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O debate entre posições universalistas e relativistas na história da antropologia marca as diferentes perspectivas sobre direitos humanos na disciplina.
A aproximação dessas duas áreas é consequência da vocação universalista da disciplina e da expansão dos valores iluministas de progresso social.
A proposta de uma antropologia simétrica propõe a anulação das diferenças.
Estudos sobre fluxos de pessoas, bens, discursos e valores, que marcam os interesses de antropólogos contemporâneos, já foram também objetos de estudos de antropólogos do século XIX, na denominada antropologia evolucionista.
Os conceitos de transnacionalismo e de globalização são sinônimos.
A crítica pós-moderna na antropologia, realizada por antropólogos britânicos, dirige-se a questão da autoridade etnográfica que teria marcado os autores clássicos da disciplina.
A perspectiva das antropologias do mundo redimensiona as relações centro-periferia e objetiva uma inversão das relações de poder entre estes dois polos.
De acordo com a antropologia interpretativa, cultura é
uma correção mal concluída da realidade social.
a ausência de capacidade imaginativa.
a forma racional de organizar o pensamento.
um conjunto de sentidos e significados públicos.
a sistematização de conhecimentos por meio de métodos formais similares aos empregados na matemática.
Estudos contemporâneos da antropologia da ciência mostram que a prática científica deve ser distinguida analiticamente da política, da religião e dos fatores subjetivos.
A teoria ator-rede consiste em um método sistematizado por Bruno Latour para seguir a construção e a fabricação dos fatos.
A afirmativa de que a sociedade é tão construída quanto a natureza é característica do pensamento estruturalista na proposição de uma antropologia simétrica.
A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui o patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras.

A partir desse texto, pode-se inferir que
a diversidade cultural é consequência da diversidade genética dos grupos humanos.
não há valores universais para todos os grupos humanos.
a diversidade cultural é um bem que deve ser preservado.
a diversidade cultural está em vias de desaparecimento num contexto de globalização.
os valores culturais do gênero humano estão em decadência.
A vertente denominada antropologias do mundo objetiva a reconceitualização das relações entre as comunidades antropológicas.
Enquanto o mito é uma narrativa aberta, sem versão definitiva, a história, por sua vez, é uma narrativa fechada, que não comporta versões distintas de um mesmo acontecimento.
De acordo com o relativismo cultural, as culturas de povos diferentes são incomensuráveis entre si, não sendo possível julgar uma cultura a partir dos critérios de outra cultura.
Sobre os conceitos de raça e etnia está correto afirmar que raça é definida pelas
diferenças genéticas, enquanto etnia é definida pelas diferenças raciais e culturais.
diferenças naturais atribuídas aos indivíduos, enquanto etnia é definida pela identidade grupal.
características físicas, enquanto etnia é definida pelas diferenças culturais.
características individuais, enquanto etnia é definida pelas diferenças genotípicas.
O antropólogo brasileiro Roberto DaMatta vemse debruçando em seus estudos sobre a realidade antropológica brasileira, identificando e analisando tipos e rituais, como o carnaval, o futebol, o malandro e o próprio "brasileiro". Assinale, na relação a seguir, a afirmativa incorreta sobre ideias e teses que esse autor vem discutindo em seus escritos.
Tanto o carnaval quanto seus malandros e heróis são criações sociais que refletem os problemas e os dilemas mais básicos da sociedade brasileira.
A presença e a influência do negro na estrutura familiar do Brasil, da cama à mesa, da cidade ao campo, são temas abordados em seu livro Casa Grande e Senzala.
Os temas são abordados pelo autor em sua relação com duas espécies de sujeito - o indivíduo e a pessoa - situados em dois tipos de espaço social, a casa e a rua.
A rua é o espaço público, que é de todos, logo, não é de ninguém. A convivência na rua depende de uma negociação constante, entre iguais e desiguais.
A casa, considerada em um sentido amplo, é o espaço privado por excelência, onde estão “os nossos”, que devem ser protegidos e favorecidos.
Na perspectiva de Victor Turner, o ritual não é um mecanismo reparador, mas um símbolo.
Segundo Denys Cuche (2002), Se a cultura não é um dado, uma herança que se transmite imutável de geração em geração, é porque ela é uma produção histórica, isto é, uma construção que se inscreve na história e mais precisamente na história das relações dos grupos sociais entre si. Para analisar um sistema cultural, é então necessário analisar a situação socio-histórica que o produz como ele é.
É coerente com a abordagem do autor afirmar que
as culturas podem ser divididas em estáticas e dinâmicas, de acordo com as mudanças que experimentam a cada geração.
os sistemas culturais mudam continuamente, de modo que a cada nova geração se constitui uma cultura completamente diferente da anterior.
as culturas são dinâmicas e não podem ser analisadas separadamente das circunstâncias históricas.
a cultura é um fato social que se impõe aos indivíduos e, por isso, não possui qualquer relação com outras instâncias da realidade social, como a economia.
a cultura se constrói a partir da ação social dos indivíduos, que forjam suas identidades a partir de trajetórias biográficosubjetivas.