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Devo analisar a pós-modernidade como uma série de transições imanentes afastadas — ou "além" — dos diversos feixes institucionais da modernidade que serão distinguidos ulteriormente. Não vivemos ainda num universo social pós-moderno, mas podemos ver mais do que uns poucos relances da emergência de modos de vida e formas de organização social que divergem daquelas criadas pelas instituições modernas.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora UNESP, 1991.
Considerando o trecho acima e a concepção de pós-modernidade de Giddens assinale a alternativa mais adequada à visão do autor sobre o tema:
Pós-modernidade diz respeito a aspectos da reflexão estética sobre a natureza da modernidade.
A Pós-modernidade exprime uma consciência de transição da modernidade, mas que não é ainda capaz de demostrar a sua própria existência.
A Pós-modernidade se apresenta com uma nova agenda social e política, que emergiu atrelada à uma crescente proeminência de preocupações ecológicas e de novos movimentos sociais em geral.
A Pós-modernidade sintetiza o processo revolucionário de substituição do capitalismo pelo socialismo.
Giddens prefere definir a Pós-modernidade como Modernidade radicalizada e nela identifica desenvolvimentos institucionais que criam um sentido de fragmentação e dispersão.
Anthony Giddens e Ulrich Beck são teóricos contemporâneos com contribuições significativas para a Sociologia, sobretudo, no que tange às análises sobre a modernidade e a sociedade de risco.
Tendo como base a teoria dos referidos autores, julgue as assertivas e assinale a alternativa CORRETA.
I. Segundo Giddens, o risco é a condição inerente de insegurança, criada socialmente pela interação e pelo impacto do conhecimento e pela transformação do mundo pelo homem no processo de produção social e territorial da modernidade, no que ele denomina de “risco fabricado”;
II. Um desastre ambiental, ocasionado pelo colapso de uma barragem, por exemplo, pode ser caracterizado como expressão da “sociedade de risco”, como teorizada por Ulrich Beck. Um momento em que as contradições da sociedade moderna se revelam nos aspectos negativos do progresso, com implicações para o próprio meio ambiente;
III. Como teorizado por Beck e Giddens, o risco é uma produção social e territorial da modernidade, ou seja, os efeitos indesejáveis, excessos e saturações relacionados ao progresso e à ideia de desenvolvimento, expressões da modernidade.
IV. Os grandes desastres ambientais, sobretudo, os que estão relacionados às grandes obras estruturantes, como a construção de plataformas petrolíferas, no contexto de expansão da matriz energética global, também estão inserido nesse processo. Os aspectos negativos do progresso revelam cada vez mais as contradições da sociedade atual, que configuram a “Sociedade de risco”, como preconiza Ulrich Beck.
Estão CORRETAS as assertivas:
Apenas II, III e IV.
Apenas I e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas I, III e IV.
Todas as assertivas estão corretas.
Lançado em 2020, o Pix é um sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil que permite a pessoas e empresas realizarem transferências e pagamentos em tempo real, a qualquer hora do dia, inclusive em feriados. Funcionando como alternativa aos sistemas tradicionais, como TED, DOC e boletos, o Pix registra as transações imediatamente e possibilita pagamentos eletrônicos sem a necessidade de dinheiro físico. Dados do Banco Central e do IBGE (2024) indicam que o Pix é amplamente utilizado por brasileiros de ambos os sexos, de todas as classes sociais e nas cinco regiões do país, alcançando cerca de90% da população, e seu uso já supera o do cartão de crédito em diversas modalidades de pagamento, evidenciando uma transformação significativa nos hábitos financeiros da sociedade.
A esse respeito, avalie o que se afirma a partir das reflexões de Anthony Giddens (1991).
I- A utilização do Pix como método de pagamento pela maioria dos brasileiros pode ser interpretada, à luz da teoria de Anthony Giddens, como uma expressão da confiança depositada pela população nos sistemas peritos próprios da modernidade tradicional.
II- A adesão ao Pix indica a intensificação do distanciamento entre tempo e espaço, característica da modernidade tardia, segundo Anthony Giddens, ao permitir transações imediatas independentemente da presença física dos indivíduos no mesmo ambiente.
III- Embora o Pix seja utilizado por brasileiros de todas as regiões do país, pesquisas apontam resistência a esse novo método de pagamento, refletindo, segundo Giddens, a persistência de práticas tradicionais diante de sistemas abstratos característicos da modernidade tardia.
IV- O uso do Pix evidencia, segundo Anthony Giddens, como os mecanismos de desencaixe, as fichas simbólicas e os sistemas peritos dependem da crença da população na credibilidade e na eficácia desses sistemas abstratos que estruturam a vida social na modernidade tardia.
V- As pessoas recorrem ao Pix, assim como a outros sistemas peritos, pois, segundo Anthony Giddens, a confiança supõe a compreensão técnica de como o sistema funciona, exigindo o conhecimento detalhado de seus mecanismos internos.
Está correto apenas o que se afirma em
I e III.
II e IV.
I, II e V.
I, IV e V.
II, III e IV.
"O que é que há com a sociologia? Por que causa tamanha irritação a tantas pessoas? Alguns sociólogos poderiam responder 'ignorância”, outros, 'medo”. Por que medo? Ora, porque consideram sua matéria algo arriscado e frustrante. A sociologia, costumam afirmar, tende a subverter: ela questiona as premissas que desenvolvemos sobre nós mesmos, como indivíduos, e acerca dos contextos sociais mais amplos nos quais vivemos” (Giddens, 2001, p. 11).
A partir desta citação de Anthony Giddens, qual é a alternativa que agrupa os conceitos que melhor representam o papel da Sociologia enquanto ciência e instância crítica da sociedade?
GIDDENS, Anthony. Em defesa da sociologia: ensaios, interpretações e tréplicas. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
Estranhamento, desnaturalização e reprodução.
Legitimação, estranhamento e desmistificação.
Reprodução, coerção e desnaturalização.
Reprodução, legitimação e desmitificação.
Estranhamento, desnaturalização e desmistificação.
Com relação ao conceito de estrutura na Teoria da Estruturação de Anthony Giddens, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Na Teoria da Estruturação, a estrutura é entendida como algo externo aos indivíduos, que os determina de forma unilateral.
(__)Para Giddens, estrutura refere-se a regras e recursos que orientam e possibilitam a ação social.
(__)A estrutura, segundo Giddens, é ao mesmo tempo meio e resultado das práticas sociais.
(__)Na Teoria da Estruturação, os indivíduos apenas reproduzem a estrutura, sem transformá-la.
(__)Para Giddens, a estrutura não existe independentemente da ação social, mas apenas enquanto é incorporada e reproduzida pelas práticas dos agentes.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V − F − F − V − V.
V − V − F − F − F.
F − V − V − F − F.
F − F − V − V − F.
F − V − V − F − V.


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Considerando o texto de Anthony Giddens, da questão anterior, identifique a alternativa abaixo que traz a relação CORRETA entre a Revolução Industrial e o surgimento da Sociologia como ciência:
a Revolução Industrial foi um fenômeno isolado, sem repercussões sociais significativas que pudessem ser estudadas pela Sociologia.
o surgimento das fábricas e da produção industrial afetou os hábitos pessoais dos indivíduos, mas não possui uma relação direta para a criação da Sociologia.
a Revolução Industrial levou ao fortalecimento das comunidades rurais, o que limitou a necessidade de compreender as dinâmicas sociais emergentes, tornando necessária o surgimento da Sociologia.
a mudança na produção de alimentos e bebidas foi um fenômeno que possui uma relação direta com a Revolução Industrial, fato este ocorrido após o desenvolvimento da Sociologia.
a Revolução Industrial provocou um processo migratório de camponeses para áreas urbanas, resultando em novos tipos de interações sociais, criando um campo fértil para o desenvolvimento da Sociologia.
“A maior parte de nós vê o mundo em termos das características das nossas próprias vidas, com as quais estamos familiarizados. A Sociologia mostra que é necessário adotar uma perspectiva mais abrangente do modo como somos e das razões pelas quais agimos. Ensina-nos que o que consideramos natural, inevitável, bom ou verdadeiro pode não o ser, e que o que tomamos como dado nas nossas vidas é fortemente influenciado por forças históricas e sociais”.
(GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2012, Cap.1, p.2.)
Pode-se inferir do texto que a mensagem principal acerca da visão do mundo e da Sociologia consiste em que:
a visão científica é a única forma válida de compreender a realidade social.
a Sociologia nos ajuda a perceber que nossas crenças sobre o que é natural podem ser influenciadas por fatores sociais e históricos.
as características pessoais não têm relação direta com o comportamento social.
o que consideramos verdadeiro é sempre universal e imutável.
a compreensão da sociedade deve ser baseada em dados científicos e estatísticos.
"O surgimento da indústria conduziu a uma migração em grande escala de camponeses, que deixaram as suas terras e se transformaram em trabalhadores industriais em fábricas, o que causou uma rápida expansão das áreas urbanas e introduziu novas formas de relacionamento social. A Revolução Industrial mudou de forma dramática a face do mundo social, incluindo muitos dos nossos hábitos pessoais. A maior parte da comida que ingerimos e das bebidas que tomamos - o café, por exemplo - são hoje em dia produzidos através de meios industriais.”
(GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6º ed. Porto Alegre: Artmed, 2012, Cap.1, p.7.)
a Revolução Industrial resultou em uma diminuição da urbanização e do número de trabalhadores industriais, levando à preservação das áreas rurais e das práticas agrícolas tradicionais.
a Revolução Industrial teve um impacto insignificante na forma como os alimentos e bebidas eram produzidos, mantendo as práticas de produção anteriores predominantemente manuais e artesanais.
o surgimento da indústria provocou uma migração em grande escala de camponeses para áreas urbanas, resultando na expansão rápida das cidades e na transformação das formas de relacionamento social.
a principal mudança causada pela Revolução Industrial foi a adoção generalizada de novas tecnologias avançadas, que permitiram a continuidade da vida rural e minimizaram a migração para as cidades.
as novas formas de relacionamento social introduzidas pela Revolução Industrial foram restritas apenas às áreas rurais em detrimentos das áreas urbanas, que continuaram a manter suas estruturas sociais tradicionais.
Anthony Giddens, em seu livro “Sociologia”, afirma que a casa é, de fato, o lugar mais perigoso da sociedade moderna. Para dar validade a sua afirmação, ele diz que:
em termos estatísticos, uma pessoa estará mais sujeita à violência em casa do que em uma rua à noite
a casa oferece muitos objetos e obstáculos para as crianças, oferecendo mais possibilidade de perigo
nem sempre os pais estão em casa, fazendo com que as crianças, principalmente do sexo feminino, estejam mais vulneráveis à violência
casa deixou de ser o asilo inviolável da pessoa, tendo em vista que hoje é facilmente violada por pessoas perigosas, com intenção de causar dano aos morados
Leia o fragmento a seguir:
“A sociologia é um campo muito amplo e diverso, e quaisquer generalizações sobre ela são questionáveis. Mas podemos destacar três concepções amplamente defendidas, derivadas em parte do prolongado impacto da teoria social clássica na sociologia, que inibem uma análise satisfatória das instituições modernas”.
(GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Ed. da Unesp, 1991 - p. 15-16.)
Que concepção NÃO faz parte das destacadas por Anthony Giddens?
Análise institucional da modernidade como diagnóstico fundamental.
Ênfase na sociedade como foco principal da análise sociológica.
Primazia dos indivíduos sobre a sociedade, axioma das teorias sociológicas.
Relações entre o conhecimento sociológico e os aspectos da modernidade que esse conhecimento aborda.


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Por etnicidade entendem-se as práticas culturais e os modos de entender o mundo que distinguem uma dada comunidade das restantes. [...] Diferentes características podem servir para distinguir os grupos étnicos uns dos outros, mas as mais comuns são a linguagem, a história ou a ancestralidade (real ou imaginária), a religião, os modos de vestir ou outros adornos. [...] Através da socialização, os mais jovens assimilam estilos de vida, normas e crenças das suas comunidades.
GIDDENS, A. Sociologia. Lisboa: Calouste Goubelnkian. 2008. p. 248-249. Adaptado.
De acordo com o trecho citado, de Anthony Giddens, a noção de etnia
designa um grupo humano demarcado por um misto de características biológicas e culturais.
é um sinônimo da noção de raça.
denomina as minorias oprimidas pelas dinâmicas do capitalismo contemporâneo.
se aplica aos grupos humanos não ocidentais, tidos como exóticos por uma concepção eurocêntrica da cultura.
se refere a um grupo humano demarcado apenas por fatores culturais.
“Devemos estar prevenidos contra duas formas de reducionismo que esses escritos sugerem ou promovem. Uma delas é uma concepção redutiva das instituições, a qual, ao procurar mostrar o fundamento das instituições no inconsciente, não deixa campo suficiente para a operação de forças sociais autônomas. A segunda forma é uma teoria redutiva da consciência, a qual, querendo mostrar quanto da vida é governado por correntes sombrias fora do alcance da consciência dos atores, não pode apresentar adequadamente o nível de controle que os agentes estão caracteristicamente aptos a manter de modo reflexivo sobre sua própria conduta.” (Giddens, 2009, p. 5-6).
GIDDENS, Anthony. A constituição da sociedade. 3. ed. São Paulo: WWF Martins Fontes, 2009.
Neste trecho, Anthony Giddens argumenta pela necessidade de uma concepção de ação social não reducionista, coerente com sua teoria da estruturação social, uma vez que, para Giddens:
A estrutura social é resultado de um processo que se organiza a partir de dois níveis de consciência - discursiva e prática - que permitem estruturar reflexivamente a ação dos indivíduos e a organização social e política.
A ação humana caracteriza-se como fluxo (durée) ao invés de atos, organiza-se a partir dos níveis de reflexividade discursiva e prática, constituindo a capacidade de monitoração reflexiva que permite antecipar e mobilizar uma matriz de recursos (regras e materiais) resultados de estruturas sociais normativas e valorativas anteriores aos indivíduos no presente da ação.
A ação humana deve ser entendida como fluxo (durée), que se organiza a partir dos níveis de consciência (reflexividade) discursiva e prática, constituindo a agência em dualidade com a estrutura, essa que não se caracteriza como formas de padronização, mas como matriz de recursos (regras e materiais), passível de práticas, manipulações e organização, o que permite a dupla hermenêutica entre a estabilidade e a mudança social.
Há uma dupla hermenêutica entre agência e reflexividade (a priori ou a posteriori) que permitem a constituição de práticas de longa duração e extensão espaço-temporal, como as instituições sociais. Essa dualidade constitui um espaço-tempo social em diferentes níveis de sedimentação, portanto, mais ou menos institucionalizado, intensivo ou superficial, tácito ou discursivo, permitindo um fluxo (durée) entre estabilidade e mudança social.
As ações humanas são resultado de estruturas sociais (regras e materiais), estruturadas e estruturantes, e sempre anteriores aos indivíduos em relação à ação presente. Para Giddens, há um fluxo (durée) entre a estrutura social incorporada e a capacidade de agência e reflexividade dos indivíduos, que constitui o poder (capacidade de realizar algo) e por consequente, a mudança social.
No decorrer da socialização, o indivíduo é inserido em diferentes contextos, resultando em experiências que levam à construção da identidade cultural. Para o sociólogo Anthony Giddens e outros estudiosos, esse processo é motivado por alguns agentes e acontece em fases distintas. São elas:
I. Primária.
II. Secundária.
III. Terciária.
Julgue os itens e assinale a alternativa correta:
Somente I está correta.
Somente II e III estão corretas.
Somente III está incorreta.
Somente II está incorreta.
Somente I e III estão corretas.
Giddens e Sutton (2023) afirmam com relação à sociologia: “A sociologia tem se desenvolvido como uma disciplina em que nos afastamos de nossa visão pessoal do mundo a fim de olhar mais atentamente para as influências que modelam nossa vida e as dos outros.” (p. 27). A partir dos autores citados, analise as afirmativas abaixo:
I. Em um mundo global cada vez mais interconectado, os sociólogos devem ter uma visão igualmente global de seu assunto se quiserem compreendê-lo e explicá-lo corretamente.
PORQUE
II. a sociologia é apenas um campo intelectual abstrato e não tem implicações práticas na vida das pessoas.
A afirmação I está correta e a II está incorreta
A afirmação I está incorreta e a II está correta
As afirmações I e II estão corretas, mas a afirmação II não justifica a I
As afirmações I e II estão corretas e a afirmação II justifica a I
Considerando os seguintes autores, nesta ordem: BOURDIEU, Pierre; GIDDENS, Anthony; HABERMAS, Jurgen; LUHMANN, Niklas; SANTOS, Boaventura de Souza, indique a sequência correta de conceitos que foram formulados ou adotados por cada um deles:
1. Autopoiese.
2. Dupla hermenêutica.
3. Mundo da Vida.
4. Pensamento abissal.
5. Violência Simbólica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
4-1-3-2-5.
5-2-3-1-4.
3-2-5-1-4.
3-2-1-4-5.
2-5-3-4-1.


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Na obra As Consequências da Modernidade (1991), Antony Giddens explora as visões de sociólogos clássicos como Durkheim, Marx e Weber sobre a modernidade. Qual das alternativas a seguir NÃO está alinhada com as perspectivas desses autores?
Weber deu mais atenção ao papel do poder militar na história passada do que Marx ou Durkheim o fizeram. Mas, ele não elaborou uma avaliação do militarismo nos tempos modernos, deslocando a carga de sua análise para a racionalização e a burocratização.
Tanto Marx como Durkheim viam a era moderna como uma era turbulenta. Mas, ambos acreditavam que as possibilidades benéficas abertas pela era moderna superavam suas características negativas.
Max Weber era o mais pessimista entre os três patriarcas fundadores, vendo o mundo moderno como um mundo paradoxal no qual o progresso material era obtido apenas à custa de uma expansão da burocracia que esmagava a criatividade e a autonomia individuais.
Dentre os três clássicos, apenas Durkheim não viu que o trabalho industrial moderno tinha consequências degradantes, submetendo muito seres humanos à disciplina de um labor maçante e repetitivo.
A primeira guerra mundial destruiu a previsão que Durkheim fizera de que uma ordem industrial pacífica e integrada seria naturalmente promovida pelo industrialismo e revelou ser impossível acomodá-la dentro do esquema intelectual que ele desenvolvera como a base de sua sociologia.
“A palavra «democracia» tem as suas raízes no termo grego demokratia, formado por demos (povo) e kratos (governo). O significado básico de democracia é, por conseguinte, o de um sistema político em que o povo governa, e não os monarcas ou aristocratas. Isto parece simples e de fácil entendimento, mas não o é. O Governo democrático tem tomado formas contrastantes em vários períodos e diferentes sociedades, em função da interpretação atribuída ao conceito. Por exemplo, "o povo" tem sido diversamente entendido como sendo os proprietários, os homens brancos, os homens educados, só os homens e os homens e mulheres adultos. Em algumas sociedades, a versão oficialmente aceite de democracia é limitada à esfera política, enquanto noutras se defende a sua extensão a outras áreas da vida social.”
(GIDDENS, 2001)
A democracia brasileira enfrenta graves problemas estruturais e institucionais que nos remetem à necessidade de se debater sobre o futuro da democracia, a participação política e as reformas necessárias. Dentre os problemas da democracia brasileira, destaca-se a
forma representativa que desencoraja a participação popular.
desigualdade jurídica entre os políticos eleitos e a população.
interferência do Poder Judiciário nas decisões dos Poderes Legislativo e Executivo.
desigualdade social e econômica que comprometem a educação da população para o exercício da cidadania.
atuação de projetos sociais que substituem a presença do Estado.
Para Giddens (2006), no espaço de apenas dois ou três séculos – um período curtíssimo no contexto da história humana –, a vida social dos homens se afastou radicalmente do tipo de ordem social em que as pessoas viveram durante milhares de anos. Analisando os fatores que influenciam na mudança social, assinale a afirmativa INCORRETA.
O impacto da ciência e da tecnologia no modo como vivemos pode, em grande medida, ser determinado por fatores econômicos, mas não se limita à esfera econômica. A ciência e a tecnologia tanto influenciam quanto são influenciadas por fatores políticos e culturais.
Os fatores culturais influenciam na mudança social em que se incluem os efeitos da religião, dos sistemas de comunicação e da liderança. Algumas crenças e práticas religiosas constituíram um obstáculo à mudança, enfatizando, sobretudo, a necessidade de submissão a rituais e valores tradicionais.
Entre os fatores culturais que afetam os processos de mudança social nos tempos modernos, o desenvolvimento da ciência e a secularização do pensamento contribuíram para o caráter crítico e inovador da perspectiva moderna. Atualmente, o modo de vida das pessoas requer cada vez mais uma base “racional”.
O meio ambiente não exerce influência nas mudanças sociais, visto que as pessoas, muitas vezes, arranjam maneira de desenvolver uma considerável riqueza produtiva em áreas relativamente inóspitas. Isto passa-se, por exemplo, no Alasca, onde os habitantes, apesar da dura natureza da região, conseguiram explorar petróleo e recursos minerais.
As influências econômicas, considerando que a indústria moderna é fundamentalmente diferente da dos sistemas de produção anteriores, na medida em que implica a expansão contínua da produção e uma acumulação crescente da riqueza. Nos sistemas tradicionais, os níveis de produção eram relativamente estáticos, dado se limitarem à satisfação das necessidades habituais e costumeiras.
Para o sociólogo Anthony Giddens, os sistemas sociais e as ações individuais devem ser considerados em relações recíprocas entre si. Com base nesse ponto de vista, analise as afirmativas a seguir acerca de sua concepção de “dualidade da estrutura”.
I. A ação é realizada no interior do corpo social, ocorrendo dentro de uma determinada estrutura social preexistente.
II. Todo sistema social caracteriza-se por imobilidade e coercitividade, manifestadas por suas regras e normas morais.
III. As ações dos atores reproduzem as estruturas sociais e, ao mesmo tempo, transformam o sistema social em vigor.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Sobre os Estados tradicionais, considere a análise de Anthony Giddens no livro O Estado-nação e a violência e julgue as sentenças como VERDADEIRA ou FALSA.
( ) Os Estados Tradicionais dependem da geração de recursos políticos e materiais, tornada possível pela divisão das relações entre cidade e campo.
( ) A “comunidade política” nos Estados tradicionais está limitada à participação ativa de poucos, cujas políticas e conflitos internos determinam principalmente a distribuição dos recursos políticos. A “política”, por sua vez, tem uma definição muito mais ampla nessas sociedades.
( ) O fato de tais Estados possuírem limites, incluindo limites de ocupação secundários, em vez de fronteiras, é indicativo do relativo nível de fragilidade da integração do sistema. E importante enfatizar como os Estados tradicionais são semelhantes, como “sistemas sociais”, dos Estados modernos.
( ) E equivocado descrever as formas de domínio encontradas em Estados não-modernos como “governo”, se “governo” significa uma preocupação do Estado com a administração regularizada de todo o território reivindicado como seu. Estados tradicionais não “governam” nesse sentido.
( ) Os governantes dos Estados tradicionais eram sempre, em um certo sentido, “soberanos”: eles eram reconhecidos por serem a suprema autoridade na ordem política. Como os monarcas absolutistas, eles reivindicavam legitimidade pela referência aos símbolos sagrados.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das sentenças acima:
V, V, F, F, V.
F, F, V, F, V.
F, V, F, V, F.
V, F, V, V, F.
V, F, F, V, V.


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