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Após a queda da ditadura comunista em dezembro de 1989, as imagens dos orfanatos e hospitais romenos onde se amontoavam mais de 100 mil crianças rodaram o mundo, revelando as consequências desastrosas dos maus tratos, negligência e privação emocional e social prolongada a que eram submetidas crianças abandonadas e institucionalizadas desde tenra idade.
São providências que devem ser adotadas pelas entidades de acolhimento no Brasil, para minimizar os danos emocionais da medida:
As diferenças individuais referem-se às diferenças entre as pessoas em relação a qualquer característica, tal como um traço de personalidade, através do qual um indivíduo poderia ser distinguido dos demais. Em conjunto, a ____________ inclui a mistura de muitas dimensões que torna as pessoas únicas e diferentes umas das outras. O conceito que preenche a frase é:
Habilidade.
Atitude.
Personalidade.
Diversidade.
Afetividade.
O estudo de pequenos grupos é fundamental para a compreensão da relação indivíduo-sociedade. Conforme afirma Lane (1993, p. 90), “é o grupo a condição para que o homem supere a natureza biológica e também condição para que ele supere sua natureza ‘individualista’, se tornando um agente consciente na produção de história social. Nessa concepção de pequeno grupo, é possível identificar a família, mas sem destitui-la de seu caráter institucional, o que a faz historicamente uma variável de estudo em diferentes seguimentos acadêmicos”. Tendo isso em vista, analise as afirmativas a respeito da família.
I. O Estatuto da Família votado em 2015 define a entidade familiar formada a partir da união entre um homem e uma mulher, entre homens ou entre mulheres, por meio de casamento ou de união estável, bem como a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos.
II. A família é um microssistema composto por um conjunto de pessoas que, ao longo da história da humanidade, passou por significativas transformações conforme as mudanças culturais e socioeconômicas, as quais culminaram na criação e reforma da regulamentação das condutas dos membros desse microssistema.
III. Uma função anteriormente considerada exclusiva da família pode ser verificada, entretanto, em exercício por parte de agentes sociais, tais como pré-escola e meios de comunicação, na imposição de padrões de comportamento, veiculados como normais, sem que seja, portanto, identificada a presença de um agente, por sua vez, repressor.
IV. Um núcleo social formado por duas ou mais pessoas unidas por laços sanguíneos ou afetivos, originados pelo casamento, união estável ou afinidade, concebido por família salienta o caráter ideologizante da própria instituição familiar promovida pelos pais enquanto agentes educadores que naturalizam e a universalizam nas suas relações.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
I e IV.
II e III.
III e IV.
“Os movimentos sociais têm sido entendidos, sob o enfoque clássico da psicologia social, como resultantes dos esforços de determinadas pessoas em resolver coletivamente problemas que elas têm em comum em relação a um estado mental de insatisfação.” Diversos autores contribuíram em relação aos movimentos sociais, dentre estes Festinger (1975) que, a partir de suas teorias, afirmou que:
existe uma correlação entre as categorias sociais e as identidades sociais, no que concerne à participação em movimentos sociais, a qual é acionada pelo estado de dissonância cognitiva e se efetiva pela comparação social.
os ritos sociais são uma forma de comunicação simbólica, contêm mensagens metafóricas que informam sobre os sistemas cosmológicos daqueles que os realizam (...). Servem como indícios sobre os pensamentos e sentimentos dos atores.
a modernidade racionaliza os sujeitos por meio da formação de identidades coletivas, cuja origem vai se identificar nos movimentos sociais, que auxiliam o sujeito a se reconhecer como integrante de uma coletividade politicamente situada.
os movimentos sociais, como objetos de estudo da psicologia social, têm sido pesquisados não apenas de forma neutra, para fins de puro conhecimento, mas também com o afã de se desenvolver mecanismos para seu controle, sob a perspectiva das classes dominantes.
Segundo a Teoria de Campo de Kurt Lewin, “O comportamento é derivado de uma totalidade de fatos coexistentes. Estes fatos coexistentes compõem um __________, que significa que o estado de qualquer parte do campo depende de cada outra parte dele.” Completa CORRETAMENTE a lacuna do texto a alternativa:
Campo dinâmico.
Campo estático.
Campo concreto.
Campo social.
Campo ortodoxo.
Analisando a produção da sexualidade nas sociedades modernas, Foucault (1985) afirma que a sujeição dos corpos e o controle das populações são efeitos de técnicas diversas que se instauram como um “bio-poder”. A respeito do biopoder e do poder soberano, assinale a alternativa INCORRETA:
O poder soberano exercia-se por um direito de vida e morte de forma assimétrica. O soberano só marca seu poder sobre a vida pela morte que tem condições de exigir, isto é, o direito de causar a morte ou de deixar viver, relacionando-se a um tipo histórico de sociedade, pré-moderna, em que o poder se exercia, essencialmente, pelo confisco.
O direito de causar a morte ou deixar viver foi substituído por um poder de causar a vida ou devolver a morte. O seu papel é garantir, sustentar, reforçar, multiplicar a vida e pô-la em ordem. São mortos legitimamente aqueles que constituem uma espécie de perigo biológico para os outros, porque o poder se exerce ao nível da espécie, da raça e dos fenômenos de população.
Jamais as guerras foram tão sangrentas como a partir do século XIX e nunca, guardadas as proporções, os regimes haviam, até então, praticado tais holocaustos em suas próprias populações. Foi como gestores da vida e da sobrevivência dos corpos e da raça que tantos regimes puderam travar tantas guerras, causando a morte de tantos homens. O princípio: poder matar para poder viver, que sustentava a tática dos combates, tornou-se estratégia entre Estados.
As disciplinas do corpo (anátomo-política) e as regulações da população (bio-política) constituem os dois pólos em torno dos quais se desenvolveu a organização do poder sobre a vida. A instalação, durante a época clássica, desta grande tecnologia de duas faces – individualizante e especificante, voltada para os desempenhos do corpo e encarando os processos da vida – caracteriza um poder cuja função mais elevada já não é mais matar, mas investir sobre a vida, de cima a baixo.
Na tecnologia do poder, a partir do século XIX, aparecem duas direções nitidamente separadas. Do lado da disciplina as instituições como o Exército ou a escola; as reflexões sobre a tática ou sobre a aprendizagem. Do lado das regulações de população a demografia, a estimativa da relação entre recursos e habitantes, a tabulação das riquezas e de sua circulação, das vidas com sua duração provável. Desse modo, embora a sexualidade seja dispositivo comum a essas técnicas de poder, distingue-se pelo controle dos corpos individuais nas disciplinas e pela administração dos fenômenos maciços da população, na biopolítica.
Barros (2007) apresenta, em diferentes abordagens no campo das ciências humanas, a noção de grupo, sua construção, ascensão a objeto científico e problematização. Sobre o paradigma ético-estético-político e os grupos, de acordo com a argumentação da autora, é CORRETO afirmar que:
O grupo é tomado como dispositivo, o qual coloca em funcionamento coletivo modos de expressão da subjetividade e pode operar, assim, processos de desindividualização.
Tendo em vista a hegemonia de um modo individualizante na produção de conhecimentos acerca dos grupos, as produções referidas a esse paradigma priorizam a problematização do socius, afirmando um posicionamento contrário à reificação do temário grupal.
Posicionando-se contrário ao psicologismo operado nos trabalhos com pequenos grupos, tal paradigma aposta no dispositivo Assembleia Geral (AG), o qual permite uma desinstitucionalização das relações sociais previamente estabelecidas.
O processo grupal assume grande relevância nesta abordagem por propiciar a horizontalização de práticas sociais, nas mais diferentes instâncias.
Nos trabalhos com grupos, a produção artística é o viés privilegiado por meio do qual as questões políticas que permeiam o coletivo ganham forma de expressão e podem, assim, ser analisadas.
De acordo com a análise institucional, proposta por Lourau (2004), o útil ou necessário para a pesquisa e a ética da pesquisa, e de forma similar, para a intervenção e a ética da intervenção, não é a implicação – sempre presente em nossas adesões e rechaços, referências e não referências, participações e não-participações, mas a análise dessa implicação. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa CORRETA:
A partir de 1980, a prática da psicanálise não mais parece ser o eixo central das pesquisas de Lourau, que demonstra caminhar mais sistematicamente para uma teorização do conceito de implicação, consolidado pela socioanálise.
A análise de implicação considera que o discurso somente teria legitimidade caso levasse em conta a análise das condições que permitem sua própria emergência. Este projeto deve funcionar como ideal de qualquer pensamento.
O termo implicação designa comprometimento, participação, e visa analisar o grau de ativismo, de identificação com uma tarefa ou instituição, bem como a carga afetiva investida na cooperação.
Ao considerar juízos de valor a respeito da motivação e do envolvimento em grupos ou instituições, Lourau afirma que há uma “exploração da subjetividade”, propondo o termo sobreimplicação para definir um excesso de implicação deste sujeito, sendo diametralmente oposto ao absenteísmo e ao abstencionismo.
As implicações do não-participacionista não são menos fortes do que as do participacionista. Ambas devem ser analisadas. A desafetação configura postura política de conformidade ao instituído e a participação contestatória é uma atitude ética instituinte.