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Segundo Denys Cuche (2002), Se a cultura não é um dado, uma herança que se transmite imutável de geração em geração, é porque ela é uma produção histórica, isto é, uma construção que se inscreve na história e mais precisamente na história das relações dos grupos sociais entre si. Para analisar um sistema cultural, é então necessário analisar a situação socio-histórica que o produz como ele é.
É coerente com a abordagem do autor afirmar que
as culturas podem ser divididas em estáticas e dinâmicas, de acordo com as mudanças que experimentam a cada geração.
os sistemas culturais mudam continuamente, de modo que a cada nova geração se constitui uma cultura completamente diferente da anterior.
as culturas são dinâmicas e não podem ser analisadas separadamente das circunstâncias históricas.
a cultura é um fato social que se impõe aos indivíduos e, por isso, não possui qualquer relação com outras instâncias da realidade social, como a economia.
a cultura se constrói a partir da ação social dos indivíduos, que forjam suas identidades a partir de trajetórias biográficosubjetivas.
No estudo das relações de poder, Max Gluckman não contempla as dinâmicas dos sistemas sociais.
O novo método histórico, em concordância com a teoria do difusionismo cultural, propõe uma análise que, como condição para a reconstituição histórica das transmissões culturais, limita as áreas a serem comparadas.
O crescente contato entre diferentes populações no mundo atual inviabiliza a continuidade da disciplina antropológica, que vê seu objeto desaparecer.
A oposição entre natureza e cultura está na base do pensamento antropológico. Sem aceitar a premissa básica de que existe um domínio autônomo da cultura não é possível pensar antropologicamente.
A tradição antropológica de estudos de rituais pode ser útil para compreender a dimensão simbólica da política em contextos nacionais contemporâneos.
Leia as afirmativas abaixo.
I. A antropologia biológica interessa-se pelo aspecto da evolução biológica e genética do homem, e seus estudos se dedicam a isso.
II. A arqueologia é um ramo da antropologia social que se dedica ao estudo das sociedades do passado.
III. A antropologia social estuda as sociedades complexas, baseada nas culturas que se diferenciaram a partir do capitalismo.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
I e III, apenas.
II, apenas.
I e II, apenas.
Antigas críticas à sociologia durkheimiana, como a de Gabriel Tarde, vem sendo retomadas por autores contemporâneos, como Bruno Latour, para reafirmar a distinção entre natureza e cultura.
A antropologia das sociedades complexas rompe com a pretensão clássica de compreender a totalidade da vida, mas permite o estudo das conexões e articulações entre realidades culturais heterogêneas em contextos urbanos.
A noção de socialidade, proposta por Marilyn Strathern a partir de seus estudos na Melanésia, pretende superar a dicotomia indivíduo/sociedade por meio de uma escolha pelo individualismo metodológico.
A teoria ator-rede pretende pensar a composição do social de forma a incluir humanos e não humanos.
Pierre Bourdieu, ao propor o conceito de habitus, pretende superar limitações encontradas tanto pelo estruturalismo quanto pela fenomenologia, por meio do que ele denomina uma teoria da prática.
As formas de preconceito existentes nos dois países se diferenciam pela intensidade e não pela natureza.
O estudo comparativo de noções de tempo e espaço, caro à antropologia clássica, é de grande valia para se compreender processos contemporâneos ligados à globalização e às transformações do capitalismo.
Para a afirmação da Antropologia Social ou Cultural enquanto matriz disciplinar no campo das Ciências Sociais, alguns conceitos como “cultura” e “estrutura” foram particularmente demarcadores. Roberto Cardoso de Oliveira explicita quatro grandes paradigmas a partir das matrizes conceituais e que correspondem respectivamente a tradições alemã, norte-americana, britânica e francesa. São eles os seguintes:
o paradigma positivista, o paradigma culturalista, o paradigma relativista e o paradigma iluminista.
o paradigma historicista, o paradigma marxista, o paradigma semiótico, o paradigma iluminista.
o paradigma culturalista, o paradigma interpretativista, o paradigma estrutural-funcionalista e o paradigma estruturalista.
o paradigma weberiano, o paradigma boasiano, o paradigma formalista e o paradigma lévi-straussiano.
Na discussão acerca das atitudes e relações das diferentes sociedades para com o meio ambiente natural, a antropologia tem-se ocupado da análise da concepção que os povos têm da natureza exterior.
Acerca de conceitos centrais da Antropologia, assinale a alternativa incorreta.
Pode-se dizer que, segundo a visão antropocêntrica, a própria sociedade é o centro da humanidade.
O costume de discriminar aqueles que são diferentes, porque pertencem a outro grupo, pode ser encontrado mesmo dentro de uma mesma sociedade.
O conceito de cultura defendido por Clifford Geertz, em “A Interpretação das Culturas”, é essencialmente semiótico. O autor acredita, como Marx Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu, assumindo a cultura como sendo essas teias e a sua análise.
Segundo Roberto DaMatta, a iniciação na Antropologia Social pelo chamado trabalho de campo aproxima-se muito do movimento que caracteriza os rituais de passagem.
O etnocêntrico tende a considerar categorias, normas e valores de sua sociedade como parâmetro aplicável a todas as demais.
Marilyn Strathern, partindo de estudos na Melanésia, alega que o conceito de sociedade está teoricamente obsoleto e propõe a noção de socialidade para substituí-lo.
Para a antropologia, a natureza pode ser encarada como uma construção cultural com propriedades, vocações e valorações específicas.