox, material que neutraliza a atividade enzimática de bactérias gram-positivas no ambiente hospitalar


C

precipitação de micronutrientes em temperaturas superiores a 25 ºC altera a osmolaridade da dieta, resultando obrigatoriamente em obstrução irreversível da sonda nasoentérica ou nasogástrica


D

alta densidade de nutrientes da fórmula favorece a proliferação acelerada de patógenos, podendo causar quadros de diarreia nosocomial e sepse de origem gastrointestinal no paciente imunossuprimido

Paciente em Terapia Nutricional Enteral (TNE) apresenta diarreia persistente. Entre as causas possíveis, a mais diretamente relacionada ao manejo técnico da terapia é:


A

Redução da osmolaridade da fórmula nutricional para níveis abaixo da isotonicidade.


B

Velocidade de infusão da dieta superior à capacidade de absorção e tolerância intestinal do paciente.


C

Utilização exclusiva de dietas isotônicas administradas por sistema fechado sob monitoramento contínuo.


D

Baixo volume diário administrado, resultando em atrofia de vilosidades por hipofluxo nutricional.

De acordo com a legislação, a administração da nutrição enteral deve ser:


A

Realizada exclusivamente por médicos ou enfermeiros capacitados.


B

Prescrita e acompanhada por equipe multiprofissional habilitada.


C

Dispensada de controles microbiológicos durante o preparo da fórmula.


D

Executada sem necessidade de registro em prontuário do paciente.


E

Preparada com antecedência de 48 horas para otimizar recursos.

A terapia nutricional enteral está indicada quando:


A

O trato gastrointestinal está funcionante mas a ingestão oral é insuficiente.


B

Há contraindicação absoluta para uso do sistema digestório.


C

O paciente apresenta função renal completamente preservada apenas.


D

Existe recusa alimentar sem comprometimento do estado nutricional.


E

O indivíduo está em jejum por período inferior a 24 horas.

A alimentação por visa naso enteral ou por estomias não é isenta de complicações que, uma vez conhecidas, podem ser tratadas ou prevenidas monitorando de forma adequada aos pacientes. Dentre as complicações da terapia nutricional enteral, qual podemos considerar como a mais grave?


A

Hiperhidratação.


B

Pneumonia por aspiração.


C

Hemorragia.


D

Erosões gástricas.


E

Vômitos e diarreia.

A Nutrição Enteral (NE) é uma estratégia terapêutica amplamente utilizada em diferentes níveis de atenção à saúde. Sua indicação depende da condição clínica do paciente, da funcionalidade do trato gastrointestinal e das necessidades nutricionais individuais. No que se refere a Nutrição Enteral (NE), registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)Pode ser utilizada de forma exclusiva ou complementar à alimentação oral, desde que o trato gastrointestinal esteja funcionante.

(__)Substitui obrigatoriamente a alimentação oral em todos os pacientes que utilizam sondas.

(__)Destina-se exclusivamente a pacientes hospitalizados e em estado crítico.


Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.


A

F, F, V.


B

F, V, V.


C

V, F, F.


D

V, V, V.


E

F, F, F.

Segundo a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave-2023, apresenta nível de evidência alto, ou seja, há forte confiança de que o verdadeiro efeito esteja próximo daquele estimado, a seguinte recomendação:


A

O método de infusão contínuo deve ser utilizado, pois este método é superior ao intermitente.


B

As dietas imunomoduladoras devem ser usadas em pacientes críticos.


C

Nos pacientes obesos críticos, a dieta enteral deve ser iniciada depois de 72 horas da admissão na UTI, quando a via oral não estiver disponível.


D

O uso parenteral de glutamina está contraindicado para pacientes na fase aguda de doença grave, com disfunção orgânica múltipla, disfunção renal, disfunção hepática ou instabilidade hemodinâmica e em doses acima de 0,5 g/kg/d.


E

Há vantagem no uso de dietas com alto teor de lipídio e baixo teor de carboidrato para pacientes críticos com disfunção pulmonar

Em pacientes hospitalizados, a indicação da nutrição enteral deve ser baseada na avaliação clínica, assegurando estabilidade metabólica e perfusão adequada do trato gastrointestinal. Nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.


A

A nutrição enteral deve ser contraindicada para paciente com choque e instabilidade hemodinâmica persistente.


B

A nutrição enteral em nenhum momento deve ser indicada quando o trato gastrointestinal estiver funcional e a ingestão oral for insuficiente.


C

A fístula gastrointestinal de alto débito nunca contraindica a nutrição enteral.


D

A nutrição enteral é indicada mesmo em casos de isquemia intestinal ativa.

Segundo a RDC nº 503/2021, a unidade destinada ao preparo de Nutrição Enteral (NE) deve ter obrigatoriamente ambientes específicos para essa atividade. Contudo, fica dispensado o uso da sala de manipulação em caso de:


A

Utilização de nutrição líquida.


B

Manipulação dos produtos naturais.


C

Utilização exclusiva de nutrição enteral em sistema fechado.


D

Uso de nutrição em bolo.


E

Uso de noradrenalina.

As fórmulas para nutrição enteral pediátrica são indicadas quando a dieta habitual não supre as necessidades calóricas ou quando a via oral não é clinicamente viável. Sua produção industrial garante vantagens técnicas relevantes em relação às preparações artesanais, impactando diretamente na segurança e na eficácia da terapia nutricional.


Fonte: Waitzberg, Dan L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica / Dan L. Waitzberg. -- 5. ed. -Rio de Janeiro : Atheneu, 2017.


Acerca das características e indicações das fórmulas para nutrição enteral pediátrica, assinale a alternativa CORRETA.


A

A densidade calórica das fórmulas para nutrição enteral pediátrica é padronizada em 1,0 kcal/mL para todas as apresentações, sendo as formulações hipercalóricas reservadas para uso hospitalar em unidades de terapia intensiva pediátrica.


B

As fórmulas industrializadas apresentam como vantagens a menor manipulação no preparo, melhor adequação de viscosidade e fluidez, osmolalidade definida e completude nutricional, sendo por essas razões preferidas em relação às preparações artesanais.


C

As preparações artesanais elaboradas a partir de alimentos in natura e módulos de nutrientes constituem alternativa preferencial às fórmulas industrializadas, independentemente das condições clínicas ou de segurança sanitária.


D

As fórmulas em pó para nutrição enteral pediátrica têm indicação restrita à administração por via enteral, sendo seu uso por via oral contraindicado em razão da osmolalidade elevada e do risco de intolerância gastrointestinal em crianças com função digestiva preservada.


E

As dietas líquidas para nutrição enteral pediátrica podem ser administradas tanto por via oral quanto por via enteral, sendo sua escolha determinada pela preferência da família e pela palatabilidade da fórmula, independentemente das condições clínicas da criança.

Considerando a administração da dieta enteral por gastrostomia, analisar os itens.


I. Em pacientes impedidos temporária ou definitivamente de se alimentar por via oral, ou nos quais há risco de aspiração durante a deglutição, a via de acesso pelo estômago torna-se atrativa.

II. Pacientes que necessitam de sonda nasogástrica por mais de três semanas também são candidatos à gastrostomia.

III. A incidência de complicações da gastrostomia varia de 8% a 30% na literatura médica. As principais complicações desse tipo de dieta são: remoção acidental da sonda, obstrução da sonda, fístula gástrica e entérica, sangramento, peritonite, volvo e obstrução intestinal.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas no item I.


B

Apenas no item II.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens II e III.

 
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