Nas práticas grupais, a intervenção pode ocorrer do terapeuta
para o paciente e dos pacientes para eles próprios, de modo
que o psicólogo não é o único agente responsável pela
evolução do processo.
Para David E. Zimerman, são fatores importantes que
concorrem para uma ação de coesão, harmonia e integração
em um grupo terapêutico:
A
a presença de uma equipe multiprofissional que
avalie as diferentes necessidades dos membros do
grupo, encaminhando abordagens específicas dos
problemas apresentados.
B
uma boa análise anterior dos padrões comportamentais
dos candidatos ao grupo, de forma a não
incluir nele indivíduos com patologias bizarras.
C
uma prévia avaliação física dos candidatos ao grupo,
para verificar a presença de pacientes somatizadores,
com dor crônica, que tenderão a sensibilizar
e monopolizar a temática grupal, incomodando
o trabalho de interpretação da experiência
simbólica.
D
um setting com regras e normas a serem preservadas,
uma função continente por parte do grupoterapeuta
e da própria gestalt grupal, um modelo de
identificação, a possibilidade para reparações.
E
uma criteriosa seleção dos componentes do grupo,
considerando por referência que seus componentes
estejam passando por uma problemática de conteúdo
semelhante, e a presença de um setting grupal
negociável, de acordo com necessidades que se
apresentem na evolução das sessões grupais.
Uma das desvantagens da terapia em grupo é a percepção de
solidão e de estranheza durante as sessões, a que os membros
costumam se referir ao longo do processo.
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