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Ainda em relação às infecções maxilofaciais, assinale a alternativa INCORRETA.
A pericoronarite aguda apresenta-se por dor localizada e sensibilidade gengival acometendo principalmente os terceiros molares inferiores e eventualmente os terceiros molares superiores. A dor ocasionalmente pode irradiar-se para a face, orelha e ângulo mandibular. Geralmente está presente trismo nos casos mais graves.
O tratamento da pericoronarite baseia-se no grau de intensidade da infecção. A pericoronarite bem delimitada, em que não haja formação de abscesso e o paciente não apresente febre ou trismo, deverá ser tratada por anestesia local da região, curetagem da bolsa pericoronal e irrigação com solução de soro fisiológico e digluconato de clorexidina a 0,12%.
A angina de Ludwing é uma celulite aguda de evolução rápida, em torno de 24 horas, que acomete os espaços submandibulares, sublinguais e submentual. Os pacientes geralmente relatam sensação de sufocamento, associado asialorreia intensa, disfagia, odinofagia e dispneia.
A osteomielite é uma inflamação aguda ou crônica do osso cortical e medular que pode ser provocada por processos infecciosos de origem odontogênica. Tanto a maxila quanto a mandíbula podem ser acometidas; entretanto, devido ao seu maior suprimento vascular, as lesões em mandíbula são menos graves e mais bem delimitadas.
As principais complicações decorrentes das infecções são: infecções orbitais, fasciíte necrotizante, abscesso cerebral, mediastinite, trombose do seio cavernoso e óbito.
Uma das opções mais adequadas para o controle das infecções odontogênicas é a representada pelo grande grupo dos betalactâmicos, principalmente as penicilinas. Quanto às formulações de penicilina cristalina, penicilina G procaína e penicilina G benzatina, quanto às suas vias de administração e características de presença nos tecidos, sabe-se que a penicilina cristalina é utilizada
tanto por via intravenosa, quanto pela intramuscular e eliminada em cerca de 8 horas; a penicilina G procaína é utilizada apenas por via intramuscular e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 horas, enquanto a penicilina G benzatina é de uso exclusivamente por via intravenosa, tendo seus níveis séricos estáveis por cerca de 7 a 10 dias, dependendo da dose utilizada.
tanto por via intravenosa, quanto pela intramuscular e eliminada em cerca de 6 horas; a penicilina G procaína é utilizada apenas por via intravenosa e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 horas, enquanto a penicilina G benzatina é de uso exclusivamente por via intravenosa, tendo seus níveis séricos estáveis por cerca de 3 dias a 10 dias, dependendo da dose utilizada.
por via intravenosa e eliminada em cerca de 4 horas; a penicilina G procaína é utilizada apenas por via intramuscular e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 horas, enquanto a penicilina G benzatina é de uso exclusivamente intramuscular, tendo seus níveis séricos estáveis por cerca de 15 a 30 dias, dependendo da dose utilizada.
por via intramuscular e eliminada em cerca de 12 horas; a penicilina G procaína é utilizada apenas por via intravenosa e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 12 horas, enquanto a penicilina G benzatina é de uso exclusivamente intramuscular, tendo seus níveis séricos estáveis por cerca de 15 a 30 dias, dependendo da dose utilizada.
por via intravenosa e eliminada em cerca de 2 horas; a penicilina G procaína é utilizada apenas por via intramuscular e aumenta os níveis séricos e teciduais por um período de 4 horas, enquanto a penicilina G benzatina é de uso exclusivamente intramuscular, tendo seus níveis séricos estáveis por cerca de 30 a 60 dias, dependendo da dose utilizada.
Segundo Lobas et al. (2011), um dos objetivos do controle de infecção dentro do consultório odontológico é
aumentar o número de patógenos durante os procedimentos.
proteger pacientes e profissionais de possíveis infecções.
favorecer a contaminação cruzada.
selecionar os patógenos de menor virulência.
aumentar a resistência dos patógenos aos antimicrobianos existentes.
As diretrizes para o controle de infecção recomendam que as superfícies clínicas sejam classificadas e mantidas sob três categorias: manuseio, transferência e borrifos. Marque a opção que representa uma superfície de transferência.
Bandejas de instrumentos;
Alças do refletor;
Comandos manuais do mocho;
Recipientes dos materiais dentários;
Puxadores de gaveta.
O trajeto da infecção odontogênica, estendendo-se dos dentes através do osso e para o interior dos tecidos moles circunjacentes, como regra geral, perfura a tábua óssea mais fina e causa infecção no tecido adjacente. Assinale a alternativa que apresenta o espaço facial acometido, e um provável dente causador dessa infecção.
Espaço Bucal; Canino superior como dente causador
Espaço Submentual; Pré-molares inferiores como dentes causadores
Espaço Pterigomandibular; Terceiros molares inferiores como dentes causadores
Espaço Faríngeo Lateral; Pré-molares inferiores como dentes causadores
Espaço Infraorbital; Incisivos superiores como dentes causadores
Sobre infecções, assinale a afirmativa INCORRETA.
A infecção bacteriana promove o aumento do número de leucócitos, denominado leucocitose.
A leucocitose é um sinal negativo, pois demonstra que o hospedeiro está reagindo ao processo infeccioso.
Um hospedeiro sistematicamente comprometido, mesmo na presença de uma infecção severa, não forma um grande número de leucócitos.
Os pacientes devem rapidamente receber a terapêutica adequada que deve ser iniciada pela remoção da causa.
A velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa são marcadores inespecíficos, que medem a destruição tecidual e servem, apenas, como um parâmetro comparativo no acompanhamento pós-operatório.
Sobre as infecções periapicais NÃO se pode afirmar que:
A primeira evidência do abscesso periapical agudo é o aumento do espaço da membrana periodontal na região periapical.
O aumento do espaço da membrana periodontal pode estar associado com pulpite crônica, embora a polpa forneça uma resposta positiva ao teste de vitalidade.
Os processos granulomatosos podem experimentar exacerbação e provocar um abscesso periapical crônico.
Uma lesão periodontal extensa pode ser a causa de uma sinusite maxilar.
As infecções que envolvem a região periapical são normalmente resultantes de uma inflamação e necrose pulpar.
Dentre as infecções orais, estão a celulite e o abscesso. Dentre as características citadas a seguir, qual delas corresponde a uma celulite e não, à um abscesso?
Tem um tamanho grande.
Localização circunscrita.
Qualidade da pele centralmente debilitada e brilhante.
Bactérias percutâneas anaeróbias.
Perda de função moderadamente grave.
A gravidade da infecção é determinada por sua localização e ritmo de progressão. A infecção nos vários espaços faciais profundos pode ser classificada como de gravidade baixa, moderada, alta e extrema. Considera-se uma infecção de espaços fasciais profundos de gravidade extrema, quando atingem os espaços:
Infraorbital e subcutâneo.
Pterigomandibular e submandibular.
Retro-faríngeo e pré-traqueal.
Mediastino e intracraniano.
Temporal profundo e faríngeo lateral.
A endocardite infecciosa é um processo infeccioso da superfície do endocárdio, envolvendo geralmente as valvas cardíacas. A profilaxia da endocardite é recomendada quando:
Valvas cardíacas protéticas e defeito septo atrial secundum isolado.
Condutos pulmonares sistêmicos construídos cirurgicamente e doenças cardíacas congênitas cianóticas complexas.
Cardiomiopatia hipertrófica e murmúrios cardíacos fisiológicos ou funcionais.
Disfunção valvar adquirida e doença de Kawasaki prévia sem disfunção valvar.
Endocardite bacteriana prévia e prolapso de valva mitral sem regurgitação valvar.
Assinale a alternativa que apresenta uma infecção de origem bacteriana.
Actinomicose.
Paracoccidioidomicose.
Aspergilose.
Toxoplasmose.
A prática odontológica abrange grande variedade de procedimentos em que há contato com secreções da cavidade oral, sangue e, por vezes, secreções respiratórias, equipamento e ar contaminados. Tal fato resulta em possibilidade de transmissão de infecções de pacientes para pacientes, como dos profissionais para pacientes ou destes para aqueles. Em relação ao controle de infecção em odontologia, analise as afirmativas.
I. Álcool etílico de 60 a 90% e isopropílico a 70%, hipoclorito de sódio 1% e compostos fenólicos são os desinfetantes recomendados para desinfecção de superfícies.
II. Os testes biológicos não oferecem vantagens em relação à qualidade de esterilização em comparação aos métodos físicos e químicos.
III. As luvas não são completamente impermeáveis e podem apresentar microperfurações durante o uso. Devido a isso, recomenda‐se a utilização de duas luvas em situações de maior risco.
IV. Segundo Stanley Malamed, para promover desinfecção os cartuchos anestésicos, antes de sua utilização, devem ser imersos em álcool etílico a 70%.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
I e III.
II e IV.
III e IV.
Na região bucomaxilofacial, raras infecções são causadas por um só micro‐organismo; as mais comuns são os quadros de doença produzidos por múltiplos agentes. É ideal coletar material para sua identificação e fazer um antibiograma. Quando isso não é factível, o cirurgião bucomaxilofacial deve presumir a provável etiologia, baseada na localização do processo, apresentação clínica, foco possível e prevalência de germes causais. Em relação à infecção na região maxilofacial, analise as afirmativas.
I. A microbiota das infecções tipo celulite, que não apresentam formação de abscesso, mostra predominantemente bactérias anaeróbias.
II. Os ferimentos por mordedura na face causados por humanos possuem os Streptococcus alfa‐hemolíticos, Pasteurella multocida e Staphylococcus aureus como microbiota prevalente.
III. A angina de Ludwig apresenta uma infecção mista, causada por Streptococcus, Staphilococcus e micro‐organismos entéricos gram‐negativos, como E. Coli e Pseudomonas, além de anaeróbios, incluindo bacteroides (Porphyromonas e Prevotella) e Peptostreptococcus.
IV. Streprococcus viridans, espiroquetas, além de Prevotella intermedia, Peptstreptococcus micros, Fusobacterium nucleatum, A. actinomycetemcomitans são as bactérias mais envolvidas nas pericoronarites.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
I e IV.
II e III.
III e IV.
Se uma infecção odontogênica irá se tornar ou não um abscesso vestibular ou do espaço facial profundo, será determinado primariamente pela relação da inserção muscular com o ponto onde houve a perfuração da lâmina óssea cortical. Em relação aos espaços fasciais profundos, analise as afirmativas.
I. O espaço bucal pode tornar‐se infectado a partir da extensão de infecções dos dentes superiores através do osso, superiormente à inserção do bucinador no processo alveolar da maxila. O envolvimento do espaço bucal, em geral, resulta em aumento de volume abaixo do arco zigomático e acima do bordo inferior da mandíbula.
II. Uma infecção do terceiro molar superior pode disseminar‐se para o seio cavernoso através do espaço infratemporal.
III. O limite anterior do espaço submandibular é dado pelo tendão do músculo digástrico e o limite lateral é determinado pelo músculo platisma.
IV. O espaço pterigomandibular é o sítio onde se disseminam primariamente infecções do terceiro molar inferior. O limite posterior do espaço pterigomandibular é fornecido pela glândula parótida e o limite inferior pelo músculo pterigoideo medial.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
I e III.
II e IV.
III e IV.
O manejo cirúrgico das infecções dos espaços fasciais quase sempre necessita de incisão e exploração agressiva dos espaços fasciais envolvidos. Um ou mais drenos, geralmente, são necessários para fornecer drenagem adequada e descompressão da área infectada. Em relação à abordagem para incisão e drenagem dos espaços fasciais profundos, analise as afirmativas.
I. Infecções graves que envolvem os espaços infraorbitário, submassetérico e pterigomandibular requerem abordagem para incisão e drenagem extraoral.
II. Infecções graves que envolvem os espaços submentual e submandibular requerem abordagem para incisão e drenagem extraoral.
III. Infecções graves que envolvem os espaços infratemporal e temporal profundo requerem abordagem para incisão e drenagem que pode ser realizada intraoral ou extraoralmente.
IV. Infecções graves que envolvem o espaço faríngeo lateral requerem abordagem para incisão e drenagem que pode ser realizada somente extraoralmente.
Estão corretas apenas as afirmativas segundo James R. Hupp e colaboradores
I e III.
I e IV.
II e IV.
II e III.
Com relação à infecção cruzada, analise as afirmativas a seguir.
I. Pode ocorrer do paciente para o cirurgião‐dentista e equipe.
II. Pode ocorrer do cirurgião‐dentista e equipe para o paciente.
III. Pode ocorrer de paciente para paciente.
Assinale:
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente a afirmativa II estiver correta.
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.