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O convívio no âmbito familiar constitui uma rede primária de relacionamentos que asseguram afeto, proteção e cuidados; posteriormente, nos espaços comunitários e na sociedade, amplia-se o leque desses relacionamentos. Mas também estão no campo do convívio humano as barreiras relacionais, criadas por questões individuais, grupais ou sociais, por discriminação ou múltiplas intolerâncias. O convívio é uma das necessidades a ser preenchida pela política de assistência social que, por meio dos serviços de convivência, desenvolve atividades socioeducativas e de socialização, tendo como uma das finalidades o fortalecimento
de vínculos.
da liderança.
da subjetividade.
dos aspectos emocionais.
da competitividade positiva.
No trabalho social com famílias, a tendência que considera que, para poder consolidar a cidadania e a justiça social, a única forma é por meio da proteção social e das garantias dos direitos sociais universais é a
Protetiva.
Familista.
Popular.
Generalista.
Humanista.
A reflexão realizada por Horst e Mioto (2017) problematiza as formas de intervenção do Serviço Social no trabalho com famílias, evidenciando tensões entre perspectivas críticas e práticas que podem reproduzir traços conservadores no exercício profissional.
Fonte: HORST, Claudio Henrique Miranda; MIOTO, Regina Célia Tamaso. Serviço Social e o trabalho com famílias: renovação ou conservadorismo? Em Pauta:Teoria Social e Realidade Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 15, n. 40, p. 228–246, 2017.
Considerando as contribuições dos autores acerca do trabalho com famílias no âmbito do Serviço Social, analise as assertivas a seguir.
O fortalecimento das famílias ocorre principalmente por meio da vigilância moral e da correção de comportamentos considerados inadequados pelos profissionais.
O trabalho com famílias deve concentrar-se na responsabilização individual de seus membros pelos problemas vivenciados, pois as dinâmicas familiares são independentes das condições sociais mais amplas.
A perspectiva crítica do Serviço Social compreende que as famílias são as principais responsáveis pela resolução das expressões da questão social, devendo o Estado atuar apenas de forma subsidiária.
No Serviço Social, o trabalho com famílias deve ultrapassar abordagens moralizantes e individualizantes, considerando as determinações sociais, econômicas e políticas que atravessam a vida familiar.
A intervenção profissional deve priorizar práticas de controle social das famílias, reduzindo a centralidade da garantia de direitos sociais.
Em um CRAS de Araquari, o orientador social participa do planejamento das ações voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade. Durante uma discussão, a equipe reforça que, conforme a NOB-SUAS, o trabalho no território deve partir do _______________, seguido do _______________, garantindo a inserção dos usuários nos serviços e o desenvolvimento do _______________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
diagnóstico territorial – planejamento das ações – acompanhamento familiar
atendimento individual – encaminhamento imediato – controle social
planejamento das ações – diagnóstico territorial – atendimento emergencial
cadastramento no sistema – atendimento pontual – benefício eventual
De acordo com Mioto (2010), a qualificação técnica do trabalho do Serviço Social com famílias no Brasil esteve relacionada sobretudo à:
Incorporação do referencial sistêmico como eixo estruturante da intervenção profissional.
apropriação do marco conceitual do Serviço Social norte-americano, especialmente do Método do Serviço Social de Caso.
Consolidação da perspectiva crítico-dialética como fundamento predominante da intervenção familiar a partir da década de 1940.
Substituição progressiva da intervenção com famílias pelo trabalho com grupos e comunidades.
Adoção de modelos de terapia familiar como principal referência técnico-operativa.
Em um equipamento da política de assistência social, uma família procura atendimento relatando desemprego, insegurança alimentar, dificuldades de acesso a serviços públicos e conflitos familiares. Durante o atendimento, o profissional identifica que a situação não pode ser compreendida apenas como resultado de escolhas individuais, uma vez que está relacionada também às condições socioeconômicas e às desigualdades presentes no território.
Considerando os fundamentos do Serviço Social e a perspectiva de garantia de direitos, a intervenção profissional deve:
concentrar-se na responsabilização individual da família, buscando identificar quais comportamentos provocaram sua situação de vulnerabilidade.
priorizar a concessão imediata de benefícios, evitando discussões relacionadas às condições sociais mais amplas.
compreender a realidade social em sua complexidade, articulando necessidades individuais e familiares às determinações sociais e às políticas públicas disponíveis.
limitar-se ao encaminhamento da família para outros serviços, pois a análise das condições socioeconômicas ultrapassa as atribuições profissionais.
Em seu cotidiano, o assistente social pode encontrar famílias que estejam em situação de violação de direitos e que careçam de apoio, orientação e acompanhamento, além de uma atenção via um programa ou serviço que articule os serviços socioassistenciais com as diversas políticas públicas disponíveis e com órgãos do sistema de garantia de direitos. De acordo com a Lei Orgânica da Assistência Social, qual serviço é esse?
Benefício de Prestação Continuada Familiar.
Programa de Acolhimento Familiar em Situação de Violência.
Programa Corra para o Abraço.
Serviço Emergencial de Proteção à Família.
Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos.
A família é fundamental para o desenvolvimento social e para a proteção de crianças e adolescentes. Partindo dessa premissa, assinale a alternativa correta abaixo:
a família é o primeiro agente socializador, onde as crianças aprendem valores, comportamentos e se desenvolvem emocionalmente.
a família é um excelente agente socializador, porém, perto da escola, não é tão importante assim
os amigos são núcleo de importância e a família é necessária poucas vezes
a família é a única instituição que importa no desenvolvimento do adolescente
No contexto da atuação do assistente social frente às novas modalidades de família, é essencial compreender a complexidade das dinâmicas familiares e adotar abordagens que considerem as especificidades de cada arranjo familiar. A abordagem sistêmica, por exemplo, permite uma análise profunda das relações familiares e das interações entre seus membros.
A luz das premissas do texto, analise as afirmativas a seguir:
I. A família homoafetiva é formada por duas pessoas do mesmo sexo que compartilham responsabilidades parentais, sendo reconhecida legalmente em diversos países, incluindo o Brasil.
II. A abordagem sistêmica no atendimento a famílias permite identificar padrões de comportamento e comunicação, visando promover mudanças nas dinâmicas familiares que possam estar prejudicando o desenvolvimento dos membros.
III. Estratégias como a educação parental, mediação familiar e terapia familiar são fundamentais para o acompanhamento de novas modalidades de família, adaptando-se às necessidades específicas de cada arranjo familiar.
IV. O diagnóstico das novas modalidades de família deve considerar sobretudo a estrutura familiar, desconsiderando as relações afetivas, de poder e de conflito entre os membros.
Assinale a alternativa CORRETA:
I, II, III estão corretas.
II, III, IV estão corretas.
I, III, IV estão corretas.
I, II, IV estão corretas.
II, III, IV estão corretas.
O Serviço Social reconhece a família como uma instituição em constante transformação, marcada pela diversidade de arranjos e pela garantia dos direitos das diferentes gerações.
A respeito desse contexto, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
A família nuclear tradicional é considerada pelo Serviço Social como o único modelo legítimo para o desenvolvimento social saudável.
A intervenção profissional deve priorizar exclusivamente a população idosa, uma vez que os direitos geracionais se concentram majoritariamente nesse grupo.
O Serviço Social reconhece múltiplos arranjos familiares, como famílias monoparentais, extensas, recompostas e homoafetivas, e atua para assegurar direitos sociais a todas as gerações envolvidas.
Os direitos geracionais dizem respeito apenas às crianças e adolescentes, não abrangendo outras faixas etárias.
O acolhimento envolve intensa mobilização afetiva. Qual é o papel da equipe em relação ao apoio emocional?
Encaminhar a criança para psiquiatria para ser medicada sempre que demonstrar saudade dos pais, para evitar sofrimento.
Dizer à família acolhedora que não deve se apegar à criança, pois o serviço exige frieza profissional.
Proibir que a criança e a família expressem tristeza ou choro, exigindo comportamento forte e resiliente.
Ignorar as questões emocionais, focando apenas nos aspectos burocráticos e materiais do acolhimento (roupa, comida).
Oferecer suporte psicológico e social constante à criança e à família acolhedora, auxiliando na elaboração dos sentimentos de perda, luto e vinculação.
(PMM/URCA 2025) A família tem sido objeto de estudo em muitos debates referentes às políticas públicas, especialmente na assistência social. com a implementação do sistema único de assistência social (suas), as discussões acerca do atendimento integral à família têm se intensificado, considerando a totalidade das relações e dinâmicas que perpassam a vida familiar. Sobre família e assistência social, assinale a alternativa incorreta.
Amaral (2001), afirma que a família é uma construção social que varia segundo as épocas, permanecendo, no entanto, aquilo que se chama de “sentimento de família”, que se forma a partir de um emaranhado de emoções e ações pessoais, familiares e culturais, compondo o universo do mundo familiar. Entretanto, há dificuldade de se definir família, cujo aspecto vai depender do contexto sociocultural em que a mesma está inserida.
Segundo Mioto (2004), a discussão envolve inúmeros aspectos como as diferentes configurações familiares, as relações que a família vem estabelecendo com outras esferas da sociedade, tais como Estado, sociedade civil e mercado e os processos familiares. Além destes, estão envolvidos os aspectos inerentes à própria história e o desenvolvimento das profissões que atendem a esse campo.
Segundo Acosta e Vitale (2008) O foco do serviço social é a família. No Brasil, ele nasce vinculado aos movimentos de ação social numa proposta de dinamização da missão política de apostolado social junto as classes subalternas, particularmente junto a família operária. Ou seja, o alvo predominante do exercício profissional é o trabalhador e a sua família, em todos os espaços ocupacionais.
Segundo Cunha & Cunha (2002), “As Políticas Públicas têm sido criadas como resposta do Estado às demandas que emergem da sociedade e do seu próprio interior, sendo a expressão do compromisso público de atuação numa determinada área a longo prazo”
Para Alvori Ahlert (2003), “Políticas Públicas são ações empreendidas pelo Estado para efetivar as prescrições constitucionais sobre as necessidades da sociedade em termos de distribuição e redistribuição das riquezas, dos bens e serviços sociais nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal”.
Assinale a opção que indica, de acordo com Iamamoto e Carvalho, uma das atividades que os assistentes sociais do SESI (Serviço Social da Indústria) realizavam com as famílias operárias na época do surgimento da instituição.
Orientação orçamentária doméstica.
Desenvolvimento das comunidades operárias.
Realização de exames admissionais preventivos.
Mobilização por direitos trabalhistas.
Emissão de diagnósticos e pareceres sociais.
A atual conjuntura brasileira apresenta um quadro francamente regressivo em termos do conjunto dos direitos sociais conquistados pela classe trabalhadora. Nesse contexto, de acordo com Duarte (2018), ganha relevância o trabalho social com famílias.
Entretanto, essa proeminência aporta também perspectivas conservadoras no interior da profissão, dentre as quais se pode citar:
prescritivismo familiar;
emancipação assistencializada;
vulnerabilização das famílias;
meritocracia punitiva;
endogeneização das famílias.
O conceito de família deve ser balizado, sobretudo, pelo princípio da consanguinidade, que fundamenta o direito de família na estabilidade das relações hereditárias, com primazia destas sobre as considerações de caráter patrimonial.
Certo
Errado
A base de uma sociedade de classes não é a família, mas é seu modo de produção e reprodução das relações sociais, cuja dinâmica precisa contar com elas. Se ao longo da história as famílias sempre cumpriram um papel na proteção e no cuidado dos seus membros, a processualidade histórica impôs limites ao cumprimento apenas dessas tarefas, diante da particularidade do sistema do capital, modificando-as profundamente.
Diante da perspectiva de que a família foi construída por homens e mediada pela práxis humana entre mundo material e gênero humano, é correto afirmar ser possível captar as mediações que explicam os fundamentos da família e de sua particularidade a partir da categoria que determinou, ao longo da história, as relações sociais entre os indivíduos, qual seja,
a convivência.
a sexualidade.
o trabalho.
a procriação.
o afeto.
A respeito de aspectos relacionados à família na atualidade e às discussões feitas pelo Serviço Social, assinalar a alternativa CORRETA.
A partir da explicação da ontologia religiosa, entende-se que a família seria uma instituição natural, a base da sociedade.
As diversas formas de organizações familiares evidenciam que a família nuclear, que estruturou a sociedade ocidental em algumas épocas, nem sempre existiu e é uma construção humana que se desenvolveu por determinações biológicas, naturais e por interesses políticos e econômicos, impulsionados pelas dinâmicas produtivas e de reprodução social.
O efeito da naturalização e da negação da particularidade da família no capitalismo afasta a reprodução da ideia da família como principal instituição na formação dos indivíduos para a sociedade.
É comum nos espaços sócio-ocupacionais os profissionais tomarem como referências as funções do modelo contemporâneo de família, homem e mulher, o que resulta no conservadorismo com famílias que fogem desse modelo tradicional.
As políticas públicas de assistência social reconhecem a família como núcleo essencial de proteção, socialização e cuidado, independentemente de sua configuração ou composição. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
As ações intersetoriais voltadas à família devem reconhecer a pluralidade de arranjos familiares, considerando vínculos de afeto, solidariedade e convivência como elementos estruturantes.
A concepção contemporânea de família nas políticas públicas ultrapassa o modelo tradicional, reconhecendo uniões diversas, famílias monoparentais e famílias ampliadas como legítimas.
A família é compreendida como instituição estável e homogênea, baseada em um único modelo de convivência, devendo as políticas públicas promover sua padronização sociocultural.
O trabalho social com famílias fundamenta-se no respeito à diversidade de crenças, valores e identidades, priorizando o diálogo e a corresponsabilidade nas ações de proteção social.
As famílias são atendidas cotidianamente pelos assistentes sociais nos diferentes espaços sócio-ocupacionais. A partir de uma perspectiva protetiva, compreende-se que a família foi construída, ao longo da história, mediada pela práxis humana entre o mundo material e o gênero humano. É possível captar as mediações que contribuem com a explicação dos fundamentos da família e de sua particularidade a partir da categoria
humana.
trabalho.
estrutural.
política.
biológica.
São considerados tipos de famílias, EXCETO:
família nuclear.
família extensa.
família unipessoal.
família monoparental.
família única.