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A ação profissional do trabalho do assistente social com famílias implica, dentre outros, processos socioassistenciais que, para Mioto (2010):
vinculam as ações profissionais com enfoque no planejamento institucional de gestão e gerência de serviços;
buscam responder às demandas/necessidades das famílias numa perspectiva de construção da autonomia;
definem os fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos que sustentam as finalidades que orientam as ações;
acarretam ações que privilegiam a discussão da relação família e proteção social na esfera pública;
estabelecem os sujeitos destinatários das ações, as formas de abordagem e os instrumentos técnico-operativos.
A família como uma instituição social, tem passado por mudanças aceleradas em sua estrutura, organização e função de seus membros. São configurações atuais de família reconhecidas pelo Sistema Único de Assistência Social:
Famílias autossustentáveis, famílias dependentes, famílias intergeracionais e famílias conservadoras.
Famílias monoparentais, famílias nucleares, famílias extensas, famílias recompostas e famílias homoafetivas.
Famílias biparentais, famílias adotivas, famílias ampliadas, famílias de acolhimento e famílias unipessoais.
Famílias patriarcais, famílias matriarcais, famílias comunitárias, famílias comunitárias e famílias poligâmicas.
Famílias tradicionais, famílias plurais, famílias monoparentais, famílias homoparentais e poliamorosas.
Pautado em fundamentos teórico-metodológicos do Serviço Social, considera-se como requisição básica para o trabalho com famílias sua delimitação conceitual e de suas relações com a proteção social. Sendo assim, nas suas mais diversas configurações, a família constitui-se como um espaço complexo; é construída e reconstruída histórica e cotidianamente. Além de sua capacidade de produção de subjetividades, ela também é uma unidade de cuidado e de redistribuição interna de recursos.
Portanto, ela não é apenas uma construção privada, mas também pública e tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos
transversais.
inter-estruturais e extra-conjunturais.
sócio-políticos e econômicos.
orgânico-experimentais.
difusos.
O retorno do debate nos anos 2000 sobre o Trabalho Social com Famílias (TSF) foi marcado pela questão da direcionalidade e da finalidade do trabalho a ser empreendido com as famílias, tanto no âmbito da produção acadêmica como nos debates e documentos sobre a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Analise as assertivas que seguem, sobre esses aspectos.
I. No contexto do TSF, os problemas e as soluções que se colocam cotidianamente para técnicos e gestores não podem ser vistos de forma isolada, nem contidos dentro de um único espaço (família, instituições) ou de uma área específica (assistência social, saúde, habitação ou educação).
Il. Na perspectiva de matricialidade sociofamiliar, a presença do Estado se realiza prioritariamente a partir dos fracassos e dos problemas familiares.
III. Para que seja realmente efetivo na projeção das ações, o conhecimento das situações familiares deve ser tratado de forma aleatória, produzido a partir das concepções que balizam o TSF.
IV. A família enquanto espaço de proteção e cuidado permite que muitas necessidades de saúde e bem-estar não se transformem em demandas para serviços sociais.
V. Enquanto processo, o Trabalho Social com Famílias é dado a priori, pois se desenvolve, de forma coletiva, por meio de um conjunto de ações profissionais que envolve diferentes profissionais, serviços e instâncias políticas e administrativas.
Estão CORRETAS:
As assertivas II, III e IV.
Apenas as assertivas III e V.
Apenas as assertivas I e IV.
As assertivas I, Il e V.
A configuração dessa família baseia-se numa organização de grupo, onde destacamos a presença de um marido e demais esposas, sendo que uma delas é quem gerencia a relação. Essas são características comuns da família:
Consanguínea.
Punaluana.
Sindiásmica.
Monogâmica.
Nenhuma das alternativas anteriores.
De acordo com Mioto (2010), as ações socioeducativas com indivíduos, grupos e famílias no âmbito dos processos socioassistenciais ganham materialidade e legitimidade à medida que se inscrevem de forma articulada nos processos de trabalho compartilhados nas diferentes instituições, serviços ou programas. Sobre a temática, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O estabelecimento de vínculos e a conformação de uma relação democrática entre profissionais e usuários são fundamentais para que o processo educativo alcance seus objetivos.
( ) As ações socioeducativas no âmbito dos processos socioassistenciais ocorrem em instituições, serviços ou programas vinculados às diferentes políticas sociais (seguridade social, habitação, criança e adolescente, emprego e renda, entre outras), de natureza pública ou privada, e também no campo sociojurídico.
( ) O conhecimento advindo das diferentes fontes e trabalhado de forma isolada é que torna possível a proposição e o planejamento das ações socioeducativas. O planejamento implica a indefinição dos objetivos dessas ações a partir dos diferentes espaços ocupados pelos assistentes sociais nos serviços, nos programas ou nas instituições e dos sujeitos destinatários das ações.
( ) As ações socioeducativas, que têm como objetivo precípuo desenvolver o processo educativo, são propostas que se constroem independentemente do conhecimento e análise das necessidades postas pela totalidade dos usuários, pelas finalidades dos serviços e também pelas características dos territórios.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V – F.
F – V – F – V.
V – V – F – F.
V – V – V – F.
F – F – V – V.
Sobre o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), é correto afirmar que:
consiste no trabalho social com famílias, de caráter continuado, com a finalidade de fortalecer a função protetiva das famílias, prevenir a ruptura dos seus vínculos, promover seu acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida.
compreende atenções e orientações direcionadas para a promoção de direitos, a preservação e o fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e sociais e para o fortalecimento da função protetiva das famílias diante do conjunto de condições que as vulnerabilizam e/ou as submetem a situações de risco pessoal e social.
o atendimento não fundamenta-se no respeito à heterogeneidade, potencialidades, valores, crenças e identidades das famílias.
o serviço não articula-se com as atividades e atenções prestadas às famílias nos demais serviços socioassistenciais, nas diversas políticas públicas e com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.
deve garantir atendimento secundário e providências necessárias para a inclusão da família e seus membros em serviços socioassistenciais e/ou em programas de transferência de renda, de forma a qualificar a intervenção e restaurar o direito.
Esta abordagem considera a família como um sistema interdependente, em que as ações e dinâmicas de cada membro afetam todo o sistema. O foco está na interação entre os membros familiares e como os padrões de comunicação e comportamento influenciam a dinâmica familiar como um todo. Nesse sentido, é correto afirmar que essa abordagem é denominada de:
mediação familiar;
terapia familiar;
abordagem sistêmica;
constelação familiar;
aconselhamento familiar.
No entendimento de Fávero e Mazuelos (2010), a mediação familiar, na orientação do Serviço Social, tem como objetivo:
auxiliar a família nas suas questões conflitivas, propiciando espaço de escuta, apoio e orientação no momento de crise, com foco na realidade social e nos direitos sociais;
realizar entrevistas individuais para explicar qual é o encaminhamento da mediação e seu objetivo, permitindo que cada membro expresse como vê e analisa as questões pertinentes à situação;
analisar que os conflitos familiares originam-se e vinculam-se ao processo sócio-histórico coletivo mais amplo, embora as questões individuais sejam mais importantes e primordiais para atendimento;
oferecer às famílias vulneráveis assessoria acerca do processo judicial em curso, pois nem sempre são claras aos sujeitos as possibilidades e limites postos para a sua resolução na medida do desejado;
utilizar a tecnologia social disponível como recurso interventivo para compreender a amplitude das questões que emergem no conflito ou litígio exposto pelas famílias.
Segundo a concepção de Trabalho Social com Famílias presente na Política Nacional de Assistência Social, assinale a afirmativa correta.
A família, como espaço primário de proteção e cuidado, transforma necessidades de saúde e bem-estar em demandas para serviços sociais.
A família, independente de sua configuração, continua sendo espaço privilegiado de convivência humana e, ao lado do trabalho, constitui um dos eixos organizadores da vida social.
As condições de vida específicas a cada indivíduo independem das condições de vida sua família.
O foco na família dificulta a superação da fragmentação no contexto da atenção setorizada dos serviços, por necessidades, por segmentos ou por fenômenos.
O artigo “O Serviço Social no Núcleo de Apoio à Saúde da Família” (Ghiraldelli; Oliveira; Martins, 2020) elucida diversos pontos sobre o apoio matricial. Com base nesse artigo, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O matriciamento às Equipes de Atenção Domiciliar assume a centralidade das ações do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Trata-se de um traço desse serviço que o diferencia dos demais, no âmbito da Atenção Especializada à Saúde.
( ) O apoio matricial apresenta duas dimensões: a assistencial, a qual produz ação clínica diretamente com os usuários do serviço de saúde; e a ação técnico-pedagógica, baseada na dimensão educativa com a equipe e para a equipe, tendo como objetivo contribuir para a superação do modelo biológico hegemônico.
( ) O apoio matricial prevê a integração entre profissionais de saúde e assistência social que trabalham com um objetivo comum e se dá por meio do contato direto entre equipe de saúde e apoiadores.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – F – V.
V – V – F.
F – V – F.
V – F – V.
Na análise de Mioto (2013), há, atualmente, duas concepções para entender a relação família e assistência social. Uma delas é a ajuda pública.
Nessa perspectiva, a assistência social se estabelece
quando a família fracassa no provimento de bem-estar a seus membros.
a partir de níveis de proteção social estabelecidos pela política social.
como um direito de cidadania constitucionalmente estabelecido.
por intermédio da ideologia neoliberal, que reatualiza a psicologização social.
No que dispõe o Manual de Orientações Técnicas - Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes: Excepcionalidade do Afastamento do Convívio Familiar é correto afirmar, exceto:
Todos os esforços devem ser empreendidos no sentido de manter o convívio com a família.
O afastamento da criança ou do adolescente do contexto familiar deve ser uma medida excepcional.
A falta de recursos materiais por si só constitui motivo suficiente para afastar a criança ou o adolescente do convívio familiar, encaminhá-los para serviços de acolhimento ou, ainda, para viabilizar sua reintegração.
É importante que se promova o fortalecimento, a emancipação e a inclusão social das famílias, por meio do acesso às políticas públicas e às ações comunitárias.
São importantes a inclusão e o acompanhamento da criança, do adolescente e da família nos serviços de saúde adequados a demanda apresentada.
A família é um sujeito privilegiado de intervenção do Serviço Social desde os primórdios da profissão. No Brasil, ele nasce vinculado aos movimentos de ação social em uma proposta de dinamização da missão política de apostolado social junto às classes subalternas, particularmente junto à família operária, ou seja, o alvo predominante do exercício profissional é o trabalhador e a sua família, em todos os espaços ocupacionais.
(IAMAMOTO, 1983.)
A partir de então, pode-se observar que o trabalho com famílias ganhou grande impulso e maior qualificação técnica no período de consolidação da profissão, através da apropriação do marco conceitual do:
Serviço Social Americano.
Núcleo de Assistência do Trabalho Interpessoal.
Sistema Único de Assistência Social (SUAS), no ano de 1993.
Primeiro Código de Ética Profissional do Assistente Social, elaborado em 1940.
Sobre a atuação profissional na orientação e acompanhamento social a indivíduos, grupos e famílias, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Ao modo de se organizar uma família que, segundo os ditames da burguesia, se constitui por pai, mãe e filho(s), dá-se o nome de família substituta ou modelo ideal de família.
( ) Não é possível falar de “famílias”, mas sim de família, a fim de incorporar dentro desta concepção a ideia tradicional e positiva existente em nossa sociedade.
( ) A vulnerabilidade à pobreza não está relacionada às tipologias ou arranjos familiares e ao ciclo de vida das famílias.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F.
V – V – V.
V – F – F.
F – F – V.
F – F – F.
Sobre o relacionamento interpessoal no contexto da vigilância socioassistencial, marque a alternativa INCORRETA.
O relacionamento interpessoal envolve a habilidade de comunicar efetivamente e resolver conflitos de forma construtiva.
No ambiente de trabalho, a empatia e a escuta ativa são consideradas habilidades essenciais para um relacionamento interpessoal saudável.
A competitividade é uma característica valorizada no relacionamento interpessoal, pois incentiva o aprimoramento profissional.
O feedback construtivo é uma ferramenta importante para o desenvolvimento do relacionamento interpessoal, pois permite que os indivíduos recebam e forneçam orientações para melhoria mútua.
Sobre o tema “Famílias” marque (V) para verdadeiro e (F) para falso e depois assinale alternativa correspondente:
( ) Enquanto uma construção social, as famílias sofrem influências externas, como o impacto do desenvolvimento tecnológico e científico, exemplo das tecnologias de relativas a anticoncepção ou a reprodução assistida e o reconhecimento da paternidade.
( ) As famílias configuram diferentes respostas sociais e culturais, disponíveis as pessoas em contextos históricos específicos. Desde a revolução industrial e a consolidação do capitalismo as famílias tem se modificado, especialmente, em relação a instituição de uma dimensão privada, bem como de ideologias naturalizantes do seu lugar no processo reprodutivo e dos papeis sociais de homens e mulheres.
( ) A família está relacionada a natureza biológica do ser humano e está simbolizada socialmente em ordenamentos jurídicos, sociais, religiosos, pedagógicos, nos meios de comunicação, entre outros, a partir do modelo do que é e de como deve ser a família.
V, V, V
V, V, F.
F, F, F.
V, F, V.
F, F, V.
As políticas referidas às famílias são aquelas que por meio de um conjunto de normativas e instrumentos buscam fortalecer as suas funções sociais tendo em conta suas características ou a demanda de seus membros. Tal centralidade da família, tanto como principal instância de provisão de bem-estar como de referência para a política social, define o caráter familista das sociedades latino-americanas. Familismo é entendido como um padrão de interrelação reinante na sociedade, em que no nível macrossocial, na organização dos sistemas de proteção social, a família é colocada como
relação íntima entre os membros das famílias.
contribuinte para a execução das atividades sociais.
instituição provedora central de bem-estar.
padrão de conservadorismo na sua configuração.
solidária às indicações de familiaridade.
Assinale a alternativa correta em relação à temática da família e Serviço Social.
A partir do século XX, a consolidação do modo de produção capitalista no Brasil, por meio do processo de industrialização, não exigiu do Estado uma nova configuração para responder às questões decorrentes dos conflitos entre empresários e operariado e às expectativas de se construir uma "nação moderna".
No contexto dos anos de 1950, surgiram as primeiras iniciativas do Estado brasileiro na conformação de políticas públicas destinadas às famílias, inspiradas no autoritarismo nazifascista, que tinha como paradigma o ideal de “família regular” e “saudável”.
No viés funcional-estruturalista, especialmente a partir dos anos de 1970, pode ser observada a influência da teoria sistêmica nas práticas com famílias.
Nos anos de 1980, encontra-se uma produção bibliográfica significativa sob a ótica que acabou desembocando no desenvolvimento do denominado Serviço Social de Comunidade.
No trabalho com famílias, as ações dos(as) assistentes sociais devem incidir na higiene (pessoal e doméstica), na estrutura habitacional, respeito à propriedade, condutas sociais e familiares, retomada de laços familiares, ajuda na aquisição de hábitos e nas situações de “crises” associadas, em geral, aos grupos familiares.
As necessidades, as potencialidades, os interesses e as expectativas da família, que estruturam a elaboração do Plano Singular de Atendimento (PSA), servem de referência para a elaboração do Plano de Visita Domiciliar/Atividade em Grupo. São norteadores que podem auxiliar na construção do PSA, EXCETO:
Impressões gerais do contexto familiar.
Ações pactuadas com a equipe multidisciplinar e comunidade.
Potencialidades e necessidades identificadas em relação ao desenvolvimento da criança/gestação.
Potencialidades e necessidades identificadas do contexto familiar.
Ações pactuadas com a família e com a rede de serviços e seus respectivos responsáveis.