Questões de Concurso sobre Trauma Maxilofacial

 
 
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Lesões traumáticas nos dentes e estruturas de suporte são comumente observadas em pacientes lesionados. O traumatismo orofacial está envolvido em aproximadamente 15% do total dos atendimentos de emergência, e 2% desses casos abrangem traumatismo dentoalveolar isolado (Andreasen et.al, 2002). Acerca do traumatismo orofacial, é INCORRETO afirmar que:


A

O trauma direto causa lesões aos dentes posteriores e ao tecido mole.


B

Lesões dentárias são cerca de duas vezes mais frequentes entre crianças com incisivos protruídos do que entre aquelas com oclusões normais.


C

O tratamento ortodôntico precoce em crianças predispostas pode ser uma estratégia preventiva efetiva.


D

Em geral, um golpe em baixa velocidade causa danos às estruturas de suporte dentoalveloares e um impacto em alta velocidade resulta em fraturas coronárias.


E

Objetos contundentes tendem a favorecer fraturas limpas de coroa, ao contrário dos objetos rombudos, que determinam luxação ou fraturas radiculares.

Sabe-se que as crianças, apesar de não serem o público com maior prevalência, podem ser acometidas por trauma facial. A respeito disso, analisar os itens abaixo:


I. Por causa do crescimento e do desenvolvimento, a criança que sofre traumatismo pode apresentar sequelas, principalmente se a fratura atingir centros de crescimento facial.

II. A gravidade das fraturas da face em crianças depende de fatores extrínsecos, como direção e sentido da força e forma do objeto contundente.

III. A gravidade das fraturas da face em crianças independe de fatores intrínsecos, como áreas anatômicas envolvidas e resistência dos seios paranasais.

IV. Em crianças, as fraturas da apófise condilar podem ocasionar a separação completa do centro de crescimento, com interposição de tecidos moles, músculos e cicatrizes que impedem a união de fragmentos.


Estão CORRETOS:


A

Somente os itens I, II e III.


B

Somente os itens I, II e IV.


C

Somente os itens II, III e IV.


D

Somente os itens I, III e IV.

O zigoma articula-se com os ossos frontal, esfenoide, temporal e maxilar, contribuindo significantemente para a resistência e a estabilidade do terço médio da face. A projeção anterior do zigoma o leva a ser traumatizado com frequência. Em relação às fraturas do complexo zigomático, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

-

( ) A equimose e o edema são os sinais clínicos iniciais mais comuns.

( ) A ausência de resposta pupilar e a ptose podem estar presentes, se o nervo craniano IV for lesionado.

( ) A parestesia ou a anestesia das bochechas, parte lateral do nariz, lábio superior e dentes anteriores superiores podem ser resultado de lesão nos nervos zigomaticotemporal ou infraorbital.

( ) A enoftalmia é uma sequela que ocorre devido ao edema ou hematoma na área da órbita.

-

A sequência está correta em


A

F, F, V, V.


B

F, V, F, F.


C

V, V, F, V.


D

V, F, V, F.

René Le Fort (1901) estudou as fraturas da maxila em cadáveres, atirando-os ao solo e, posteriormente, dissecando-os. Ele, então, classificou as zonas de fragilidade da maxila e descreveu as fraturas tipo Le Fort I, Le Fort II e Le Fort III. A fratura descrita como "Esta linha de fratura ocorre imediatamente acima dos ápices dos dentes e estende-se posteriormente até a parte inferior do processo pterigoide do esfenoide. Separa-se, assim, o processo alveolar do corpo da maxila de cada lado; e fraturam-se, ainda, o septo nasal ósseo (vômer), os dois palatinos e os dois processos pterigóideos. Ocorre, portanto, fratura dos três pilares de sustentação da maxila na base destes, próximo aos alvéolos." representa uma fratura do tipo:


A

Le Fort II


B

Le Fort III


C

Le Fort IV


D

Le Fort I

A fratura do osso zigomático é uma lesão facial comum, representando a fratura facial mais usual ou a segunda em frequência, após as fraturas nasais.

Entre as técnicas para sua redução está a abordagem por meio do sulco vestibular da maxila, que é conhecida como


A

abordagem de Gillies.


B

técnica de Keen.


C

abordagem percutânea.


D

técnica de Carroll-Girard.


E

abordagem de Dingman.

Como para todas as lesões, a atenção inicial deve ser dirigida para o estabelecimento de uma via respiratória e o controle da hemorragia. As fraturas de maxila podem ser divididas em Lefort nível I, nível II e nível III. A causa mais frequente de hemorragia em fraturas Le Fort nível I e a conduta indicada para tratamento são:


A

Fraturas dentoalveolares associadas/ contenções semirrígidas.


B

Septo nasal fraturado/ Compressa nasal com gaze – tamponamento nasal anterior.


C

Fratura e deslocamento do pilar zigomaticomaxilar bilateral/ fixação interna rígida imediata.


D

Rompimento das placas pterigóideas/ embolização bilateral das artérias palatinas descendentes.

O traumatismo ocular, comum em fraturas do complexo zigomático-maxilar, pode resultar em sangramento na câmara anterior – a área entre a córnea clara e a íris colorida conhecida como hifema traumático. Os objetivos do tratamento são prevenção de novos episódios de sangramento e manutenção da pressão intraocular normal. As condutas mais indicadas para o tratamento do hifema são:


A

Intervenção cirúrgica oftalmológica.


B

Reparação de fraturas associadas em momento precoce.


C

Curativo compressivo no olho ferido, elevação da cabeceira da cama, uso de ciclopégicos tópicos e corticoides.


D

Manejo cirúrgico associado ao uso de anti-inflamatórios não estereoidais, analgésicos de ação central e colírios.

O atendimento odontológico passa desde a orientação de higiene e escovação até situações que envolvam maiores complexidades com necessidade de urgência no atendimento. O “Manual de Boas Práticas em Biossegurança para Ambientes Odontológicos”, lançado pelo CFO em 2020, lista uma série de procedimentos considerados de urgência na assistência odontológica, EXCETO:


A

Dor odontogênica aguda (Pulpite).


B

Traumatismo envolvendo os ossos da face, com potencial comprometimento da via aérea do paciente.


C

Biópsias.


D

Cimentação de coroas ou próteses fixas.


E

Remoção de lesões de cárie extensas ou restaurações que estejam causando dor.

Sobre os traumas e ferimentos de tecidos moles, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.


Coluna 1


1. Equimose.

2. Laceração.

3. Contusão.

4. Abrasão/Escoriação.


Coluna 2


( ) Lesão irregular, que corta a pele e os tecidos subepiteliais, sendo causada mais comumente por um objeto cortante.

( ) Lesão fechada, resultante de um trauma rombo, apresenta-se com edema e hematoma, mas a pele e a mucosa mantêm-se íntegras.

( ) Lesão causada por forças de cisalhamento que removem uma camada superficial da pele. Destruição das camadas superficiais – epiderme/derme.

( ) Lesão fechada resultante de um trauma de baixo impacto seguido por extravasamento de sangue, sem aumento de volume. Ocorre quando há ruptura de vasos sanguíneos menores.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

2 – 3 – 4 – 1.


B

4 – 1 – 2 – 3.


C

1 – 4 – 2 – 3.


D

3 – 2 – 4 – 1.

Segundo Fonseca, Barber e Powers (2015), qual alternativa define corretamente a classificação das fraturas naso-orbito-etmoidal, bem como seu tratamento adequado?


A

Tipo III é aquela em que ocorre cominuição do fragmento central ao qual o tendão cantal medial está inserido. Seu tratamento exige somente fixação do fragmento aderido ao tendão palpebral medial.


B

Tipo II é aquela em que o ligamento palpebral medial está inserido a um fragmento central grande. Seu tratamento exige fixação do fragmento e cantopexia transnasal.


C

Tipo I é aquela em que há separação da área em grandes fragmentos ósseos, sendo que o tendão palpebral medial está aderido a um deles. Seu tratamento exige redução e fixação dos fragmentos envolvidos.


D

Tipo II é aquela em que há somente um fragmento ósseo envolvido na fratura e o tendão palpebral medial está aderido a ele. Seu tratamento exige redução e fixação do fragmento envolvido.


E

Tipo III é aquela em que ocorre cominuição do fragmento central ao qual o tendão cantal medial está inserido. Seu tratamento exige cantopexia transnasal.

Em um paciente com fratura do osso frontal com indicação cirúrgica para um acesso bicoronal, o cirurgião deve ter em sua mente a anatomia topográfica dessa região. De acordo com o acesso cirúrgico mencionado no enunciado acima, assinale o item correto.


A

A fáscia subgaleal é contínua com a camada areolar frouxa dentro do músculo orbicular do olho.


B

A fáscia temporal está inserida no ângulo mandibular, estabilizando os movimentos mandibulares.


C

A camada músculo-aponeurótica chamada gálea é formada pelos músculos temporais e frontal, bilateralmente.


D

O pericrânio é a camada mais superficial do Scalp, sendo relevante para que sua preservação possa contribuir nas reconstruções teciduais.

A despeito da diversidade de tratamento de fraturas de mandíbula, os princípios básicos para o sucesso são:


A

retorno rápido a função, ou seja, mastigar imediatamente após aplicar a fixação interna estável;


B

estabilização eficiente das fraturas, sendo secundária a redução dos cotos ósseos;


C

Evitar má união (pseudoartrose) e não união;


D

redução correta e estabilização evitando infecção.

Analisando o trauma facial e ponderando sobre o diagnóstico e tratamento das fraturas faciais, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) As fraturas faciais da face podem ser classificadas como fraturas do tipo Le Fort A, B ou C, sendo Le Fort C também conhecida e chamada de fratura piramidal da face.

( ) Fraturas parassinfisárias bilaterais podem constituir um estado de urgência, já que podem produzir o colapso do complexo glossoepiglótico com consequente obstrução respiratória.

( ) A técnica radiográfica para avaliação de uma possível fratura de arco zigomático é a incidência de Hirtz.

( ) Numa fratura de zigoma associada a lacerações na face, o cirurgião bucomaxilofacial deve ficar atento à prevenção do tétano somente nos pacientes com vacinação há mais de 10 anos.

( ) As fraturas intracapsulares do côndilo mandibular são aquelas que ocorrem acima das inserções da cápsula articular e sempre requerem abordagem cirúrgica, visto promoverem comprometimento da oclusão dentária.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

F – V – V – F – F.


B

F – F – F – V – F.


C

V – F – F – F – V.


D

V – V – V – V – V.

Paciente do sexo feminino, 75 anos e edêntula, foi vítima de queda da própria altura há 3 dias e compareceu ao ambulatório de odontologia da polícia militar do estado de Goiás queixando-se de dor na mandíbula. Ao exame clínico, observouse equimose em assoalho e boca do lado direito e abertura normal da boca. Com base nessas informações, quais são a principal hipótese diagnóstica e o melhor exame a ser solicitado?


A

Fratura de corpo mandibular direito; Radiografia panorâmica.


B

Fratura de ângulo mandibular direito; Lateral oblíqua de mandíbula direita.


C

Fratura de côndilo mandibular esquerdo; Towne reversa.


D

Fratura de parasínfise mandibular esquerda; Tomografia computadorizada.


E

Fratura de corpo mandibular direito; Towne reversa.

A Cantopexia ou fixação transnasal com fio é um procedimento que o cirurgião Buco-Maxilo-Facial deve realizar, quando necessário, para melhor tratamento de algumas fraturas do terço médio da face. Esse procedimento envolve a fixação e a estabilização do fragmento ósseo contendo o ligamento cantal medial nas fraturas


A

do tipo Naso Orbito Etmoidais.


B

da Maxila tipo Le Fort II.


C

dos Ossos Próprios do Nariz.


D

da Maxila tipo Le Fort III.

Paciente adulta jovem buscou UBS apresentando lesões nos lábios, fratura da coroa do dente 21 com exposição pulpar, escoriações, arranhões e edemas nos membros superiores e inferiores. Sobre a conduta correta que o cirurgião-dentista deve desempenhar, analise as afirmativas.


I- Realizar imediatamente a restauração do dente 21.

II- Realizar exames físicos intra e extrabucais e radiográfico.

III- Indagar sobre a história do trauma, buscando elementos que possam caracterizar sua causa.

IV- Indicar que a paciente procure a assistente social da unidade, caso suspeite de violência doméstica.


Está correto o que se afirma em


A

I e IV, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I, III e IV, apenas.


E

II, III e IV, apenas.

As fraturas do terço médio da face podem causar situações clínicas muito específicas como a hemorragia retrobulbar. Sobre essa situação clínica, é correto afirmar que


A

o sangramento ocorre pela ruptura das artérias etmoidais.


B

não se trata, apesar de grave, de uma emergência oftálmica.


C

a hemorragia arterial pode levar ao comprometimento da função do nervo óptico e obstrução da artéria central da retina.


D

essas fraturas podem evoluir com trombose do seio cavernoso.

As fratura naso-órbito-etmoidal (NOE) podem ser classificados pelos seguintes tipos:


A

injurias do tipo I: são caracterizadas com a presença de um pequeno fragmento central, correta redução tridimensional e fixação restauram anatomicamente a área cantal.


B

injúrias do tipo II: possuem um pequeno fragmento de suporte ao ligamento cantal ou completa avulsão do ligamento já ocorreu, se faz necessária cantopexia transnasal.


C

injúrias do tipo III: existência de um grau de fragmentação, onde o fragmento de suporte ao ligamento é suficientemente grande para receber a fixação.


D

injúrias do tipo III: faz-se necessária a realização da cantopexia transnasal direta.


E

injúrias do tipo II: exibem rompimento da moldura externa em vários fragmentos.

O trauma facial, por sua natureza complexa, necessita de entendimento e avaliação clínica para direcionar exames de imagem e priorizar procedimentos. A otorragia é um sinal clínico mais provável na fratura de


A

Ângulo de mandíbula.


B

Côndilo mandibular.


C

Tuber da maxila.


D

Fenda antegonial.


E

Processo estiloide.

Historicamente, a classificação das fraturas zigomáticas foi utilizada para prever quais fraturas permaneceriam estáveis após a redução. Um método de classificação com base no padrão de segmentação e deslocamento foi descrito, e essas fraturas classificadas em fraturas de Baixa, Média ou Alta energia. Assinale a alternativa que apresenta o autor e o ano dessa classificação.


A

Gillies e colaboradores; 1927.


B

Knight e North; 1961.


C

Manson e colaboradores; 1990.


D

Gruss e colaboradores; 1990.


E

Zingg e colaboradores; 1992.

   
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