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Analise o seguinte depoimento dado por Eduardo:
Não entendo como uma pessoa se torna homossexual. É algo que vai contra minhas crenças sobre sexo. Penso que é uma escolha equivocada. Sou das antigas: homem com homem dá lobisomem. Lá no trabalho, tenho um colega, Ivanildo, que é homossexual. Excelente profissional e um bom papo. Algumas vezes, já saímos para conversar e foi muito agradável. Uma vez, ele até me paquerou, mas lhe disse que não dava, meu interesse é outro. Meu equívoco são as mulheres.
Considerando tais informações dadas no depoimento, e apenas essas, pode-se CORRETAMENTE afirmar que Eduardo demonstra uma atitude
que não é preconceituosa, mas é discriminatória.
que é estereotipada, rotuladora e aversiva.
que é rotuladora e discriminatória.
que não é discriminatória nem rotuladora.
que é estereotipada e discriminatória, mas que não é rotuladora.
“A escola se apresenta hoje como uma das mais importantes instituições sociais por fazer, assim como as outras, a mediação entre o indivíduo e a sociedade. Ao transmitir a cultura e, com ela, modelos sociais de comportamentos e valores morais, a escola permite que a criança seja humanizada, cultivada e socializada ou, em uma palavra, educada.”
(Bock, 2008.)
As escolas como instituição social têm como papel fundamental, EXCETO:
Conhecer a sociedade, seus modelos e seus valores.
Manter a tradição, precisando ter clareza dessa ambiguidade da escola no trabalho educacional e a realidade social.
Zelar pelo desenvolvimento da sociedade, criar indivíduos capazes de produzir riquezas; criar, inventar, inovar, transformar.
Aprender os modelos como sociais e (não como naturais) que respondem às necessidades do momento histórico, que variam no tempo e nos grupos sociais.
Em A História da Sexualidade, Foucault (1985) discute a proliferação de discursos que, desde o século XVII e, de forma mais acentuada, a partir do século XIX, produziram estratégias de controle e de regulação sobre os corpos, que visavam não somente ao comportamento individual, “à virtude dos cidadãos”, mas às populações. Tais discussões fundamentam a hipótese de que o discurso sobre a sexualidade humana vai emergir e sustentar-se quando se põe a funcionar um certo regime de saber-poder. Considerando a referida obra, no que concerne à produção da sexualidade e às técnicas do poder que a acompanham, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas e assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) O ponto importante será saber sob que formas, através de que canais, fluindo através de que discursos o poder consegue chegar às mais tênues e mais individuais das condutas, de que maneira o poder penetra e controla o prazer cotidiano.
( ) No século XVIII o sexo se torna questão de “polícia”, ou seja, objeto de repressão e de contenção da desordem, para a eliminação dos desvios à normalidade. Foucault analisa os procedimentos de gestão dos quais o poder público utiliza-se para reprimir a sexualidade, o que foi justificado por discursos analíticos que tinham por alvo o julgamento das condutas individuais.
( ) Este projeto de uma “colocação do sexo em discurso” advém da pastoral cristã, numa tradição ascética e monástica, que incitava às práticas confessionais, as quais foram estendidas a todos a partir do século XVIII, Coloca-se como imperativo confessar os atos contrários à lei, para que fossem censuradas e interditadas todas as expressões relacionadas ao sexo, neutralizando-o, dessa forma.
( ) A técnica da confissão, apesar de ter permanecido restrita à espiritualidade cristã, foi associada a uma economia dos prazeres individuais, e utilizada por um “interesse público”, sendo reproduzida por mecanismos de poder para cujo funcionamento o discurso sobre o sexo passou a ser essencial.
( ) Uma das grandes novidades nas técnicas de poder, no século XVIII, foi o surgimento da “população”, como problema econômico e político. No cerne deste problema, está o sexo: é necessário analisar a taxa de natalidade, a idade do casamento, os nascimentos legítimos e ilegítimos, a precocidade e a frequência das relações sexuais, a maneira de torná-las fecundas ou estéreis. A conduta sexual da população é tomada, ao mesmo tempo, como objeto de análise e alvo de intervenção.
F F V F V
V F F F V
F V V F V
V F V V F
V V V F F
Os estudos e processos mentais e emocionais que ocorrem em uma grande quantidade de indivíduos considerados como um todo, embora possam não compartilhar quaisquer características comuns, denominam-se
psicologia do ser.
psicologia de pessoal.
psicologia das massas.
psicologia de aconselhamento.
Indivíduos e famílias menos favorecidos socialmente vivem uma situação de sofrimento e exclusão. Pela descrença que sentem em relação à possibilidade de mudança, tornam-se pouco espontâneos e criativos e vivem em um mundo cujas fronteiras interpessoais são difusas, o que gera sentimentos de angústia e solidão. Para modificar essa situação, uma das possibilidades de intervenção é a realização de trabalhos em grupo que restituam nesses indivíduos e famílias a sensação de pertencimento. Pertencimento é definido como o lócus
que une indivíduos que pensam em si como membros de uma coletividade em que as crenças são partilhadas.
no qual a interferência dos condicionantes históricos para a interpretação da realidade não existe.
que elimina os julgamentos morais e éticos, oferecendo aos indivíduos e às famílias a possibilidade de serem valorizados.
provisório e transitório no qual se dilui o sofrimento relacionado à exclusão, pelo fortalecimento dos vínculos grupais.
simbólico no qual os integrantes do grupo podem compensar a situação de exclusão que vivem na realidade.
Paugan (1999) aponta que o risco de enfraquecimento dos vínculos sociais é diretamente relacionado às dificuldades encontradas:
na escolha religiosa;
nos relacionamentos parentais;
na escola;
no mercado de trabalho.
Analisando a problemática da saúde e da educação popular, observa-se que, na medida em que haja condições de higiene e alimentação para uma parte considerável da população, a tendência é de que menos crianças morram antes de completar um ano, e de que mais adultos ultrapassem a idade de 65 anos. Nesse contexto, é INCORRETO afirmar que
Condições de higiene e alimentação mínimas implicam problemas de saúde e oneram ainda mais os recursos disponíveis para a área de saúde pública.
À medida em que aumenta o nível de escolaridade da população, diminuem as questões de saúde comunitária.
No Brasil, baixos salários e precárias condições de trabalho oferecidos aos profissionais de saúde os levam a deixar o serviço público.
As múltiplas expressões de saúde mental atingem milhares de brasileiros, cobrindo uma gama de sintomas que vão desde o que a classe média chama de “ansiedade” ao que as classes populares chamam de “nervos”.
Define-se como uma área da psicologia social que estuda a atividade do psiquismo decorrente do modo de vida do lugar/comunidade. A área de atuação psicológica mencionada no enunciado trata-se:
Da Psicologia Humanista.
Da Psicologia das Comunidades.
Da Psicologia Social Comunitária.
Da Psicologia da interação.
Nenhuma das opções anteriores.
Diversos segmentos populacionais compuseram, em momentos diferentes no Brasil, um estrato de anormalidade social, sendo alvos de variadas intervenções por parte de uma política higienista e excludente (LOBO, 2008). Sobre esse tema, é CORRETO afirmar que:
a população escrava foi alvo de grande investimento no discurso médico à época, tendo em vista as preocupações relativas ao contato com o branco, no intuito de se garantir uma argumentação científica e higienista à separação de ambas as raças.
O Brasil contou, desde cedo em sua história colonial, com grandes estabelecimentos específicos de exclusão dos indivíduos considerados anormais, justificados pela noção de periculosidade tecida em torno de tal grupo.
Desde a criação dos primeiros hospícios no Brasil houve a preocupação em separar as crianças dos adultos nas unidades de internação, tendo em vista o imaginário de que o contato entre ambos contribuiria para a degenerescência dos mais jovens.
A institucionalização de cegos e surdos foi historicamente diferente a dos chamados idiotas, no sentido de que aos dois primeiros grupos foram destinadas práticas institucionais de cunho pedagógico.
O processo de abolição da escravidão movimentou a criação de escolas populares para os recém-libertos, considerando-se a necessidade de formar uma nova mão-de-obra adequada às demandas da atividade industrial, que dava então seus primeiros passos no Brasil.
Para Kurt Lewin, o campo social é:
Uma totalidade dinâmica que se constitui de entidades sociais coexistente, não sendo necessário que estejam integradas entre si.
Um setor do espaço vital.
Uma parte do indivíduo, na qual ele busca desenvolver e evoluir.
Um fenômeno social observado de um laboratório, do exterior; de maneira estática.
Um grupo de tarefas.