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A Listeria monocytogenes é um dos patógenos mais monitorados pelo médico-veterinário na inspeção de Produtos de Origem Animal (POA).
Assinale a alternativa correta sobre esse agente.
O tratamento térmico de pasteurização do leite não é capaz de eliminar a Listeria monocytogenes.
Por ser um microrganismo termófilo, a Listeria monocytogenes só consegue se multiplicar em temperaturas acima de 45°C.
Na inspeção de carnes, não há preocupação com contaminação cruzada, pois a Listeria não possui a capacidade de formar biofilmes em equipamentos de aço inoxidável.
A principal característica da Listeria é ser psicrotrófica, ou seja, ela consegue crescer em temperaturas de refrigeração (0°C a 7°C).
Listeriose é uma doença leve que causa apenas diarreia passageira em todos os indivíduos, não representando risco para gestantes ou recém-nascidos.
A análise da estrutura de comunidades florestais pode fornecer subsídios relevantes para a interpretação de alterações ambientais, especialmente quando baseada em parâmetros fitossociológicos.
Assinale a alternativa correta considerando a aplicação desses parâmetros.
A aplicação de parâmetros fitossociológicos restringe-se à descrição da riqueza de espécies, não sendo adequada para análises estruturais da vegetação.
Parâmetros fitossociológicos só podem ser aplicados em áreas sem qualquer tipo de intervenção antrópica.
A análise fitossociológica fornece informações essencialmente qualitativas, não permitindo comparações técnicas entre diferentes áreas.
Parâmetros fitossociológicos permitem quantificar a estrutura e a composição da comunidade vegetal, possibilitando inferências sobre o grau de alteração do ecossistema.
A utilização de parâmetros fitossociológicos é irrelevante para a avaliação de impactos ambientais por não considerar aspectos ecológicos.
A caracterização técnica do dano à flora, em contextos de supressão de vegetação, exige a integração de diferentes parâmetros ecológicos e estruturais.
Assinale a alternativa correta considerando princípios da perícia ambiental.
A quantificação do dano à flora pode ser realizada com base exclusiva na extensão da área afetada, sendo os demais parâmetros subsidiários.
Aspectos ecológicos possuem caráter acessório e não interferem na caracterização técnica do dano à flora.
A avaliação do dano à flora deve integrar informações sobre composição florística, estrutura da vegetação e estágio de desenvolvimento da área afetada.
A vegetação herbácea, por apresentar ciclo de vida curto, não é considerada elemento relevante em avaliações periciais.
A caracterização do dano à flora prescinde da aplicação de critérios técnicos consolidados, sendo suficiente a descrição qualitativa da área.
Durante a perícia em uma vítima de estupro, o médico-legal preserva o sigilo para proteger a dignidade da vítima, mas compartilha achados com autoridades judiciais para subsidiar a acusação.
O sigilo profissional na perícia médica, aplicado a contextos criminais, é de:
Ignorância do sigilo em casos de suspeita de simulação de crime, orientando o médico a desconsiderar restrições éticas ao lidar com indícios falsos, comprometendo a análise objetiva em investigações de fraudes.
Compartilhamento público de laudos para transparência social, autorizando a divulgação ampla de relatórios periciais sem filtros legais, afetando a confidencialidade de vítimas e acusados em ações penais.
Exclusão do sigilo em perícias administrativas não judiciais, permitindo ao perito ignorar obrigações de reserva em contextos burocráticos, prejudicando a integração de provas em inquéritos criminais.
Permissão para revelar dados irrestritos a familiares sem autorização judicial, permitindo ao perito compartilhar detalhes coletados mesmo em ausência de ordem oficial, violando a preservação de evidências em processos de violência.
Obrigação de manter confidencialidade sobre informações obtidas, exceto quando requisitado por autoridade competente, garantindo a integridade da prova em inquéritos de crimes sexuais.
Em uma investigação criminal de homicídio por agressão física com múltiplos traumas, o perito médico-legal analisa sinais de choque para determinar a cronologia da morte, influenciando a qualificação como dolo eventual ou culposo.
O choque, em contextos forenses, é:
Uma condição de hiperperfusão local por respostas inflamatórias isoladas sem falhas sistêmicas, focando em edemas regionais para excluir cronologias em perícias de agressões não letais acidentais.
Uma alteração metabólica exclusiva por desequilíbrios iônicos ignorando hipovolemias, priorizando acidoses para minimizar traumas em análises de mortes por negligências não intencionais.
Uma reação vasomotora transitória por estressores psicológicos sem impactos circulatórios, concentrando em taquicardias para negar choques em investigações de violências emocionais.
Uma patologia crônica endócrina induzindo hipotensões basais sem ligações traumáticas, orientando a disfunções glandulares para desconsiderar agressões em contextos de comorbidades prévias.
Um estado de hipoperfusão tecidual global por falha circulatória pós-trauma, essencial para cronometrar lesões fatais e subsidiar inquéritos por homicídios com agravante de crueldade prolongada.
Durante a perícia em um caso de lesões recorrentes em criança com internações frequentes, o médico-legal identifica o transtorno na cuidadora para inferir abuso intencional, afetando a qualificação como crime de tortura.
Assinale a alternativa que se refere corretamente à síndrome de Munchausen por procuração, comum em investigações de violência contra vulneráveis.
Indução acidental de doenças em filhos por negligência parental não dolosa, priorizando omissões culposas para minimizar intenções em perícias de abandonos emocionais não físicos.
Transmissão genética de transtornos factícios a descendentes sem intervenções externas, focando em heranças familiares para excluir abusos em inquéritos de disputas por guarda.
Reação alérgica ambiental simulando patologias em menores sem motivações, concentrando em exposições involuntárias para negar dolo em análises de intoxicações acidentais.
Condição autoimune materna afetando fetos in utero sem ações pós-natais, orientando a etiologias pré-natais para desconsiderar procuração em contextos de negligências pré-parto.
Fabricação de sintomas em dependente para ganhar simpatia médica, crucial para comprovar maus-tratos disfarçados e recomendar remoções judiciais em ações penais por crimes contra a infância.
Na medicina veterinária forense, as causas de morte podem ser divididas entre natural e violenta.
Sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta exemplos de causas de morte violenta.
Azotemia, Atropelamento e Afogamento.
Trauma contuso, Eletrocussão e Asfixia por enforcamento.
Encefalomielite, Pancreatite exógena e Epilepsia idiopática.
Trauma contundente, Choque séptico e Insuficiência renal.
Neoplasia, Trauma por arma de fogo e Asfixia por aspiração de vômito.
O conhecimento detalhado da anatomia animal é fundamental para a correta identificação taxonômica e perícia forense.
Considerando as diferenças anatômicas entre as espécies domésticas, assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica distintiva que permite a diferenciação entre as espécies citadas:
Os equinos são classificados como ruminantes devido à presença de um estômago pluricavitário (dividido em quatro compartimentos), o que os diferencia morfologicamente dos suínos.
O fêmur dos suínos é o único entre os animais domésticos que apresenta o terceiro trocanter altamente desenvolvido, facilitando a identificação da espécie em cortes cárneos.
Diferente dos carnívoros, os ruminantes possuem caninos superiores altamente desenvolvidos (presas), utilizados principalmente para a defesa e demarcação de território.
A dentição dos felinos é caracterizada por ser do tipo isodonte (todos os dentes com o mesmo formato), o que os distingue visualmente dos caninos, que possuem dentição heterodonte.
A presença do processo acromial da escápula é uma característica marcante, mesmo com morfologias distintas, em carnívoros (cães e gatos) e bovinos, mas está ausente na escápula dos equinos.
Durante perícia em animal com lesões contusas, o médico-veterinário deve classificar as infiltrações hemorrágicas para estabelecer a cronologia do trauma e o nexo causal. A correta denominação técnica é fundamental para a validade do laudo.
Segundo a patologia forense, define-se corretamente:
Equimose: infiltração sanguínea tecidual sem relevo, cujas alterações cromáticas permitem estimar o tempo decorrido desde o trauma.
As petéquias são coleções sanguíneas de grande volume que promovem o afastamento dos tecidos e relevo cutâneo, sendo o principal indício de grandes rupturas arteriais por instrumentos perfurantes.
O termo púrpura é utilizado na perícia veterinária exclusivamente para descrever lesões causadas por queimaduras térmicas de terceiro grau, onde há carbonização da epiderme.
Hematoma: coleção sanguínea volumosa com relevo cutâneo, sendo o achado patognomônico de asfixias mecânicas por impedimento da mecânica respiratória.
Sufusão: pequenos pontos hemorrágicos puntiformes, do tamanho de cabeças de alfinete, que surgem exclusivamente em casos de envenenamento por rodenticidas.
Em perícias de crimes contra a fauna, como caça ilegal, o perito frequentemente examina vestígios biológicos fragmentados (partes de carcaça ou material osteológico).
Para a correta identificação da espécie utilizando a morfologia anatômica nesse contexto, o critério técnico-pericial fundamental é:
O sequenciamento genético do DNA mitocondrial, visto que a confirmação molecular é pré-requisito legal para validar achados morfológicos em laudos de crimes ambientais.
O uso de equações alométricas para estimar a massa corporal total, parâmetro fisiológico invariável que permite a identificação positiva da espécie silvestre.
A análise tafonômica das marcas de corte, pois o padrão de estrias deixado nos ossos por diferentes instrumentos é diagnóstico para a espécie da presa.
O emprego da radiografia digital para analisar o padrão trabecular interno, parâmetro microestrutural filogeneticamente conservado que substitui a análise morfológica externa.
A aplicação da osteologia comparada, utilizando acidentes anatômicos específicos e fórmulas dentárias como caracteres diagnósticos espécie-específicos, fundamentada em coleções de referência.