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De acordo com Guimarães (2017), “a falta de mediação entre as propostas de abordagem e a análise crítica da conjuntura sociopolítica é __________ na análise da abordagem familiar. A centralidade da família nas políticas sociais é uma requisição do processo de __________, de responsabilidade clássica do __________”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
apagada – negação – neoliberalismo
apagada – transferência – socialismo
evidenciada – negação – socialismo
evidenciada – transferência – neoliberalismo
Em se tratando do espaço família e escola, marque (V) Verdadeiro ou (F) Falso e assinale a alternativa correspondente
( ) A família caracteriza-se como a primeira instituição social que irá promover o desenvolvimento individual das pessoas; é a primeira formação. Ela é considerada a base de tudo, extremamente necessária para a evolução do ser humano, sendo nesse meio em que a criança terá seus primeiros contatos com os sujeitos que contribuirão para sua formação pessoal.
( ) As instituições família e escola são necessárias para a formação do indivíduo em sua totalidade por meio do processo de ensino-aprendizagem.
( ) A família e a escola emergem como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos das pessoas, atuando como propulsoras ou inibidoras do seu crescimento físico, intelectual, emocional e social.
( ) A educação é um processo social pouco ligado às transformações sociais, sendo um fator importante na transformação da sociedade, com viés para as transformações econômicas, culturais, sociais e políticas.
V, F, V, F.
V, V, V, F.
V, V, V, V.
F, V, V, V.
F, V, F, V.
Alguns eixos devem nortear a organização e o desenvolvimento do trabalho social nos serviços do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS). Dado que as situações acompanhadas no CREAS são de extrema complexidade, envolvendo violações de direitos e permeadas por tensões familiares e comunitárias é necessário que, nessas situações, a equipe do CREAS seja norteada principalmente pelo eixo:
Centralidade na família.
Atenção especializada e qualificação no atendimento.
Mobilização e participação social.
Trabalho em rede.
Grah, Dal Prá e Wiese (2021) analisam a incorporação da família na política social brasileira por meio dos serviços, sobretudo na área da saúde, em que ela se constitui em elemento fundamental no processo saúde-doença-cuidado.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir referentes às políticas sociais e suas interfaces com as famílias.
I. A base da redução dos direitos e a limitação das atividades redistributivas das políticas sociais encontram eco no trinômio do neoliberaliralismo baseado na privatização, na focalização e na descentralização. Uma das ênfases aqui é o crescente apelo à família, ao voluntariado, ao terceiro setor, como também à contemporânea responsabilidade social. Essas soluções baseiam-se na refilantropização e em forma minimalistas de enfrentamento da questão social. II. Sitcovsky (2006) argumenta que as reformas de cunho neoliberal do Estado impetradas nos anos trouxeram à Assistência Social o caráter de setor de serviços não exclusivos do Estado. III. Na Política de Saúde, que apresenta retrocessos nas mais diferentes matizes, como a redução de oferta de recursos públicos e a abertura para o mercado privado de saúde, ou seja, uma privatização não clássica, traduzida em processos de transferências dos custos do cuidado para as famílias sob o argumento da diminuição de internações hospitalares e da humanização do atendimento. IV. A família como agente de proteção é algo novo e em consequência da política neoliberal, em especial a partir de 2018, no atual contexto de crise do capital. V. No que concerne às políticas sociais, a família, no seu caráter informal, vai ganhando relevância e se tornando favorável diante de um esquema de pluralismo de bem-estar, que apregoa e valoriza a flexibilidade provedora. |
Está CORRETO o que se afirma em
II, III, IV e V, apenas.
II, III e V, apenas.
I, II, III e V, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III, IV e V.
A partir de uma visão dialético-crítica, o trabalho do assistente social com famílias tem como um de seus eixos
a desconstrução da ideia de família dissociada da condição de classe e de outros eixos de desigualdades, como gênero e raça.
a adoção de uma visão sistêmica sobre os arranjos familiares, superando assim o conservadorismo e a visão moralizante historicamente constituída.
a potencialização das características pessoais dos indivíduos, centrada na mudança subjetiva e de atitudes e posições que levem à emancipação social.
o enquadramento das famílias da classe trabalhadora nas relações sociais vigentes dada o seu potencial de transformação social.
o reconhecimento da família como agente da alienação e de tensões intergeracionais.
Para Mioto (2001), a ação profissional do Serviço Social define-se como um conjunto de procedimentos, atos, atividades pertinentes a uma determinada profissão e realizadas por profissionais de forma responsável e consciente. Portanto, contém tanto uma dimensão operativa quanto uma dimensão ética, e expressa no momento em que se realiza o processo de apropriação que os/as profissionais fazem dos fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos da profissão em determinado momento histórico. São as ações profissionais que colocam em movimento, no âmbito da realidade social, determinados projetos de profissão. Estes, por sua vez, implicam em diferentes concepções de:
Estado, mercado e sociedade civil.
Singularidade, particularidade e universalidade.
Homem, de sociedade e de relações sociais.
Capitalismo, socialismo e pluralismo.
Democracia, pluralismo e cidadania.
A publicação “Caderno de Orientações, Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos” descreve que o profissional de nível superior que integra a equipe do CRAS como referência técnica aos grupos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), além de acompanhar a execução do serviço por meio de participação nas atividades de planejamento e assessoria ao orientador social, é responsável por assegurar, na prestação do SCFV, a aplicação do princípio da matricialidade sociofamiliar, que orienta as ações de proteção social básica da Assistência Social.
Não é uma atribuição do técnico de referência:
Acolher os usuários e ofertar informações sobre o serviço.
Participar da definição dos critérios de inserção dos usuários no serviço.
Conhecer as situações de vulnerabilidade social e de risco das famílias beneficiárias de transferência de renda.
Realizar atendimento particularizado e visitas domiciliares a famílias referenciadas ao CREAS.
Tomando como referência a discussão majoritária sobre família existente no Serviço Social, assinale a afirmativa correta.
As três dimensões clássicas da definição de família: sexualidade, procriação e convivência permanecem com o mesmo grau de imbricamento de outrora.
Podemos compreender família a partir de um espaço constituído de pessoas que se empenham umas com as outras de modo contínuo, estável e não casual.
A família, dependendo de suas formas ou modelos assumidos, ainda é o espaço privilegiado na História da Humanidade onde aprendemos a ser e a conviver.
As transformações da família estão intrínseca e dialeticamente desarticuladas das transformações societárias contemporâneas, uma vez que se trata de uma organização de foro íntimo e particular.
Conforme apontam estudiosos do tema, o risco pode ser entendido como uma variedade de situações que englobam: os eventos naturais, ligados ao ciclo de vida, de saúde, sociais, econômicos, entre outros; já a vulnerabilidade social guarda relação com a exposição ao risco. A abordagem dessas categorias também diz respeito ao acesso às estruturas de oportunidades e às iniciativas individuais e grupais que contribuam para a redução do grau de vulnerabilidade e façam frente ao choque do risco pessoal ou social. Tal enfoque permite estabelecer diferentes estratégias de articulação no campo das políticas públicas e de fortalecimento da capacidade de
resposta das famílias.
transformação da sociedade.
resiliência dos indivíduos.
resiliência dos indivíduos.
compreensão do coletivo.
O trabalho familiar constitui-se em uma questão importante para o campo da política social, em que há uma tendência de que a família seja incorporada
como núcleos desestruturados em função do esgotamento do modelo de sociedade.
na função de suprir o retraimento do Estado na garantia de direitos.
como parte do atendimento à necessidade de formação de indivíduos conscientes.
em sua relevância para a produção social mas invisibilizando sua importância para a reprodução social.
como parte da gestão do trabalho coletivo em colaboração à ação social governamental.
Acerca do artigo “Família, trabalho com famílias e Serviço Social” (MIOTO, 2010), analise as assertivas abaixo:
I. A ideia central da proposta familista reside na afirmação da tradição secular de que existem dois canais naturais para satisfação das necessidades dos indivíduos: a família e o mercado.
II. Desfamilização significa o aumento da responsabilidade familiar em relação à provisão de bemestar social, seja através do Estado ou do mercado.
III. Os processos político-organizativos no trabalho com famílias implicam em ações que privilegiem e incrementem a discussão da relação família e proteção social na esfera pública, visando o rompimento com a ideologia vigente da família como responsável da proteção social, buscando a garantia e ampliação dos direitos sociais.
IV. Os processos de planejamento e gestão desvinculam o conjunto de ações profissionais desenvolvidas com enfoque no planejamento institucional como instrumento de gestão e gerência de políticas e serviços.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
Apenas II e IV.
I, II, III e IV.
O familismo tem se colocado como um debate importante para o trabalho profissional do assistente social em uma perspectiva crítica. Desta forma, acerca do familismo, é correto afirmar.
Familismo é entendido como um padrão de proteção social, em que a família é colocada como centro da política social e o Estado é o responsável de prover os direitos sociais.
Familismo é entendido como um padrão social em que a família é colocada como instituição provedora central de bem-estar.
Familismo é entendido como um padrão social em que as famílias da classe trabalhadora são prioridade, em vistas a garantia da proteção social integral.
Familismo é considerado um padrão de proteção social essencialmente inútil para a reprodução social capitalista.
O trabalho social com famílias é um processo de trabalho que se desenvolve no campo das políticas sociais, executado por equipes multiprofissionais, inclusive Assistentes Sociais, tendo como referência a família. Esta referência ancora-se no reconhecimento de que:
dependendo da sua configuração, é espaço de convivência humana e, ao lado da educação, constitui um dos eixos organizadores da vida social.
enquanto espaço de proteção e cuidado, permite que as necessidades de saúde e bem-estar se transformem em demandas para serviços sociais.
as condições de vida de cada família dependem muito mais das condições de vida dos indivíduos, ou seja, a avaliação das condições das famílias está muito mais associada às condições de vida dos indivíduos e sua posição individual na sociedade.
o foco na família representa a possibilidade de superar a fragmentação no contexto da atenção setorizada dos serviços, por necessidades, por segmentos ou por fenômenos.
há de se definir competências e princípios eficazes para as famílias, no sentido de promover a sua centralidade nos atendimentos.
Sobre o tema “Famílias e Políticas Públicas” assinale (V) Verdadeiro ou (F) Falso e marque a alternativa correspondente:
( ) As famílias são espaços de solidariedade, de afetos, de tolerância, de igualdade, de hierarquia, de relações de forças, de reprodução de desigualdades de gênero e gerações. Espaços também em que podem ocorrer abusos, violações de direitos em determinados contextos de vulnerabilidades extremas da existência humana, objetiva e subjetiva.
( ) Nos anos 1990 e 2000, a família assumiu a centralidade nas políticas sociais brasileiras, resultante de duas forças antagônicas: de um lado, os movimentos reformistas das políticas sociais que lutavam contra os modelos institucionalizantes e pela garantia do direito à convivência familiar e comunitária das pessoas com suporte e apoio do Estado em serviços alternativos de nova modalidade, diurnos, abertos e em comunidade; de outro lado, as reformas neoliberais, que se iniciaram nos anos 1990, embasadas e fundamentadas na redução do gasto público, nas privatizações, nas políticas públicas estatais para os mais pobres, parceria com a família, mercado e ONGs na prestação direta de serviços de proteção social, como forma de reduzir as demandas do Estado.
( ) As transformações demográficas na estrutura familiar e na composição da força de trabalho, com a inserção massiva das mulheres no mercado de trabalho, formal ou informal, põem em xeque a capacidade de cuidados das mulheres em tempo integral, o que tem gerado famílias desestruturadas, nas quais as mães não cumprem o seu papel de cuidado e orientação dos filhos, nem os pais de sustento da família.
( ) As políticas sociais brasileiras, pós-Constituição de 1988 são contraditórias e ambíguas, e a centralidade na família é perpassada por essas contradições, com a direção compatível com as expectativas sociais de que a família seja a primeira, a principal e a insubstituível forma de proteção social, que inclui cuidados, assistência, guarda, socialização, educação e sobrevivência dos seus membros, independentemente do seu formato e condições de vida.
V, V, V, V
F, V, F, V.
V, F, V, V.
V, V, F, V.
V, V, V, F.
No que se refere as novas modalidades de família, assinale a alternativa que corresponde a família formada com base no casamento civil pelos cônjuges, e uma união vinculada a normas vivendo ambos em plena comunhão de vida e em igualdade de direitos e deveres, tendo entre si um contrato especial de direito de família com intervenção do Estado para sua realização:
Fonte: https://jus.com.br/artigos/63800.
Família Matrimonial.
Família Eudemonista.
Família Pluriparental.
Família Monoparental.
Segundo Mioto (2009), no trabalho realizado com indivíduos, grupos e famílias, os(as) assistentes sociais desenvolvem “ações de natureza socioeducativa que, como os próprios nomes indicam, interferem diretamente na vida dos indivíduos, dos grupos e das famílias”. Essas ações são conhecidas como:
Acompanhamento e entrevista.
Entrevista e parecer.
Grupo focal e orientação.
Intervenção e parecer.
Orientação e acompanhamento.
A composição das famílias contemporâneas pode variar em uniões consensuais de parceiros separados ou divorciados; uniões de pessoas do mesmo sexo; uniões de pessoas com filhos de outros casamentos, além de: Considerando a legislação em pauta, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Mães sozinhas com seus filhos, sendo cada um de um pai diferente.
( ) Pais sozinhos com seus filhos.
( ) Avós com os netos.
( ) Uma infinidade de formas a serem definidas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V - V - V - F
V - V - V - V
V - V - F - F
V - F - V - V
O incremento da ideia da família como centro de proteção e com ela o amplo desenvolvimento do voluntariado, das entidades não governamentais e o delineamento de ‘novas profissões’ no interior das políticas sociais, inclusive nas públicas, vai favorecer não só a reativação exponencial da ideia liberal da responsabilidade da família em relação à provisão de bem estar, como também a reativação das práticas disciplinadoras tão comuns nos séculos anteriores, principalmente em relação às famílias pobres.
MIOTO, Regina Célia Tamaso. Família e políticas sociais. In: IVANETE, Boschetti. et. al. (Orgs). Política social no capitalismo: tendências contemporâneas. Cortez: São Paulo, 2008. (Cap. 6)
Considerando o texto citado, assinale a alternativa que apresenta o significado de políticas familiares de caráter familista.
Políticas que visam a atender, de forma específica, as demandas de cada membro do grupo familiar.
Políticas voltadas para a promoção e para o empoderamento socioeconômico do grupo familiar
Políticas que reforçam o papel tradicional de homens e mulheres na esfera doméstica e que acabam influenciando na forma de inserção de homens e mulheres no mercado de trabalho.
Políticas que visam atender as necessidades do grupo familiar a partir do atendimento das suas demandas pela esfera privada.
Políticas que visam a socializar com o conjunto da sociedade o trabalho de reprodução social que é exercido de forma predominante pelas mulheres no âmbito familiar.
Na perspectiva da assistência social, a família deve ser entendida como um grupo plural imutável. Isso significa que, embora o ambiente familiar possa apresentar conflitos e desigualdades, esses elementos vivenciados não devem ser analisados ou mesmo trabalhados a partir da diferenciada distribuição de poder e de responsabilidade entre seus membros.
Certo
Errado
Para Mioto (2015), pensar a centralidade da família na política de Assistência Social, visando à superação da focalização em segmentos ou situações de risco, requer o conhecimento de diferentes perspectivas analíticas sobre o lugar que a família pode ocupar no âmbito das políticas sociais. Sobre a temática, assinale a alternativa INCORRETA.
A família, independentemente das formas ou modelos que assume, ainda é o espaço privilegiado na história da humanidade em que aprendemos a ser e a conviver.
As transformações da família estão intrínseca e dialeticamente condicionadas às transformações societárias contemporâneas, a saber, às transformações econômicas e sociais, às transformações de hábitos e costumes e ao avanço da ciência e da tecnologia.
A família é uma sociedade natural e sujeito econômico de mercado. As ações públicas devem acontecer sob a forma de compensação quando falirem no provimento de condições de sobrevivência, de suporte afetivo e de socialização de seus membros. Assim sendo, existe uma estrutura ideal de família (pai-mãe-filhos) para que as obrigações familiares estejam naturalizadas e sejam cumpridas.
O reconhecimento da importância da família no contexto da vida social está explícito no Art. 226 da Constituição Federal do Brasil, que declara que “a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”, endossando assim o Art. 16 da Declaração dos Direitos Humanos, que toma a família como sendo o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.
A família é mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade, mediando continuamente os deslocamentos dos limites entre o público e o privado, e geradora de formas comunitárias de vida.