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O vírus da parainfluenza bovina tipo 3 (PI3) é da família dos Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus. O vírus PI3 afeta _____________ jovens, desenvolvendo, comumente, doença _________ aguda, associada a situações de tensão ou estresse.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
bovinos – respiratória
suínos – respiratória
equinos – intestinal
caprinos – neurológica
bovinos – reprodutiva
A Linfadenite Caseosa é uma doença contagiosa, crônica e debilitante de ovinos e caprinos causada por uma bactéria. Uma das características clínicas desta enfermidade são abscessos nos linfonodos superficiais, nos linfonodos internos e em alguns órgãos. Qual é o agente etiológico causador desta enfermidade?
Corynebacterium tuberculose.
Corynebacterium tuberculosis
Corynebacterium paratuberculosis.
Corynebacterium pseudotuberculose.
Corynebacterium pseudotuberculosis.
Gentamicina é um complexo aminoglicosídeo composto de três componentes principais designados C1, C2, e C1a. É um agente bactericida, pobremente absorvido no trato gastrintestinal, geralmente excretado na urina e por isso pode deixar resíduos no rim. Após a aplicação intramuscular em bezerros o período de carência para a carne deve ser prolongada por cerca de:
20 dias.
30 dias.
40 dias.
60 dias.
90 dias.
Analise as afirmativas a seguir sobre a notificação da ocorrência de Raiva, conforme o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Cabe ao proprietário notificar imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial a suspeita de casos de raiva em herbívoros, bem como a presença de animais apresentando mordeduras por morcegos hematófagos, ou ainda informar a existência de abrigos desses morcegos. A não-notificação coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio homem à enfermidade.
( ) Sendo a raiva uma enfermidade de notificação compulsória, caberá sanção legal ao proprietário que não cumprir com a obrigatoriedade de notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial.
( ) Sempre que o Serviço Veterinário Oficial for notificado da suspeita de ocorrência da raiva em herbívoros, como também da espoliação no rebanho por morcegos, deverá atender à notificação o mais rápido possível.
( ) O material para diagnóstico laboratorial, deverá ser coletado quando necessário, conforme preconiza o Manual de Procedimentos para o Diagnóstico das Doenças do Sistema Nervoso Central de Bovinos (localizado na página www.agricultura.gov.br).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, levando em conta as afirmativas de cima para baixo.
V, V, V, V.
V, V, F, F.
V, F, V, F.
F, V, V, F.
F, F, F, V.
Em relação à clostridiose em ruminantes, assinale a alternativa correta.
No Botulismo em bovinos (provocado por Clostridium botulinum tipo C), os achados à necropsia se relacionam à lesão do SNC, como desmielinização neuronal e manguitos perivasculares.
No Carbúnculo Sintomático (provocado por Clostridium chauvoei) em bovinos, os achados à necropsia se relacionam à necrose difusa hepática e renal.
Na Enterotoxemia da Prenhez em ovinos, os achados, quando presentes, são no nível microscópico, como a degeneração hidrópica do epitélio renal e a acidofilia citoplasmática das fibras cardíacas.
Em pequenos ruminantes, a clostridiose decorrente da ação das toxinas do Clostridium perfringens, tipo D, se caracteriza por congestão pulmonar, necrose e liquefação dos rins, além de acúmulo de gás no trato intestinal.
No Tétano (provocado por Clostridium tetani) em ruminantes, de modo geral, os espasmos observados à clínica se relacionam a encefalite difusa e a edema perivascular.
Em relação à infecção por raiva em equídeos e bovinos, analise as afirmativas a seguir.
1) Em casos de raiva em equídeos, a colheita de amostras do sistema nervoso não assegura a possibilidade de diagnóstico.
2) Nos equídeos, a ênfase da amostra, sobretudo de medula, assegura maior êxito de diagnóstico de raiva pela imunofluorescência.
3) Em bovinos, as amostras de cerebelo garantem maior possibilidade de diagnóstico de raiva por imunofluorescência.
4) Independentemente da espécie animal, para o diagnóstico de raiva por imunofluorescência, as amostras devem ser fixadas em formol a 10%.
Estão corretas, apenas:
1 e 2.
2 e 3.
2 e 4.
1 e 4.
1, 2 e 4.
Sobre a actinobacilose e actinomicose, assinale a alternativa incorreta.
No tratamento da actinobacilose e actinomicose, devem-se incluir antimicrobianos e iodeto de sódio intravenoso em solução a 20%.
A língua de madeira, uma infecção de tecido mole da língua dos bovinos, constitui o exemplo clássico da actinobacilose, mas também são comuns granulomas de tecido mole que se desenvolvem ao redor da cabeça, do pescoço ou mesmo em outras áreas corporais.
O actinobacillus lignieresi é um organismo comensal normal na flora oral dos bovinos.
Uma osteomielite proliferativa da mandíbula e linfadenite regional caracteriza a actinobacilose.
O actinomyces bovis é um habitante normal da flora oral dos bovinos e do trato digestivo dos bovinos.
Animais da raça Hereford são citados na literatura como a raça de bovinos frequentemente afetada por uma infecção ocular de origem bacteriana que inicia com lacrimejamento, fotofobia, edema palpebral e opacidade da córnea, podendo evoluir para úlcera e, nos casos mais graves, cegueira irreversível. Os sinais clínicos citados acima são compatíveis com a doença em bovinos conhecida como:
Catarata.
Ceratoconjuntivite infecciosa.
Ceratocone.
Hordéolo.
Calázio.
O objetivo principal do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) é
erradicar a raiva em bovinos e bubalinos.
erradicar a raiva em herbívoros silvestres e morcegos.
reduzir a prevalência da raiva em humanos que consomem a carne de herbívoros.
reduzir a prevalência de raiva em humanos que lidam diretamente com herbívoros domésticos.
reduzir a prevalência da raiva na população de herbívoros domésticos.
O ciclo de vida dos diferentes nematoides gastrointestinais de importância na produção de ruminantes é particularmente semelhante e direto. Portanto, o pastoreio é a principal forma de infecção dos hospedeiros definitivos por esses parasitas, a partir da ingestão das larvas de terceiro estágio (L3). Entretanto, qual nematoide possui L3 capaz de penetrar o hospedeiro também pela via percutânea?
Ostertagia spp.
Haemonchus contortus.
Mammomonogamus spp.
Trichuris spp.
Bunostomum spp.
Analise as sentenças acerca da Febre Aftosa e assinale a alternativa incorreta.
O vírus da febre aftosa pertence à família Picornaviridae, gênero Aphtovirus.
Atualmente, existem seis sorotipos diferentes que são endêmicos em algumas partes do mundo: A, O, SAT1, SAT2, SAT3 e Asia1. No Brasil, somente foram detectados os sorotipos O, A e C. O vírus C não é detectado no mundo desde 2004.
O vírus pode sobreviver por 72 a 90 horas no trato respiratório humano, podendo ser disseminado se não forem tomadas medidas preventivas.
O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado e pode ser transmitido pelas vias direta (contato entre animais, aerossóis e suas secreções e excreções, sangue e sêmen) ou indireta (água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos, alimentos de origem animal), entrando no organismo por inalação, ingestão ou abrasão de pele ou mucosas.
Você foi chamado para atender a um animal bovino, fêmea SRD, com 25 meses de idade, apresentando leve dispneia e discreta taquicardia, desconforto abdominal, atonia ruminal e timpanismo.
Na anamnese constatou dieta rica em grãos recém introduzida.
Assinale a opção que relata a conduta indicada nesse caso.
A ruminotomia de emergência com liberação explosiva do conteúdo ruminal.
O uso de trocáter no flanco esquerdo e aplicação intraruminal de óleo de amendoim e sulfossuccinato sódico de dioctil.
A intervenção de emergência, e aconselhamento para a redução da oferta de sal, se a dieta estiver com níveis de carbohidratos muito baixos.
O uso do trocáter intra-ruminal no flanco direito para reduzir a pressão e aplicação de surfactante do tipo tiossuccinato de potássio, no timpanismo gasoso.
Como o animal já estava com a vida ameaçada, a passagem de um tubo estomacal de maior calibre, com movimentos para trás e para frente, para chegar ao acúmulo de gás no rúmen.
A urolitíase é um distúrbio subclínico muito comum em ruminantes. Ela se torna uma doença clínica importante em ruminantes machos castrados quando o urólito causa obstrução do trato urinário.
Assinale a alternativa CORRETA. Em qual estrutura anatômica é mais comum se localizar as obstruções nesta afecção?
Uretra peniana na região da flexura sigmóide.
Uretra prostática.
Uretra peniana na região do osso peniano.
Ureter.
Curvatura da uretra pélvica.
Qual é o principal nematódeo causador de parasitose em bovinos?
Taenia saginata.
Ostertagia ostertagi.
Paramphistomum cervi.
Entamoeba bovis.
Nematodirus battus.
Você é chamado para atender um rebanho de vacas de leite em lactação que estão apresentando dermatite digital. O tratamento mais indicado para o caso é:
Uso de oxitetraciclina tópica com bandagem no membro afetado.
Uso de cloranfenicol via oral a cada 24 horas.
Uso intravenoso de penicilina benzatina a cada 72 horas.
Uso intramuscular de tulatromicina em dose única.
À necropsia de um bovino, cuja morte ocorreu no início da madrugada, com tempo de morte que já ultrapassava quatro horas, foram encontrados: líquido esverdeado que escorria das narinas; protrusão de reto e vagina; musculatura esquelética de coloração acinzentada, pulmões parcialmente inflados, com lobos pulmonares correspondentes ao decúbito avermelhados e macios à palpação. Ao corte deixavam fluir um pouco de líquido, de aspecto sanguinolento. O rúmen estava fortemente distendido, cujo conteúdo era gás. O fígado era de coloração castanho-avermelhado e consistência firme. Os rins eram avermelhados, sendo o correspondente ao decúbito, mais avermelhado, visto nas superfícies de corte. As alças intestinais tinham conteúdo gasoso e a serosa, coloração avermelhada. Não se encontraram outras alterações dignas de nota. Esses achados:
permitem concluir o diagnóstico como timpanismo seco.
permitem concluir o diagnóstico como clostridiose.
permitem concluir o diagnóstico como carbúnculo sintomático.
estão mascarados por alterações pós-morte.
permitem concluir o diagnóstico como pneumonia por aspiração.
Em casos de acidose ruminal, estão presentes os seguintes achados microscópicos:
papilas ruminais tumefeitas, vacuolização citoplasmática do epitélio e infiltração neutrofílica na mucosa e submucosa, além da necrose da mucosa ruminal.
hiperplasia da mucosa do rúmen e do retículo, e atrofia das vilosidades intestinais.
edema cerebral, com vacuolização do encéfalo e cerebelo; degeneração gordurosa difusa dos hepatócitos e no epitélio dos túbulos urinários.
necrose focal ou multifocal na mucosa ruminal, com intenso processo inflamatório exsudativo, ulceração e perfuração.
hemorragia subdural na medula, necrose de todo o córtex e edema perivascular.
Assinale a alternativa que relaciona corretamente o diagnóstico aos achados clínicos e/ou histopatológicos.
Raiva em bovinos: meningoencefalite purulenta, com infiltração perivascular de células mononucleares e de neutrófilos, desmielinização e vacuolização do encéfalo.
Herpes Vírus em bovino: meningite purulenta com formação de múltiplos microabscessos, hemorragia e edema perivascular.
Listeriose em ruminantes: meningite purulenta, necrose da substância branca e manguitos perivasculares, desmielinização e edema perivascular.
Raiva em bovinos: encefalomielite não purulenta, com manguitos perivasculares de linfócitos ou polimorfonucleares, proliferação glial, corpúsculos de inclusão acidofílicos intracitoplásmátcos, principalmente nas células de Purkinge.
Listeriose dos ruminantes: encefalite difusa, manguitos perivasculares constituídos de macrófagos e monócitos, e extensas áreas de malácia no encéfalo.
Em bovinos, a actinobacilose pode causar a alteração conhecida como
coração tigrado, devido à necrose do miocárdio.
fígado em noz moscada, devido à congestão passiva crônica.
podridão do casco, devido à infecção necrótica.
língua de pau, devido à proliferação difusa de tecido conjuntivo.
Instrumento metálico que é colocado entre as narinas tanto dos bovinos com chifres como descornados. É principalmente útil nos animais bravios e/ou não cooperativos, os quais poderão, até certo ponto, ser mantidos imóveis, em virtude da dor na região nasal provocada por esse instrumento que se chama:
Cabresto.
Guia nasal (formiga).
Peia metálica.
Contenção química.