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A intervenção comportamental inclui técnicas como solução de problemas, que poderia ser usada, por exemplo, para auxiliar um paciente a decidir ou não pelo tratamento cirúrgico que lhe amputaria uma parte do corpo.
A saúde pública constitui um importante campo de atuação do psicólogo. Do ponto de vista de sua inserção neste campo e de suas atribuições podemos afirmar corretamente:
a contribuição do psicólogo na saúde pública brasileira se deu, inicialmente, na atenção à saúde mental.
a contribuição mais recente do psicólogo, na atenção à saúde, tem sido no desenvolvimento de atividades de Psicologia Comunitária.
na contemporaneidade o psicólogo não está atuando nas mais diversas instâncias da saúde pública.
o psicólogo deixou de atuar em ambulatório, mantendo a atuação na capacitação, na gestão de pessoal e na direção de serviços de saúde.
os desafios foram superados no que diz respeito a fortalecer e qualificar o trabalho do psicólogo, fazendo avançar o Sistema Único de Saúde.
Assinale a alternativa INCORRETA.
Uma equipe interdisciplinar de saúde é composta por indivíduos com diversas formações que trabalham juntos como uma unidade ou sistema.
Os membros da equipe interdisciplinar trabalham juntos para resolver os problemas dos pacientes que são extremamente complexos para serem resolvidos por uma disciplina.
Uma equipe de saúde possui como características peculiares desempenho coletivo, responsabilidade coletiva e tomada de decisão coletiva.
O princípio da integralidade pressupõe o trabalho interdisciplinar.
As equipes multiprofissionais apresentam baixo desempenho sempre que questões institucionais se sobrepõem às dimensões técnicas.
Efeitos colaterais da quimioterapia, como ansiedade e aversão a determinados sabores, são desenvolvidos por condicionamento clássico e podem ser tratados com o uso de relaxamento e dessensibilização sistemática, além de outras técnicas, como inoculação de estresse.
Pacientes que apresentam respostas de ansiedade, delirium e dificuldade de relacionamento familiar, por serem problemas secundários ao câncer e ao tratamento, devem ser encaminhados para assistência psicológica do serviço clínico em saúde mental, pois esses casos fogem do âmbito de psicologia da saúde e da psico-oncologia.
Efeitos colaterais não físicos do tratamento contra o câncer, como raiva, medo e ansiedade, podem ser avaliados pelos pacientes como mais impactantes que os efeitos físicos, como perda de cabelos e náuseas.
Sendo a saúde um campo transdisciplinar, a maioria das ações é realizada em equipe ou grupo. Uma das atividades do psicólogo é participar do desenvolvimento de equipes no contexto hospitalar. Muitos teóricos estudaram o desenvolvimento dos grupos. Porém, tornou-se clássica a concepção de que todos os grupos apresentam três zonas de necessidades interpessoais: inclusão, controle e afeição. O autor dessa teoria é:
Lewin.
Schutz
Lundgren.
Bennis
Alderfer.
A ênfase moderna está no modelo de saúde que reconhece a interação de variáveis biopsicossociais no processo saúde-doença.
Técnicas psicológicas são bastante adequadas ao processo de tratamento e reabilitação, mas são pouco úteis para prevenção.
A interconsulta médico psicológica (interconsulta em saúde mental) se insere no campo da psicologia médica e da psicologia da saúde, na medida em que se ocupa, prioritariamente, do estudo dos aspectos
físicos e mentais da atividade na comunidade do paciente.
econômicos e comportamentais da atividade clínica hospitalar.
psicológicos e sociais da atividade médica hospitalar.
interacionais e vinculares da atividade médica geral.
pessoais e intra-grupais da atividade em convênios médicos.
A qualidade de vida do paciente pode ser avaliada objetivamente com o uso de escalas padronizadas, desde que sejam incluídos itens relativos à habilidade de realizar atividades de lazer com terceiros, ao status financeiro e à espiritualidade.
Os impasses na atuação dos psicólogos na saúde pública surgem na confluência de diversos vetores, dos quais destacamos
a discussão que atravessa a identidade do psicólogo enquanto psicanalista nos espaços públicos e privados.
a cultura determinante de algumas instituições de formação de psicólogos que privilegiam a formação institucional.
a tradição da formação em Psicologia no Brasil calcada em um modelo clássico de clínica, liberal, privada, curativa e individual.
a reflexão sobre a diferenciação entre o fazer clínico e o pedagógico.
a ampla discussão sobre interdisciplinaridade travada nas universidades.
Um dos motivos pelos quais a relação interdisciplinar com o médico assistente é útil ao psicólogo é que essa relação permite que o psicólogo antecipe, entre outros problemas, possíveis estressores ou medo que o paciente vivenciará em função de mudanças nas opções de tratamento e no prognóstico.
É papel do psicólogo em serviços de oncologia mediar a comunicação entre paciente e demais membros da equipe de saúde, assegurando assim que todas as necessidades e dúvidas do doente serão atendidas e esclarecidas, sem que ele passe pelo estresse de ouvir ou falar sobre suas condições com o staff.
Discutir a formação necessária para a inserção institucional do psicólogo na área da saúde exige reflexões sobre as especificidades dessa prática. Em relação à(s) prática(s) do psicólogo em instituições de saúde, afirma-se?
I. A teoria que melhor subsidia as ações junto a pacientes, família ou equipe é a psicanálise, uma vez que ela se ocupa da subjetividade.
II. A formação básica do psicólogo privilegia a atuação clínica, centrada no indivíduo e localizada no consultório. Nesse sentido, é comum a mera transferência do referencial teórico obtido na graduação, para o contexto institucional.
III. O trabalho em Instituições requer uma expansão do referencial teórico, no sentido de conseguir trabalhar com a alteridade, ou seja, com a perspectiva de um “outro” definido culturalmente como diferente.
IV. A convivência com a alteridade no contexto institucional, seja ela referente ao paciente ou ao trabalho conjunto com os demais profissionais, é um contínuo jogo de desconstrução e reconstrução de representações.
Está(ão) CORRETA(S):
Somente as afirmativas II e III.
Somente as afirmativas III e IV.
Somente as afirmativas I, II e IV.
Somente as afirmativas II, III e IV.
Todas as afirmativas.
A dificuldade em compreender o propósito dos agendamentos diferenciados de quimioterapia e radioterapia pode ser motivo para que os pacientes se mantenham aderentes a esses esquemas.
Assinale a alternativa que apresenta a proposição CORRETA:
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode ser considerada um subsistema fechado, com características específicas, e que faz parte de um conjunto de outros subsistemas que conformam o sistema maior, denominado de Instituição Hospitalar. É fechado na medida em que está em constante troca com os demais subsistemas, e que se caracteriza por exigir ajustamentos emocionais e comportamentais de todas as pessoas envolvidas na sua rotina, como das pessoas que, de forma temporária, precisam desses espaços, seja como pacientes ou acompanhantes.
A dificuldade de comunicação da equipe com a família também se relaciona com o fato de que, para o médico, a morte do paciente simboliza o fracasso profissional. Assim, à medida que a criança vai apresentando piora no estado de saúde, há uma crescente facilidade de estabelecer a comunicação com a família.
Quando uma criança é internada na UTIP, somam-se às preocupações e estressores inerentes à hospitalização a restrição de horários de visitas, as dificuldades de comunicação com a equipe e a idéia de que a UTI tem relação com a morte, bem como a incerteza gerada por esta ideia.
a hospitalização pode trazer implícita também a quebra da rede familiar, em todos os sentidos, incluindo a distância física, produzindo ausência da criança e/ou ausência de um dos membros adultos da família, podendo acarretar uma ruptura da estrutura, de forma momentânea ou definitiva. Portanto, na internação hospitalar, os vínculos afetivos e sociais são reforçados em seu grau de sustentabilidade.
A comunicação entre médico e paciente, assim como entre médico e família, teve muitos progressos desde que se iniciou a discussão sobre a comunicação de diagnóstico aos pacientes e familiares, sendo que há a qualidade da competência comunicacional dos médicos tem sido bastante melhorado em função do melhor preparo profissional nesta atividade por parte dos médicos, o que dispensa o trabalho multiprofissional nesta tarefa.