Questões de Concurso sobre Esquizofrenia e outros Transtornos Psicóticos

 
 
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Nas personalidades psicopáticas, é CORRETO o que se afirma em:


A

Os psicopatas depressivos apresentam muita criminalidade.


B

As medidas punitivas, corretivas e educadoras mostram-se eficientes para mudança das personalidades psicopáticas.


C

Os psicopatas fanáticos apresentam alta periculosidade no poder assumir liderança de grupos ou massas humanas em épocas de instabilidade político-social.


D

Os psicopatas sem sentimentos ou amorais são capazes de todas as ações antissociais e não realizam atos movidos pelas suas paixões, nem pelo domínio dos componentes instintivos de sua personalidade.

Ana, com vinte e dois anos de idade, internada há dois meses, aproximadamente, em hospital psiquiátrico, apresenta discurso desorganizado, anormalidade motora, perturbações no padrão do sono e, por vezes, recusa alimentação, com base em suas crenças delirantes. A paciente relata que, todas as noites, enquanto todos dormem, baratas aglomeram-se a sua volta com o objetivo de morder sua cabeça. Ana justifica a queda de cabelo, relatada pela família da paciente em entrevista inicial, com a ação noturna dos insetos. Ela passa boa parte do tempo sozinha e mostra-se, comumente, resistente aos esforços de mobilização. Exceção a esse comportamento se dá, apenas, em dois momentos: pela manhã, ao recolher flores no jardim “para o seu próprio enterro” e ao se aprontar e se perfumar, para aguardar a família que “virá ao seu enterro”. Ambos os comportamentos repetem-se todos os dias, no mesmo horário.

Com referência ao caso clínico hipotético acima apresentado, assinale a opção correta.


A

Trata-se de caso de fobia específica, cujo objeto fóbico é a barata. O medo é acentuado e persistente, excessivo e irracional, em presença ou antecipação do objeto. No caso de Ana, é possível apontar comportamentos de esquiva ou antecipação ansiosa, além de sofrimento significativo com relação à situação temida.


B

O caso de Ana indica esquizofrenia catatônica, com base nos critérios diagnósticos de presença de delírios, discurso e comportamento desorganizado e ausência ou diminuição na reatividade ao ambiente.


C

O caso clínico em questão é compatível com esquizofrenia paranoide, diagnosticada com base na presença de discurso desorganizado, delírios e alucinações proeminentes, com relativa preservação do funcionamento cognitivo e do afeto.


D

O caso sugere o diagnóstico de transtorno da personalidade borderline, tendo em vista os sintomas de instabilidade de autoimagem e afetos, assim como comportamentos repetitivos e perturbação da identidade, associados aos delírios.


E

Apesar da presença de delírios, o caso corresponde ao transtorno de personalidade histriônica, pois Ana se coloca no “centro das atenções” com discurso intencionalmente desorganizado e excessivamente impressionista. Ao exibir teatralidade e expressão emocional exagerada, ela tenta convencer a terceiros de que precisa de atenção especial e de que seu caso é de gravidade relevante.

Estádio crônico da evolução de uma doença esquizofrênica, com uma progressão nítida de um estádio precoce para um estádio tardio, o qual se caracteriza pela presença persistente de sintomas “negativos” embora não forçosamente irreversíveis, tais como lentidão psicomotora; hipoatividade; embotamento afetivo; passividade e falta de iniciativa; pobreza da quantidade e do conteúdo do discurso; pouca comunicação não-verbal (expressão facial, contato ocular, modulação da voz e gestos), falta de cuidados pessoais e desempenho social medíocre. Caracteriza uma Esquizofrenia:


A

Residual.


B

Hebefrênica.


C

Catatônica


D

Indiferenciada

Considere a seguinte situação hipotética.


Um paciente do sexo masculino, com 45 anos de idade, é internado após tentar suicídio. Dizia que estava conectado telepaticamente com um sistema superior de comunicação e que sua morte salvaria o emprego de todos os seus colegas de trabalho. O paciente encontra-se nesta situação há cerca de 8 meses.


Segundo os critérios do DSM-IV, o diagnóstico possível para o caso apresentado seria o de


A

transtorno de personalidade histriônica.


B

transtorno bipolar do humor do tipo I.


C

parafilia.


D

esquizofrenia paranoide.


E

transtorno de personalidade antissocial.

A Esquizofrenia e as demências são quadros incapacitantes que exigem cuidados e intervenções semelhantes, inclusive o controle do comportamento por medicamentos. A notícia de piora aguda de um quadro crônico


A

exige a internação para tratamento intensivo e o controle do comportamento.


B

está geralmente associada a alterações na equação ambiente-cuidador, que deve ser investigada primeiro.


C

é controlada com medicações estritamente no ambiente doméstico.


D

depende diretamente da gravidade do quadro e da capacidade pessoal de solução de problemas do paciente.


E

responde a tratamento na condição de que o paciente tenha uma rede de suporte familiar.

Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, a Esquizofrenia hebefrênica (F20.1) inicia


A

entre as idades de 20 e 30 anos, inclui perturbações motoras proeminentes, que podem se alternar entre extremos tais como hipercinesia e estupor ou obediência automática e negativismo, sendo que atitudes e posturas forçadas podem ser mantidas por longos períodos, além de episódios de agitação violenta poderem ser um aspecto notável da condição.


B

entre as idades de 18 e 29 anos, tem seu quadro clínico dominado por delírios relativamente estáveis, com freqüência paranóides, usualmente acompanhados por alucinações, particularmente de variedade auditiva e perturbações da percepção, sendo que o afeto está usualmente menos embotado do que em outras variedades de esquizofrenia, porém um grau menor de incongruência é comum, assim como o são perturbações do humor, tais como irritabilidade, raiva repentina, receio e suspeita.


C

entre as idades de 15 e 25 anos, é uma forma de esquizofrenia na qual as mudanças afetivas são proeminentes, os delírios e as alucinações fugazes e fragmentários, o comportamento irresponsável e imprevisível e maneirismos são comuns, sendo que o afeto é superficial, inadequado; o pensamento está desorganizado, o discurso é cheio de divagações e é incoerente, tendendo o indivíduo a permanecer solitário e o comportamento parecendo vazio de propósito e sentimento.


D

após os 35 anos, havendo um desenvolvimento insidioso mas progressivo de conduta estranha, incapacidade para atender as exigências da sociedade e um declínio no desempenho total, sendo que delírios e alucinações não são evidentes e o transtorno é menos obviamente psicótico do que os demais subtipos


E

antes dos 40 anos, sendo um estágio crônico no desenvolvimento de um transtorno esquizofrênico, no qual houve uma progressão clara de um estágio inicial (compreendendo um ou mais episódios com sintomas psicóticos que satisfazem os critérios gerais para esquizofrenia) para um estágio mais tardio caracterizado por sintomas “negativos” de longa duração, embora não necessariamente irreversíveis.

Lucíola acabou de sair de uma clínica psiquiátrica, onde, pela segunda vez, foi tratada de um surto delirante. Ela se queixa de se sentir observada e perseguida na rua e da persistência de alucinações psíquicas: “ouço vozes, queria eu ter uma cabeça silenciosa”. Diz de seu pai, violento e autoritário: “nunca lhe perdoarei por ter sempre batido em minha mãe. Não posso respeitá-lo, nem amá-lo. Nunca foi um pai para mim. O que fez a minha mãe não posso justificar. Mas, minha mãe ficou com ele, nunca disse nada. Talvez ela gostasse disso”.

Na situação hipotética acima e à luz da psicopatologia clínica, o diagnóstico mais provável é


A

neurose.


B

fobia.


C

psicose.


D

episódio delirante.

Paciente senil é levado a um serviço de saúde para ser avaliado pelo psicólogo. Durante todo o contato, percebe-se perda da atividade voluntária refletida pela substituição de atos automáticos, uma vez que o paciente repete as últimas palavras e sílabas de qualquer pronunciamento do psicólogo, como se funcionasse como eco.

Essa alteração sugere os seguintes quadros clínicos:


A

Discinesia tardia e esquizofrenia heberfrênica.


B

Psicoorgânico e esquizofrenia catatônica.


C

Delírios sistematizados.


D

Satiríase e bulimia.


E

Mania.

Os fenômenos apresentados pelo presidente Schreber, designados abaixo, são indicativos da psicose, EXCETO:


A
delírios religiosos.

B
alucinações visuais.

C
alucinações auditivas.

D
distúrbios cenestésicos de decomposição do corpo.

No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), a esquizofrenia é descrita como


A
perturbação com duração mínima de 6 (seis) meses e inclui no mínimo 1 (um) mês de sintomas da fase ativa, isto é, dois ou mais dos seguintes: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado ou catatônico, sintomas negativos.

B
curso clínico marcado pela ocorrência de um ou mais Episódios Depressivos Maiores, acompanhados por pelo menos um Episódio Hipomaníaco, que não devem ser confundidos com os vários dias de eutimia que podem seguir-se à remissão de um Episódio Depressivo Maior.

C
prejuízo no desenvolvimento das linguagens receptiva e expressiva, demonstrado por escores em medições padronizadas, do desenvolvimento da linguagem tanto receptiva quanto expressiva, administradas individualmente, que estão acentuadamente abaixo daqueles obtidos a partir de medições padronizadas da capacidade intelectual não-verbal.

D
perturbação que envolve o início súbito de sintomas psicóticos positivos (delírios, alucinações, discurso desorganizado, por exemplo), durando no mínimo um dia, mas menos de um mês, sendo que o indivíduo acaba tendo pleno retorno ao nível pré-mórbido de funcionamento.

E
perturbação com duração mínima de 11 (onze) meses e inclui no mínimo 3 (três) meses de todos os sintomas da fase ativa: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado, sintomas negativos.

A Esquizofrenia simples é indicada, na Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (F20.6), como


A

perturbações psicomotoras proeminentes que podem se alternar entre extremos, como hipercinesia e estupor ou obediência automática, e negativismo; atitudes e posturas forçadas podem ser mantidas por longos períodos.


B

um transtorno no qual sintomas esquizofrênicos e maníacos são ambos proeminentes no mesmo episódio de doença, sendo que a anormalidade do humor assume usualmente a forma de elação, acompanhada por aumento da auto-estima e idéias grandiosas, mas, às vezes, excitação e irritabilidade são mais óbvias e estão acompanhadas de comportamento agressivo e idéias persecutórias.


C

transtornos psicóticos que não satisfazem os critérios para esquizofrenia ou para tipos psicóticos de transtornos e humor (afetivos) e transtornos psicóticos que não satisfazem os critérios sintomatológicos para transtorno delirante persistente.


D

transtornos episódicos, nos quais ambos os sintomas, afetivos e esquizofrênicos, são proeminentes no episódio de doença, preferivelmente de forma simultânea ou, pelo menos, distam poucos dias uns dos outros.


E

um transtorno incomum, no qual há desenvolvimento insidioso mas progressivo de conduta estranha, incapacidade para atender às exigências da sociedade e declínio no desempenho total, sendo que delírios e alucinações não são evidentes e o transtorno é menos obviamente psicótico do que os subtipos hebefrênico, paranóide e catatônico da esquizofrenia.

Analise o seguinte texto:

Imagem associada para resolução da questão

Sobre o texto, é correto afirmar que:


A

está correto, exceto a descrição dos transtornos psicóticos.


B

está correto, exceto a descrição dos transtornos neuróticos.


C

o termo psicótico não caracteriza afastamento da realidade.


D

está todo correto.


E

o termo neurótico caracteriza total afastamento da realidade.

Um dos quadros mais intrigantes e desafiadores da psicologia é o TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, caracterizado pela presença de compulsões e/ou obsessões. Sobre esta realidade assinale a alternativa abaixo que está INCORRETA.


A

Os comportamentos obsessivos podem ser tanto manifestos, como no caso de pessoa que lava as mãos ou checa as fechaduras, quanto encobertos, na forma de atos mentais, como recitar rezas ou pensar em palavras e frases que neutralizem os pensamentos obsessivos.


B

O ser humano tem, em maior ou menor medida, a necessidade de manter as coisas sob controle, ainda que minimamente. Muitas coisas, porém, estão fora de nosso controle, o conteúdo de nossos pensamentos é uma delas. Quando não tentamos manter estrito controle sobre nossos pensamentos, estamos nos expondo ao risco de vê-los transformados em obsessões.


C

Os pensamentos obsessivos estão intimamente relacionados com o medo.


D

Para que os pensamentos sejam considerados obsessivos devem ser desagradáveis, intrusivos, indesejáveis e repetitivos. Eles causam desconforto, culpa e ansiedade nas pessoas por eles invadidas.

Os transtornos psicóticos podem ser descritos como


A

transtornos mentais em que não há perda da realidade, e os conflitos psíquicos têm características temporárias.


B

transtornos que apresentam perturbações do pensamento, freqüentemente com delírios e alucinações.


C

transtornos em que, raramente, os pacientes precisam de medicação antipsicótica e/ou antidepressiva.


D

psicose puerperal que se caracteriza, principalmente, por processos infecciosos e um estado confuso-onírico de pouca relevância.


E

transtornos nos quais a manifestação primária é um delírio fixo.

No transtorno obsessivo compulsivo, as obsessões de responsabilidade são crenças intermediárias ou regras auto-impostas que não sobrevivem ao teste de realidade.


C
Certo

E
Errado

Nos processos de desenvolvimento patológico encontramos uma patologia onde o paciente vive a perda de algo que não chegou a existir para ele, se vê lançado a uma multidimensionalidade, sem saber como e por que, nem tampouco como regressar deste estado. Neste contexto o mundo interno e externo é experenciado sem discernimento ou proteção, é vivenciada a porosidade entre o eu e o não-eu todo o tempo, bem como, manifesta estados extremos e conturbações nos processos de pensamento. Esta patologia é conhecida como:


A

Fobia.


B

Histeria.


C

Depressão


D

Psicose.

A Esquizofrenia paranóide é apresentada na Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID - 10 (F20.0) como um quadro clínico


A

no qual perturbações do afeto e sintomas catatônicos são proeminentes.


B

dominado por delírios relativamente estáveis, acompanhados por alucinações, particularmente da variedade auditiva, e perturbações da percepção.


C

no qual as mudanças afetivas são proeminentes, os delírios e as alucinações são fugazes e fragmentários e o comportamento é irresponsável e imprevisível, com a presença de maneirismos.


D

com perturbações psicomotoras proeminentes, que podem se alternar entre extremos, tais como hipercinesia e estupor ou obediência automática e negativismo.


E

composto por um conjunto de fenômenos psicóticos, que ocorrem durante ou imediatamente após o uso de substâncias psicoativas, que são caracterizadas por alucinações vividas (tipicamente auditivas, porém, freqüentemente, em mais de uma modalidade sensorial), falsos reconhecimentos, delírios e/ou idéias de referência (freqüentemente de natureza paranóide ou persecutória).

Em psicopatologia, o conceito duplo vínculo é fundamental em determinada tendência teórica norte-americana, a qual considera a esquizofrenia como um produto, principalmente, de


A

um modo de comunicação patogênico.


B

fatores genéticos e enzimáticos.


C

fatores sociais ligados ao modo de produção capitalista.


D

um defeito biológico na constituição do indivíduo.


E

um desvio no desenvolvimento psicossexual.

Além do quadro clinico com reações de ansiedade aguda, angústia e estresse que podem ser vividos pelo paciente hospitalizado, eclosão de reações patológicas e não-patológicas podem se manifestar. Com base nesse aspecto, é correto afirmar que:


A

a reação patológica é uma reação natural do indivíduo, no sentido de ele buscar uma adaptação saudável à situação.


B

a reação patológica é definida como um conjunto de atitudes manifestadas por pacientes psicóticos, observado quando em atendimento nas situações de crise.


C

reação não-patológica significa ausência dos sintomas predominantes num quadro psicótico ou esquizóide.


D

reação não-patológica significa ausência dos sintomas predominantes num quadro psicótico ou esquizóide.


E

o suicídio, por ser considerado em muitos casos como inevitável, não é considerado uma reação patológica.

 
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