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A pesquisa do Instituto Marielle Franco, intitulada “Regime de Ameaça: Violência Política de Gênero e Raça no Âmbito Digital”, revela que a violência política digital não é pontual, mas sistêmica e coordenada. Entre os casos mapeados, 71% das ameaças envolveram morte ou estupro, e 63% das ameaças de morte faziam referência direta ao assassinato de Marielle Franco, revelando um padrão simbólico e violento que transforma esse feminicídio político em advertência às mulheres negras que ousam disputar o poder. Diante dessa realidade, foi homologada lei que tipifica o crime de violência política de gênero, que busca contribuir para mudar o seguinte quadro brasileiro:
55% da população brasileira se reconhece como negra, sendo a bancada feminina a maioria no Congresso Nacional.
52% da população brasileira se reconhece como do gênero feminino, mas a bancada feminina no Congresso Nacional é menor que 18% do total.
55% da população brasileira se reconhece como do gênero masculino, mas a bancada feminina no Congresso Nacional é menor que 18% do total.
31% da população brasileira está na faixa de renda C, e a bancada negra no Congresso Nacional é maioria.
52% da população brasileira se reconhece como do gênero feminino, sendo a bancada feminina também maioria no Congresso Nacional.
A prática recorrente de interrupção da fala de mulheres por colegas homens no ambiente de trabalho tem sido amplamente discutida em documentos oficiais e debates sobre equidade de gênero. Usualmente, para essa conduta, inclusive no Brasil, usa-se o termo
gaslighting.
tone policing.
bropriating.
manterrupting.
mansplaining.
Em decorrência da naturalização da inferioridade social da mulher e da concepção de justiça do Estado, baseada na igualdade abstratamente concebida, torna-se possível convencer o Estado burguês a conceber e implementar políticas públicas cujo conteúdo se define pela discriminação positiva de mulheres, embora isso aparentemente seja paradoxal.
SAFFIOTI, H.; ALMEIDA, S. S. Violência de gênero, poder e impotência. Rio de Janeiro: Revinter, 1995 (adaptado).
No contexto atual, qual medida atende ao tipo de política pública abordada no texto?
Ampliação do sufrágio universal.
Diminuição da jornada de trabalho.
Extinção do crime de feminicídio.
Redução da licença-maternidade.
Criação de delegacia especializada.
Leia a seguir a resposta de Debora Diniz à pergunta “O que querem as mulheres que pedem a descriminalização do aborto?
” A descriminalização é a retirada desse dispositivo, dessa coisa do código penal que diz que se uma mulher fizer aborto ela vai presa. É uma a cada 5 mulheres aos 40 anos [que aborta]! Pelo menos meio milhão de mulheres a cada ano. Uma em cada 5 mulheres com até 40 anos que você conhece, eu conheço. Essa é uma mulher comum, ela tem filhos, ela vai à igreja, vai ao templo, trabalha, ela não tem o perfil de uma “mulher fora da lei”. É uma mulher comum que se vê diante de uma necessidade de saúde, uma necessidade de vida, e ela tem que ir à clandestinidade para fazer um aborto, seja para comprar medicamentos, buscar uma clínica ou, se ela tem mais dinheiro, pegar um avião para um país onde o aborto é legalizado. Por que a descriminalização é tão importante? Quando você retira o crime de uma prática você pode falar dela abertamente. As instituições do Estado podem desenhar políticas para prevenir, para proteger e para cuidar. Como se previne o aborto? Há estudos sistemáticos que mostram que uma mulher quando faz o aborto, alguma coisa está errada em sua vida. Seja no uso dos métodos, ou ela teve efeitos colaterais ou ela não soube usar, ou porque ela é muito jovem e sofre violência sexual dentro da própria casa. Então quando o aborto é crime essa mulher entra na situação de saúde e não fala a verdade, ela tem medo de ser denunciada. A descriminalização permite inclusive diminuir a taxa de abortos, que é o que tanto querem aqueles que querem prender as mulheres.
Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/02/politica/1533241424_946696 .html
Com base na leitura, é correto afirmar que preocupação com a busca pelo aborto clandestino destaca, na interpretação da entrevistada,
a expressão microssocial de um procedimento exclusivo a um grupo específico, sem refletir o problema em nível nacional.
que a saúde das mulheres se limita apenas ao período reprodutivo.
a expressão de um problema de saúde de forma ampla, que também inclui a saúde dos homens.
a reafirmação do direito das mulheres de decidirem sobre os procedimentos médicos aos quais desejam ser submetidas.
a desigualdade dentro do próprio grupo afetado, que se relaciona com o procedimento de maneiras diferentes.
Leia os dois trechos das músicas a seguir. O primeiro é a versão original da música “Mulheres”, de Toninho Geraes, e o segundo é uma adaptação da música, realizada por Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.
I.
Nós somos mulheres de todas as cores
De várias idades, de muitos amores
Lembro de Elza Soares, mulher fora da lei
Lembro Marielle, valente e guerreira
De Chica Da Silva, Toda Mulher Brasileira
Crescendo oprimida pelo patriarcado
Meu corpo, minhas regras, agora mudou o quadro
Mulheres cabeça e muito equilibradas
Ninguém está confusa, não te perguntei nada
São elas por elas
Escute este samba que eu vou te cantar
Eu não sei por que eu tenho que ser a sua felicidade
Não sou a sua projeção, você é que se baste
Meu bem, amor assim eu quero longe de mim
Sou Mulher, sou dona do meu corpo e da minha vontade
Fui eu que descobri poder e liberdade
Adaptado de: Música “Nós somos mulheres. Samba que elas querem” de Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.
II.
Já tive mulheres de todas as cores
De várias idades, de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei
Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada, do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz
Mulheres cabeça e desequilibradas
Mulheres confusas, de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Adaptado de: Música “Mulheres” de Toninho Geraes.
Analise as afirmativas a seguir relacionadas ao procedimento de adaptação da versão original do samba.
I. Apropria-se de um elemento cultural que reforça papéis de gênero com o objetivo de questioná-lo e reformulá-lo de acordo com os interesses e os desejos de um grupo social.
II. Plagia uma expressão cultural ao reproduzir fielmente seu conteúdo sem fazer a devida atribuição de autoria.
III. Rejeita o estilo musical do samba que frequentemente perpetua a sexualização da mulher, representando-a como objeto de desejo masculino.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.


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Observe a imagem a seguir:

Com base na observação da imagem, é correto afirmar que a imagem reflete a
desvalorização do trabalho doméstico por não influenciar a econômica familiar.
invisibilidade das funções domésticas em relação ao trabalho corporativo, evidenciada por questões de gênero.
simetria das tarefas diárias no ambiente doméstico entre homens e mulheres.
flexibilidade da natureza do trabalho resultado decorrente das novas dinâmicas sociais contemporâneas.
redução da jornada de trabalho, permitindo à mulher priorizar seu bem-estar, garantido pelos direitos trabalhistas.
Mulheres assertivas, no ambiente profissional, costumam ser vistas como agressivas ou desequilibradas, enquanto homens com a mesma postura são considerados confiantes e competentes. Esse fenômeno ilustra
o duplo padrão de julgamento, que impõe critérios desiguais com base no gênero.
o reforço da meritocracia, apesar das diferenças comportamentais entre os sexos.
o viés inconsciente, que atua apenas na ausência de indicadores objetivos.
a tolerância institucional, que neutraliza diferenças a partir da hierarquia.
a padronização avaliativa, baseada na impessoalidade e na equidade formal.
Para analisar desigualdades de gênero e incentivar o protagonismo de meninas na ciência, a escola propôs a seguinte ação:
Pesquisa quantitativa com levantamento de dados sobre mulheres na política e os projetos apresentados por elas no legislativo municipal.
Estudo da Lei n. 10 639/03 para entender como esta contribui para o protagonismo de pessoas negras na ciência e apresentação dos resultados na Semana da Consciência Negra.
Projeto interdisciplinar para identificar as contribuições e conquistas femininas na área científica e apresentação dos resultados na Semana de Valorização das Mulheres que fizeram história.
Pesquisa documental utilizando o método qualitativo para investigar as escolhas profissionais dos estudantes do sexo masculino.
Leia o fragmento abaixo:
Flavia Biroli (2018) mostra que as posições de gênero, em suas conexões com outros eixos das identidades e das opressões, passaram a ser levadas em conta de modo mais sistemático nas pesquisas, no debate internacional e nas Ciências Sociais brasileiras. Ela oferece, pelo menos, duas premissas oriundas do campo das teorias feministas que apontam os limites da democracia formal.
(BIROLI, Flavia. Gênero e Desigualdades: limites da democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018, p. 09 e 10.)
Com base no pensamento de Biroli (2018), avalie as seguintes asserções:
I. A neutralidade das teorias democráticas em relação à divisão público-privado impede uma compreensão ampla das desigualdades de gênero e raça, pois não abarca a dimensão das relações domésticas.
PORQUE
II. A inclusão das experiências cotidianas do mundo privado, condicionadas pela divisão sexual do trabalho, implica um enquadramento limitado dos direitos universais, o que reforça hierarquias sociais e políticas.
Após análise feita, é correto afirmar que
as duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
as duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira.
a primeira asserção é verdadeira, e a segunda é falsa.
a primeira asserção é falsa, e a segunda é verdadeira.
Com base na obra “Mulheres, Raça e Classe” (1981) de Angela Davis, analise as seguintes assertivas sobre o movimento sufragista nos Estados Unidos:
I. Foi um movimento homogêneo, que sempre priorizou as necessidades de todas as mulheres, independentemente de raça ou classe.
II. Mulheres negras apoiaram o sufrágio feminino, pois acreditavam que o voto poderia melhorar suas condições de vida, considerando as opressões de raça, gênero e classe.
III. As líderes do movimento sufragista eram predominantemente mulheres brancas de classe média, cuja principal preocupação era o direito ao voto.
IV. O racismo e o viés de classe presentes no movimento sufragista impediram a formação de uma aliança efetiva com as mulheres negras.
V. Compreendia a importância da conexão entre a luta pela igualdade de gênero e a luta contra o racismo e a exploração de classe.
Quais estão corretas?
Apenas I e V.
Apenas II e III.
Apenas II, III e IV.
Apenas III, IV e V.
I, II, III, IV e V.


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"As desigualdades de gênero persistem em diversos setores da sociedade, incluindo o mercado de trabalho. Apesar dos avanços nas últimas décadas, ainda é comum observar disparidades salariais entre homens e mulheres que desempenham funções similares. Essa questão não apenas reflete a discriminação de gênero, mas também impacta diretamente a equidade econômica, contribuindo para um ciclo perpetuador de desigualdades."
Como as disparidades salariais entre homens e mulheres são caracterizadas?
Como uma questão superada na sociedade contemporânea.
Como consequência da falta de qualificação feminina.
Como um fenômeno inexistente em setores específicos.
Como consequência da discriminação de gênero.
Como uma situação temporária e passageira.
“(...) em 11 de julho de 1972, morria uma pioneira: a professora potiguar que entrou para a história como a primeira eleitora mulher registrada, a votar no país. Mas não foi só pela participação nas urnas que Celina Guimarães Viana, (1890-1972), demonstrava ser uma cidadã à frente do seu tempo.
‘Ela exerceu protagonismo ativista em seu trabalho, sendo uma professora que, naquele início de século, praticava uma educação progressista’, comenta a socióloga e cientista política Mayra Goulart, professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ).
Ela foi pioneira por trabalhar no espaço público, por dedicar-se ao conhecimento, por defender o voto das mulheres, por ter sido também juíza de futebol", acrescenta Martins. "Ela foi influenciada pelo movimento feminista daquela época, por Bertha Lutz, pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Mas é complicado dizer que se tornou 'uma ativista feminista' quando olhamos o termo com os olhos de hoje. O feminismo naquela época tinha outras preocupações. Lutava pelo mínimo: para que as mulheres fossem consideradas gente, para que fossem percebidas como sujeitos de direito.”
(VEIGA, Edison. Celina Guimarães: a história da primeira brasileira a votar. In: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62100807 - acessado em 18/11/2024).
O Direito ao voto feminino no Brasil foi conquistado a partir da:
Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 1891.
Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988.
Constituição Política do Império do Brasil, de 1824.
Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 1934.
“Desenvolver uma reflexão sociológica sobre a participação de mulheres no desenvolvimento da Sociologia implica incluir, tanto as ideias daquelas que produziram em ambientes legitimados, quanto daquelas que atuaram nas margens e que, por circunstância de classe, raça ou nacionalidade foram relegadas ao esquecimento [...]. Ao frisarmos a importância de lermos e estudarmos suas obras, não o fazemos simplesmente com base no argumento de que é preciso incluir mulheres no cânone, mas pela constatação que por meio de suas obras podemos trazer para a órbita da Sociologia clássica uma série de temas e perspectivas que não estão contempladas atualmente: vida privada, cotidiano, intimidade, família, casamento, sexualidade e divisão sexual do trabalho são alguns dos temas mais evidentes nas suas obras”.
DAFLON, Veronica Toste; CAMPOS, Luna Ribeiro [org.]. Pioneiras da sociologia: mulheres intelectuais nos séculos XVIII e XIX. Niterói: EdUFF, 2022. p. 18-19.
Considerando a reflexão apresentada pelas autoras sobre mulheres sociólogas, é correto afirmar que:
o trabalho de teorização de mulheres na sociologia contribui para pensar a relação entre gênero e as diversas instituições, mas também possibilita colocar novos desafios a análises hegemônicas sobre o poder, a solidariedade, desigualdades e outros processos sociais que marcaram o mundo moderno e contemporâneo.
a reflexão sociológica desenvolvida por mulheres favorece a construção de um questionamento crítico do conhecimento criando condições epistemológicas para o banimento da chamada sociologia clássica dos currículos escolares e das pesquisas em ciências sociais.
as chamadas “pioneiras da sociologia”, ao incorporarem o tema de gênero no campo das ciências sociais, denotam o esforço de recompor as tradições sociológicas do século XIX e elaborar uma crítica contundente sobre os movimentos feministas dos séculos XX e XXI.
a sociologia sempre teve participação das mulheres no processo de elaboração das teorias sociais sobre a vida moderna e contemporânea, mas que não foram suficientemente eficazes porque a questão do gênero ocupou centralidade analítica em seus sistemas teóricos.
a construção do cânone sociológico, via de regra, sempre considerou a participação de mulheres na formulação dos sistemas e das teorias sociais, visto que a discussão de classe, raça ou nacionalidade prescinde da questão de gênero, pois diz respeito a qualquer cidadão do mundo moderno e contemporâneo.
Ao tratar das questões de gênero, BASSO (2020) apresenta algumas frases preconceituosas que são ouvidas com certa frequência no dia a dia.
A única frase abaixo que NÃO denota Desigualdade de Gênero é:
‘Eles são bastante diferentes entre si’.
‘Ela joga bola como um menino’.
‘Ele corre como uma menina’.
‘Ele dança rebolando como um gay’.
‘Ela é tão bonita para ser lésbica, que desperdício’.
O combate à violência de gênero tem ganhado força nos últimos anos no Brasil, dispondo de novos projetos de leis, sendo abordado amplamente pela mídia e angariando apoio de organizações nãogovernamentais (ONGs) e voluntários para divulgação da causa. A respeito das dificuldades enfrentadas no combate à violência de gênero, assinale a alternativa incorreta.
Ineficiência das medidas de proteção as vítimas que moram em locais distantes de centros urbanos ou ainda em bairros periféricos nas grandes cidades
A desigualdade social é a origem da violência contra a mulher associada as classes sociais menos favorecidas ou de menor poder aquisitivo
Dependência econômica e emocional de grande parte das vítimas em relação aos seus agressores
Estrutura social baseada no patriarcalismo caracterizado por uma autoridade imposta institucionalmente, do homem sobre mulheres e filhos


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No capitalismo, para a compreensão das desigualdades sociais, é importante observar as estruturas de produção e os marcadores sociais, como gênero e raça.
Certo
Errado
Observe a imagem a seguir:

(A mulher no mercado de trabalho: Representação da mulher atual. Disponível em: mulher-mercado-trabalho.blogspot.com.)
A partir dos anos 1990, principalmente com a ampliação do debate sobre globalização e seus efeitos, os estudos sobre gênero e trabalho se diversificaram ainda mais. Tendo em vista a análise do gráfico e a realidade brasileira ao longo do tempo em relação à democratização do mercado de trabalho e da sociedade, assinale a afirmativa correta.
A consciência social por parte das mulheres no Brasil é algo ultrarrecente de fato, pois não temos históricos de movimentos feministas antes da segunda metade do século passado.
A interação entre poder, “raça” (etnia), gênero, classe e conservadorismo ainda é palco de muito tabu em nosso país, o que determina totalmente o estado deficitário do mercado de trabalho feminino.
No Brasil, desenvolveu-se uma crítica feminista em diversas áreas do conhecimento, como sociologia e história, que procuravam eliminar os efeitos do patriarcalismo e do androcentrismo da realidade existente.
Inúmeros sindicatos exclusivamente feministas foram criados e incluíram o ponto de vista das mulheres na conjuntura organizacional das empresas, garantindo, assim, o campo para a igualdade de direitos trabalhistas.
A luta pela entrada da mulher no mercado de trabalho, no Brasil especificamente, sempre teve uma perspectiva marxista revolucionária, o que acabou se contrapondo aos políticos conservadores do país.

Nas reportagens publicadas sobre a inauguração do Museu de Arte de São Paulo, em 1947, quando ele ainda ocupava um edifício na rua Sete de Abril, Lina Bo Bardi não foi mencionada nenhuma vez. A arquiteta era responsável pelo projeto do museu que mudaria para sempre a posição de São Paulo no circuito mundial das artes. Mas não houve nenhum registro disso. O louvor se concentrou em seu marido e parceiro profissional, o respeitado crítico de arte Pietro Maria Bardi. Passados 75 anos, a mulher então ignorada recebeu um Leão de Ouro póstumo, a maior homenagem da Bienal de Arquitetura de Veneza, e tem agora sua história contada em duas biografias de peso, que procuram destrinchar uma carreira marcada pela ousadia e pela contradição.
PORTO, W. Lina Bo Bardi tem sua arquitetura contraditória destrinchada em biografias. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 10 nov. 2021 (adaptado).
As transformações pelas quais passaram as sociedades ocidentais e que possibilitaram o reconhecimento recente do trabalho da arquiteta mencionada no texto foram resultado das mobilizações sociais pela
equidade de gênero.
liberdade de expressão.
admissibilidade de voto.
igualdade de oportunidade.
reciprocidade de tratamento.
“Todo mundo sabe onde está colocada a honra da mulher. Não é segredo para ninguém que a honra da mulher, o seu caráter, o seu idealismo, a sua consciência, todos os sentimentos, enfim, que a distinguem da vaca ou da cadela, foram colocados, por convenção dos homens, justamente na parte do corpo que mais a aproxima desses animais. Os homens, no afã de conseguirem um meio prático de dominar a mulher, colocam-lhe a honra entre as pernas”.
Virgindade Anti-higiênica: Preconceitos e Convenções hipócritas, (1924).
O trecho exemplifica a produção intelectual de
Harriet Martineau, sobre a ideologia da domesticidade elaborada pelos homens.
Anna Julia Cooper, a respeito da sujeição sexual imposta às mulheres, sobretudo se inferiorizadas racialmente.
Pandita Ramabai Sarasvati, acerca da mortificação do corpo e da alma imposta às mulheres pelo sistema de castas.
Charlotte Perkins Gilman, a respeito da força opressiva da estrutura de vida doméstica infligida às mulheres.
Ercilia Nogueira Cobre, sobre as fontes da desvalorização e regulação da mulher e de sua sexualidade.
A contínua elevação dos índices de violência contra a mulher e a privação de direitos legais demonstram que ainda é grande a necessidade de uma política pública de igualdade de gênero no Brasil que trate de forma desigual aos desiguais, na medida de suas desigualdades. Leia as afirmações abaixo:
I. “Pobreza menstrual” é um conceito que compreende desde a falta de absorventes higiênicos, até a falta de conhecimento sobre o ciclo menstrual e de infraestrutura sanitária necessária à higiene íntima.
II. Um dos pilares dos Movimentos pela Igualdade de Gênero em todo o mundo é a reinvindicação por isonomia salarial. No Brasil, apesar da garantia de igualdade estar disposto em lei desde 1952 ainda se verifica, em 2022, que mulheres recebem, em média, 22% à menos do que os homens.
III. A população LGBTQIA+ têm sido historicamente vítima de discriminação estrutural, estigmatização, violência e violação de seus direitos fundamentais. Com o intuito de minimizar o constrangimento e possibilitar o direito à construção de identidade, o uso do Nome Social está garantido em lei desde 2016.
Assinale a alternativa que não apresenta o entendimento correto sobre política pública de igualdade de gênero.
Políticas públicas de igualdade de gênero devem possuir capacidade para enfrentar a injustiça socioeconômica, expressada na distribuição injusta de bens e recursos
Políticas públicas de igualdade de gênero devem combater as injustiças legais e culturais que se manifestam no domínio social
Políticas públicas de igualdade de gênero devem promover proporcionalidade representativa nos órgãos legislativos e normativos
A elaboração de políticas públicas de igualdade de gênero deve garantir a ampla participação popular na identificação e definição dos problemas, na formulação, na implementação e na avaliação das políticas implantadas
Políticas públicas de igualdade de gênero devem garantir a igualdade total entre homens e mulheres no que diz respeito aos aspectos da vida cotidiana, do tratamento legal e profissional


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