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Um paciente adulto sofre queda sobre o membro superior em pronação e apresenta dor e deformidade no antebraço distal.
Radiografias evidenciam fratura de Galeazzi, que se define como fratura
do rádio associada à luxação radioulnar distal.
da ulna associada à luxação da cabeça do rádio.
da ulna associada à luxação radioulnar distal.
do rádio associada à luxação da cabeça do rádio.
do rádio associada à lesão do ligamento escafolunar.
Em relação à definição de fratura exposta, assinale a alternativa correta.
É a fratura em que a comunicação com o meio externo ocorre exclusivamente por lesão cutânea extensa.
É uma fratura considerada grave apenas pelo grau de cominuição óssea, sem relação com o envolvimento das partes moles.
É a fratura em que há apenas contusão da pele sobre o foco, sem perda de sua integridade.
É a fratura em que há comunicação direta entre o osso fraturado (ou seu hematoma) e o meio externo, por solução de continuidade da pele e dos tecidos moles.
É a fratura associada a um ferimento da pele, independentemente da comunicação com o foco ósseo.
O manguito rotador é formado pelos músculos supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular, que envolvem a cabeça do úmero e inserem-se na cápsula articular do ombro.
A principal função desse conjunto muscular é:
promover a rotação medial do braço.
realizar exclusivamente a rotação lateral do ombro.
estabilizar a cabeça do úmero na cavidade glenoidal durante os movimentos do ombro.
realizar a abdução do ombro acima de 90 graus.
auxiliar o deltoide na extensão do braço.
Paciente de 57 anos de idade, tem o diagnóstico de carcinoma seroso de alto grau de ovário, estádio IIIC ao diagnóstico, há quatro anos. Foi tratada inicialmente com cirurgia com citorredução completa, seguida de quimioterapia sistêmica com carboplatina e paclitaxel por seis ciclos. Na ocasião, apresentou parestesias em mãos e pés, que regrediram completamente com o término do tratamento. Há quatro meses apresentou recorrência da doença, em peritônio, tratada com cirurgia com citorredução completa, seguida de carboplatina e palcitaxel. Recebeu três ciclos do tratamento e refere que tem apresentado formigamento em mãos e pés, que inicialmente duravam por cerca de cinco dias após a QT, mas que após a terceira aplicação está persistente, inclusive com dificuldade para tarefas mais delicadas, como bordar, que é seu lazer preferido.
Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e melhor conduta são, respectivamente,
neuropatia periférica pelo paclitaxel; opioides fracos.
neuropatia periférica pelo paclitaxel; anticonvulsivantes.
neuropatia periférica pela carboplatina; anticonvulsivantes.
compressão radicular; ressonância magnética de coluna torácica e lombar.
deficiência de vitamina B12; reposição de vitamina B12 IM.
Paciente de 54 anos foi submetida a cirurgia por câncer de cólon. Anátomo patológico: pT2 pN0, proficiente para enzimas de reparo do DNA, RAS selvagem. Exames de imagem não mostram doença à distância.
Nesse caso, está indicado
FLOX.
capecitabina monoterapia.
CAPEOX + cetuximabe.
observação clínica.
FOLFOX + atezolizumabe.
Paciente do sexo masculino, de 72 anos de idade, ECOG 0, ativo fisicamente, não tabagista e sem outras comorbidades, procura atendimento ambulatorial com oncologista. Refere que realizou exame de PSA sérico cujo resultado é de 87 ng/mL. Traz consigo ressonância magnética do abdome total, que mostra próstata com tumor acometendo ambos os lobos e com invasão da vesícula seminal e presença de metástases para um linfonodo regional, restante do exame sem alterações significativas. Refere não ter realizado nenhuma biópsia, pois seu filho é médico e solicita esses exames anualmente, como estavam alterados resolveu procurar especialista.
Nesse caso, a melhor conduta é
encaminhamento para orquiectomia para castração cirúrgica, pois necessita de deprivação hormonal.
realização de biópsia de próstata e encaminhamento para cirurgia, para tratamento local.
realização de biópsia de próstata, TC de tórax e cintilografia óssea para definição do tratamento.
início imediato de análogos de LHRH, o paciente certamente tem doença metastática.
encaminhamento para avaliação da radioterapia, para tratamento local da doença.
A presença de instabilidade de microssatélites (MSI, do inglês microstellite instability) é um elemento importante para a indicação de tratamento agnóstico com imunoterapia em diversos tipos de câncer. A presença de elevada MSI (MSI-H)
está relacionada à presença de mais de 30% de mutações em microssatélites.
é correlacionada com alta habilidade de correção de erros na duplicação do DNA.
é encontrada com maior frequência em câncer de mama do que em câncer de endométrio.
não tem correlação com resposta à imunoterapia.
está correlacionada com a proficiência em enzimas do reparo do DNA.
Paciente de 47 anos de idade com carcinoma invasivo tipo não especial de mama esquerda, T3N1M0, receptor hormonal negativo, HER2 positivo (escore 3+/3+). Foi submetida a quimioterapia neoadjuvante com TCHP (docetaxel, carboplatina, trastuzumabe e pertuzumabe) e encaminhada para cirurgia. O anatomopatológico da peça demonstra tumor pT1pN0, sem metástases à distância.
Nesse caso, o tratamento adjuvante recomendado é
trastuzumabe emtansina seguido de radioterapia.
hormonioterpaia e radioterapia.
trastuzumabe e radioterapia.
trastuzumabe emtansina, hormonioterapia e radioterapia.
radioterapia.
Durante uma ação educativa na UBS, a equipe multiprofissional debateu as vantagens da vacinação como uma estratégia de promoção da saúde na Atenção Primária à Saúde (APS).
Qual das ações melhor representa o papel de um profissional no cuidado primário ao abordar a hesitação vacinal?
Tomar a decisão de vacinar diretamente, independentemente do consentimento informado dos responsáveis no caso de crianças.
Adotar uma abordagem punitiva para usuários que se recusam a se vacinar.
Reforçar que a vacinação é obrigatória para todos os cidadãos, independentemente de crenças individuais.
Esclarecer dúvidas sobre vacinas com base em informações científicas, promovendo confiança e adesão às campanhas de imunização.
Orientar os usuários sobre os riscos de doenças, apenas, enquanto minimiza os possíveis efeitos adversos das vacinas.
João, 10 meses, é levado à consulta com história de palidez e irritabilidade há duas semanas. Faz uso diário de grande quantidade de leite de vaca e ingere poucos alimentos ricos em ferro. Exames laboratoriais mostram Hb 9,5 g/dL, VCM reduzido e ferritina baixa, compatível com anemia ferropriva.
Considerando o diagnóstico de anemia ferropriva, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial mais adequada pela APS.
Encaminhar imediatamente ao hematologista pediátrico.
Monitorar o quadro sem intervenções por enquanto.
Aumentar oferta de leite de vaca para melhorar ingestão calórica.
Iniciar suplementação com sulfato ferroso e orientar adequação da dieta.
Orientar dieta rica em ferro e reavaliar após 2 meses.
Dona Rosa, 82 anos, apresenta queda da pressão arterial ao assumir posição ortostática durante a avaliação clínica na Atenção Primária à Saúde.
Considerando o quadro e as condutas recomendadas para idosos, assinale a alternativa que apresenta a abordagem mais apropriada.
Presença de síncope neurocardiogênica; encaminhar imediatamente ao nível terciário.
Suspeita de AVC isquêmico transitório; priorizar neuroimagem.
Hipotensão postural; ajustar medicações em uso e orientar medidas para evitar quedas bruscas.
Hipotensão postural; hidratação e retorno.
Pré-síncope; orientar apenas hidratação oral e novo controle em consulta de rotina.
Em uma reunião de planejamento estratégico da UBS, observou-se um aumento no índice de mortalidade infantil no território durante o último ano.
Para direcionar políticas públicas e identificar melhor as origens do problema, qual indicador deve receber maior atenção na análise inicial?
Cobertura vacinal para doenças da infância, como rotavírus.
Taxa de partos domiciliares realizados pela comunidade local.
Proporção de gestantes com consultas adequadas de pré-natal.
Taxa de mortalidade neonatal e pós-neonatal, avaliadas separadamente.
Taxa de internações por doenças preveníveis com ações básicas de saúde.
Em relação à miastenia gravis juvenil, é correto afirmar que
as formas relacionadas ao anticorpo anti-MuSK apresentam excelente resposta à piridostigmina.
timectomia deve ser indicada mesmo nos casos soronegativos.
disfonia e disfagia são os sintomas iniciais em mais de 50% dos casos.
a positividade da sorologia para anticorpo anti-AChR é reduzida nas formas com início pré-púbere.
pulsoterapia com corticoide é tratamento de escolha nas crises miastênicas.
Em relação ao cuidado e às orientações aos pacientes com doenças neuromusculares, é correto afirmar que
o fenômeno miotônico tipicamente piora no calor.
pacientes com miopatia central core devem evitar uso de anestésicos inalatórios halogenados.
pacientes com insuficiência ventilatória restritiva devem ser preferencialmente ventilados por pressão positiva contínua (CPAP).
propofol é seguro para sedação contínua em pacientes com mitocondriopatias.
succinilcolina é o bloqueador neuromuscular de escolha para uso no período operatório.
Em contextos clínicos, assinale a alternativa que apresenta uma característica distintiva do transtorno de ansiedade de separação em relação ao transtorno de pânico e à ansiedade generalizada.
A evitação de situações sociais e a antecipação de julgamentos negativos são sintomas centrais no transtorno de ansiedade de separação, o que aproxima clinicamente esse quadro da ansiedade social, mais do que do transtorno de ansiedade generalizada ou do pânico.
O transtorno de ansiedade de separação se diferencia por apresentar ansiedade antecipatória e comportamentos de evitação especificamente relacionados à separação de figuras de apego, sendo essa temática o núcleo do quadro clínico.
Ao contrário do transtorno de pânico, o transtorno de ansiedade de separação não envolve sintomas físicos intensos durante episódios ansiosos, o que causaria baixo prejuízo funcional.
Embora o transtorno de ansiedade de separação compartilhe sintomas somáticos com o transtorno de pânico, sua principal distinção está na imprevisibilidade dos episódios ansiosos, que ocorrem independentemente de estímulos relacionais.
O transtorno de ansiedade de separação, diferentemente do transtorno de ansiedade generalizada, é marcado por preocupações difusas e persistentes sobre múltiplos domínios da vida, como desempenho, saúde e finanças, sem foco em vínculos interpessoais.
O tratamento do transtorno de compulsão alimentar (TCA) deve ser multidisciplinar, com psicólogos, nutricionistas e psiquiatras.
Em relação ao seu tratamento farmacológico, assinale a alternativa que está alinhada com as evidências clínicas e diretrizes terapêuticas.
Os antipsicóticos típicos são preferidos em casos de TCA com comorbidade depressiva, por sua ação estabilizadora do humor e redução da compulsão alimentar.
Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são eficazes apenas em casos de TCA leve, sendo ineficazes em quadros com comorbidades psiquiátricas.
A lisdexanfetamina é aprovada para o tratamento do TCA moderado a grave, atuando como pró-fármaco da dextroanfetamina com efeitos sobre o controle impulsivo.
O uso de benzodiazepínicos é recomendado como primeira linha para TCA, devido à sua ação ansiolítica e efeito supressor do apetite.
O topiramato é contraindicado no TCA devido ao risco elevado de ganho ponderal e aumento da compulsão alimentar.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é considerada a primeira linha de tratamento para os transtornos fóbico-ansiosos, como fobia social, agorafobia e fobias específicas.
Entre os componentes do TCC comumente empregados no tratamento desses quadros fóbico-ansiosos, qual deles é considerado o ingrediente central e diretamente responsável pela redução da resposta fóbica ao estímulo temido?
Evitação sistemática, por associar o relaxamento à hierarquia de estímulos ansiogênicos, reduzindo a ativação fisiológica.
Modelagem com reforço positivo que facilita a aproximação ao estímulo fóbico por meio da observação de alguém enfrentando o estímulo e recompensa a cada aproximação crescente.
Reestruturação cognitiva, para modificar as crenças disfuncionais que sustentam o medo irracional.
Treino de habilidades de enfrentamento, por capacitar o paciente a lidar com situações ansiogênicas por meio de estratégias comportamentais.
Exposição ao objeto ou contexto aversivo, por promover a habituação e extinção da resposta ansiosa frente ao estímulo temido.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) foi instituída pelo Ministério da Saúde em 2011 como parte da política nacional de saúde mental.
Levando-se em conta os princípios organizacionais da RAPS, assinale a alternativa que descreve corretamente a sua lógica de funcionamento.
A RAPS funciona como dispositivos de triagem clínica, voltados à classificação de casos psiquiátricos para fins de regulação hospitalar e judicial.
A RAPS articula pontos de atenção diversos em rede, promovendo cuidado integral, territorializado e centrado na singularidade do sujeito, com foco na desinstitucionalização.
O modelo da RAPS privilegia a atenção ambulatorial especializada, devendo funcionar de forma desvinculada da atenção básica e dos serviços comunitários, para garantir maior resolutividade técnica.
A RAPS opera por meio de fluxos hierarquizados e centralizados, priorizando o encaminhamento para hospitais psiquiátricos especializados como porta de entrada do cuidado.
A estrutura da RAPS se baseia na segmentação dos serviços por faixa etária e diagnóstico do transtorno mental, com protocolos estabelecidos de acesso e permanência.
Sobre o tratamento do aneurisma de aorta infrarrenal, é correto afirmar:
a mortalidade perioperatória da correção aberta é semelhante ao tratamento endovascular.
nos pacientes com expectativa de vida inferior a 2 anos, há comprovadamente melhor indicação do uso de endoprótese infrarrenal, mesmo que o colo seja hostil.
após 2 anos, a sobrevida livre de reintervenção é semelhante entre a técnica aberta e a endovascular.
de acordo com as instruções de uso das endopróteses, há contraindicação absoluta ao uso desses dispositivos quando colo menor que 15 mm.
após 6 meses, o desfecho de sobrevida global é semelhante entre a cirurgia aberta e a endovascular.
Além do aumento da PIO, são considerados também como fatores de risco para o glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA):
menopausa e catarata intumescente.
história familiar de GPAA e raça negra.
idade acima dos 60 anos e raça amarela.
alta miopia e gênero feminino.
hipermetropia e hipertensão arterial sistêmica.