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Holding é, para Winnicott, o resultado dos cuidados que a mãe oferece ao bebê cujas necessidades são por ela empaticamente percebidas e atendidas, dando-lhe amor por meio do cuidado físico. Nesse contexto, avalie os itens abaixo.
I | A confiança torna o comportamento da mãe previsível. |
II | A provisão para concretizar o impulso criativo. |
III | A participação do suporte familiar. |
IV | A presença constante do pai. |
São exemplos de holding os fatores presentes apenas nos itens
I, II e IV.
I e II.
II, III e IV.
III e IV.
Holding é uma das três funções descritas por Winnicott quando se refere à identificação dos bebês com suas mães nos estágios iniciais de desenvolvimento perinatal, e pode ser descrita como a situação em que a mãe ou substituta
colabora para o desenvolvimento da coordenação e do tônus muscular do seu bebê.
contribui para o sentimento do real a partir das experiências do funcionamento corporal.
protege o bebê de agressões fisiológicas, levando em conta a sensibilidade cutânea do lactante.
apresenta ao bebê objetos para acalmá-lo e resolverem suas angústias naquele momento.
Segundo a abordagem de D.W. Winnicott, todo ser humano é dotado de uma tendência inata ao amadurecimento. Essa concepção apoia-se no fato de que
o indivíduo aceita fazer parte de uma estrutura da qual é perpetuador.
todo ser humano é essencialmente um ser temporal.
a relação entre as pulsões de vida e de morte é vital para a constituição psíquica.
o ser surge inequivocamente do conflito entre o id e a realidade.
a história vital de um indivíduo é sempre a teoria que ele tem de si mesmo.
Historicamente, o insight e a compreensão foram sempre considerados os objetivos finais da psicoterapia apoiada nos princípios psicanalíticos. De acordo com a perspectiva de Donald D. Winnicott, o foco do trabalho terapêutico é
o desenvolvimento da autenticidade ou do “verdadeiro self”.
a ampliação da capacidade de mentalização e controle.
a melhoria na qualidade das relações da pessoa com o ambiente.
a reintegração dos objetos perdidos por meio da identificação projetiva.
a supressão do conflito inconsciente e o fortalecimento das defesas.
“Mãe suficientemente boa” é um conceito em Psicanálise que alude ao fato de que essa mãe não frustra nem gratifica de forma excessiva, possibilitando um sadio crescimento do self do seu filho. O teórico que elaborou tal conceito foi:
Jacques Lacan.
Donald Winnicott.
Sigmund Freud.
Melanie Klein.
Wilfred Bion.
Dadas as afirmativas sobre a teoria do amadurecimento emocional de Donald W. Winnicott,
I. No estágio da dependência absoluta, a mãe deve agir, para o atendimento das necessidades do bebê, por meio de três tarefas exercidas simultaneamente; são elas: apresentação de objetos, holding e handling.
II. Winnicott desenvolveu sua teoria do desenvolvimento, focalizando, exclusivamente, a importância da função materna no processo de amadurecimento do indivíduo.
III. Winnicott define a Preocupação Materna Primária como um estado em que a mãe se preocupa de maneira exagerada com o desenvolvimento do seu filho e esse estado somente cessa quando o indivíduo se torna independente da mãe.
verifica-se que está(ão) correta(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
De acordo com este autor, a "mãe boa" é a que responde à onipotência do lactante e, de certo modo, dá-lhe sentido. O self verdadeiro começa a adquirir vida através da força que a mãe, ao cumprir as expressões da onipotência infantil, dá ao ego débil da criança. A mãe que "não é boa" é incapaz de cumprir a onipotência da criança, pelo que, repentinamente, deixa de responder ao gesto desta e, em seu lugar, coloca o seu próprio gesto, cujo sentido depende da submissão ou acatamento deste por parte da criança. Esta submissão constitui a primeira fase do self falso e é própria da incapacidade materna para interpretar as necessidades da criança. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta o(a) autor(a) dessa teoria.
Melanie Klein
Jacques Lacan
Carl Gustav Jung
D.W. Winnicott
De acordo com as formulações de Donald W. Winnicott, a constituição de um indivíduo como sujeito depende de dois fatores:
o alojamento da psique no corpo e a elaboração da posição esquizoparanoide.
o contato com uma mãe suficientemente boa e o estabelecimento da primazia do significante.
a apresentação de objeto e a substituição do narcisismo primário pela libido objetal.
o oferecimento de sustentação ou holding e a aquisição do ego-pele.
a tendência inata ao amadurecimento e a existência contínua de um ambiente facilitador.
Considere as seguintes observações relacionadas ao bebê e seu desenvolvimento: “i - o objeto é afetuosamente acariciado, bem como excitadamente amado e mutilado e ii – o objeto nunca deve mudar, a menos que o seja pelo bebê”.
Essas duas descrições se referem ao objeto
a, segundo Lacan.
permanente, segundo Piaget.
transacional, segundo Winnicott.
bom e mau, segundo Melanie Klein.
enquanto fetiche, segundo Freud.
Os conceitos de holding, mãe suficientemente boa, verdadeiro self e falso self, objeto transicional e clivagem do objeto foram desenvolvidos por Donald Winnicott.
Certo
Errado
Ao descrever suas ideias sobre a dependência e a independência no desenvolvimento do indivíduo, Winnicott prefere categorizar a dependência em:
ativa e passiva.
absoluta e relativa.
global e específica
delineada e subordinada.
contingencial e paralela.
Analise o caso clínico abaixo, sobre crescimento e desenvolvimento na fase imatura.
“Um bebê passou por todas as fases normais: chupou o punho, chupou o dedo, coçou a barriga, manipulou seu umbigo e seu pênis, desfiou a borda do cobertor. Tem oito meses de idade e ainda não ingressou na costumeira fase de brincadeiras com ursinhos e bonequinhas. Mas encontrou um objeto macio, e o adotou. Com o tempo, este objeto terá um nome. Permanecerá por alguns anos como uma coisa muito necessária para a criança, e ao final simplesmente desaparecerá. Este objeto é um meio-termo entre todas as coisas. Nós sabemos que foi presente de uma tia. Mas, do ponto de vista da criança, ele é o ajuste perfeito. Não faz parte nem do self nem do mundo. Mas, ainda assim, é ambos. Foi concebido pela criança; ela não o podia ter produzido, mas ele simplesmente apareceu. Seu aparecimento deu à criança a ideia de conceber. Trata-se de algo ao mesmo tempo subjetivo e objetivo. Está na fronteira entre o dentro e o fora. É simultaneamente sonho e realidade”. (WINNICOTT, 2013, p. 41).
Segundo Winnicott:
o bebê NÃO encontra paz em sua relação com seu objeto.
é necessário substituir, de imediato, o objeto macio por um objeto áspero e rijo.
deve-se deixar este bebê com seu objeto.
objetos que aparecem e desaparecem por terceiros são ineficazes.
os pais devem incentivar a manipulação corporal somente até os quatro meses de idade.
Escolha a alternativa que corresponde à perspectiva de Winnicot (2013) em seu livro “Os bebês e suas mães”, sobre o aleitamento materno.
Reconhecimento positivo da amamentação, mas não se deve considerá-la como a única possibilidade benéfica, quando a mãe tiver alguma dificuldade pessoal significativa.
A amamentação de um bebê envolve em termos da riqueza da experiência, todo um envolvimento afetivo da mãe com seu bebê, não presente na alimentação via mamadeira.
Os aspectos psíquicos-afetivos da situação de amamentação não estão presentes quando se utiliza da mamadeira.
A escolha da forma de alimentar o bebê deve ser tomada pela equipe de saúde, sem a inclusão materna, uma vez que esta não possui embasamento cientifico.
Um conceito relevante para a clínica psicanalítica, seja aquela realizada com crianças ou adultos, é o de objeto transacional proposto por Winnicott, e sobre o qual é INCORRETO afirmar que
o objeto é, ao mesmo tempo, acariciado (amor / libido) e preservado da mutilação (morte / ódio).
nunca deve ser retirado ou mudado, a não ser que o bebê, por si mesmo, o abandone ou troque.
com suas características, como a textura, apresenta-se ao bebê com vitalidade e realidade própria.
é gradativamente desinvestido até que, sem ser esquecido ou lastimado, é relegado ao limbo.
ocupa uma posição psíquica intermédia, não sendo nem externo nem interno (uma alucinação).
Para um psicólogo que adota uma abordagem winnicotiana, o enquadramento analítico
fixa as diretrizes para o amadurecimento pessoal pelas suas características estruturadas e protetoras para a organização do self.
reproduz as técnicas de maternagem mais precoces e convida o paciente à regressão, por sua confiabilidade.
reúne condições que favorecem a interpretação dos conflitos edípicos nucleares de características patógenas.
procura desalienar o sujeito de suas imagos, restaurando a verdadeira história do sujeito e os determinantes de seu ser.
promove a reativação das transferências narcisistas, para estimular a continuação do processo de desenvolvimento emocional.
Sobre moral e educação, Winnicott delimita sua área de estudo ao desenvolvimento na criança da capacidade de ter senso moral, por experimentar um sentimento de culpa e por estabelecer um ideal. Para ele, há um estágio que tem importância especial nos processos de maturação. Nesse estágio, ocorre a formação gradual na criança da capacidade para experimentar um senso de responsabilidade, aquele que no fundo é um sentimento de culpa. Esta fase de desenvolvimento dura, aproximadamente, dos:
dois anos aos quatro anos.
dezoito meses aos três anos.
um ano aos dois anos.
quatro meses a um ano.
seis meses aos dois anos.
Essa expressão introduzida na psicanálise por Winnicott alude á uma de suas mais brilhantes e originais concepções que dizem respeito aos fenômenos psíquicos que acompanham a transição que o bebê faz do mundo imaginário para o mundo da realidade. Essa transição é enfocada por Winnicott no seu tríplice aspecto que aborda os Fenômenos, o Espaço e os Objetos Transicionais, (ZIMERMAN, 2001).
Assinale a opção dentre as dispostas abaixo:
Desenvolvimento psíquico;
Integração;
Personalização;
Fenômenos Transicionais.
Sobre crescimento e desenvolvimento na fase imatura, Winnicott aponta que há uma época em que a mãe (ou uma mãe substituta dotada do mesmo sentimento), do ponto de vista da criança, tem que ser algo mais que confiável. Para o autor, em se tratando de crianças pequenas, é só o amor por aquela criança que torna a pessoa confiável o suficiente. Entretanto, Winnicott acredita que:
I Em relação aos primeiros meses de vida é preciso mais que o amor. O termo “devoção” dá a justa medida.
PORQUE
II A criança, inicialmente, carece de um grau de “adaptação ativa a suas necessidades” que só pode ser provida se uma pessoa devotada estiver cuidando de tudo.
Considerando-se o exposto, pode-se dizer que:
as afirmações I e II estão corretas e a afirmação II é uma justificativa da afirmação I.
as afirmações I e II estão corretas e a afirmação II NÃO é uma justificativa da afirmação I.
a afirmação I está correta e a afirmação II NÃO está correta.
a afirmação I NÃO está correta e a afirmação II está correta.
as afirmações I e II NÃO estão corretas.
Conforme mostra Winnicott, as psicoses parentais podem ser graduadas segundo a seguinte escala:
I Pais muito perturbados. Nestes casos, outros indivíduos assumem o cuidado dos bebês e crianças.
II Pais menos perturbados. Há períodos em que outros entram em cena.
III Pais dotados de saúde suficiente para proteger os filhos da própria patologia, pedindo ajuda.
IV Pais cuja patologia é tolerada apenas por um dos genitores. Neste caso deve ser sugerida a separação judicial antes dos procedimentos clínicos.
Dos itens acima mencionados, estão corretos somente:
I e II.
II e III.
I e IV.
I, III e IV.
I, II e III.
Ao tratar das consequências da psicose parental para o desenvolvimento emocional da criança, Winnicott mostra que na teoria que subjaz a estas considerações, têm-se sempre em mente o estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança quando da operação de determinado fator traumático. A criança pode:
I estar numa dependência quase completa, estando fundida com a mãe.
II estar numa situação tão agressiva que nem percebe a existência da figura materna.
III ter entrado num estado de dependência ordinária, no qual vai adquirindo sua independência.
IV já ter-se tornado em certa medida independente.
Dos itens acima mencionados, estão corretos somente:
I e II.
II e III.
I e IV.
I, III e IV.
I, II e III.