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As pesquisas de opinião, no âmbito institucional, são realizadas com base no modelo behaviorista do estímuloresposta: a organização disponibiliza um questionário (estímulo) e espera receber as respostas de acordo com os seus objetivos (resultados). Nessa perspectiva, os resultados das pesquisas são administrados e controlados, visto que cada indivíduo é pessoal e diretamente atingido pela mensagem.
A opinião pública genuína deixa de existir na presença de manipulação.
Uma das diferenças básicas entre pesquisa de opinião e pesquisa de mercado é que a primeira tem como eixo os seguintes elementos: coleta de julgamentos morais (certo ou errado), aceitação ou rejeição de medidas políticas ou econômicas, preferência eleitoral/partidária e aferição de popularidade de governantes, enquanto a segunda é focada, sobretudo, no gosto/hábito do consumidor ou em sua predisposição para adquirir determinados produtos/serviços.
Um serviço institucional de pesquisa de opinião, com o objetivo de captar respostas do cidadão e subsidiar as ações de comunicação da instituição, pode ser considerado um exemplo correto de estratégia para fortalecer o sistema de informação de uma instituição do Estado. Esse pressuposto baseia-se no princípio de que os serviços públicos de informação devem manter estreita sintonia com a opinião pública.
A partir da leitura do fragmento de texto em questão é correto inferir que a análise dos fenômenos de opinião pública requer conhecimentos multidisciplinares, uma vez que se trata de fenômeno social complexo, devido à sua relação com a dinâmica social.
Desde as últimas décadas do século XX, pesquisas de opinião pública são muito freqüentes nos meios de comunicação, enfocando assuntos de grande relevância, seja na organização pública ou privada, mas especialmente questões relacionadas à política. Como argumento que expõe o lado negativo das pesquisas de opinião pública, pode-se destacar a possibilidade de:
o cidadão reagir às políticas governamentais que exercem influência em sua vida.
desenvolver questionários que consigam induzir os entrevistados.
ajudar a reduzir o número de erros no processo de tomada de decisões.
averiguar a lisura do voto e desencorajar a fraude eleitoral.
estabelecer parâmetros para a ação das organizações públicas e privadas.
Nos estudos de opinião pública, o efeito chamado dissonância cognitiva resulta da espiral do silêncio. Nesse caso, a dissonância decorre da ação de líderes autoritários que falam em nome de seus liderados e apresentam a opinião minoritária como se fosse a opinião de todos daquele grupo social.
A identidade de uma organização não muda. O que muda, de acordo com a opinião pública, é a sua imagem.
A latência é uma característica da opinião pública relacionada diretamente com os efeitos dos debates públicos realizados pela televisão. Dessa forma, caso houvesse uma onda de debates sobre pena de morte, por exemplo, a latência consistiria na aceitação do público das teses defendidas nos debates.
Os indivíduos não perdem as suas opiniões pessoais quanto se juntam ao grupo.
De acordo com o texto, clima de opinião refere-se a uma tendência de opinião existente em um momento específico, sujeito a eventuais interferências e conseqüentes mudanças.
Tal e qual os leitores habituais de jornal, os leitores dos jornais populares não têm qualquer poder para influenciar e controlar as narrativas parciais e finais do desempenho dos políticos, mesmo porque, por pertencerem às classes C, D e E, têm acesso muito restrito à Internet.
No modelo de dois passos (two step flow), considera-se que tanto a imprensa quanto os líderes de opinião influenciam o público.
A pesquisa de Opinião Pública apresenta como principal objetivo a possibilidade de investigar e retratar atitudes e opiniões dos indivíduos, de forma a divulgar com precisão para a sociedade as tendências e posições dos segmentos sociais. Acerca dessa relação entre opinião e pesquisa de opinião, não é correto afirmar que:
o levantamento da opinião coletiva normalmente aponta para o consenso.
a pesquisa de opinião pode identificar uma opinião majoritária.
a pesquisa pode explicitar bipolarização entre maioria e minoria.
a pesquisa pode indicar idéias da população, com interrelações e contradições.
a relação da população com o tema da pesquisa interfere em suas posições.
Em relação à evolução histórica da Opinião Pública, é correto afirmar que:
na Grécia antiga, com a opinião coesa na fé cristã, a oposição se expressa na heresia, duramente reprimida.
na Idade Média, a expressão da opinião relaciona-se à influência do cidadão nas decisões dos governantes.
o advento do indivíduo no Renascimento ainda não estabelece a possibilidade da diversidade de opiniões.
na revolução francesa, a opinião expressava a voz do grupo que estava no poder, e não o povo propriamente.
no século XX, o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa inviabiliza o processo de feedback.
O estudo das teorias de opinião pública associa-se a diversas abordagens relacionadas à comunicação como área de conhecimento. Nesse sentido, o fluxo de comunicação em dois níveis constituiu um dos marcos das pesquisas sobre os processos de formação de opinião pública independentemente da agenda da mídia, devido ao papel dos líderes de opinião e aos fatores contextuais.
Resultados de pesquisas de opinião podem ser utilizados para planejamento estratégico das organizações, desde que obtidos de pesquisa confiável e realizada segundo padrões técnicos adequados.
A opinião pública é constituída por julgamentos originados em expectativas variadas, individuais e distintas.
Pesquisa de mercado e pesquisa de opinião são, na prática, sinônimos, pois ambas buscam conhecer a opinião dos consumidores sobre o mercado.
A imprensa, tradicionalmente vista como expectadora externa aos fatos, começa a perder a totalidade do domínio da cena informativa, e a opinião pública passa a contar com informações coletadas, selecionadas, tratadas editorialmente, filtradas e difundidas por instituições, entidades ou movimentos sociais que possuem interesses corporativos.