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À medida que a sociedade evolui, as estruturas familiares também passam por mudanças significativas. Com base nisso, sobre o conceito de família reconstruída, é correto afirmar que:
diz respeito a famílias que não possuem parentes colaterais;
diz respeito a famílias que foram separadas em razão de alguma catástrofe;
diz respeito a famílias formadas por pessoas do mesmo sexo e da mesma origem;
diz respeito a famílias formadas por pessoas que já tiveram relacionamentos anteriores, mas que se separaram ou se divorciaram e decidiram construir novos laços afetivos;
diz respeito a famílias que não possuem parentes colaterais.
No tocante ao Código Familiar, é correto afirmar:
é a indicação da ação que está sendo realizada pelo entrevistador na coleta de dados com a família.
são territórios em que se dividem os estados e são criados por legislação estadual.
define uma área contínua, podendo ser urbana ou rural, que agrega um número de domicílios ou de unidades não residenciais.
é a sequência numérica atribuída a cada família cadastrada, que faz a vinculação entre o domicílio, a família e as pessoas que a compõem.
As metodologias de abordagem familiar são fundamentais para que os assistentes sociais possam intervir de maneira efetiva nas diversas configurações familiares, promovendo a inclusão, o bem-estar e o acesso aos direitos.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que descreve corretamente a ação do assistente social ao aplicar metodologias de abordagem familiar.
Utilizar uma abordagem padronizada e uniforme para todas as famílias, sem considerar suas especificidades e particularidades, tratando todas de maneira homogênea.
Implementar metodologias que privilegiem apenas a dinâmica de famílias tradicionais, desconsiderando as novas configurações e a diversidade familiar presente na sociedade contemporânea.
Desenvolver intervenções baseadas exclusivamente em teorias gerais, sem realizar uma análise contextualizada e individualizada das necessidades e dinâmicas específicas de cada família atendida.
Aplicar metodologias de abordagem familiar que sejam sensíveis às particularidades e dinâmicas de cada família, promovendo intervenções que fortaleçam os vínculos familiares e assegurem o acesso aos direitos sociais.
Planejar ações que reforcem estereótipos e preconceitos sobre as diversas configurações familiares, sem buscar compreender e valorizar a riqueza e a complexidade das relações familiares modernas.
Quando tratamos da intervenção profissional com famílias, faz-se necessário o estabelecimento de uma nova lógica de trabalho, com ações profissionais que passam a incidir de forma articulada, em diferentes níveis de atenção. Quais seriam esses níveis?
Identificação de problemas e busca de solução para eles na rede social primária e encaminhamentos.
Proposição, articulação e avaliação de políticas sociais; organização e articulação de serviços e atendimento a situações singulares.
Trabalho com redes, articulação para determinados problemas, acompanhamento e monitoramento.
Direcionalidade da ação profissional, busca por demandas que extrapolam as possibilidades de resposta e ação profissional direcionada a um sujeito singular.
O assistente social, no âmbito do trabalho com convivência familiar e comunitária, atua no atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social, que são compreendidas como
família que se estende para além da unidade pais/filhos e/ou da unidade do casal, estando ou não dentro do mesmo domicílio.
grupo familiar que enfrenta condições sociais, culturais ou relacionais adversas ao cumprimento de suas responsabilidades e/ou cujos direitos encontram-se ameaçados ou violados.
grupo de pessoas que são unidas por laços de consanguinidade, de aliança e de afinidade que potencializarão a capacidade e os recursos da família para o enfrentamento de desafios inerentes às diferentes etapas do ciclo de desenvolvimento familiar.
grupo familiar incapaz de se gerir, devendo-se recorrer à suspensão provisória do poder familiar ou à destituição dos pais de seus deveres em relação aos filhos.
família que participa de programas de famílias acolhedoras, recebendo crianças e adolescentes sob sua guarda, de forma temporária, até a reintegração da criança com a sua própria família ou seu encaminhamento para família substituta.
O artigo “O Serviço Social no Núcleo de Apoio à Saúde da Família” (Ghiraldelli; Oliveira; Martins, 2020) aborda um modelo assistencial importante que emerge como modelo de organização da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Básica no Brasil, com o objetivo de catalisar o processo saúde-doença dos indivíduos na instância da família e na esfera das comunidades. O trecho se refere a qual modelo?
Ambulatório de População de Rua.
Estratégia Saúde da Família.
Programa Saúde nas Escolas.
Serviço Móvel de Urgência.
Desde os primórdios do Serviço Social a família é foco da intervenção profissional, cujas propostas apresentaram- -se de formas diferenciadas ao longo da sua trajetória. O trabalho com famílias, na perspectiva protetiva, requer a organização e a articulação dos serviços, de forma a garantir eficazmente uma estrutura de cuidado e proteção. Requer também direcionalidade nas formas de condução dessas ações em vista do momento, dos objetivos e das finalidades.
São elementos que devem ser considerados no trabalho do assistente social com famílias, cuja metodologia
se constrói no processo da abordagem.
conta com padrão consolidado.
é dada pelo grau de adesão do usuário.
se constitui à priori.
orienta-se por princípios tradicionais.
No que diz respeito à direcionalidade da ação profissional do assistente social no trabalho com famílias, Mioto (2010) avalia que ela deve ocorrer a partir da perspectiva da integralidade das ações conectadas em diferentes níveis.
Uma delas é a organização e a articulação de serviços, cujo principal objetivo é:
abrandar a responsabilidade familiar em relação à provisão de bem-estar social, seja por meio do Estado, da comunidade ou do mercado;
desenvolver estratégias de sobrevivência, de mudança de comportamentos e estilos de vida, vinculando-se em redes de solidariedade;
distribuir as políticas públicas destinadas à proteção familiar entre os segmentos mais pauperizados da população a partir de critérios socioeconômicos;
identificar as fontes de dificuldades familiares, possibilidades de mudanças e os recursos necessários para uma melhor qualidade de vida;
reincorporar os riscos sociais atinentes à família, ressignificando-os com base em projeções sociais e demográficas.
As recentes transformações da família evidenciam sua relação direta com as mudanças societárias. Do ponto de vista da teoria social crítica, a família é parte intrínseca do conjunto das relações sociais e, portanto, é marcada pelas contradições que caracterizam tais relações, constituindo-se o locus privilegiado das expressões da questão social. Nessa perspectiva, a concepção de família assenta-se ainda na afirmação do seu caráter histórico e, por isso, entende-se que seu modelo nuclear é uma formação típica do capitalismo, constituindo-se uma instituição privilegiada dos processos de reprodução social. Assim, a família não é compreendida apenas como o lugar de afetos e socialização, mas é reconhecida como unidade econômica e
de desejos.
unânime.
de serviços.
flexível.
transitória.
Como é dominado o instrumento que recolhe informações estruturais (vinculares e funcionais) de um sistema familiar, o que pode ser analisado horizontalmente, por meio do contexto familiar atual, e verticalmente, por meio das gerações? Ademais, o referido instrumento resulta em uma representação com “informações sobre a família, de maneira que permite uma rápida visão da composição, de padrões familiares e de relacionamentos. De acordo com Penso, Costa e Ribeiro (2008) esta é uma técnica que permite demonstrar o mapeamento do funcionamento familiar e identificar os padrões de suas relações no passado e no presente.
Genealogia.
Genoma.
Gensanálise.
Genograma.
Apesar da Constituição da República de 1988 ter postulado o dever do Estado pela proteção social, a família continuou tendo centralidade no campo da provisão de bem-estar, mantendo o caráter familista da sociedade brasileira.
Analise as afirmativas a seguir que subsidiam a perspectiva familista, e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A família deve ser protetiva graças à solidariedade familiar, sem depender do Estado.
( ) Cabe exclusivamente à família enfrentar as desigualdades de gênero.
( ) As ações de proteção social do Estado devem existir quando a família falha e não como direito de cidadania.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
F – F – F.
F – F – V.
V – V – F.
V – V – V.
V – F – F.
O visitador social foi designado a acompanhar um grupo de famílias, de acordo com as diretrizes do programa em que está inserido. Seu objetivo inicial com a visita domiciliar é conhecer a família para poder, então, estabelecer o plano de acompanhamento e apoio às ações socioeducativas. Ao chegar a residência para a realização de seu trabalho, sua primeira ação deve ser de:
avaliação e escuta atenta
identificação e solicitação para entrar
orientação e observação do ambiente
compreensão e resolução de problemas
Em nossa cultura contemporânea, já começa a fazer parte do imaginário social a ideia de que os cidadãos podem escolher livremente o estilo de família que querem ter e de que não devem ser penalizados por preferirem uniões alternativas à família heterossexual e monogâmica.
(Delaisi de Parseval, 1999.)
O modelo tradicional de família dá lugar a configurações bastante diferentes, mono, multi e homoparentais, dentre outras. Sobre o exposto e, ainda, considerando situações onde ocorre a criação da criança por um único adulto, mãe ou pai, que pode ser biológico ou adotivo, trata-se da família:
Patriarcal.
Pluriparental.
Homoparental.
Monoparental.
No que diz respeito ao trabalho coletivo no serviço social com grupos, famílias e redes sociais, assinale a opção correta.
De acordo com as mudanças históricas ocorridas na sociedade, nota-se atualmente a inexistência de processo interventivo na lógica do disciplinamento, da responsabilização e da culpabilização das famílias.
O chamado serviço social de grupo foi desempenhado no Brasil a partir da compreensão do grupo como uma ferramenta profissional de caráter político e educativo, que envolve um coletivo de pessoas e propicia um espaço de reflexões críticas centradas no cotidiano da dinâmica capitalista.
É função do assistente social no trabalho com grupos estabelecer relações positivas funcionais e corrigir pedagogicamente e psicologicamente possíveis disfunções apresentadas pelos integrantes.
Constituem objetivos do trabalho com grupo no serviço social contemporâneo a identificação de demandas coletivas, a seleção de ações prioritárias e a coleta de dados empíricos, o que possibilita a troca de saberes e de experiências entre os participantes.
A partir do entendimento de que as famílias participam da reprodução das relações sociais inseridas na dinâmica capitalista, houve um redimensionamento da ação profissional, a qual passou a entender que o trabalho com as famílias só é efetivo por intervenções profissionais prescindíveis de teleologia e do compromisso ético-profissional.
Os estudos sobre o serviço social e o trabalho com famílias identificam que há uma centralidade da família nas políticas sociais, no capitalismo dependente.
Essa centralidade das políticas públicas tende a acarretar, para as famílias da classe trabalhadora,
aumento dos gastos públicos com as famílias da classe trabalhadora.
sobrecarga e culpabilização das famílias, principalmente das mulheres.
sobrecarga e judicialização das famílias, principalmente dos homens.
aumento das demandas aos serviços públicos.
o fenômeno do familismo.
A mediação profissional é um processo complexo que se localiza:
Exclusivamente na academia.
Em torno da família.
Na ação filantrópica.
No conjunto das relações sociais.
Na atualidade, a transformação das configurações familiares é notável, tanto no que diz respeito à sua estrutura quanto às suas relações.
Em relação às ações do(a) assistente social nesse cenário, considere as afirmativas a seguir.
I → Deve outorgar um tipo de responsabilidade à família, desautorizando-a na medida em que não corresponda com as expectativas arroladas, bem como culpabilizá-la pelos seus fracassos.
II → Deve reconhecer que as famílias não são homogêneas em relação a seus recursos, fases dos ciclos de vida e modelos culturais e organizativos.
III → Deve priorizar a garantia dos direitos de cidadania, relativizando o quanto de responsabilidade cabe às famílias em relação à provisão de bem-estar.
IV → Deve restringir suas análises ao cumprimento dos critérios de concessão de benefícios sociais.
Está(ão) correta(s)
apenas I.
apenas I e III.
apenas II e III.
apenas II e IV.
apenas II, III e IV.
No acompanhamento do adolescente na família, é fundamental considerá-la não apenas como "um simples somatório de comportamentos, anseios e demandas individuais, mas sim, como um processo interagente da vida e das trajetórias individuais de cada um dos seus integrantes" (KALOUSTIAN, 1998, p. 13). Nesse contexto, o trabalho com as famílias, incluindo os adolescentes deve contemplar ações como
I. a compreensão das dinâmicas familiares, dos valores culturais e contextos sociais para oferecer um suporte adequado.
II. o fortalecimento dos vínculos familiares potencializando as habilidades individuais e coletivas dos adolescentes.
III. a capacitação das famílias e dos adolescentes para serem agentes ativos na construção de soluções para suas próprias realidades.
IV. a valorização de concepções, valores e posturas que estabelecem a condição de subalternidade das mulheres, crianças e adolescentes.
V. a adoção de práticas assistencialistas, que reforçam estigmas e moldam posturas, de modo a culpabilizarem as famílias por sua situação de vulnerabilidade social.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I – II – IV.
III – IV – V.
I – II – V.
II – III – IV.
I – II – III.
Monteiro (2018) aborda a questão da família na atenção aos idosos em cuidados paliativos em seu artigo. Conforme a autora, analise as assertivas abaixo:
I. A origem dos cuidados paliativos advém do Movimento Hospice, criado por Cicely Saunders e colaboradores, que foram responsáveis pela disseminação dessa filosofia do cuidar em nível mundial.
II. Os cuidadores dos pacientes em cuidados paliativos enfrentam poucas alterações em suas vidas, pois essa função os ajuda a manter-se no emprego e a investir cada vez mais em suas carreiras.
III. Na perspectiva dos fundadores da filosofia de cuidados paliativos, esses cuidados contêm dois elementos essenciais: o primeiro refere-se ao controle efetivo da dor e de outros sintomas, e o segundo diz respeito aos cuidados (que abrangem as dimensões psicológicas, sociais e espirituais de pacientes e de sua família).
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Pensar os sentidos atribuídos à família na proteção social envolve desafios para as políticas públicas, conforme disposto por alguns autores da área. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir:
I. O sentido de família como objeto de políticas públicas liga-se ao modelo de proteção social pautado no paradigma histórico.
II. O sentido atribuído à família como sujeito das políticas públicas está ligado às situações em que os membros das famílias são convocados para executar ações que seriam atribuições dos serviços públicos.
III. O sentido atribuído à família como parceira se concretiza nas situações em que o Estado a considera como parte da rede de proteção social para provisão de bem-estar de seus membros.
Está(ão) CORRETA(S):
Apenas a assertiva I.
Apenas a assertiva Il.
Apenas a assertiva III.
As assertivas I, Il e III.