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Considerando os desafios sobre o desenho e implementação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência urbana no Brasil, marque a alternativa correta.
Não há necessidade de formação para os agentes públicos envolvidos na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos problemas ligados à violência urbana.
É necessária uma articulação entre ações no nível federal, estadual e municipal.
O enfrentamento da violência urbana não exige o estabelecimento de estratégias de longo prazo.
Políticas públicas de enfrentamento da violência urbana não devem levar em conta dados científicos sobre o assunto.
O aumento do feminicídio no Brasil é decorrente da atual postura das mulheres de lutar por direitos iguais.
Certo
Errado
Polícia do RS abre inquérito para investigar grupos neonazistas
Investigação transcorre desde setembro. Cerca de 15 pessoas são monitoradas.
A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância de Porto Alegre abriu novo inquérito para investigar a atuação de células neonazistas no Rio Grande do Sul. De acordo com a delegada Andrea Mattos, responsável pela investigação, cerca de quinze pessoas são monitoradas. Conforme a delegada, o inquérito foi aberto em setembro e está em andamento. Ela afirma que as pessoas monitoradas possuem conexões, mas não necessariamente agem em conjunto. A delegada explica ainda que, nesses indiciamentos, somaram-se ao racismo outros crimes como pedofilia, terrorismo e homofobia.
(Polícia do RS abre inquérito para investigar grupos neonazistas | Rio Grande do Sul | G1. Disponível em: globo.com)
Tanto a ideologia quanto as ações dos neonazistas, pelos lugares onde atuam, estão diretamente relacionadas ao etnocentrismo, uma vez que:
Os neonazistas resgatam inúmeros elementos do nazismo, como a ideia de supremacia racial e o antissemitismo, fazendo proliferar um grande ódio nesses grupos.
Demonstram ser extremamente homofóbicos, com posições misóginas, defendendo, de maneira extremada, anarquistas e comunistas, grupos que também fazem exaltação ao Holocausto.
O movimento neonazista surgiu na Europa logo após a Segunda Guerra e fez o resgate específico do ideal nazista de hegemonia econômica alemã diante de todas as demais nações do mundo
Os grupos neonazistas são caracterizados por um ultranacionalismo, embora sejam proibidos de assumir posições xenófobas ou perseguir pessoas apenas por suas opções sexuais ou políticas.
Os neonazistas se escoram nos ideais nazistas, dando-lhes uma nova aparência e usam esses ideais para promover o ódio àqueles países que no contexto do pós-Segunda Guerra ajudaram a derrotar a Alemanha.
A prevenção da violência contra a mulher será incluída nos currículos da educação básica. É o que determina a Lei 14164/21, que cria a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher em instituições de ensino básico. A semana promoverá o conhecimento da legislação, a fim de abordar os mecanismos de assistência à mulher em situação de violência, as medidas protetivas e os meios para o registro de denúncias.
(“Nova lei inclui combate à violência contra a mulher no currículo escolar”. www12.senado.leg.br, 11.06.2021. Adaptado.)
A aprovação da lei abordada no excerto expressa
a inexistência da organização de um currículo escolar em nível nacional.
a forma como o legislativo culpa as mulheres pelas agressões que sofrem.
a confiança na escola como aliada no enfrentamento da violência de gênero.
a ausência de legislação brasileira que trata da violência doméstica.
a evidência da escola como principal local de ataques contra as mulheres.
Denúncias recentes apontam que a desnutrição e o adoecimento entre comunidades yanomami estaria relacionada à inação do governo federal frente à crise humanitária, e revelam um aspecto da história brasileira que pode ser nomeado como
aculturação.
migração.
etnocídio.
modernização.
socialização.
O gráfico abaixo apresenta uma acentuada redução do número de homicídio e da taxa de homicídio entre 2017 e 2019.

Pode-se atribuir essa queda:
à prisão de lideranças criminosas
à diminuição da letalidade policial
à mudança do perfil demográfico da população
ao aumento nas taxas da resolução de homicídios
No Brasil, o feminicídio é uma categoria específica de crime de homicídio que se caracteriza pelo assassinato de mulher em decorrência de sua condição de gênero.
Certo
Errado
Queima de ônibus espalha medo e transtorno em Belo Horizonte
Com quinto veículo incendiado em uma semana, empresas suspendem operação à noite nas linhas afetadas e estações amanhecem superlotadas. Motoristas relatam rotina de violência.
(18/09/2020 06:00)
A queima de mais um ônibus na Grande BH, na noite de quarta-feira, aumentou o medo entre motoristas e cobradores e deixou as estações Venda Nova e Vilarinho – os dois maiores pontos de integração do sistema de transporte de Belo Horizonte – transbordando de passageiros na manhã de ontem. A aglomeração foi causada pela suspensão da circulação de coletivos durante a madrugada em toda a cidade, devido à queima do quinto veículo em menos de uma semana.
(Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/09/18/interna_gerai s,1186545/queima-de-onibus-espalha-medo-e-transtorno-em-belohorizonte.shtml.)
O sociólogo carioca Luiz Antônio Machado da Silva é uma referência no país com seus estudos sobre os diferentes aspectos da sociabilidade urbana brasileira desde 1970. Entre seus vários estudos, procura interpretar, também, manifestações tão diversas quanto os movimentos sociais, insatisfações sociais que conduzam a uma rebelião ou ação mais radical como os quebra-quebras de supermercados nos anos 1980, ou ataques incendiários a ônibus como citados anteriormente. Tanto ele quanto outros estudiosos brasileiros da atualidade, ao analisarem tais circunstâncias:
Precisam compreender a estrutura do sistema capitalista em seu estágio atual no Brasil e no mundo, bem como estabelecer um olhar mais próximo da sociabilidade cotidiana.
Devem entender que tais ações óbvias de revolta e atrocidades são o reflexo único de impunidade e falta de regras, que vem caracterizando a sociedade brasileira desde tempos imemoriais.
Carecem de uma metodologia que possa quantificar a nova maneira de interação que se estabeleceu nas grandes cidades, e que, no Brasil, é articulada apenas à representação social da criminalidade.
Necessitam prioritariamente saber as causas e as consequências das ações realizadas em uma escala maior, em nações desenvolvidas, para depois estabelecer generalizações eficientes com a realidade nacional.
Devem interpretar tais ações de uma maneira unilateral, sem relacioná-las com outros temas como o desemprego, a divisão internacional do trabalho na produção industrial, ou as condições de saúde do trabalhador.
Todo homicídio de mulheres é categorizado como feminicídio. Como o Brasil possui, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2023), mais mulheres do que homens, é natural que se tenha um número maior de feminicídios em comparação com o número de homicídios.
Certo
Errado
João decidiu estudar as causas do crescimento da violência no ambiente urbano brasileiro. Ao fim de suas reflexões, observou que não é sustentável a tese de que os dogmas e os desdobramentos do capitalismo poderiam de algum modo ter contribuído para o crescimento da violência e da exclusão social.
Maria, ao analisar a afirmação de João, observou corretamente que
uma visão contemporânea do “capitalismo selvagem” evidencia a sua efetiva influência no aprofundamento das distinções sociais, acentuando a pobreza e estimulando a violência, que está totalmente dissociada do que se denomina de violência institucional.
o capitalismo, enquanto modelo econômico que valoriza a livre iniciativa, não tem qualquer correlação com o crescimento da violência, o que decorre exclusivamente da desestruturação dos mecanismos de prevenção e de repressão a cargo do Estado.
o liberalismo econômico, ao apregoar a necessidade de reinvestimento dos tributos auferidos pelo Estado, e ser infenso a todo e qualquer direito fundamental, tende a aumentar a cizânia social, o que influi no crescimento da violência.
o capitalismo contribui para acentuar a estratificação social, o que, somado à violência institucional, conduz a quadros extremados de injustiça social, atuando, com outras causas, para a disseminação da pobreza e o aumento da violência.
a violência no tecido social decorre apenas de uma luta de classes, na qual os oprimidos pelo sistema capitalista exteriorizam sua reação à exploração de que são vítimas, fonte primígena da servilidade e da miséria.
Conforme se depreende do debate sociológico acerca da violência no Brasil, a maior incidência de violência policial sobre homens negros pode ser explicada pela maneira como o racismo permeia as relações sociais.
Certo
Errado

Disponível em: https://ndmais.com.br. Acesso em: 8 out. 2021.
O ápice da ilustração se traduz por uma conduta social caracterizada pela
cultura do cancelamento.
prática do feminicídio.
postura negacionista.
ação involuntária.
defesa da honra.
Qualquer sociologia da Amazônia deve pôr em evidência o permanente recurso à violência e às formas ardilosas de ação política de que se vale o Estado brasileiro para integrar, domesticar e civilizar a região. Ao conceber povo e natureza amazônicos como primitivos, tribais e, portanto, atrasados, as políticas públicas submetem caboclos, índios, o amazônida em geral e os migrantes, a um conflitivo processo de integração e modernização. A imagem abaixo representa um importante ícone da resistência a esse processo, pois representa o protesto do povo.

kaiapó contra a construção de represas na Bacia do Xingu-Iriri, especialmente a hidrelétrica de Babaquara.
munduruku contra a legalização da atividade garimpeira no Rio Cururu, afluente do Rio Tapajós.
xikrin contra as invasões às suas terras, ocasionadas pela construção da estrada PA279.
assurini requerendo a demarcação da terra Koatinemo, como forma de impedir o avanço da atividade pecuarista.
guajajara contra a construção da Estrada de Ferro Carajás que facilitou a penetração de trabalhadores sem-terra em suas áreas.
O 22º anuário da Segurança Pública, traz os dados referente à violência do ano de 2021, e um deles chama a atenção pelos casos de feminicídios. Foi perceptível uma queda signifi cativa no número de feminicídios no Brasil, mas, no estado do Piauí, os casos têm apresentado um crescimento assustador. Ainda, conforme o Anuário, há um perfil das vítimas em situação de violência no país, tais como: 68,7% tinham entre 18 e 44 anos; 65,6% morreram dentro de casa; 62% eram negras e 81,7% dos sujeitos que cometeram os feminicídios eram companheiros, ex-companheiros ou conhecidos das vítimas. No estado do Piauí, esse perfil também não é diferente e, para o enfrentamento dessa realidade, há nove Delegacias Especiais em Atendimento ao Direito das Mulheres - (DEAM), sendo cinco delas localizadas na capital Teresina e apenas quatro localizadas por microrregiões do estado para atender as demandas dos outros 224 municípios. O presente cenário mostra uma política de enfrentamento aos casos de violência doméstica e familiar e casos de feminicídios no estado. Diante dessa problemática, analise as seguintes assertivas e marque a CORRETA:
Disponível em: https://forumseguranca.org.br/ano/2022/, acessado em 04 de julho de 2022, publicado em 28 de junho de 2022.
A violência contra minorias é uma tônica da realidade social brasileira e é impossível fazer o enfrentamento a esse e outros tipos de violência.
O machismo é a única variante desse tipo de violência e somente com educação e punição é possível mudar essa situação.
É preciso maior estrutura e fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência. Que ela seja ampla e eficaz, com melhor estrutura de atendimento às mulheres, que haja uma melhor distribuição nos municípios piauienses, com uma equipe policial qualificada (delegadas e agentes femininas e masculinos), um Ministério Público mais atuante, um Judiciário que julgue com celeridade, aliados a um sistema de justiça operante. Essas questões podem contribuir para diminuir esses números.
Somente a punição pode resolver a questão da criminalidade, seja ela qual for. Afinal de contas, a impunidade acaba por alimentar as injustiças.
Educar os violadores e cuidar das vítimas através da justiça restaurativa é um possível caminho, principalmente porque, a curto prazo, é uma das ações mais eficazes.
A violência no Brasil é um fenômeno histórico, que vem de muito tempo. O elevado número de homicídios anuais faz da sociedade brasileira uma das mais violentas do mundo, gerando insegurança e resultando em perdas irreparáveis para a população.
Refletindo sobre este tema, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE duas das causas da violência existentes no Brasil.
O consumo de grande quantidade de produtos desnecessários e os baixos salários pagos para a maioria dos trabalhadores.
Concentração da população brasileira na zona rural e o baixo nível educacional da maioria da população.
Influência dos meios de comunicação e a inexistência de presídios federais de segurança máxima no Brasil.
O comércio ilegal de drogas e a total liberalização para a compra e o porte de armas no Brasil.
Exclusão social de grande parte da população e falhas nos sistemas de justiça e de segurança pública.
Terreiro de Candomblé é depredado em Nova Iguaçu e
religiosos são expulsos
Essa manchete se trata de uma reportagem publicada em 29/03/2019, no portal de notícias G1. Com base nessa manchete, é correto afirmar que tal fato demonstra:
Intolerância religiosa violando os direitos civis.
Intolerância política não respeitando as liberdades individuais.
Depredação do patrimônio religioso desrespeitando os direitos sociais.
Intolerância religiosa e, em consequência, violação dos direitos políticos.
Quando se refere a um “aparato repressivo de Estado”, o texto apresentado indica haver uma complexa realidade e organização estatal desenhadas com o fim de exercer determinados tipos de violência.
Certo
Errado
Houve crescimento de 74% da população brasileira encarcerada entre 2005 e 2012. As análises possibilitaram identificar o perfil da população que está nas prisões do país: homens, jovens (abaixo de 29 anos), negros, com ensino fundamental incompleto, acusados de crimes patrimoniais e, no caso dos presos adultos, condenados e cumprindo regime fechado e, majoritariamente, com penas de quatro até oito anos.
BRASIL. Mapa do encarceramento: os jovens do Brasil.
Brasília: Presidência da República, 2015.
Nesse contexto, as políticas públicas para minimizar a problemática descrita devem privilegiar a
flexibilização do Código Civil.
promoção da inclusão social.
redução da maioridade penal.
contenção da corrupção política.
expansão do período de reclusão.
“A criminalização a que estão sujeitos por toda a Europa os militantes dos movimentos sociais de desempregados, de sem teto e contra a discriminação como podemos ver de forma extrema nos ataques promovidos pela polícia aos manifestantes antiglobalização em Gênova, durante o encontro do G8, no verão de 2001 – não pode ser entendida fora do sentido amplo da penalização da pobreza.”
(Wacquant, 2008. P. 93.)
A penalização da pobreza é um fenômeno que vem sendo observado não só na Europa e em países centrais, mas também em países periféricos como o Brasil. É possível afirmar que esse fenômeno expressa, EXCETO:
Uma política de proteção da sociedade contra o crime, atuando na defesa social que permite legitimar a aplicação do poder punitivo por parte do Estado com a finalidade de proteger a sociedade do crime.
A virada punitiva do Estado, que se revela claramente no acirramento das funções penais, repressivas e punitivas como forma de gestão da miséria, sendo os trabalhadores precarizados e/ou desempregados o alvo principal dessa política altamente letal.
O incremento das funções penais e policiais do Estado que foram ocupando o lugar da política social, com forte deslocamento de recursos públicos de áreas sociais para a área de “segurança pública”, para garantir a implementação de políticas basicamente repressivas e punitivas.
Uma mudança na atuação dos poderes públicos com relação aos pobres, sendo considerado o centro irradiador do crime, de acordo com estudiosos; o que mudou radicalmente não foi a criminalidade – cujos indicadores mostravam que tendia a manter-se ou a diminuir, e sim a atuação baseada em teorias conservadoras.
Reconhecer a importância de diferentes profissionais para a atuação pública é fundamental para os problemas sociais na sociedade contemporânea. Dentre as contribuições previstas em lei para a profissão de sociólogo, destaca-se a de elaborar, supervisionar, dirigir, analisar estudos, pesquisas e projetos que dizem respeito à realidade social. Considerando a regulamentação e o exercício dessa profissão, assinale a alternativa correta.
O sociólogo está habilitado a definir indicadores e índices sobre situações de vulnerabilidade e risco social. Seus estudos devem ser aplicados levando em consideração os direitos humanos e sociais, mas não as questões de gênero e sexualidade.
Por determinações do Ministério da Saúde do Brasil, o sociólogo não está apto a ser incorporado como profissional da Política Pública de Saúde, visto que, em sua formação, não são ministradas disciplinas técnicas e clínicas, como os demais profissionais habilitados a trabalhar na área da saúde.
O número de homicídios no Brasil é um dos mais altos do mundo. A bibliografia sociológica nacional e internacional expõe que esse tipo de violência é maior na população masculina jovem e tem maior incidência em regiões marcadas por grande vulnerabilidade social.
Em relação aos problemas sociais, como mortalidade e propagação de doenças, o sociólogo deve agir em nível individual e não coletivo, pois há uma ampla bibliografia nacional e internacional sobre o tema que valida esse tipo de método.
Os estudos sociológicos quantitativos levam em consideração variáveis como gênero, idade, escolaridade, estado civil, raça e etnia. Para tanto, esses estudos devem ser validados por um profissional da estatística habilitado.