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Os dados coletados na anamnese e no exame físico do paciente são extremamente importantes para o sucesso do tratamento. Isso porque esse material será capaz de retratar toda a vida do paciente perante o acompanhamento profissional, o que contribui para a segurança técnica e jurídica da relação Cirurgião-Dentista e paciente. Quais fases da anamnese são suficientes para a elaboração de um diagnóstico presuntivo da situação clínica apresentada pelo paciente?
História da doença atual e resultados dos exames complementares
Queixa principal e história da doença atual
Queixa principal e antecedentes familiares
Antecedentes familiares e história médica pregressa
História médica pregressa e exames complementares
Paciente P.J.S., 25 anos, sexo masculino, compareceu ao consultório odontológico relatando dor espontânea no primeiro molar superior esquerdo. Ao ingerir alimentos frios, a dor era exacerbada e prolongada. Ao exame radiográfico, foi constatada lesão cariosa profunda e extensa no dente mencionado.
Nesse caso, o diagnóstico clínico e o plano de tratamento dessa alteração pulpar são, respectivamente,
necrose / necropulpectomia.
pulpite irreversível / biopulpectomia.
pulpite reversível / capeamento pulpar direto.
pulpite reversível / capeamento pulpar indireto.
Para o tratamento endodôntico, o profissional necessita dominar o conteúdo científico e a técnica endodôntica. Sobre o tratamento endodôntico, assinale a alternativa correta:
Sendo a endodontia uma especialidade autônoma da odontologia, o tratamento endodôntico independe de avaliação periodontal, inclusive em dentes com escasso suporte ósseo e mobilidade acentuada
O hidróxido de cálcio pode ser empregado como medicamento intracanal durante o tratamento endodôntico. Este medicamento possui atividade antimicrobiana, contudo, não possui atividade antiinflamatória
A cirurgia perirradicular envolve os procedimentos cirúrgicos que visam tratar condições patológicas endodônticas, indicada, especialmente, quando há grande envolvimento periodontal
Entre as sessões de tratamento endodôntico, podem surgir urgências e emergências. Dentre as emergências, destaca-se o flare-up, que é uma resposta inflamatória aguda dos tecidos perirradiculares, caracterizada por dor severa e/ou tumefação; causada pela extrusão de detritos contaminados pelo forame apical
O Agregado de Trióxido Mineral (MTA) é um material indicado para obturação de canais, entretanto, o mesmo não é indicado para obturações retrógradas, em casos de cirurgias perirradiculares
Para qualquer condição (pulpite irreversível sintomática, com ou sem periodontite apical sintomática; necrose pulpar com periodontite apical sintomática; necrose pulpar com abscesso apical agudo localizado), na possibilidade de tratamento endodôntico imediato, não se recomenda como rotina o uso de antibióticos sistêmicos.
Certo
Errado
São contraindicações para pulpectomia na dentição decídua, exceto:
Dente com impossibilidade de restauração.
Uma polpa com drenagem serosa ou purulenta.
Dentes com perfuração mecânica ou por cárie do soalho da câmara pulpar.
Lesão periapical ou interradicular envolvendo a cripta do dente sucessor permanente em desenvolvimento.
A eliminação de bactérias e de seus subprodutos do sistema de canais é um dos objetivos do tratamento endodôntico, mas se sabe que tanto as soluções para irrigação quanto as medicações utilizadas durante esse tratamento podem afetar a adesão dos procedimentos adesivos subsequentes, resultando em menor resistência de união. Em relação à remoção da medicação intracanal e a sua relação com os procedimentos adesivos, assinale a alternativa que apresenta informação correta.
Quando usado após o hidróxido de cálcio, o EDTA promove melhor remoção desse medicamento, o que favorece a adesão da dentina radicular aos cimentos.
Quando usado hidróxido de cálcio como medicação intracanal, a resistência de união da dentina radicular ao cimento resinoso epóxico fica diminuída.
Ao usar o gel de clorexidina como medicamento intracanal, a sua remoção deve ser feita com solução de hipoclorito de sódio, pois gera um precipitado de fácil remoção.
A permanência de hidróxido de cálcio ao longo da extensão dos canais radiculares não prejudica a adesão do cimento obturador, quando da utilização de cimentos à base de óxido de zinco e eugenol.
A remoção das medicações intracanais por meio da reinstrumentação com clorexidina gel 2%, utilizando a lima anatômica final seguida de duas limas de diâmetro subsequentemente maior, garante a não permanência de resíduos de medicação nas paredes dos canais.
Durante o preparo dos canais radiculares devemos estar atentos à zona apical crítica devido à íntima relação entre o ápice e os tecidos adjacentes. A zona crítica apical compreende
o terço cervical da raiz.
o terço médio da raiz.
os 10 mm finais da raiz.
os 06 mm finais da raiz.
os 04 mm finais da raíz.
Paciente, 36 anos, chega a unidade de saúde relatando dor aguda espontânea, contínua, pulsátil e intensa. Refere que a dor é intermitente e que quando coloca algum alimento quente na região a dor fica exarcebada. Pela característica da dor, podemos inferir que se trata de uma:
Reabsorção dentária.
Necrose pulpar.
Pulpite irreversível sintomática.
Pulpite irreversível assintomática.
Pulpite crônica hiperplásica.
De acordo com ESTRELA e FIGUEIREDO, sobre os aspectos clínicos fundamentais favoráveis para a indicação da pulpotomia, analisar os itens abaixo:
I. Um dos sinais é o sangramento e este deve ser vermelho vivo.
II. O sangramento deve ser ausente.
III. A coroa dentária deve estar quase íntegra ou com paredes espessas e resistentes.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
A adequada intervenção endodôntica requer o conhecimento detalhado da configuração interna dental. Para tanto, desde o início do século passado, foram desenvolvidas várias técnicas visando estudar a morfologia dos grupamentos dentários. Considerando que a radiografia, elemento que dispomos para observação da cavidade pulpar durante a terapia endodôntica, fornece apenas a imagem bidimensional, muitos detalhes podem passar despercebidos. Contudo, o estudo detalhado da cavidade pulpar de cada dente, seus aspectos normais, bem como as variações anatômicas mais frequentes, é de extrema importância. De acordo com a teoria hemodinâmica, responda:
A direção do forame apical dos canais é sempre para a distal, acompanhando a direção de vasos e nervos que vêm da base do crânio.
A direção do forame apical dos canais é sempre para a mesial, acompanhando a direção de vasos e nervos que vêm da base do crânio.
A direção do forame apical dos canais é sempre para a distal, indo para o lado oposto de vasos e nervos que vêm da base do crânio.
A direção do forame apical dos canais é sempre para a mesial, indo para o lado oposto de vasos e nervos que vêm da base do crânio.
A determinação do diagnóstico endodôntico correto representa etapa inicial do tratamento, cuja responsabilidade pelo êxito ou fracasso depende do profissional e das inúmeras adversidades relacionadas não somente com alterações fisiopatológicas, mas também à manifestação do mecanismo da dor, fatores morfo-estruturais condicionados à idade do paciente, à intensidade e frequência do dano pulpar, entre outros fatores. Para tanto, uma das ferramentas de diagnóstico é a realização de testes de vitalidade pulpar (Medeiros et al.2010).
Dos diversos testes de vitalidade pulpar, assinale a alternativa que apresenta aquele que deve ser utilizado em último caso, pois se caracteriza muito invasivo e danoso à polpa.
Teste de cavidade.
Teste térmico.
Teste elétrico.
Teste de palpação.
Teste de percussão.
Após o corte pulpar, qual aspecto clínico NÃO é indicação para pulpotomia ?
Remanescente pulpar com aspecto pastoso
Coroa dentária com paredes espessas
Sangramento vermelho vivo
Ausência de sangramento ou de coloração clara
Remanescente pulpar com resistência à ação da cureta
Paciente sexo feminino, 21 anos, dor localizada no dente 47, há 5 dias, piora com líquidos gelados e alimentos açucarados. Melhora durante efeito de Dipirona. No exame clínico detectou-se lesão cariosa ativa. Qual é o diagnóstico endodôntico do caso?
Pulpite Crônica
Pulpite Reversível
Pulpite Irreversível
Polpa sem alteração aparente
Paciente chega à clínica odontológica queixando de dor intensa, espontânea e localizada no dente 46. Relata também que não consegue mastigar com esse quadrante porque a dor no dente é exacerbada ao contato com o antagonista, e tem ainda a sensação de o dente estar crescido. Esse quadro clínico é compatível com
Periodontite crônica associada à inflamação pulpar irreversível.
Periodontite apical aguda com inflamação pulpar irreversível.
Pericoronarite aguda.
Abcesso perirradicular crônico.
A penetração mecânica asséptica ao interior do canal radicular denomina-se:
Biopulpectomia.
Necropulpectomia.
Criopulpectomia.
Peripulpectomia.
Mecanipulpectomia.
A determinação de um diagnóstico definitivo, às vezes, pode ser um desafio e até mesmo uma frustração para o clínico; antes de elaborar um plano de tratamento apropriado, no entanto, é imperativo realizar uma avaliação metódica, objetiva e subjetiva. Infelizmente, com base no diagnóstico, há opiniões conflitantes, quanto à melhor maneira de tratar/conduzir clinicamente as diversas emergências endodônticas. De acordo com levantamentos feitos com endodontistas, há sete quadros clínicos iniciais que são considerados como emergências endodônticas. Assinale a alternativa abaixo em que a situação não é considerada urgência endodôntica:
Pulpite irreversível com região periapical normal.
Necrose pulpar crônica, sem edema.
Pulpite irreversível e periodontite apical aguda.
Necrose pulpar, edema flutuante, sem drenagem de secreção.
Necrose pulpal, edema facial difuso, sem drenagem de secreção.
Um paciente procurou atendimento para consulta de rotina com intuito de fazer uma profilaxia e verificar se havia algum problema odontológico. Durante o exame clínico, observaram-se presença de fistula na região vestibular do elemento 15 e ausência de sinais de fratura ou trincas. O exame radiográfico, com rastreamento da fistula com cone de guta-percha, indicou que a origem do canal de drenagem estava no ápice do elemento 15 que apresentava área radiolúcida circunscrita no ápice. Segundo relato do paciente, não havia dor e a restauração tinha sido realizada há mais de 10 anos. Para a situação em questão, marque a opção CORRETA no que se refere ao tratamento indicado para essa situação.
Fazer o acesso endodôntico, instrumentar o canal, irrigar com hipoclorito de sódio a 1%, colocar hidróxido de cálcio PA com soro fisiológico no interior do canal e posteriormente concluir o tratamento endodôntico.
Fazer o acesso endodôntico, instrumentar o canal, irrigar com hipoclorito de sódio a 1%, colocar hidróxido de cálcio PA com soro fisiológico no interior do canal, prescrever analgésico, anti-inflamatório e antibiótico. e posteriormente concluir o tratamento endodôntico.
Fazer o acesso endodôntico, instrumentar o canal, irrigar com hipoclorito de sódio a 1% e colocar hidróxido de cálcio PA com soro fisiológico no interior do canal, realizar alívio oclusal, instalar um dreno intra ou extra oral, prescrever analgésico, anti-inflamatório e antibiótico. e posteriormente concluir o tratamento endodôntico.
Fazer o acesso endodôntico, instrumentar o canal, irrigar com hipoclorito de sódio a 1% e colocar hidróxido de cálcio PA com soro fisiológico no interior do canal, instalar um dreno intra ou extra oral, prescrever analgésico, anti-inflamatório e antibiótico e posteriormente concluir o tratamento endodôntico.
Fazer o acesso endodôntico, realizar uma pulpotomia, colocar otosporin na câmara pulpar e posteriormente realizar tratamento restaurador.
Após um traumatismo em que ocorreu a exposição de tecido pulpar e o paciente ter se apresentado para tratamento dentro das primeiras 48 horas, é possível realizar a pulpotomia parcial (pulpotomia de Cvek). Nesse caso, é realizada uma cavidade com profundidade de 1 a 2 mm na polpa. Assinale a alternativa que contém o instrumento ideal para realizar esse procedimento e a substância mais indicada para realizar a lavagem da ferida pulpar.
Ponta diamantada em alta rotação, com grande quantidade de água, irrigação com soro fisiológico estéril e hipoclorito de sódio a 5% para lavar a ferida pulpar.
Ponta diamantada em baixa rotação, irrigação com soro fisiológico estéril e hipoclorito de sódio a 0,5% para lavar a ferida pulpar.
Broca esférica em baixa rotação, irrigação com soro fisiológico estéril e hipoclorito de sódio a 0,5% para lavar a ferida pulpar.
Cureta, irrigação com soro fisiológico estéril e hipoclorito de sódio a 2,5% para lavar a ferida pulpar.
Cureta, irrigação com soro fisiológico estéril e hipoclorito de sódio a 5% para lavar a ferida pulpar.
O padrão de fratura dos pinos intrarradiculares reforçados por fibra de vidro geralmente é catastrófico, com fraturas horizontais ou oblíquas no terço médio da raiz ou fraturas verticais.