Questões de Concurso sobre Violência no Brasil

 
 
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Violeta Loureiro, ao analisar o conflito da CIDAPAR, demonstra que


A

o Estado e os cartórios garantiam a propriedade dos ocupantes.


B

a proposta do Estado brasileiro era preservar a população do campo.


C

a ação policial tinha como objetivo garantir os interesses dos posseiros.


D

o Estado dissimulou os fatos relacionados à morte de Quintino, ao invertê-los, alegando que Quintino havia agredido a polícia.

Sobre o livro “Cultura brasileira e identidade nacional”, de Renato Ortiz, assinale a alternativa que NÃO exprime as ideias do autor:


A

O período entre 1964 e 1980 foi marcado por enorme repressão política e ideológica, o que acarretou considerável diminuição da produção, distribuição e consumo de bens culturais.


B

A ideologia do sincretismo exprime um universo isento de contradições, uma vez que a síntese oriunda do contato cultural transcende as divergências reais que porventura possam existir


C

A “memória coletiva” se diferencia da “memória nacional”. A primeira delas é da ordem da vivência, já a memória nacional se refere a uma história que transcende os sujeitos e não se concretiza imediatamente em seu cotidiano, vinculando-se ao domínio da ideologia.


D

Para o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) os intelectuais tinham um papel fundamental na elaboração e na concretização de uma ideologia do desenvolvimento, explicitando o processo de tomada de consciência, e, por conseguinte, viabilizando o projeto de transformação do país.


E

A distribuição e a criação dos produtos culturais reproduzem as contradições do próprio modelo capitalista brasileiro, que acentua a diferença entre as regiões e reforça a divisão do trabalho entre campo e cidade.

Embora o Brasil não viva uma situação de guerra civil ou de atentados terroristas, a violência tem sido um dos temas mais frequentes no noticiário nacional, uma preocupação política e um tormento para o brasileiro comum, independentemente de sua classe social, de seu nível de instrução, de sua religião ou de sua inclinação política. Vive-se atualmente um clima de medo e insegurança generalizado. Essa sensação é confirmada pelas estatísticas que revelam o aumento crescente da criminalidade e, ao lado dela, da mortalidade por violência em nosso país, sendo o jovem a vítima preferencial.


(BRYM, Robert [et al.] Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Thomson Learning, 2006. Adaptado)


Assinale a alternativa que apresenta as causas estruturais da violência nas áreas urbanas.


A

A violência urbana é fruto do consumo de drogas que conduz os usuários à formação de guetos e à fuga do mercado de trabalho.


B

A ausência de uma política de assistência social que ampare os pobres para que se mantenham distantes do crime organizado.


C

A falta de investimento público no sistema prisional, que pela falta de vagas, antecipa a liberdade condicional aos condenados.


D

A exclusão social, provocada pelo desemprego estrutural e pela ausência de perspectivas, fornece a base social para a criminalidade urbana.


E

A violência urbana no Brasil se encontra restrita as gangues juvenis que atuam nas áreas urbanas pela ausência de políticas públicas voltadas para a orientação social da juventude.

“Hoje [São Paulo] é uma cidade feita de muros. Barreiras físicas são construídas por todos os lados: ao redor das casas, dos condomínios, dos parques, das praças, das escolas, dos escritórios... A nova estética da segurança decide a forma de cada tipo de construção, impondo uma lógica fundada na vigilância e na distância. (...) Presume-se que as comunidades fechadas sejam mundos separados. As mensagens publicitárias acenam com a promessa de ‘viver plenamente’ como uma alternativa à qualidade de vida que a cidade e seu deteriorado espaço público podem oferecer”. (CALDEIRA, Teresa. Enclaves fortificados: a nova segregação urbana.)


“Mas existe um terceiro e mais importante motivo de preocupação com a crescente desigualdade na vida americana: um fosso muito grande entre ricos e pobres enfraquece a solidariedade que a cidadania democrática requer. Eis como: quando a desigualdade cresce, ricos e pobres levam vidas cada vez mais distintas. (...) Os mais ricos afastam-se dos logradouros e dos serviços públicos, deixando-os para aqueles que não podem usufruir de outro tipo de serviço. (...) O esvaziamento do domínio público dificulta o cultivo do hábito da solidariedade e do senso de comunidade dos quais depende a cidadania democrática”. (SANDEL, Michael. Justiça. O que é fazer a coisa certa.)


Estas passagens lançam luz sobre alguns dos efeitos perversos da desigualdade: o esgarçamento do sentimento de pertencer a uma mesma trajetória coletiva e o aumento da desconfiança intersubjetiva, com a segregação cívica e sua expressão no espaço público. Um terceiro efeito do aumento da desigualdade está relacionado a:


A

polarização ideológica: com o abismo entre ricos e pobres aumentando, o populismo tende a aumentar;


B

comparecimento eleitoral: países muito desiguais em geral apresentam altas taxas de abstenção de voto;


C

pressão inflacionária: quanto maior a desigualdade, mais o governo é obrigado a estimular o consumo entre as classes mais baixas;


D

desaceleração demográfica: o aumento da desigualdade impacta negativamente a taxa de crescimento populacional;


E

insegurança pública: há uma correlação entre os níveis de desigualdade e os índices de criminalidade.

“Cerca de 50 mil brasileiros são vítimas de homicídios dolosos, anualmente, dos quais apenas 8%, em média, são esclarecidos e um número bem menor chega a ser julgado e condenado. Portanto, a taxa de impunidade relativa aos crimes mais graves alcança o espantoso patamar de 92%. Somos o segundo país mais violento do mundo, considerando-se os números absolutos referentes aos crimes letais intencionais. Examinando o baixíssimo índice de esclarecimento, um observador poderia ser instado a deduzir que o Brasil é o país da impunidade. Não é verdade. Temos a terceira população prisional do mundo, abaixo apenas da China e dos Estados Unidos, e um dos mais velozes crescimentos da taxa de encarceramento do planeta: havia 160 mil presos em 1995; hoje, são 540 mil.” (SOARES, Luiz Eduardo. Raízes do imobilismo político na segurança pública.)


A respeito dos mecanismos que jazem na raiz do problema da segurança pública, é correto afirmar que:


A

como fator de inibição à disposição de cometer um crime, a severidade da pena importa menos do que a expectativa de ser pego ao praticá-lo;


B

há uma correlação direta entre miséria e violência: quanto mais pobre é uma região, mais violenta ela será;


C

a severidade da pena aplicada ao crime é inversamente proporcional à disposição do criminoso em praticá-lo;


D

quanto maiores as taxas de encarceramento, menores os índices de criminalidade observados;


E

a ênfase em políticas punitivas traz melhores resultados do que a ênfase em políticas preventivas.

Leia as afirmativas a seguir.

I O temor popular em relação ao crime, em geral, concentra-se nos crimes de rua – tais como o roubo, o arrombamento e a agressão – cujo domínio é, em grande parte, de jovens do sexo masculino, pertencentes à classe trabalhadora.

II A maioridade penal, no Brasil, ocorre aos 18 anos, segundo o artigo 27 do Código Penal, reforçado pelo artigo 228 da Constituição Federal de 1988 e pelo artigo 104 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (Lei nº 8.069/90).

III Muitos tipos de comportamento desviante encontrados entre os jovens, como o comportamento antissocial e a não conformidade, devem ser sempre analisados como crime juvenil.

IV Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a inclusão social que deve ser sempre a finalidade maior na implementação das medidas para os adolescentes infratores, cuja privação de liberdade deve ser utilizada como último recurso.

Em relação às afirmativas anteriores, estão corretos os itens


A

I, II e IV.


B

I, II e III.


C

II, III e IV.


D

I, III e IV.

um processo de vitimização como forma de aprisionar a vontade e o desejo da criança ou do adolescente e submetêlo ao poder do adulto a fim de coagi-lo a satisfazer os interesses, as expectativas e as paixões deste.


C
Certo

E
Errado

Especialistas alertam para a reforma das instituições policiais, judiciais e sistema prisional como elementos acessórios para coibir a violência no Brasil. Nesse caso, efetivos, armas e coerção são os recursos mais eficazes.


C
Certo

E
Errado

Execuções sumárias, tortura e detenções arbitrárias pela polícia e por grupos ligados à segurança privada e ao crime organizado sucedem-se, um após o outro, em bairros residenciais ricos e de classe média.


C
Certo

E
Errado

Os dados empíricos recentes mostram que o crescimento brutal da violência seguida de morte, no Brasil, concentrou-se nas zonas rurais onde a questão da terra ainda é a razão primordial para assassinatos.


C
Certo

E
Errado
   
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