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O conceito de interseccionalidade abarca as vivências a que está submetida uma pessoa, visibilizando a inseparabilidade estrutural do racismo, capitalismo e cisheteropatriarcado. Este conceito ganhou notoriedade acadêmico-social a partir do/a:
feminismo negro.
movimento anti-uberização.
organização de populações tradicionais.
movimento LGBTQIA+.
movimento da juventude periférica.
O Serviço Social tem muito a contribuir para o conhecimento voltado à elaboração, à gestão e à operacionalização das políticas públicas com compromisso de promover a equidade de gênero. Por isso, é necessário adotar metodologias de trabalho que articulem a dimensão teórica e interventiva a partir de marcadores de:
dominação-exploração de classe, renda e geração.
renda, cultura e classe.
classe, gênero e raça/etnia.
ciclos de vida, geração e renda.
O Código de Ética do Assistente Social de 1993 assevera como um princípio fundamental da profissão a opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e:
Dissociabilidade.
Gênero.
Passabilidade.
Fragmentação social.
Invisibilidade social.
Em uma pesquisa publicada na página do CFESS em 28 de junho de 2022 pelo 13º ano, em 2021, o Brasil continuou sendo o país onde mais se matam pessoas LGBTQIA+, seguido pelo México e Estados Unidos, de acordo com a ONG Transgender Europe (TGEU, na sigla em inglês), que reportou 375 assassinatos em todo o mundo no ano passado. Esta estimativa propõe a construção de respostas coletivas pela categoria profissional, deste modo, pensando nos princípios estabelecidos no código de ética profissional, assinale a alternativa correta:
I- Construção de respostas coletivas contra as investidas do poder hegemônico de colocar em padrões opressores e pré-estabelecidos a vida humana.
II- A defesa intransigente dos direitos humanos requer de nós, assistentes sociais, também, valorizar a diversidade humana e não medir esforços nas correlações de forças necessárias, nos espaços sócio-ocupacionais onde atuamos, para o acesso a direitos e para o enfrentamento das desigualdades.
III- A defesa intransigente dos direitos humanos requer de nós, assistentes sociais, valorizar os direitos religiosos e não medir esforços nas correlações de forças necessárias, nos espaços sócio-ocupacionais onde atuamos, para o acesso a direitos individuais e para o enfrentamento do que fere os valores da família tradicional.
Apenas a I e II estão corretas.
Apenas a I e III estão corretas.
Apenas a II e III estão corretas.
Todas estão corretas.
Os movimentos sociais são importantes agentes de transformação social e atuam em diversas áreas. Nesse sentido, qual movimento esteve historicamente ligado à luta pelos direitos das mulheres?
Movimento negro.
Movimento feminista.
Movimento LGBT.
Movimento dos trabalhadores rurais sem terra.
Analise as assertivas abaixo extraídas do texto “‘Questão social’, divisão sexual do trabalho e saúde mental na pandemia”, de Rachel Araújo de Matos e Cynthia Studart Albuquerque, publicado na Revista Katálysis (2021), e assinale a alternativa correta.
I. A divisão sexual e racial do trabalho reservou às mulheres a esfera reprodutiva e aos homens a produtiva, produzindo relações desiguais e hierárquicas entre os sexos, fundadas na exploração e na opressão dos homens sobre as mulheres.
II. Historicamente, são as mulheres responsabilizadas pelo cuidado dos lares, dos filhos e por quem está ao seu redor. Por isso, agora vivenciam uma enorme sobrecarga amplificada na pandemia. Destaca-se que, junto a esses processos de responsabilização da mulher, somam-se as dificuldades decorrentes da insegurança financeira.
III. A naturalização dos papéis ditos femininos serve de forma direta aos interesses do capital e seu objetivo de expansão dos lucros, pois diminui o custo da reprodução da força de trabalho, uma vez que as atividades de cuidado não são consideradas trabalho, mas dons de uma suposta natureza feminina.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
No artigo “Questão social, divisão sexual do trabalho e saúde mental na pandemia”, as autoras afirmam que “sem que haja condições de vida e trabalho dignas, sem que tenhamos igualdade de gênero e a superação do racismo estrutural que ainda fundamenta as relações sociais brasileiras” não há:
Capitalismo.
Saúde mental.
Pandemia.
Socialismo.
Vida social.
De acordo com a pesquisa “Visível e Invisível: A vitimização das mulheres no Brasil” (2021), dois fatores não se modificaram nas três edições da pesquisa (2017, 2019 e 2021): as mulheres sofreram mais violência dentro da própria casa, e os autores de violência são pessoas conhecidas da vítima, o que confere um alto grau de complexidade ao enfrentamento da violência de gênero no que se refere à proteção da vítima, punição do agressor e medidas de prevenção. Sobre a temática, assinale a alternativa correta.
A violência de gênero é hiperendêmica no Brasil. A expressão, no vocabulário da saúde pública, descreve doenças persistentes e de alta incidência. Mais do que uma epidemia, portanto, em que uma enfermidade avança de forma expressiva, não esperada e delimitada no tempo, esse problema é melhor descrito no país pelo conceito de hiperendemia, que se refere à manutenção, em patamares altos, de uma doença social que já se manifesta com frequência.
A despeito de sua gravidade, a violência de gênero vem se tornando nítida aos olhos da sociedade brasileira há muito tempo, tendo em vista o avanço das pesquisas e o amadurecimento do debate público em torno do tema.
Considerando os altos níveis de violência doméstica e intrafamiliar com que o Brasil convive há décadas, é de se supor que vários comportamentos violentos estão naturalizados a ponto de não serem compreendidos enquanto tal. Porém, isso vem mudando entre as mulheres mais idosas, com o avanço dos níveis de escolaridade bem como com as mudanças culturais.
Existe um acúmulo na literatura que indica que tentativas de obter a separação e histórias repetidas de violências e agressões são fatores de vulnerabilidade que podem diminuir as chances de mulheres serem mortas por seus parceiros íntimos.
No Brasil, a violência de gênero mais comum é aquela causada pelo patrão/chefe da vítima, seja atual ou passado, podendo se manifestar de diferentes formas: física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.
INSTRUÇÃO: Analise a figura a seguir para responder à questão 01.

Assinale a alternativa cujo conteúdo melhor traduz a figura.
A meritocracia tem a ver com mérito, progresso, esforço, não se relaciona com nenhuma característica das sociedades que a produz e estimula.
As bases da meritocracia permitem afirmar que quaisquer pessoas, independentemente de suas condições, podem ter acesso indistinto a todos os bens, serviços, direitos e oportunidades sociais existentes.
A mobilidade social dos indivíduos independe de sua classe social e, tampouco, tem nada a ver com as oportunidades obtidas ao longo de suas vidas.
O individualismo, cada vez mais acirrado pelos ditames neoliberais, é uma das bases de sustentação da meritocracia, a qual, estimulada, reforça a histórica desigualdade socioeconômica populacional.
A meritocracia sempre existiu, em diferentes contextos e períodos históricos, mas as sociedades estamentais, legitimadas pelo feudalismo, foram as que mais apostaram no potencial humano, indistintamente.
As autoras Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge (2020), em relação ao conceito e uso da interseccionalidade, analise as afirmativas classificando-as como V (verdadeiro) ou Falso (F).
I - O entendimento da interseccionalidade, a saber, que, em determinada sociedade, em determinado período, as relações de poder que envolvem raça, classe e gênero, por exemplo, não se manifestam como entidades distintas e mutuamente excludentes. De fato, essas categorias se sobrepõem e funcionam de maneira unificada. Além disso, apesar de geralmente invisíveis, essas relações interseccionais de poder afetam todos os aspectos do convívio social.
II - Pessoas comuns não fazem uso da interseccionalidade como ferramenta analítica, tendo em vista a sua finalidade acadêmica para lidar com os problemas sociais.
III - A generalização da interseccionalidade a partir de um caso particular ou das experiências de um grupo em um contexto social específico corre o risco de perder o processo de descoberta subjacente à forma como as pessoas realmente entendem e usam as estruturas interseccionais.
IV - A própria interseccionalidade está em constante processo de construção.
Nas opções abaixo, assinale a sequência correta.
V; F; V; V
V; F; F; F
V; F; V; F
F; V; F; F
V; V; F; F
Na perspectiva da gestão pública democrática, a intersetorialidade desafia a política no compartilhamento de responsabilidades e atribuições, e possibilita maior racionalidade dos recursos. Para Junqueira (2005).
Assinale a alternativa que completa corretamente o enunciado:
a intersetorialidade constitui uma concepção que deve informar uma nova maneira de planejar, executar e controlar a prestação de serviços. Isso significa alterar totalmente a forma de articulação dos diversos segmentos da organização governamental e dos seus interesses.
a normatividade constitui uma concepção que deve informar uma nova maneira de planejar, sem relevar a prestação de serviços. Isso significa manter a forma de articulação dos diversos segmentos da organização patrimonial e dos seus interesses.
a governabilidade constitui uma concepção que deve informar uma nova maneira de planejar, executar e controlar o pagamento de serviços. Isso significa alterar totalmente a forma de articulação dos diversos segmentos da organização governamental e dos seus interesses.
a Ideia de intersetorialidade constitui uma concepção que não deve informar uma nova maneira de planejar, executar e controlar a prestação de serviços. Isso significa alterar toda forma de articulação dos diversos segmentos da organização internacional de bens públicos e dos seus interesses.
O Assistente Social no combate ao preconceito, dentro da perspectiva crítica consonante com o projeto ético-político profissional, traz o direcionamento da categoria profissional com o intuito de orientar e estimular a compreensão crítica das variadas situações de preconceito que podem acompanhar os encaminhamentos cotidianos do exercício profissional. É importante refletir sobre sua responsabilidade ética na defesa do projeto ético-político.
Assinale a alternativa que representa os princípios ético-políticos profissionais com relação as diferentes expressões do machismo no cotidiano do exercício profissional:
O “exercício do Serviço Social sem ser discriminado/a, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, idade e condição física”.
I- O machismo, apesar de aparecer em atitudes, em ações individuais, possui bases materiais e ideológicas, para perpetuar um sistema histórico, político, social e econômico de dominação: o patriarcado.
II- A “opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero”.
III- O machismo é, essencialmente, uma expressão do patriarcado que se materializa nas relações interpessoais, para perpetuar relações de dominação e poder via inferiorização, submissão e apropriação das mulheres.
Apenas a I e II estão corretas.
Apenas a I e III estão corretas.
A II; III e IV estão corretas.
Todas estão corretas.
Ao elaborar um projeto para a promoção da equidade de gênero numa empresa, o assistente social considerou primordial combater a desigualdade entre homens e mulheres em todos os postos de trabalho e níveis hierárquicos. Para avaliar o alcance do projeto, ele estabeleceu que será necessário verificar se houve a diminuição da discrepância de salários entre homens e mulheres e se houve o aumento do número de mulheres em cargos de liderança na empresa, ao final da sua execução.
No projeto, esses aspectos constituem a
execução das ações
identificação das metas
justificativa da proposta
definição do cronograma
delimitação do público-alvo
A publicação “Assistente social no combate ao preconceito: machismo” problematiza a uniformização do que, supostamente, seria “ser mulher” ou “ser feminina”, reproduzindo estereótipos como: “mulher que é mulher usa cabelo longo”, “toda mulher quer ser mãe”, “toda mulher é sensível”, “toda mulher quer um homem para amá-la e protegê-la”, “não sou feminista, sou feminina”, dentre outras frases. Há ainda diversos exemplos de práticas machistas que são presenciadas, reproduzidas / praticadas ou sofridas por mulheres em diferentes espaços.
São exemplos de práticas machistas ou expressões corriqueiras citadas na publicação, exceto:
Padronização estética: o machismo se expressa ao estabelecer exigências estéticas que definem o que seria belo, baseado em um modelo de feminilidade, em que se impõe às mulheres uma aparência mais vinculada a um padrão de corpo, cabelo e rejuvenescimento.
Violência econômica: quando os homens permitem que as mulheres trabalhem ou que prossigam com seus estudos, para que, sob a aparência de cuidado e proteção, estas fiquem independentes financeiramente.
Desqualificação do pensamento: tal ação acontece, por exemplo, em falas públicas femininas, quando consideram que as mulheres não estão “se fazendo entender”, “não estão explicando direito”, estão sendo “confusas” ou “imprecisas”.
Assédios: constrangimentos, importunação e exposição a situações vexatórias, geralmente com a característica de constância e repetição. As mulheres percebem como tais atitudes são constantes nos espaços públicos (ruas, transportes coletivos etc.)
O “empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças” é:
Um princípio fundamental elencado no Código de Ética Profissional.
Um direito do assistente social elencado no Código de Ética Profissional.
Uma atribuição privativa do assistente social elencada na Lei de Regulamentação da Profissão de Assistente Social.
Uma competência profissional elencada na Lei de Regulamentação da Profissão de Assistente Social.
O acesso ao direito ao trabalho, especialmente o formal, é socialmente dificultado para pessoas transexuais e travestis evidenciando um aspecto da questão de gênero e sexualidade enquanto refração da questão social. Acerca desse tema, assinale a alternativa CORRETA:
A transfobia presente no mercado de trabalho estigmatiza pessoas transexuais e travestis, naturalizando-as como “naturalmente aptas” ao trabalho sexual. Além dessa questão, frequentemente, essa população é tensionada a se adequar a concepções generificadas que dividem (de forma rígida) os cargos em femininos ou masculinos, tendendo a excluir quem não se enquadra nessas concepções rígidas.
Apesar de possuir formação acima da média, pessoas transexuais e travestis têm maior dificuldade de acessar o mercado de trabalho quando objetivam exercer cargos de chefia.
Estatisticamente, a transgeneridade e a travestilidade são fatores que demarcam maior oportunidade de inserção do mercado de trabalho.
Em face da exclusão no mercado de trabalho e do forte acolhimento familiar, é comum que pessoas transexuais e travestis sejam sustentadas por suas famílias até a terceira idade.
A moda, a educação e a saúde são os espaços que mais empregam a população T, sendo esta maioria nesse nicho do mercado de trabalho.
Socialmente, qual o impacto da inclusão?
Todos devem ser regidos pelas mesmas regras e devem ter os mesmos direitos e deveres.
Ato de igualdade entre os diferentes indivíduos que habitam determinada sociedade.
Inexistência de desvios ou incongruências sob determinado ponto de vista.
Tratamento igual aos desiguais.
Quando homens e mulheres gozam das mesmas oportunidades.
O Capítulo I da CF/88 trata sobre os direitos e deveres individuais e coletivos. Sabendo disso assinale a alternativa que relata o que descreve o Art. 5º da Constituição Federal/88.
Todos tem direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes.
Todos são diferentes e únicos perante a lei, e tem seus direitos garantidos, como o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à prosperidade.
Todos são iguais perante a lei, e devem ser tratados e julgados de forma individual, pois cada indivíduo é único, não podendo haver distinção de raça, cor e ou credo, garantindo-se todos os direitos previstos na constituição, nos termos seguintes.
Todos são iguais perante a lei, garantindo-se aos brasileiros a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes.
Heleieth Iara Bongiovani Saffioti foi uma socióloga marxista, professora, estudiosa da violência de gênero e militante feminista brasileira. Escreveu diversas obras sobre gênero, classe, violência e relações de poder na sociedade capitalista. Uma de suas obras bastante difundida, intitulada “Gênero, Patriarcado e Violência” discorre sobre as violências perpetradas contra as mulheres no Brasil, realizando algumas análises conceituais. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo quanto aos conceitos/categorias gênero, sexismo e patriarcado, de acordo com a autora:
I. O sexismo não é somente uma ideologia; reflete, também, uma estrutura de poder, cuja distribuição é muito desigual, em detrimento das mulheres.
II. O conceito de gênero explicita, em sua totalidade, as igualdades entre homens e mulheres.
III. Cada feminista enfatiza determinado aspecto do gênero, havendo um campo, ainda que limitado, de consenso: o gênero é a construção social do masculino e do feminino.
IV. O patriarcado refere-se a milênios da história mais próxima, nos quais se implantou uma hierarquia entre homens e mulheres, com primazia masculina.
Está CORRETO o que se afirma em
I, II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I e II, apenas.
I, II, III e IV.
As desigualdades de gênero e raça não se configuram como uma novidade entre nós. A incorporação de análises sobre a realidade brasileira e a construção de indicadores sociais que permitam a estruturação de propostas de intervenção para o enfrentamento destas desigualdades vêm sendo progressivamente incorporadas pelo Serviço Social, mas ainda constituem um grande desafio em seu processo de qualificação.
Neste sentido, avalie as afirmativas a seguir.
I. A discussão de gênero e raça deve se dar como conteúdo de disciplinas alternativas na graduação, sem articulação com as demais disciplinas do currículo do Serviço Social.
II. É fundamental que gênero e raça sejam discutidos de maneira transversal no currículo de Serviço Social.
III. Para a apreensão do debate sobre racismo é recomendável a incorporação da produção de intelectuais negros/as.
IV. O enfrentamento a estas desigualdades não se restringe a uma atitude isolada ou a uma única profissão.
Estão corretas as afirmativas
III e IV, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.