Questões de Concurso sobre Conceito e Objeto da Antropologia

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
113 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 
Adam Kuper em seu ensaio “Cultura, Diferença, Identidade” chama a atenção para o surgimento, nas décadas de 1980 e 1990, no contexto dos Estados Unidos, de uma teoria popular da cultura”. Kuper assinala que “os antropólogos contemporâneos estão apreensivos com o essencialismo implícito nessa teoria popular da cultura”. Segundo esta teoria, “uma pessoa tem uma identidade essencial, que deriva do caráter essencial da coletividade à qual pertence”. No entendimento dos antropólogos contemporâneos, os conceitos de cultura e identidade são

A
determinados biologicamente.

B
fabricações discursivas instáveis.

C
herdados e imutáveis.

D
fixados pela natureza.

E
derivados do caráter primordial do meio social.

Marilyn Strathern, partindo de estudos na Melanésia, alega que o conceito de sociedade está teoricamente obsoleto e propõe a noção de socialidade para substituí-lo.


C
Certo

E
Errado

Para a antropologia, a natureza pode ser encarada como uma construção cultural com propriedades, vocações e valorações específicas.


C
Certo

E
Errado

O funcionalismo e o evolucionismo são propostas que privilegiam a pesquisa de campo, com convívio intenso e prolongado entre antropólogo e nativos, sendo essa a melhor maneira de superar o etnocentrismo. Malinowski e Frazer são os melhores exemplos dessa afirmação.


C
Certo

E
Errado
O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro analisa o que ele mesmo denomina de “processo de juridificação da questão “quem é índio” no Brasil”. Para a garantia e oficialização das demarcações de terra, “o Estado e seu arcabouço jurídico-legal funcionam – diz o antropólogo – como moinhos produtores de substâncias, categorias, papéis, funções, sujeitos, titulares desse ou daquele direito, etc.” Invocando a formação disciplinar clássica da Antropologia, Viveiros de Castro sinaliza os perigos da posição do antropólogo evolvido com os laudos antropológicos. Para ele, o antropólogo passou a ter uma ”atribuição complicada”. Ele passou a ter o poder de discriminar quem é índio e quem não é índio, ou antes, a prerrogativa de pronunciar-se com autoridade sobre a matéria, de modo a instruir a instancia que tem realmente tal poder de discriminação, o Poder Judiciário.” A base do argumento de Viveiros de Castro repousa numa das premissas fundantes da Antropologia, qual seja:

A
Uma das funções da Antropologia consiste em discernir as identidades autênticas das inautênticas.

B
A Antropologia nasceu no contexto do projeto colonialista ocidental e para se firmar como ciência passou a assumir e defender o ponto de vista dos povos colonizados.

C
O antropólogo deve engajar-se nas causas de seus informantes assumindo uma perspectiva ética de defesa dos seus interesses.

D
Devido à proximidade com os grupos estudados, os antropólogos podem e devem desempenhar o papel cívico de contribuir com o Estado na tarefa de administrar a nação.

E
O objeto e o objetivo da Antropologia é a elucidação das condições de auto-determinação ontológica do outro.

A crença na infinitude do manancial da natureza está fundada, em parte, nos mitos do paraíso, fundamentais nas culturas judaica, cristã e islâmica.


C
Certo

E
Errado

A pesquisa de campo prolongada, com o método de observação participante, une a etnografia e a teoria antropológica, ao mesmo tempo em que questiona a validade da antropologia de gabinete.


C
Certo

E
Errado
A idéia de que a alteridade é um aspecto fundante da antropologia, sem a qual a disciplina não reconhece a si própria está presente em autores como Roberto da Mata e Marisa Peirano. Esta última desenvolve o argumento que a tendência da Antropologia no Brasil tem sido a de tomar o Brasil como caso etnográfico privilegiado. No artigo “Antropologia no Brasil” esta autora apresenta uma tipologia onde pretende abarcar os quatro movimentos principais da Antropologia no Brasil: a alteridade radical; o contato com a alteridade; a alteridade próxima; a alteridade mínima. Estes movimentos equivalem respectivamente a

A
os estudos evolucionistas; os estudos relativistas; os estudos regionalistas; os estudos hermenêuticos.

B
os estudos que transformam o familiar em exótico; os estudos que transformam o exótico em familiar; os estudos que relativizam os conceitos de familiar e exótico; os estudos que filtram a realidade (familiar ou exótica) do ponto de vista do observador.

C
as concepções iluministas; as concepções românticas; as concepções multiculturalistas; as concepções interpretativistas.

D
os estudos de populações indígenas; a relação da sociedade nacional com grupos indígenas; os estudos de Antropologia Urbana; os estudos da própria Antropologia sob uma perspectiva antropológica.

E
os estudos de populações indígenas; os estudos de populações afro-descendentes; os estudos de grupos migrantes; os estudos do multiculturalismo.

Em seu texto “A sociedade contra o Estado” Pierre Clastres afirma que as sociedades primitivas, objeto tradicional da Antropologia nas primeiras décadas de institucionalização da disciplina, não estariam condenadas à economia de subsistência em razão de uma pretensa inferioridade tecnológica. O argumento do autor se sustenta, fundamentalmente,


A

na compreensão de que a divisão do trabalho entre homens e mulheres propiciava excedentes que possibilitavam trocas para além das necessidades básicas do grupo.


B

no entendimento de que as sociedades primitivas dominavam o meio natural adaptado e relativo às suas necessidades.


C

na idéia de que os grupos nessas sociedades dominavam absolutamente a natureza e, dessa forma, proviam de forma equilibrada e igualitária as necessidades básicas da sociedade.


D

na convicção de que, por se tratarem de sociedades sem Estado, não havia necessidade de produção de excedentes para a manutenção de grupamentos voltados para o exercício da guerra.


E

na comprovação empírica de que as trocas entre grupos de distintas sociedades como, por exemplo, o casamento, possibilitava o uso compartilhado de variados recursos naturais.

O trabalho do antropólogo se constitui em olhar, ouvir e escrever. Essa afirmação de Roberto Cardoso de Oliveira, no entanto, separa essa produção em dois momentos. Um primeiro seria caracterizado pelas práticas dominantes de olhar e ouvir, fundamentos para as interlocuções e coletas de dados no trabalho de campo. Escrever caracterizaria o segundo momento. Atividade externa ao campo, ela se daria no ambiente institucional a que pertence o pesquisador, para produção de um texto reflexivo sobre a primeira etapa. O autor afirma que o pesquisador, no exercício de seu ofício, goza de autonomia epistêmica, que deve ser mediada de forma a que a interpretação dos dados seja balizada pelas categorias e conceitos básicos constitutivos da disciplina. Para que se assegure que essa autonomia esteja vinculada aos dados empíricos, é necessário


A

submeter o texto produzido, em função dos dados coletados, ao crivo dos principais interlocutores no campo.


B

relatar, descritivamente, as situações vivenciadas no campo, privilegiando o detalhamento dos dados de maneira a possibilitar exercícios comparativos por analogia.


C

permitir sempre o controle dos dados pela comunidade profissional.


D

equilibrar a veiculação dos dados de natureza qualitativa e quantitativa, de forma a possibilitar o controle recíproco das variáveis.


E

retomar o trabalho de campo, após concluído o texto, para submissão das hipóteses veiculadas na conclusão do mesmo a novas observações direta e participante.

A organização social em que a linha de parentesco, ou descendência, e a transmissão de poder são feitas pela linha materna é denominada:


A

Bilateral.


B

Matriarcado.


C

Fraternal.


D

Patriarcado.

Qual a denominação dada ao grupo de indivíduos que se identificam por compartilhar elementos culturais ou raciais comuns e, ao mesmo tempo, implicando um sentimento de distinção em relação aos outros grupos?


A

Grupo social.


B

Grupo comunitário.


C

Movimento social.


D

Grupo étnico.

Aplicando estrutura como conceito básico, a escola inglesa de antropologia considera a sociedade, e não a cultura, como uma disposição ordenada de partes, sendo o trabalho do antropólogo descobrir e explicar esta ordenação. Buscando esse entendimento, dentre seus teóricos, Alfred Reginald Radcliffe-Brown elabora analogias entre os sistemas biológicos e os organismos sociais, compreendendo por integração social a:


A

função da cultura de unir seres humanos individuais em estruturas mais ou menos estáveis, de tal sorte que a vida social ordenada fosse viável


B

satisfação das necessidades biológicas dos indivíduos.


C

identidade cultural.


D

reprodução cultural.

O mito do especialista estabelece que somente as pessoas tecnicamente qualificadas têm competência e conhecimento científico suficientes para atuarem nos mais diversos setores da vida humana.


C
Certo

E
Errado

Assinale a opção correta sobre a abordagem antropológica aos ritos sociais


A

Ritual representa a dimensão menos importante de um evento social, sinaliza uma forma convencional freqüentemente vazia. Por isso usamos a expressão "isso é apenas um ritual" para fazer menção a eventos formais e sem importância


B

Edmund Leach aborda o tema dos ritos sociais fazendo uma distinção rígida entre rituais (cuja natureza é essencialmente religiosa) e cerimônias (cuja natureza é profana


C

A grande contribuição de Van Gennep para o estudo do tema foi propor uma classificação dos rituais baseada no papel que eles desempenham na sociedade, examinando em detalhes as suas partes constitutivas


D

Os ritos de passagem têm em comum uma estrutura binária, dividindo-se em duas fases: a separação e a agregação dos noviços


E

A contribuição de Victor Turner foi mostrar que a distinção clássica entre "ritos de passagem" e "ritos de aflição" era errônea e que os últimos eram, na realidade, versões dramatizadas de mitos

A relação entre o indivíduo e a sociedade tem sido um tema recorrente na análise antropológica. Vários autores têm-se, concentrado nessa questão. Avalie as proposições abaixo sobre a contribuição de alguns antropólogos acerca dessa relação.

I. Lévi-Strauss mostrou as incompatibilidades entre a estrutura mental dos indivíduos e a estrutura da sociedade primitiva.

II. Mauss analisou a emergência da noção de pessoa e da concepção de si.

III. Dumont estudou a emergência da ideologia individualista e o surgimento do indivíduo como um valor.

IV. Benedict focalizou os padrões de cultura e relacionou- os a tipos psicológicos.

V. Evans-Pritchard revelou a incompatibilidade entre os interesses individuais e as demandas sociais entre os Nuer em sua análise dos processos de tomada de decisão.

Assinale a opção que indica apenas as proposições corretas


A

I, II e V


B

I, III e IV


C

II, IV e V


D

II, III e IV


E

I, III e V

   
Gerar simulado