Questões de Concurso sobre Psicologia Social e Comunitária

 
 
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O cotidiano das famílias que enfrentam situação de vulnerabilidade social é constituído por uma série de vínculos que pressupõem obrigações mútuas, que não têm caráter legal, mas caráter simbólico e afetivo. Esses arranjos constituem uma rede social de apoio que


A

impede o fortalecimento dos vínculos na família nuclear, diluindo o impacto negativo das figuras de autoridade familiar de crianças e adolescentes pobres.


B

promove, entre seus integrantes, relações de cuidado que se revelam mais fortes e importantes para a sobrevivência cotidiana do que muitos vínculos de parentesco.


C

substitui, com qualidade, os vínculos estabelecidos entre os membros de uma família, eliminando situações de negligência e violência doméstica.


D

assegura que as crianças e adolescentes receberão os cuidados e a orientação apropriados para cumprirem com sucesso seu papel na sociedade.


E

elimina a necessidade de mobilização dos serviços socioassistenciais, atuando como um fator protetivo junto às famílias que enfrentam situação de pobreza.

“O termo ‘condição feminina’ remete-nos à indagação: o que é ser mulher e que implicações decorrem desse fato. O que se pretende problematizar quando falamos de condição feminina é a complexidade do ser mulher em diversos contextos sócio-históricos, em distintas culturas, em que a apropriação de diferentes significados identitários e de papéis sociais parece invalidar a existência de uma única vivência feminina.”

(Almeida, 2006, p. 215.)


De acordo com a afirmativa anterior, pensar em “diversidade” neste contexto significa:


A

Implica em pensar em um único lugar para a mulher no mundo, esquecendo que apesar da diversidade, as experiências femininas têm algo em comum, ou seja, são construídas e significadas socialmente em relação ao sexo oposto.


B

Implica em questionar que a mulher é sempre pensada em relação a um outro, que é o tipo humano absoluto, ou seja, o masculino. A mulher não se vê, portanto, como sujeito de si. O modelo patriarcal impõe a ela a condição de objeto.


C

Implica em refletir que o sexo diz respeito às características fisiológicas e de reprodução. Essa diversidade é uma forma simbolizada de identificar, agrupar e compreender o conjunto normativo de ações e papéis atribuídos aos homens e às mulheres em uma dada sociedade.


D

Implica questionar o que é ser mulher ocidental ou oriental, pobre e asiática, pobre e brasileira, rica e americana, deficiente e negra etc. Ficando claro que a situação econômica, geográfica, o contexto sócio-histórico, político e cultural, a raça, a etnia, a afiliação religiosa e a idade são dimensões fundamentais para compreender o ser mulher.

Na visão da psicossociologia, toda demanda é uma demanda de objeto, endereçada a um outro compreendido como capaz de supri-la, o que torna inerente a isso uma relação de poder e dominação; e uma dimensão não explícita, do plano da psicologia, que expressa um desejo, uma falta mais difícil de ser percebida, chamada de demanda de amor.

C
Certo

E
Errado

Na atuação do psicólogo junto às comunidades, um dos objetivos mais citados é o fomento à participação, que pode ser entendida como


A

um processo por meio do qual os indivíduos influem e são influenciados nas decisões de um coletivo em assuntos de seu interesse.


B

uma descentralização de poderes, ou seja, maior participação dos trabalhadores nas atividades da empresa ao lhes ser dada maior autonomia de decisão e responsabilidades.


C

um espaço de expressão das individualidades, de confronto de ideias e de formação de consenso no qual os cidadãos aprendem e exercitam valores e práticas democráticas.


D

um espaço de disseminação da noção de cidadania ligada à ideia de interdependência entre os membros da sociedade.

8 Ao considerarmos a argumentação de Foucault (1985), a respeito dos discursos sobre a sexualidade nas sociedades modernas, analise as afirmativas abaixo, sobre a hipótese repressiva:


I) A repressão do sexo é uma evidência histórica, instaurada desde o século XVII, ocorrendo uma ruptura histórica, após a era vitoriana, pela análise crítica da repressão. Dessa forma, Foucault afirma ser necessário determinar se essas produções discursivas podem levar a formular a verdade do sexo ou, ao contrário, mentiras destinadas a ocultá-lo.

II) Para os estudos de Foucault, o essencial não é tanto saber o que dizer ao sexo, sim ou não, afirmar sua importância ou negar seus efeitos, mas levar em consideração o fato de se falar de sexo, quem fala, os lugares e os pontos de vista de que se fala, as instituições que incitam a fazê-lo.

III) Segundo Foucault, a interdição do sexo não é uma ilusão; a ilusão está em fazer dessa interdição o elemento fundamental e constituinte a respeito da história da sexualidade. Todos esses elementos negativos – proibições, recusas, censuras, negações – que a hipótese repressiva agrupa num grande mecanismo central destinado a dizer não, são peças que têm uma função local e tática, numa colocação discursiva, numa técnica de poder, que só alcança as condutas individuais, não influenciando a análise e regulação das populações.

IV) A polícia do sexo é uma expressão que Foucault utiliza ao analisar a necessidade de regular o sexo por meio de discursos úteis e públicos e pelo rigor de uma proibição. Que o Estado saiba o que se passa com o sexo dos cidadãos e o uso que dele fazem e, também, que cada um seja capaz de controlar sua prática, segundo mecanismos repressivos e de interdição.

V) Não se deve fazer divisão binária entre o que se diz e o que não se diz; é preciso tentar determinar as diferentes maneiras de não dizer, como são distribuídos os que podem e os que não podem falar, que tipo de discurso é autorizado ou que forma de discrição é exigida a uns e outros. Não existe um só, mas muitos silêncios e são parte integrante das estratégias que apoiam e atravessam os discursos, não constituem, portanto, o limite absoluto do discurso.

VI) Seria inexato dizer que a instituição pedagógica impôs um silêncio geral ao sexo das crianças e dos adolescentes, ela concentrou as formas do discurso neste tema, codificou os conteúdos e qualificou os locutores. Falar do sexo das crianças, fazer com que falem dele os educadores, os médicos, os administradores e os pais; encerrá-las numa teia de discurso que ora se dirigem a elas, ora falam delas – tudo isso permite vincular a intensificação dos poderes à multiplicação do discurso.


Estão CORRETAS:


A

I, II, V


B

I, IV, VI


C

II, III, IV


D

II, IV, V


E

II, V, VI

Em 1964, uma jovem chamada Kitty Genovese estava voltando do trabalho a pé para casa, em uma área relativamente segura da cidade de Nova York. Um assaltante a atacou selvagemente e a espancou durante 30 minutos até ela morrer. Testemunharam o crime 38 pessoas observando-o de suas janelas. Ninguém interveio ou chamou a polícia. O acontecimento causou revolta pelo fato de as pessoas ficarem assistindo ao assassinato brutal sem interferir.


Sobre o caso considere as afirmativas abaixo;

I- Este acontecimento foi considerado sensacionalista e um erro de avaliação midiática pelos observadores da época, já que numa situação dessas as pesquisas comprovam que quanto mais pessoas disponíveis para ajudar é mais provável que o indivíduo seja ajudado.

II- Entre as concepções da Psicologia Social, está a ideia de que é menos provável para uma pessoa ajudar se houver outros espectadores em volta. Neste cenário, ocorre a difusão de responsabilidade em que as pessoas esperam que outras que também estão em volta ofereçam ajuda.

III- O evento é denominado de efeito de intervenção do espectador, onde as pessoas temem cometer erros sociais em uma situação ambígua.

IV- As pessoas tendem menos a ajudar quando não são identificáveis. Existe também uma troca de custo benefício que envolve quanto prejuízo as pessoas se arriscam a ter ao ajudar, ou que benefício elas teriam de esquecer se parassem para ajudar.


É correto afirmar que:


A

Todas as afirmativas são corretas.


B

Apenas as afirmativas I, III e IV são corretas.


C

Apenas as afirmativas II, III e IV são corretas.


D

Apenas as afirmativas III e IV são corretas.


E

Apenas as afirmativas II e IV são corretas.

O indivíduo constrói a sua história, como um ser individualizado e, ao mesmo tempo, social. Esse processo de transformação pode trazer angústia, dúvidas, o que pode gerar uma crise de identidade diante da contradição que o indivíduo vive entre a necessidade de se padronizar para ser aceito em um grupo e a necessidade de se destacar como único (Sawaia, 2006). Pichon-Rivière debruçouse em estudos voltados às questões grupais e sua prática deveu-se à atividade clínica e à sua atividade docente. Também teve grande destaque na Psicologia Social com a obra “Del Psicoanalisis a la Psicologia Social”. Baseado nos escritos de Pichon–Rivièri, voltados à Psicologia Social, assinale a questão que NÃO está de acordo com estes escritos:


A

Para Rivièri, a mudança social e o controle social são termos indissociáveis. É só conseguindo derrubar a resistência à mudança social que se pode melhor chegar à compreensão de seus mecanismos e processos. A única maneira de experimentar a mudança social é de dentro, planificando-a e controlando-a.


B

De acordo com Pichon-Rivière, o primeiro passo a ser tomado pelos membros de um grupo é descobrir quais necessidades e interesses os levaram a nele ingressar. Em um grupo de tarefa, é importante saber para que o grupo foi formado, como a tarefa será conduzida e o porquê de ser feita desse modo.


C

O Grupo Operativo foi a maior contribuição de Pichon, é uma técnica grupal que se caracteriza por estar de forma explícita numa tarefa, que pode ser de aprendizagem, cura, diagnóstico de uma situação de trabalho, criação, etc. A técnica é utilizada com o objetivo de esclarecer os obstáculos que se apresentam na tarefa proposta, procurando uma maior eficácia na resolução da mesma.


D

Para Pichon-Riviére, o grupo é um conjunto restrito de pessoas ligadas entre si por constantes de tempo e espaço, articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe de forma explícita ou implícita à realização de uma tarefa, a qual constitui sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de atribuição e assunção de papéis (Riviére, 1980).

A socialização dos funcionários é uma forma de transmissão da cultura organizacional. Os recém-contratados são apresentados aos elementos de uma organização e assim aprendem, entre outros aspectos, formas de agir e comportamentos esperados na organização. Os estágios de socialização ocorrem

A
no momento de expectativa e preparação, no ingresso e também no momento de estágio, após o ingresso, quando ocorre ajustamento e integração.

B
no processo seletivo, por meio de informações da Internet e conversas com colegas, e depois do ingresso no estágio obrigatório, quando tiver realizado os treinamentos de sua área.

C
no momento do ingresso, com a palestra de recepção e as informações iniciais do cargo, bem como, na devolutiva da avaliação de desempenho.

D
no momento da posse, quando o servidor da gestão de pessoas apresenta as informações do cargo, e em reuniões, efetua leitura do manual de cargos e salários.

E
no momento da preparação do candidato, da ambientação e da aposentadoria, principalmente nas empresas com programa de demissão voluntária (PDV).

“A psicologia social é o estudo das manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação.” (Aroldo Rodrigues – Psicologia Social.)

Sobre os objetivos investigados por essa área da Psicologia, analise.

I. A interação social.

II. O encontro social.

III. A interdependência entre os indivíduos.

Estão corretas as alternativas


A
I, II e III.

B
I e II, apenas.

C
I e III, apenas.

D
II e III, apenas.

Considere a seguinte situação: Em sucessivas reuniões de um condomínio, observaram-se frequentes situações de “duelos e agressões verbais” mútuas. Numa delas, alguns condôminos saíram e não mais retornaram. Também se excluíram de, doravante, participar de qualquer outra reunião.

Segundo a teoria de Kurt Lewim, identificamos entre os participantes, no âmbito da comunicação grupal, uma(um)


A

filtragem que estabeleceu uma distância psicológica.


B

filtragem que estabeleceu uma distância social.


C

bloqueio que estabeleceu uma distância psicológica.


D

bloqueio que estabeleceu uma distância social.


E

ruído que estabeleceu uma distância psicológica e social.

   
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