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A Listeria monocytogenes é um dos patógenos mais monitorados pelo médico-veterinário na inspeção de Produtos de Origem Animal (POA).


Assinale a alternativa correta sobre esse agente.


A

O tratamento térmico de pasteurização do leite não é capaz de eliminar a Listeria monocytogenes.


B

Por ser um microrganismo termófilo, a Listeria monocytogenes só consegue se multiplicar em temperaturas acima de 45°C.


C

Na inspeção de carnes, não há preocupação com contaminação cruzada, pois a Listeria não possui a capacidade de formar biofilmes em equipamentos de aço inoxidável.


D

A principal característica da Listeria é ser psicrotrófica, ou seja, ela consegue crescer em temperaturas de refrigeração (0°C a 7°C).


E

Listeriose é uma doença leve que causa apenas diarreia passageira em todos os indivíduos, não representando risco para gestantes ou recém-nascidos.

A análise da estrutura de comunidades florestais pode fornecer subsídios relevantes para a interpretação de alterações ambientais, especialmente quando baseada em parâmetros fitossociológicos.


Assinale a alternativa correta considerando a aplicação desses parâmetros.


A

A aplicação de parâmetros fitossociológicos restringe-se à descrição da riqueza de espécies, não sendo adequada para análises estruturais da vegetação.


B

Parâmetros fitossociológicos só podem ser aplicados em áreas sem qualquer tipo de intervenção antrópica.


C

A análise fitossociológica fornece informações essencialmente qualitativas, não permitindo comparações técnicas entre diferentes áreas.


D

Parâmetros fitossociológicos permitem quantificar a estrutura e a composição da comunidade vegetal, possibilitando inferências sobre o grau de alteração do ecossistema.


E

A utilização de parâmetros fitossociológicos é irrelevante para a avaliação de impactos ambientais por não considerar aspectos ecológicos.

A caracterização técnica do dano à flora, em contextos de supressão de vegetação, exige a integração de diferentes parâmetros ecológicos e estruturais.


Assinale a alternativa correta considerando princípios da perícia ambiental.


A

A quantificação do dano à flora pode ser realizada com base exclusiva na extensão da área afetada, sendo os demais parâmetros subsidiários.


B

Aspectos ecológicos possuem caráter acessório e não interferem na caracterização técnica do dano à flora.


C

A avaliação do dano à flora deve integrar informações sobre composição florística, estrutura da vegetação e estágio de desenvolvimento da área afetada.


D

A vegetação herbácea, por apresentar ciclo de vida curto, não é considerada elemento relevante em avaliações periciais.


E

A caracterização do dano à flora prescinde da aplicação de critérios técnicos consolidados, sendo suficiente a descrição qualitativa da área.

Durante a perícia em uma vítima de estupro, o médico-legal preserva o sigilo para proteger a dignidade da vítima, mas compartilha achados com autoridades judiciais para subsidiar a acusação.


O sigilo profissional na perícia médica, aplicado a contextos criminais, é de:


A

Ignorância do sigilo em casos de suspeita de simulação de crime, orientando o médico a desconsiderar restrições éticas ao lidar com indícios falsos, comprometendo a análise objetiva em investigações de fraudes.


B

Compartilhamento público de laudos para transparência social, autorizando a divulgação ampla de relatórios periciais sem filtros legais, afetando a confidencialidade de vítimas e acusados em ações penais.


C

Exclusão do sigilo em perícias administrativas não judiciais, permitindo ao perito ignorar obrigações de reserva em contextos burocráticos, prejudicando a integração de provas em inquéritos criminais.


D

Permissão para revelar dados irrestritos a familiares sem autorização judicial, permitindo ao perito compartilhar detalhes coletados mesmo em ausência de ordem oficial, violando a preservação de evidências em processos de violência.


E

Obrigação de manter confidencialidade sobre informações obtidas, exceto quando requisitado por autoridade competente, garantindo a integridade da prova em inquéritos de crimes sexuais.

Em uma investigação criminal de homicídio por agressão física com múltiplos traumas, o perito médico-legal analisa sinais de choque para determinar a cronologia da morte, influenciando a qualificação como dolo eventual ou culposo.


O choque, em contextos forenses, é:


A

Uma condição de hiperperfusão local por respostas inflamatórias isoladas sem falhas sistêmicas, focando em edemas regionais para excluir cronologias em perícias de agressões não letais acidentais.


B

Uma alteração metabólica exclusiva por desequilíbrios iônicos ignorando hipovolemias, priorizando acidoses para minimizar traumas em análises de mortes por negligências não intencionais.


C

Uma reação vasomotora transitória por estressores psicológicos sem impactos circulatórios, concentrando em taquicardias para negar choques em investigações de violências emocionais.


D

Uma patologia crônica endócrina induzindo hipotensões basais sem ligações traumáticas, orientando a disfunções glandulares para desconsiderar agressões em contextos de comorbidades prévias.


E

Um estado de hipoperfusão tecidual global por falha circulatória pós-trauma, essencial para cronometrar lesões fatais e subsidiar inquéritos por homicídios com agravante de crueldade prolongada.

Durante a perícia em um caso de lesões recorrentes em criança com internações frequentes, o médico-legal identifica o transtorno na cuidadora para inferir abuso intencional, afetando a qualificação como crime de tortura.


Assinale a alternativa que se refere corretamente à síndrome de Munchausen por procuração, comum em investigações de violência contra vulneráveis.


A

Indução acidental de doenças em filhos por negligência parental não dolosa, priorizando omissões culposas para minimizar intenções em perícias de abandonos emocionais não físicos.


B

Transmissão genética de transtornos factícios a descendentes sem intervenções externas, focando em heranças familiares para excluir abusos em inquéritos de disputas por guarda.


C

Reação alérgica ambiental simulando patologias em menores sem motivações, concentrando em exposições involuntárias para negar dolo em análises de intoxicações acidentais.


D

Condição autoimune materna afetando fetos in utero sem ações pós-natais, orientando a etiologias pré-natais para desconsiderar procuração em contextos de negligências pré-parto.


E

Fabricação de sintomas em dependente para ganhar simpatia médica, crucial para comprovar maus-tratos disfarçados e recomendar remoções judiciais em ações penais por crimes contra a infância.

Na medicina veterinária forense, as causas de morte podem ser divididas entre natural e violenta.


Sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta exemplos de causas de morte violenta.


A

Azotemia, Atropelamento e Afogamento.


B

Trauma contuso, Eletrocussão e Asfixia por enforcamento.


C

Encefalomielite, Pancreatite exógena e Epilepsia idiopática.


D

Trauma contundente, Choque séptico e Insuficiência renal.


E

Neoplasia, Trauma por arma de fogo e Asfixia por aspiração de vômito.

O conhecimento detalhado da anatomia animal é fundamental para a correta identificação taxonômica e perícia forense.


Considerando as diferenças anatômicas entre as espécies domésticas, assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica distintiva que permite a diferenciação entre as espécies citadas:


A

Os equinos são classificados como ruminantes devido à presença de um estômago pluricavitário (dividido em quatro compartimentos), o que os diferencia morfologicamente dos suínos.


B

O fêmur dos suínos é o único entre os animais domésticos que apresenta o terceiro trocanter altamente desenvolvido, facilitando a identificação da espécie em cortes cárneos.


C

Diferente dos carnívoros, os ruminantes possuem caninos superiores altamente desenvolvidos (presas), utilizados principalmente para a defesa e demarcação de território.


D

A dentição dos felinos é caracterizada por ser do tipo isodonte (todos os dentes com o mesmo formato), o que os distingue visualmente dos caninos, que possuem dentição heterodonte.


E

A presença do processo acromial da escápula é uma característica marcante, mesmo com morfologias distintas, em carnívoros (cães e gatos) e bovinos, mas está ausente na escápula dos equinos.

Durante perícia em animal com lesões contusas, o médico-veterinário deve classificar as infiltrações hemorrágicas para estabelecer a cronologia do trauma e o nexo causal. A correta denominação técnica é fundamental para a validade do laudo.


Segundo a patologia forense, define-se corretamente:


A

Equimose: infiltração sanguínea tecidual sem relevo, cujas alterações cromáticas permitem estimar o tempo decorrido desde o trauma.


B

As petéquias são coleções sanguíneas de grande volume que promovem o afastamento dos tecidos e relevo cutâneo, sendo o principal indício de grandes rupturas arteriais por instrumentos perfurantes.


C

O termo púrpura é utilizado na perícia veterinária exclusivamente para descrever lesões causadas por queimaduras térmicas de terceiro grau, onde há carbonização da epiderme.


D

Hematoma: coleção sanguínea volumosa com relevo cutâneo, sendo o achado patognomônico de asfixias mecânicas por impedimento da mecânica respiratória.


E

Sufusão: pequenos pontos hemorrágicos puntiformes, do tamanho de cabeças de alfinete, que surgem exclusivamente em casos de envenenamento por rodenticidas.

Em perícias de crimes contra a fauna, como caça ilegal, o perito frequentemente examina vestígios biológicos fragmentados (partes de carcaça ou material osteológico).


Para a correta identificação da espécie utilizando a morfologia anatômica nesse contexto, o critério técnico-pericial fundamental é:


A

O sequenciamento genético do DNA mitocondrial, visto que a confirmação molecular é pré-requisito legal para validar achados morfológicos em laudos de crimes ambientais.


B

O uso de equações alométricas para estimar a massa corporal total, parâmetro fisiológico invariável que permite a identificação positiva da espécie silvestre.


C

A análise tafonômica das marcas de corte, pois o padrão de estrias deixado nos ossos por diferentes instrumentos é diagnóstico para a espécie da presa.


D

O emprego da radiografia digital para analisar o padrão trabecular interno, parâmetro microestrutural filogeneticamente conservado que substitui a análise morfológica externa.


E

A aplicação da osteologia comparada, utilizando acidentes anatômicos específicos e fórmulas dentárias como caracteres diagnósticos espécie-específicos, fundamentada em coleções de referência.

   
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