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Considerando o Decreto n.º 7.387/2010, que institui o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), e sua articulação com o campo do patrimônio cultural imaterial no Brasil, assinale a opção correta.
O inventário linguístico tem caráter meramente descritivo e técnico, não se vinculando às políticas públicas de patrimônio cultural imaterial.
A inclusão de uma língua no INDL depende exclusivamente da iniciativa dos estados e municípios, cabendo ao Ministério da Cultura apenas a homologação formal.
O INDL constitui um instrumento de identificação, documentação e reconhecimento de línguas como referências culturais brasileiras, inserindo-se no campo do patrimônio cultural imaterial ao subsidiar políticas públicas de valorização, promoção e reconhecimento da diversidade linguística.
O INDL equipara automaticamente as línguas inventariadas aos bens tombados, assegurando-lhes proteção jurídica equivalente à do patrimônio material.
O reconhecimento das línguas inventariadas como referências culturais restringe-se à dimensão simbólica, não implicando ações estatais de valorização ou promoção.
Em seu artigo "História e Etnologia. Lévi-Strauss e os embates em região de fronteira”, publicado em 1999, a antropóloga Lilia Schwarcz comenta:
“Tendo como objetivo chegar às estruturas inconscientes e universais, que impõem formas a diferentes conteúdos, Lévi Strauss escolhia aliados e falava de seus trunfos: ‘Na linguística e na etnologia não é a comparação que fundamenta a generalização, mas sim o contrário.’”
Levi-Strauss elaborou suas reflexões sobre as relações entre linguística e etnologia a partir do material dos(da):
mitos;
religião;
economia;
saúde;
cultura.
A mais famosa de todas as formulações da a-historicidade dos povos indígenas é a de Claude Lévi-Strauss, que estabelece sua famosa distinção entre “sociedades quentes” e “sociedades frias”. Para ele, as “sociedades frias”:
Encamparam a civilização e o progresso.
Subordinam a história ao sistema e à estrutura.
Estão mais afastadas do estado natural da sociedade.
Adotaram a história como modelo de evolução.
Podem ser exemplificadas pelas culturas mais complexas.
Claude Lévi-Strauss foi um dos maiores antropólogos e teve um passagem importante no Brasil. Na década de 1930, o antropólogo belga trabalhou no Brasil na fundação do curso de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP), tendo papel fundamental na constituição na área. Lévi-Strauss também fez pesquisas antropológicas sobre os povos indígenas brasileiros ,deixando uma grande contribuição, tendo o livro Tristes Trópicos como um grande legado. A ele também é atribuída a fundação da antropologia estrutural. É uma das características da antropologia estrutural:
A defesa de que existe um paradigma religioso ou mágico apenas nos povos primitivos.
A ênfase na defesa de uma hierarquia cultural.
A existência de paradigmas weberianos apenas nos povos civilizados.
A existência de estruturas em todas as culturas.
Em relação ao totemismo, Claude Lewis-Strauss:
Demonstrou o consenso existente entre os diversos autores sobre o tema.
Apontou o caráter universal do sistema totêmico.
Apontou um novo significado e questionou a existência de sociedades totêmicas.
Acreditava que fatores não universais formavam um sistema genérico.
Reafirma a ligação entre totemismo e sociedades primitivas.


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Nos anos 1950, a participação de Claude Lévi-Strauss no debate da Unesco sobre raça e ciência contribuiu para a popularização do conceito antropológico de cultura e para a afirmação do conceito de diversidade cultural. Em Raça e História (1952), Lévi-Strauss afirmou:
“É fato que, há um século e meio, a civilização ocidental tende, seja na totalidade, seja por alguns de seus elementos-chave como a industrialização, a se espalhar pelo mundo; o que tem produzido dois processos contraditórios, um dos quais tende a instaurar a unificação, enquanto o outro visa manter ou restabelecer a diversificação. A necessidade de preservar a diversidade das culturas em um mundo ameaçado pela monotonia e pela uniformidade não escapou decerto às instituições internacionais”.
Adaptado de LÉVI-STRAUSS, C. “Raça e História” in AaVv. Raça e Ciência. São Paulo: Perspectiva, 1970, p 252 e 269.
Com base no trecho e em seus conhecimentos, assinale a afirmativa que descreve corretamente a contribuição de LéviStrauss para a articulação entre o conceito de cultura e o campo do patrimônio.
A sua antropologia estrutural foi importante para criticar a noção etnocêntrica de evolução social e cultural e valorizar a historicidade de todas as culturas humanas.
A sua crítica da transposição do evolucionismo darwinista para o campo das ciências humanas, permitiu pensar a diferença étnica em termos de uma progressão cumulativa, do primitivismo à racionalidade, para todas as culturas.
A sua abordagem funcionalista à cultura introduziu a explicação dos fenômenos em termos de suas funções, relativizando os sentidos de bem cultural e de patrimônio em cada sociedade.
A sua atuação intelectual favoreceu a difusão do conceito antropológico de cultura e da noção de diversidade cultural, sacralizando a ideia de patrimônio, como tesouro a ser preservado por políticas públicas supranacionais.
A sua denúncia da mundialização alertou a respeito da necessidade de selecionar as tradições culturais mais importantes para a humanidade e concentrar esforços para seu registro.
Uma das questões caras à antropologia, no que se refere à organização social, é o estudo do parentesco. Para Lévi-Strauss (1982), o parentesco é:
um sistema de reprodução biológico gerador de possibilidades ou impossibilidades de casamentos, de geração de filhos, a partir do qual se definem direitos, privilégios e obrigações
um sistema de reprodução social gerador de possibilidades ou impossibilidades de alianças sociais, relações matrimoniais, de consanguinidade e de filiação, bem como definidor de direitos, privilégios e obrigações
o nome dado exclusivamente às relações entre pai, mãe e filhos e que define os direitos, os privilégios e as obrigações entre esses
uma nomenclatura dada às relações abstratas entre pessoas que se designam como família e que estabelecem entre si direitos, obrigações e privilégios


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Tanto a ciência quanto o mito operam na reorganização das relações de um conjunto, segundo o que Lévi-Strauss denominou de bricolagem.
No estruturalismo desenvolvido por Claude Lévi-Strauss, formula-se uma nova teoria da unidade psíquica da humanidade.
Na formulação de Claude Lévi-Strauss, as oposições binárias são as bases sob as quais as culturas humanas são assentadas.
O perspectivismo, desenvolvido no estudo de sociedades indígenas da Amazônia, é uma teoria sobre natureza e cultura em que são invertidas as proposições estruturalistas de Claude Lévi-Strauss.
A obra de Victor Turner, sob a influência do estruturalismo de Claude Lévi-Strauss, é marcada pela busca de um modelo teórico e estrutural explicador da realidade.
Certo
Errado


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Em sua obra sobre estrutura e sentimento, Edmund Needham estabelece um diálogo com o estruturalismo de Claude Lévi-Strauss, construindo uma teoria dos sistemas de parentesco que abrange os sentimentos e pretere a análise estrutural.
Certo
Errado
Segundo a teoria estruturalista de Claude Lévi-Strauss, a cultura consiste em sistemas estruturais e simbólicos, frutos da criação acumulativa da mente humana.
No contexto antropológico, o conceito de estrutura possui duplo sentido, um, relativo à estrutura reificada no paradigma estrutural-funcionalista, e o outro, à estrutura concebida no âmbito do paradigma racionalista francês em sua vertente desenvolvida por Claude Lévi-Strauss.
O mito é uma forma de conhecimento radicalmente distinta do conhecimento filosófico e científico. É INCORRETO afirmar que o mito
tem a função de criar uma compensação simbólica e imaginária para dificuldades, tensões e lutas reais da realidade social que são tidas como insolúveis.
constitui uma lógica da compensação de conflitos reais que permite a conservação da sociedade, de modo a ocultar a experiência concreta da história.
contém sempre uma estrutura singular, de modo que é impossível estabelecer uma estrutura universal da cultura através da comparação de diferentes mitos.
opera, segundo Lévi-Strauss, pelo mecanismo da bricolage, isto é, ela é um arranjo e uma construção com pedaços de narrativas já existentes.
é um relato sobre a origem do mundo, dos homens, dos saberes e das coisas em geral.

A respeito da obra de Claude Lévi-Strauss, julgue os itens que se seguem e assinale a alternativa correta.
I O desenvolvimento de temas como parentesco, totemismo e mitos consagrou Lévi-Strauss como autor e o acompanhou por, praticamente, toda a sua vida intelectual.
II A obra de Lévi-Strauss trouxe à cena antropológica a concepção de estrutura como código, ou seja, como um sistema de signos dotados de valores posicionais.
III Um grande nome da antropologia contemporânea, Clifford Geertz, considera "Tristes Trópicos" um livro que redefiniu as fronteiras e as funções intelectuais da ficção e da etnologia.
IV O conceito de “sociedades frias”, proposto por Lévi- Strauss, se refere àquelas sociedades que não valorizam a história e que pensam a história como reproduzindo uma forma idêntica. As “sociedades quentes” são as que vêem a história como motor explicativo.
Ele enfatizou, no entanto, que não há sociedades absolutamente “frias” ou “quentes”.
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