

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
De acordo com Sílvia Maria Cury Ismael, no livro Doença e Família (2010), a hospitalização de uma pessoa com uma doença grave pode ser vista como um evento catastrófico desencadeando uma desestruturação familiar. Com relação à postura do psicólogo perante os familiares, é correto afirmar que
a intervenção deve ser feita com o paciente e não com sua família, pois é preciso desencorajar a relação simbiótica entre família e paciente.
quanto às orientações relacionadas à estrutura hospitalar, o psicólogo deve encaminhar a família para o Assistente Social, pois essas dúvidas não interferem nos aspectos psicológicos do paciente e da sua família.
os comportamentos dos familiares caracterizam- -se como fatores desorganizadores, com possibilidades de rupturas do tratamento. O psicólogo deve tentar afastar esses comportamentos que obstaculizam negativamente o tratamento do paciente.
o psicólogo trabalha no convencimento dos familiares, para que estes auxiliem o paciente na adesão dos procedimentos que a hospitalização e a equipe requerem.
o psicólogo promove uma intervenção no sentido de diminuir a ansiedade familiar, para que possam achar juntos uma redefinição de papéis para facilitação de um contato mais acessível entre família e equipe multiprofissional.
Para avaliação psicológica no hospital, de acordo com Eduardo Remor, o psicólogo pode lançar mão desse método que serve para registrar comportamentos tanto evidentes (ex: tiques, nível de atividade) quanto encobertos (ex: intensidade da dor, lembranças). Pode ser usado como medida de referência e como intervenção para promover o aprendizado. A qual método a descrição se refere?
Diários.
Observação.
Questionários.
Instrumentos padronizados.
De acordo com KERNKRAUT, SILVA e GIBELLO (2017), existem diferentes modelos de atuação em Psicologia Hospitalar que são definidos a partir da análise da demanda institucional e da melhor maneira de atendê-la. Assinale a alternativa correta que corresponde aos principais modelos de atuação em Psicologia Hospitalar.
Rotina e pronto atendimento.
Atendimento individual e grupal.
Rotina, interconsulta e consultoria de ligação.
Avaliação psicológica, assistência psicológica e orientação psicológica.
Na prática do psicólogo hospitalar, os protocolos são uma forma eficaz de sistematizar informações obtidas nas avaliações psicológicas e podem atender a diferentes propósitos. Quais são os propósitos desses protocolos?
Triagem, testagem e registro.
Clínico, institucional e pesquisa.
Coleta, validação e gestão de informação.
Psicopedagógico, psicoterapêutico e psicoprofilático.
Considerando-se que a doença e internação acarretam para a família diversas dificuldades no âmbito hospitalar, cabe ao psicólogo, de acordo com Lustosa (2007), quando do trabalho com grupo familiar, uma série de tarefas, entre as quais se inclui a de:
Auxiliar a família no entendimento do processo de diagnóstico, exclusivamente.
Orientar a equipe para identificar qual membro da família é sintomático e necessita de medicação para lidar com as situações de angústia e sofrimento.
Detectar focos de ansiedade e de dúvidas entre o grupo familiar, levando à sua extinção ou diminuição.
Realizar um trabalho educativo com a família, informando sobre o quadro e evolução da doença do paciente, os aspectos emocionais da família não são objeto de atuação do Psicólogo.
A hospitalização geralmente é vivenciada pela criança como um momento de grande sofrimento físico e psíquico, tendo em vista que a criança é distanciada de sua rotina, família, escola e amigos, bem como usualmente é exposta a procedimentos invasivos e dolorosos, tidos como ameaçadores. Sobre o atendimento psicológico de crianças, assinale a alternativa correta.
A brincadeira no contexto hospitalar é um instrumento de intervenção utilizado como forma da criança construir estratégias de enfrentamento em relação à doença, bem como canal para expressão de medos, angústias e temores que a hospitalização pode acarretar.
Apesar dos inúmeros benefícios que a atividade lúdica pode propiciar para a criança, ela não é possível nas enfermarias pediátricas tendo em vista o ambiente limitado e as rotinas institucionais pré-estabelecidas.
A subjetividade da criança é acessada prioritariamente por meio da palavra.
O desenho livre é o recurso lúdico mais utilizado no atendimento psicológico, dados os riscos envolvidos com o uso de brinquedos, como o de propagação de infecções.
O brincar, característico da infância, é um estímulo para o trabalho analítico, o qual é realizado a partir de associações livres.
De acordo com Santos et al. (2014), em “Arrependimento da realização da esterilização tubária em gestação de alto risco”, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A prática da esterilização tem assumido aspectos de maior precocidade, acontecendo em níveis bastante elevados nas faixas etárias jovens.
( ) Estudos demonstram que as razões para o arrependimento da cirurgia denominada laqueadura incluem idade jovem no momento da cirurgia, mudança de parceiro e perda ou deficiência de um filho.
( ) A alta prevalência da laqueadura tubária entre as mulheres sem escolaridade mostra que o sistema público de saúde ainda apresenta dificuldades em incorporar a assistência anticoncepcional aos serviços de atenção primária.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V.
F – F – F.
V – F – V.
F – V – F.
Emília, 75 anos, é viúva e tem dois filhos (Rute, 49 anos, e Manoel, 56 anos). Encontra-se internada há mais de 40 dias em uma enfermaria de um hospital público devido a problemas renais e inchaço abdominal. Não recebe visitas regulares de familiares, pois os únicos familiares não podem se ausentar do trabalho e têm sua rotina própria. Emília apresenta-se angustiada, frequentemente chorosa, pouco colaborativa com os procedimentos médicos, ameaçando evadir-se do hospital. Queixa-se com frequência da rotina hospitalar e refere dor a todo momento, em diferentes partes do corpo. Por vezes, verbaliza o desejo de morrer. A partir da reflexão sobre o caso de Emília, é correto afirmar que
dada a gravidade do caso, a equipe deve acionar os familiares com urgência e garantir que a paciente terá acompanhante 24H, apesar do direito de acompanhante não ser assegurado por Lei nesse caso.
ela encontra-se fragilizada e demanda intervenção psicológica. Além de estar vivenciando o confronto com a ideia de finitude, característica da velhice, também está se deparando com as limitações da doença e da própria internação. Associados a esses conflitos, estão vigentes os sentimentos de solidão, desamparo e medo.
é evidente que ela não está no domínio de suas faculdades mentais, portanto, não é ela quem deve optar pelo tratamento de saúde que julgar conveniente, sendo esse o papel dos profissionais da equipe.
o psicólogo pouco pode interferir nesse caso, já que o problema parece circunscrever ao contexto sociofamiliar da paciente e à dificuldade diagnóstica, sendo, portanto, responsabilidade dos campos da assistência social e medicina.
a paciente claramente apresenta quadro de fibromialgia e depressão, com tendência à borderline associado à condição orgânica. Para além do acompanhamento médico, ela necessita de internação psiquiátrica em caráter emergencial.
A interação entre o psicólogo hospitalar e a equipe multidisciplinar de assistência ao paciente (composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, assistentes sociais) proporciona, além de um tratamento mais adequado para as demandas do paciente, melhor resolutividade. Entretanto, muitas demandas surgem nas equipes e são direcionadas ao profissional da psicologia. Diante disso, cabe ao psicólogo hospitalar
avaliar se são demandas da saúde mental do trabalhador e encaminhar para a psicologia do trabalho ou se são demandas relacionadas aos pacientes e oferecer acolhimento e mediação frente à equipe, pacientes e familiares realizando o manejo situacional.
focar-se nas demandas advindas do paciente e dos familiares, entendendo que a relação com a equipe de saúde é uma relação de trabalho.
buscar conhecimento sobre as demandas em saúde mental do trabalhador, a fim de colaborar com o bom desempenho dos profissionais da equipe multidisciplinar.
promover a saúde mental do trabalhador em saúde, da equipe multidisciplinar, através de treinamentos e técnicas em grupos e de vivência.
realizar grupos de conversas com a equipe assistencial na busca por dissipar a angústia instaurada diante dos diversos contextos presentes no ambiente hospitalar.
A organização e funcionamento dos serviços de psicologia em um hospital geral podem ser de duas formas: Sistema __________________ e Sistema _________________.
No primeiro, o psicólogo avalia, indica e/ou realiza um tratamento para o paciente que está sob os cuidados de outros profissionais. A presença do psicólogo é episódica, respondendo a uma solicitação específica de outro profissional. Sua atuação se baseia em auxiliar no diagnóstico, no tratamento, no plano de ação, fornecendo orientações ao paciente, aos familiares e aos membros da equipe.
No segundo, o psicólogo está inserido na equipe que cuida do paciente. O profissional da Psicologia tem um contato contínuo com um dos diversos serviços/clínicas/departamentos/unidades do Hospital Geral por ser um membro efetivo das equipes locais, atendendo seus pacientes, participando de reuniões clínicas e lidando com aspectos da relação estabelecida entre equipes, pacientes e famílias. Os atendimentos têm caráter informativo, profilático e terapêutico.
Os termos que completam de forma correta as lacunas são, respectivamente:
Primário – Secundário.
de Consultoria – de Ligação.
de Chefia – de Subordinação.
Individual – Coletivo.
de Acompanhamento – de Ação prioritária.
Algumas orientações foram sistematizadas pela FIOCRUZ, com o objetivo de orientar as(os) psicólogas(os) hospitalares, visto que espera-se um número crescente de internações hospitalares de casos de média e alta complexidade devido a pandemia da COVID – 19. Algumas recomendações destinam-se ao trabalho da psicologia em hospitais que possuem como público exclusivo pessoas com COVID – 19 e outras tratam da reestruturação necessária do serviço de psicologia em hospitais que atendem outras patologias além de COVID-19. Dentre essas recomendações, para o público exclusivo das pessoas com COVID-19, assinale a alternativa incorreta:
Definir e compartilhar com equipes: fluxo dos atendimentos do serviço, objetivo das intervenções, locais de atendimento e acompanhamento dos casos.
Os hospitais devem propiciar educação permanente e continuada sob protocolos de biossegurança
O perfil da(o) psicóloga(o) deve ser avaliado, sobretudo no que se refere a suportar situações de grande estresse.
Recomenda-se formação breve e específica em Ações de Saúde Mental e Atenção Psicossocial (SMAPS) na COVID-19, para que a(o) psicóloga(o) esteja apto a oferecer capacitação em Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP).
Ativar ou construir o Plano de Contingência para Saúde Mental e Atenção Psicossocial (SMAPS), adaptado à resposta da COVID-19. Sugere-se graduação dos níveis da resposta, conforme preenchimento da capacidade instalada.
Paciente feminina, 10 anos, estudante do ensino fundamental, período vespertino, é paciente renal crônica, submetida a tratamento de hemodiálise 2x por semana, durante mais ou menos 4h. Vai de transporte da secretaria de saúde para a cidade vizinha, visto que onde reside não possui esse tipo de tratamento. Quem a acompanha sempre durante as sessões é sua mãe, que trabalha como diarista nos dias em que a paciente não vai para as sessões de hemodiálise. Considerando as possibilidades de atuação do psicólogo hospitalar nesse caso, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O psicólogo, como profissional da saúde, tem um papel essencial junto às pessoas doentes para ajudar a melhorar seu bem-estar e sua qualidade de vida. A saúde mental se constitui em um elemento crucial para o sucesso do processo de tratamento do paciente nefropata.
II. O paciente renal crônico passa por diversas situações de perda, medo e carência que tornam necessária a intervenção do psicólogo. Suas dificuldades, que surgem no decorrer da doença, necessitam ser abordadas de modo bastante cuidadoso, levando-se em consideração as características pessoais de cada paciente.
III. A abordagem psicoterápica é desafiadora entre os pacientes renais crônicos e isso se deve à autonomia comprometida e ao estresse contínuo a que são submetidos. As sessões breves que coincidam com os dias em que se submetem à hemodiálise podem ser bastante eficazes.
IV. A relação terapêutica contínua com o psicólogo é de grande valor, pois proporciona ao paciente formas para a expressão de seus sentimentos, medos e angústias.
I, II, III e IV.
Apenas II, III e IV.
Apenas I, II e IV.
Apenas I, III e IV.
Apenas I, II e III.
A prática da interconsulta psicológica em hospitais gerais é uma modalidade de intervenção que
impede que ocorra uma prática realmente interdisciplinar entre os profissionais de saúde no contexto hospitalar, uma vez que enfatiza o conhecimento especializado.
contribui para que a imagem do psicólogo no contexto do hospital geral permaneça associada ao papel do profissional que aplica testes psicológicos.
permite atender a uma demanda institucional considerando tanto a subjetividade nas relações da equipe de saúde quanto a assistência ao paciente e seus familiares.
elimina as divergências que se instalam nas discussões da equipe médica, porque enfatiza a qualidade da comunicação entre os diferentes membros da equipe de saúde.
deve concentrar seu objetivo na identificação dos sinais e sintomas que indicam patologia mental em um paciente que passa por um tratamento na unidade hospitalar.
A visita dos filhos poderá ser viabilizada, mesmo em se tratando de quadro com alto contágio como Covid-19.
Certo
Errado
É papel da Psicologia, como integrante da equipe da UTI, apoiar a esposa, promovendo ressignificação do sentimento de culpa pelo não reconhecimento dos sintomas.
Certo
Errado
A visita dos gêmeos poderá ser viabilizada, com ou sem melhora do quadro clínico da mãe.
Certo
Errado
É papel da Psicologia no contexto da UTI, com base no relato da filha, evitar a presença dos colegas de show performático do paciente, para não agravar a crise familiar já estabelecida.
Certo
Errado
Historicamente no Brasil, o cuidado hospitalar seguiu o modelo biomédico-hegemônico, centrado em procedimentos tecnológicos que produziam uma atenção fragmentada e desarticulada e que se organizava em função da demanda espontânea. Tal modelo provocou, ao longo de décadas, o empobrecimento da dimensão cuidadora, gerando insatisfação dos usuários, ineficiência e ineficácia dos serviços e baixo impacto na assistência (BRASIL, 2013). Sobre a atuação do profissional de psicologia nesse contexto, é incorreto afirmar:
É necessário que a(o) psicóloga(o) conheça a legislação referente à área em que irá atuar, para garantir uma participação baseada nos princípios legais, éticos e políticos de sua profissão.
A atenção deve ser feita por equipe multiprofissional e o hospital deve concentrar sua assistência nas atividades altamente especializadas, buscando o processo de desospitalização e a formação de redes e associações de cuidados, garantindo a continuidade destes em outros pontos de atenção das RAS.
A Atenção Hospitalar deverá ser baseada nos pressupostos da clínica ampliada e na gestão da clínica
A Clínica Ampliada é um modelo de atenção à saúde baseado no conceito de saúde integral, que vê a qualidade de vida como o resultado de fatores biopsicossociais.
A gestão da clínica ampliada põe ênfase nos sujeitos envolvidos, nas relações estabelecidas, no cuidado seletivo à saúde e nos consequentes processos de aprendizagem, concebidos no trinômio atenção à saúde- gestão-educação.
O psicólogo hospitalar trabalha com a tríade paciente-família-equipe; nesse contexto, a mediação de comunicação também é uma das funções do psicólogo.
Certo
Errado
Um psicólogo desenvolve um programa de apoio a portadores de doença somática crônica no ambulatório de um hospital geral, com intervenções no formato de grupos de sala de espera. Dadas essas condições, é recomendável que o psicólogo
considere os pacientes mais como doentes psicológicos do que orgânicos.
focalize as questões emocionais mais profundas, de modo a promover a recuperação.
ofereça um enquadre estruturado, que funcione como referência para os pacientes.
evite o enfoque no aqui-e-agora, devido à alta carga de sofrimento que implica.
procure formar grupos homogêneos, de modo a favorecer a troca de experiências.