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O cotidiano das famílias que enfrentam situação de vulnerabilidade social é constituído por uma série de vínculos que pressupõem obrigações mútuas, que não têm caráter legal, mas caráter simbólico e afetivo. Esses arranjos constituem uma rede social de apoio que
impede o fortalecimento dos vínculos na família nuclear, diluindo o impacto negativo das figuras de autoridade familiar de crianças e adolescentes pobres.
promove, entre seus integrantes, relações de cuidado que se revelam mais fortes e importantes para a sobrevivência cotidiana do que muitos vínculos de parentesco.
substitui, com qualidade, os vínculos estabelecidos entre os membros de uma família, eliminando situações de negligência e violência doméstica.
assegura que as crianças e adolescentes receberão os cuidados e a orientação apropriados para cumprirem com sucesso seu papel na sociedade.
elimina a necessidade de mobilização dos serviços socioassistenciais, atuando como um fator protetivo junto às famílias que enfrentam situação de pobreza.
“O termo ‘condição feminina’ remete-nos à indagação: o que é ser mulher e que implicações decorrem desse fato. O que se pretende problematizar quando falamos de condição feminina é a complexidade do ser mulher em diversos contextos sócio-históricos, em distintas culturas, em que a apropriação de diferentes significados identitários e de papéis sociais parece invalidar a existência de uma única vivência feminina.”
(Almeida, 2006, p. 215.)
De acordo com a afirmativa anterior, pensar em “diversidade” neste contexto significa:
Implica em pensar em um único lugar para a mulher no mundo, esquecendo que apesar da diversidade, as experiências femininas têm algo em comum, ou seja, são construídas e significadas socialmente em relação ao sexo oposto.
Implica em questionar que a mulher é sempre pensada em relação a um outro, que é o tipo humano absoluto, ou seja, o masculino. A mulher não se vê, portanto, como sujeito de si. O modelo patriarcal impõe a ela a condição de objeto.
Implica em refletir que o sexo diz respeito às características fisiológicas e de reprodução. Essa diversidade é uma forma simbolizada de identificar, agrupar e compreender o conjunto normativo de ações e papéis atribuídos aos homens e às mulheres em uma dada sociedade.
Implica questionar o que é ser mulher ocidental ou oriental, pobre e asiática, pobre e brasileira, rica e americana, deficiente e negra etc. Ficando claro que a situação econômica, geográfica, o contexto sócio-histórico, político e cultural, a raça, a etnia, a afiliação religiosa e a idade são dimensões fundamentais para compreender o ser mulher.
Na atuação do psicólogo junto às comunidades, um dos objetivos mais citados é o fomento à participação, que pode ser entendida como
um processo por meio do qual os indivíduos influem e são influenciados nas decisões de um coletivo em assuntos de seu interesse.
uma descentralização de poderes, ou seja, maior participação dos trabalhadores nas atividades da empresa ao lhes ser dada maior autonomia de decisão e responsabilidades.
um espaço de expressão das individualidades, de confronto de ideias e de formação de consenso no qual os cidadãos aprendem e exercitam valores e práticas democráticas.
um espaço de disseminação da noção de cidadania ligada à ideia de interdependência entre os membros da sociedade.
8 Ao considerarmos a argumentação de Foucault (1985), a respeito dos discursos sobre a sexualidade nas sociedades modernas, analise as afirmativas abaixo, sobre a hipótese repressiva:
I) A repressão do sexo é uma evidência histórica, instaurada desde o século XVII, ocorrendo uma ruptura histórica, após a era vitoriana, pela análise crítica da repressão. Dessa forma, Foucault afirma ser necessário determinar se essas produções discursivas podem levar a formular a verdade do sexo ou, ao contrário, mentiras destinadas a ocultá-lo.
II) Para os estudos de Foucault, o essencial não é tanto saber o que dizer ao sexo, sim ou não, afirmar sua importância ou negar seus efeitos, mas levar em consideração o fato de se falar de sexo, quem fala, os lugares e os pontos de vista de que se fala, as instituições que incitam a fazê-lo.
III) Segundo Foucault, a interdição do sexo não é uma ilusão; a ilusão está em fazer dessa interdição o elemento fundamental e constituinte a respeito da história da sexualidade. Todos esses elementos negativos – proibições, recusas, censuras, negações – que a hipótese repressiva agrupa num grande mecanismo central destinado a dizer não, são peças que têm uma função local e tática, numa colocação discursiva, numa técnica de poder, que só alcança as condutas individuais, não influenciando a análise e regulação das populações.
IV) A polícia do sexo é uma expressão que Foucault utiliza ao analisar a necessidade de regular o sexo por meio de discursos úteis e públicos e pelo rigor de uma proibição. Que o Estado saiba o que se passa com o sexo dos cidadãos e o uso que dele fazem e, também, que cada um seja capaz de controlar sua prática, segundo mecanismos repressivos e de interdição.
V) Não se deve fazer divisão binária entre o que se diz e o que não se diz; é preciso tentar determinar as diferentes maneiras de não dizer, como são distribuídos os que podem e os que não podem falar, que tipo de discurso é autorizado ou que forma de discrição é exigida a uns e outros. Não existe um só, mas muitos silêncios e são parte integrante das estratégias que apoiam e atravessam os discursos, não constituem, portanto, o limite absoluto do discurso.
VI) Seria inexato dizer que a instituição pedagógica impôs um silêncio geral ao sexo das crianças e dos adolescentes, ela concentrou as formas do discurso neste tema, codificou os conteúdos e qualificou os locutores. Falar do sexo das crianças, fazer com que falem dele os educadores, os médicos, os administradores e os pais; encerrá-las numa teia de discurso que ora se dirigem a elas, ora falam delas – tudo isso permite vincular a intensificação dos poderes à multiplicação do discurso.
Estão CORRETAS:
I, II, V
I, IV, VI
II, III, IV
II, IV, V
II, V, VI
Em 1964, uma jovem chamada Kitty Genovese estava voltando do trabalho a pé para casa, em uma área relativamente segura da cidade de Nova York. Um assaltante a atacou selvagemente e a espancou durante 30 minutos até ela morrer. Testemunharam o crime 38 pessoas observando-o de suas janelas. Ninguém interveio ou chamou a polícia. O acontecimento causou revolta pelo fato de as pessoas ficarem assistindo ao assassinato brutal sem interferir.
Sobre o caso considere as afirmativas abaixo;
I- Este acontecimento foi considerado sensacionalista e um erro de avaliação midiática pelos observadores da época, já que numa situação dessas as pesquisas comprovam que quanto mais pessoas disponíveis para ajudar é mais provável que o indivíduo seja ajudado.
II- Entre as concepções da Psicologia Social, está a ideia de que é menos provável para uma pessoa ajudar se houver outros espectadores em volta. Neste cenário, ocorre a difusão de responsabilidade em que as pessoas esperam que outras que também estão em volta ofereçam ajuda.
III- O evento é denominado de efeito de intervenção do espectador, onde as pessoas temem cometer erros sociais em uma situação ambígua.
IV- As pessoas tendem menos a ajudar quando não são identificáveis. Existe também uma troca de custo benefício que envolve quanto prejuízo as pessoas se arriscam a ter ao ajudar, ou que benefício elas teriam de esquecer se parassem para ajudar.
É correto afirmar que:
Todas as afirmativas são corretas.
Apenas as afirmativas I, III e IV são corretas.
Apenas as afirmativas II, III e IV são corretas.
Apenas as afirmativas III e IV são corretas.
Apenas as afirmativas II e IV são corretas.
O indivíduo constrói a sua história, como um ser individualizado e, ao mesmo tempo, social. Esse processo de transformação pode trazer angústia, dúvidas, o que pode gerar uma crise de identidade diante da contradição que o indivíduo vive entre a necessidade de se padronizar para ser aceito em um grupo e a necessidade de se destacar como único (Sawaia, 2006). Pichon-Rivière debruçouse em estudos voltados às questões grupais e sua prática deveu-se à atividade clínica e à sua atividade docente. Também teve grande destaque na Psicologia Social com a obra “Del Psicoanalisis a la Psicologia Social”. Baseado nos escritos de Pichon–Rivièri, voltados à Psicologia Social, assinale a questão que NÃO está de acordo com estes escritos:
Para Rivièri, a mudança social e o controle social são termos indissociáveis. É só conseguindo derrubar a resistência à mudança social que se pode melhor chegar à compreensão de seus mecanismos e processos. A única maneira de experimentar a mudança social é de dentro, planificando-a e controlando-a.
De acordo com Pichon-Rivière, o primeiro passo a ser tomado pelos membros de um grupo é descobrir quais necessidades e interesses os levaram a nele ingressar. Em um grupo de tarefa, é importante saber para que o grupo foi formado, como a tarefa será conduzida e o porquê de ser feita desse modo.
O Grupo Operativo foi a maior contribuição de Pichon, é uma técnica grupal que se caracteriza por estar de forma explícita numa tarefa, que pode ser de aprendizagem, cura, diagnóstico de uma situação de trabalho, criação, etc. A técnica é utilizada com o objetivo de esclarecer os obstáculos que se apresentam na tarefa proposta, procurando uma maior eficácia na resolução da mesma.
Para Pichon-Riviére, o grupo é um conjunto restrito de pessoas ligadas entre si por constantes de tempo e espaço, articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe de forma explícita ou implícita à realização de uma tarefa, a qual constitui sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de atribuição e assunção de papéis (Riviére, 1980).
“A psicologia social é o estudo das manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação.” (Aroldo Rodrigues – Psicologia Social.)
Sobre os objetivos investigados por essa área da Psicologia, analise.
I. A interação social.
II. O encontro social.
III. A interdependência entre os indivíduos.
Estão corretas as alternativas
Considere a seguinte situação: Em sucessivas reuniões de um condomínio, observaram-se frequentes situações de “duelos e agressões verbais” mútuas. Numa delas, alguns condôminos saíram e não mais retornaram. Também se excluíram de, doravante, participar de qualquer outra reunião.
Segundo a teoria de Kurt Lewim, identificamos entre os participantes, no âmbito da comunicação grupal, uma(um)
filtragem que estabeleceu uma distância psicológica.
filtragem que estabeleceu uma distância social.
bloqueio que estabeleceu uma distância psicológica.
bloqueio que estabeleceu uma distância social.
ruído que estabeleceu uma distância psicológica e social.