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Com relação às técnicas de dinâmicas grupais, é correto afirmar que
I, II e III.
I e II.
I e III.
III.
Zimerman propõe uma classificação dos grupos em dois grandes blocos: grupos operativos e psicoterápicos. Não constitui uma ramificação dos grupos operativos:
Institucionais.
Comunitários.
Sistêmicos.
Terapêuticos.
Na abordagem de Pichon-Rivière aos processos grupais, as afirmativas abaixo são verdadeiras, EXCETO:
O paciente é depositário das ansiedades e tensões do grupo familiar.
O paciente é o membro dinamicamente mais forte do grupo familiar, já que sua estrutura pessoal lhe permite tornar-se o portador da enfermidade grupal.
Se a assunção do papel de doente, pelo paciente, é eficaz, o grupo familiar consegue manter um certo equilíbrio e uma certa economia sociodinâmica.
aparecem, por parte da família em relação ao paciente, mecanismos para segregá-lo desse grupo, como um desejo de eliminar a enfermidade familiar.
para garantir o tratamento, não se deve romper com a delegação do papel de doente pelo grupo e a assunção do mesmo pelo paciente.
A existência de um grupo pressupõe uma série de características psicológicas que lhe é intrínseca e definidora. O trabalho com grupos terapêuticos tem sido muito comum entre os psicólogos, principalmente os profissionais que trabalham em áreas sociais. Alguns autores, como Yalom e Leszcz citam princípios básicos que o psicólogo deve utilizar como guias na composição de um grupo. Em relação a esses princípios, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Pacientes que são rigidamente dominadores ou rejeitados atrapalham o trabalho no grupo e na sua composição.
( ) Variáveis ligadas à personalidade e ao apego são indicadores menos importantes do comportamento no grupo do que o diagnóstico.
( ) Pacientes que são mais confiáveis e mais cooperativos, provavelmente não terão dificuldades com a exploração e feedback interpessoal.
( ) Os pacientes recriam seus padrões de relacionamento típicos dentro do microcosmo do grupo.
( ) Pacientes ansiosos por envolvimento e dispostos a correr riscos sociais proverão o trabalho de grupo.
A sequência está correta em
V, F, F, V, V
V, V, F, V, F
V, F, V, V, F
F, F, V, V, V
V, F, V, F, V
Segundo Bleger, um grupo terapêutico se transforma em um grupo antiterapêutico quando:
funciona como grupo-sujeito
se estabelece como organização
se distingue como caos produtivo
se transversaliza como serialidade
rompe com as estereotipias neuróticas
Anzieu tenta explicar o fenômeno da ilusão grupal a partir de quatro perspectivas da psicanálise, NÃO constitui um tipo de enfoque de Anzieu:
Dinâmica.
Genética.
Tópica.
Reação negativa.
Em seus estudos, Georges Lapassade nos apresenta a coesão como um dos fatores determinantes da existência dos grupos. Entre os fatores da coesão grupal, pode-se distinguir em função da finalidade do grupo:
Consonância entre os diferentes membros do grupo na percepção das finalidades.
Dificuldade na aceitação da finalidade.
Impertinência das finalidades, evidenciando que estas poderiam ter sido melhor escolhidas.
Existência efêmera do grupo que o leva a desconhecer suas próprias finalidades.
Divergência dos objetivos do grupo, fazendo emergir estados de repulsão entre os membros do grupo.
O trabalho com grupos tem sido importante ferramenta da Psicologia em suas variadas e diversificadas áreas de atuação. Nessa perspectiva, dominar conhecimentos sobre grupos se faz premente para nossas intervenções profissionais. Como definições do que seja grupo, em suas diferentes sustentações teóricas, tem-se, EXCETO:
“É mais do que a soma das partes, tendendo ao equilíbrio, configurando um campo dinâmico de forças pensadas em relação ao todo.” (Lewin)
“É um agregado de indivíduos... sendo a grupalidade uma qualidade inalienável de ser humano... é totalidade psicológica, unidade indivisa.” (Bion)
“É um objeto de investimento pulsional, lugar de intercâmbio entre inconscientes que produzem fantasmas... é uma relação imaginária.” (Anzieu, Pontalis, Kaes)
“É um conjunto de pessoas ligadas entre si por constantes de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe explícita ou implicitamente uma tarefa que se constitui sua finalidade.” (Pichón – Rivière)
“É um conjunto instituído de atos ou de ideias que os indivíduos encontram a sua frente e que se impõe mais ou menos a eles... é, em suma, na ordem social, aquilo que a função é na ordem biológica...” (Lapassade)
José Bleger, ao trabalhar conceitualmente grupo e instituição, nos apresenta importante conceito que desenvolve para trabalhar o funcionamento grupal. Diz ele: “minhas proposições me levam a considerar em qualquer grupo, um tipo de relação que, paradoxalmente, é uma não-relação, ou seja, uma não individuação; esse tipo de relação impõe-se como matriz ou como estrutura de base de todo o grupo e persiste de maneira variável durante toda a sua vida.” O autor denomina esse tipo de relação grupal de:
Imobilidade construtiva.
Imobilidade instituinte.
Sociabilidade sincrética.
Sociabilidade por interação.
Clivagem grupal.
Sobre grupoterapia para alcoolistas, marque a alternativa falsa:
Na primeira fase de um grupo com alcoolistas devem predominar as técnicas de prevenção de recaída;
Nunca se deve esquecer que alcoolistas em grupo não são pacientes de análise, jamais devem ser interpretados e carece de sentido uma posição neutra por parte do técnico;
Um bom contrato terapêutico com alcoolistas deve, necessariamente, incluir os seguintes itens: objetivo do tratamento, prazo mínimo de mútuo compromisso, tentativa de abstinência, abstinência no dia da sessão, nenhum segredo com os membros do grupo, sigilo com pessoas estranhas ao grupo, horário e local das sessões, aviso prévio nas impossibilidades previstas, honorários;
Na fase terapêutica propriamente dita, o paciente será ajudado a ver realisticamente sua contribuição no estado de sua vida de relações;
Um alcoolista que esteja pelo menos seis meses sem beber e que nesse tempo esteja readaptado a família, ao trabalho está pronto para alta.
No campo grupal, descreveu as modalidades de supostos básicos de “dependência”, “luta e fuga” e de “acasalamento”. Estamos nos referindo a
Baremblitt.
Bion.
Rogers.
Pichòn-Rivière.
Lèvy.
Em relação à dinâmica do trabalho em grupos, Áurea Castilho propõe diferenças entre os objetivos e o método da psicoterapia de grupo e o desenvolvimento interpessoal. Sobre isso, analise as afirmativas abaixo.
1. O objetivo da psicoterapia de grupo consiste no ajustamento do indivíduo por meio da reorganização de valores, necessidades e percepção, além do desenvolvimento de habilidades sociais.
2. O desenvolvimento interpessoal volta-se para desenvolver habilidades sociais, a exemplo do saber ouvir, falar com adequação, tolerar diferenças individuais, conhecer-se melhor, aprender a dar e o receber feedback.
3. O método utilizado para o desenvolvimento interpessoal é a reflexão de atitudes e reações no nível do consciente e pré-consciente.
4. Em relação à profundidade, o desenvolvimento interpessoal atua em um plano mais superficial da personalidade, por voltar-se às relações interpessoais no trabalho.
Está correto o que se afirma em
1, 2 e 3, apenas.
1, 3 e 4, apenas.
2, 3 e 4, apenas.
2 e 3, apenas.
todas.
Grupos de apoio e suporte têm o objetivo primário de sustentar e manter a força existente de seus integrantes, em situações de uma crise comum. Eles se caracterizam pela
doença ou distúrbio semelhante por parte de seus membros.
agregação produzida naturalmente em situações de informalidade.
necessidade de apoio psicológico a uma determinada categoria de pessoas.
interface necessária entre saúde, trabalho e doença.
demanda das pessoas por um tratamento mais humanizado.
Um grupo, seja de natureza operativa ou terapêutica, caracteriza-se por algumas condições básicas mínimas. Por exemplo:
um grupo soma indivíduos de experiências distintas que decidem por um enquadre (setting) e o cumprimento das combinações nele feitas, com ou sem a concordância de seu coordenador.
um grupo não é um mero somatório de indivíduos, pelo contrário, ele se constitui como nova entidade, com leis e mecanismos próprios específicos.
um grupo não precisa ter objetivos claramente definidos, necessariamente, apenas deve levar em conta a preservação do espaço (os dias e o local das reuniões) e do tempo (horário, tempo de duração das reuniões, plano de férias etc.).
o grupo não é uma unidade que se comporta como uma totalidade, mas nele, também as especificidades de seus membros não devem ser sempre consideradas, pois perturbaria o acompanhamento conjunto.
a coexistência de duas forças confluentes ou consonantes, permanentemente em jogo: uma tendente à sua coesão e a outra, à sua desintegração.
Da mesma forma como nas psicoterapias individuais, também as grupoterapias podem funcionar psicanaliticamente com uma finalidade voltada ao insight destinado a mudanças
organo-socio-psicológicas.
do humor.
de opinião.
de cultura.
caracterológicas.
Segundo Lancetti, a possibilidade de “estar louco com outros” num grupo tem um efeito:
libertador.
desagregador.
Iatrogênico.
continente.
sedativo.
Trabalhos preventivos em grupo são bem-sucedidos sob o enfoque comportamental-cognitivo, mas trabalhos terapêuticos são inviáveis porque as técnicas dessa abordagem não se adéquam ao formato grupal.
Um dos elementos mais importantes dos grupos vivenciais é sua tendência formativa.
Dinâmicas vivenciais favorecem o desenvolvimento da cooperação, o aperfeiçoamento e a confiança em grupos de treinamento ou de trabalho.