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Em relação à modalidade de fomento cultural proposta pelas leis de incentivo, a partir de reflexão de Rubim (2017), é CORRETO afirmar que:
o Estado assume um papel ativo no campo cultural, ainda que a quase totalidade dos recursos mobilizados provenha de empresas.
o poder de decisão sobre o apoio com recursos públicos passa de empresas para cidadãos, reunidos em conselhos e arranjos participativos democráticos.
o financiamento da cultura acabou por contemplar uma maior diversidade de regiões, sem dependência de áreas de interesse de empresas patrocinadoras.
o incentivo fiscal colaborou para o desenvolvimento da cultura no país e possibilitou sua institucionalidade por meio do surgimento legalizado dos produtores culturais.
Sobre os requisitos para uma política cultural universitária, na perspectiva de Rubim (2019), é INCORRETO afirmar que:
a universidade necessita da definição e da construção de instâncias, normas, infraestruturas, orçamentos e pessoal específico.
um plano cultural deve contemplar tanto uma atuação destinada ao ambiente universitário, quanto outra voltada para comunidades da sociedade.
a realização de um amplo e participativo diagnóstico cultural deve ser um excelente ponto de partida, ainda que tal instrumento seja dispensável.
sua gestão deve se guiar por um conjunto articulado, continuado e sistemático de ações e de formulações, que implicam em diretrizes, metas e atividades.
Conforme estudo de Barbalho et all. (2017), sobre o Mercado de Trabalho Cultural (MTC) no contexto brasileiro, entre os anos de 2002 e 2014, é INCORRETO afirmar que:
foi acometido por queda de massa salarial, saindo de um montante de R$ 5,8 bilhões em 2002 para R$ 5,5 bilhões em 2014.
demonstrou declínio gradual das taxas de informalidade de 42,5% em 2002 para 30,34% em 2011, embora com ligeiro aumento para 30,89% em 2014.
foi composto por parcela significativa de jovens, embora o percentual de participação de pessoas entre 15 e 29 anos tenha se retraído de 46,9% para 40,3% em 2014.
apresentou crescimento de 34% em relação ao observado em 2002, sendo mais dinâmico do que o crescimento de 24% do mercado de trabalho brasileiro no mesmo período.
A digitalização e as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) representam um obstáculo intransponível para a democratização do acesso e da produção cultural, ampliando o abismo entre criadores e público no contexto da economia criativa.
Certo
Errado
Conhecer o perfil do público atraído, dimensionar o tratamento de resíduos, a infraestrutura da cidade e os efeitos no trânsito local são aspectos de qual tipo de avaliação a ser feita para evitar danos à comunidade que vai receber um projeto cultural?
Avaliação de processo.
Avaliação de resultados.
Avaliação diagnóstica.
Análise orçamentária.
Análise de impacto.
Um coletivo cultural está desenvolvendo um festival de cultura urbana multidisciplinar, com foco em hip-hop, grafite, breaking e literatura marginal, direcionado prioritariamente ao público jovem de 18 a 25 anos das periferias urbanas. O projeto, aprovado via Lei de Incentivo à Cultura, possui orçamento limitado para comunicação e precisa maximizar o alcance e o engajamento junto ao público-alvo, considerando suas características socioeconômicas e comportamentais específicas. Considerando os princípios do marketing cultural contemporâneo, a segmentação de público por perfil psicográfico e demográfico, e as métricas de efetividade em comunicação digital, qual estratégia de comunicação integrada apresenta maior potencial de conversão (awareness → interesse → participação) e melhor custo-benefício para esse projeto?
Estratégia de mídia tradicional segmentada: investimento concentrado em anúncios, em rádios comunitárias e emissoras de hip-hop, complementado por inserções em programas de televisão local voltados para a juventude periférica, com foco na credibilidade institucional dos veículos tradicionais junto ao público-alvo.
Estratégia de comunicação digital nativa e ativação territorial: campanha multiplataforma priorizando conteúdo orgânico e pago no Instagram (stories, reels) e TikTok, com parcerias estratégicas com micro e nanoinfluenciadores locais da cena cultural urbana, complementada por ações de marketing de proximidade (intervenções artísticas, battles de rima) em equipamentos públicos e espaços de convivência frequentados pelo público (praças, centros culturais de periferia, estações de metrô).
Estratégia de relacionamento institucional e earned media: foco na construção de relacionamento com jornalistas especializados em cultura urbana e ativismo social, buscando matérias em veículos de grande circulação e programas de televisão de horário nobre, complementado por parcerias com ONGs e movimentos sociais para amplificação da mensagem.
Estratégia de performance marketing e mídia programática: investimento em anúncios pagos segmentados por geolocalização, interesses comportamentais e lookalike audiences no Facebook Ads e Google Ads, com foco na otimização de CTR (Click-Through Rate) e CPA (Custo por Aquisição), complementado por remarketing para usuários que interagiram com o conteúdo.
Estratégia de branded content e storytelling transmídia: criação de uma websérie documental sobre os artistas participantes, distribuída via YouTube e plataformas de streaming, complementada por podcasts temáticos e experiências imersivas em realidade aumentada, visando o engajamento emocional profundo com a marca do festival.
Nas discussões sobre as participações de artistas nos processos de gestão e produção cultural, percebemos que
há um entendimento de que a criação artística é considerada antagônica à gestão e produção, mas há também possibilidades atuais de núcleos abertos que consideram gestão, produção e criação como processos horizontais e participativos.
há um entendimento de que a criação artística é superior à gestão e produção, e não há possibilidades atuais que consigam manejar esse entendimento, cristalizando, assim, a relação entre artista, criador e pesquisador versus produtor e gestor.
há um desentendimento de que a criação artística não é antagônica à gestão e produção, e as possibilidades atuais de núcleos abertos de trabalho que operam nessa lógica, mantendo a distância necessária entre os criadores e os produtores.
há um entendimento de que a criação artística e gestão e produção constituem um único bloco de ação, sem a necessidade de pensar possibilidades de núcleos abertos que consideram gestão, produção e criação como processos horizontais e participativos.
não há entendimento entre a criação artística e gestão e produção, e dessa forma é importante manter os dois espaços separados para que não haja contaminações estilísticas entre criadores e produtores.
Artistas muitas vezes não dispõem dos recursos necessários para realização, divulgação para público adequado e manutenção no mercado cultural, por isso, diante da realidade do cenário cultural, esses artistas necessitam ter acesso às alternativas de viabilização, ou seja
à autonomia financeira e/ou empréstimos para fins culturais.
ao capital econômico disponível no mercado e/ou ao financiamento e à promoção da cultura.
ao financiamento e à promoção da cultura e/ou empréstimos para fins culturais.
aos créditos culturais especialmente para artistas e capital de empresas privadas.
à taxação das grandes fortunas e redistribuição de renda.
A produção artística, na era das redes sociais, se encontra pulverizada e plural, descentralizada. Nesse contexto,
é imprescindível que a métrica seja quantitativa, tomando como questão central o alcance dos artistas nas redes sociais, com a certeza do retorno de público e capital.
não se faz necessária a realização de cartografias ética e politicamente engajadas, uma vez que não importa a formação de um terreno plural, múltiplo e diverso, equilibrando, quando for o caso, artistas e produções de diversas regiões do país, compreendendo o alcance, relevância e visibilidade das criações, pesquisas e experiências.
é imprescindível que a métrica seja qualitativa, tomando como questão central o alcance dos artistas nas redes sociais, com a certeza do retorno de público e capital.
é necessária a realização de cartografias éticas e politicamente engajadas para a formação de um terreno plural, múltiplo e diverso, equilibrando, quando for o caso, artistas e produções de diversas regiões do país, compreendendo o alcance, relevância e visibilidade das criações, pesquisas e experiências.
é imprescindível que a métrica seja tanto qualitativa quanto quantitativa, tomando como questão central o alcance dos artistas nas redes sociais, sendo isso mais relevante que a qualidade do trabalho, garantindo a certeza do retorno de público e capital.
Compreende-se por “sistema de sexo-gênero”
uma construção cultural válida apenas para fins de representação, sem efeitos práticos ou reais.
uma construção social e cultural que funciona como régua para projetos culturais, sem uma atribuição real de valores, status, prestígio e posições na hierarquia social.
uma construção social e cultural, um sistema de representação que atribui a indivíduos dentro das sociedades significado e marca identidade, valor, prestígio, status, posições na hierarquia social.
uma construção cultural válida apenas para fins de representação, mas com efeitos práticos e reais.
uma construção social e cultural, um sistema de representação pensado apenas para o cinema, que atribui a indivíduos dentro das sociedades significado e marca identidade, valor, prestígio, status, posições na hierarquia social.
Dentro de um projeto a planilha de orçamentos deve ser apresentada na fase final do mesmo, após todas as análises de custo e impactos que forem identificados durante o processo de planejamento.
Certo
Errado
Na disciplina de produção cultural em EaD, a avaliação contínua e formativa deve incluir atividades regulares com feedback construtivo de professores e pares, permitindo ajustes no projeto cultural ao longo do curso e promovendo a participação da comunidade na produção final.
Certo
Errado
No contexto político da década de 1930, diante de um renovado país marcado pela industrialização, urbanização, modernismo cultural e estado nacional centralizado, duas experiências, praticamente simultâneas, inauguram as políticas culturais no Brasil que foram
a passagem de Mário de Andrade pelo Departamento de Cultura da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro (1935-1938) e a implantação do Ministério da Educação e Saúde, em 1930, com Gustavo Capanema à frente desse ministério, de 1934 até 1945.
a passagem de Oswald de Andrade pelo Departamento de Cultura da Prefeitura da cidade de São Paulo (1935-1938) e a implantação do Ministério da Educação e Saúde, em 1930, com Gustavo Capanema à frente desse ministério, de 1934 até 1945.
a passagem de Carlos Drummond de Andrade pelo Departamento de Cultura da Prefeitura da cidade de São Paulo (1935-1938) e a implantação do Ministério da Educação e Saúde, em 1930, com Gustavo Capanema à frente desse ministério, de 1934 até 1945.
a passagem de Mário de Andrade pelo Departamento de Cultura da Prefeitura da cidade de São Paulo (1935-1938) e a implantação do Ministério da Educação e Saúde, em 15 de março de 1935.
a passagem de Mário de Andrade pelo Departamento de Cultura da Prefeitura da cidade de São Paulo (1935-1938) e a implantação do Ministério da Educação e Saúde, em 1930, com Gustavo Capanema à frente desse ministério, de 1934 até 1945.
No início do século XXI, o Estado brasileiro passou a desempenhar um papel ativo em inúmeras áreas culturais. Tal processo tem início na gestão do então Ministro Gilberto Gil, que, já em seu discurso de posse, apontou que a marca de sua gestão seria a abrangência. Observa-se que o papel ativo do Estado ocorre a partir da conexão estabelecida com a sociedade em diferentes processos participativos. Gil afirmou em diferentes ocasiões que o Ministério da Cultura não era para exclusivo atendimento a criadores e produtores culturais, mas sim de toda a sociedade brasileira. Com esse novo entendimento de Cultura, agora adotado pelo estado brasileiro, podemos verificar o seguinte
a abertura conceitual e de atuação desse campo significa a tradução de uma visão elitista e discriminadora de Cultura, representando um encontro junto ao autoritarismo das políticas culturais.
processos participativos na Cultura têm papel preponderante na construção de uma sociedade inclusiva e diversa, sendo tal prática possível apenas em sociedades democráticas.
a responsabilidade sobre a dimensão artística existente na Cultura, e reconhecida pela política pública de Cultura brasileira, deve ser uma diretriz global de Governo ou não existirá efetivamente como política específica.
na política pública de Cultura promovida pelo Estado brasileiro, o conceito de cidadania pouco foi evidenciado para além dos direitos políticos e civis, sendo de difícil reconhecimento os direitos culturais.
houve uma redução das ações de preservação, valorização e democratização do patrimônio cultural, mantendo-se a política da pedra e cal com participação social e integração com outras políticas públicas.
O Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras – FORCULT – atua em diversas frentes para consolidar seus princípios e objetivos. NÃO é/são ação/ações e contribuição/contribuições deste fórum
realização de encontros, seminários e fóruns para debater políticas culturais no ensino superior.
elaboração de diretrizes e propostas para a integração da Cultura nas universidades.
articulação com órgãos governamentais, como o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC), para fortalecer as políticas públicas de Cultura.
promoção de editais e programas de fomento à produção cultural nas universidades.
execução de uma cartografia da cultura em todas as instituições ligadas ao fórum, visando à execução do Plano de Cultura das Intituições de EnsinoSuperior (IES).
O Programa Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva – foi lançado em 2004, pelo Ministério da Cultura em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, com Gilberto Gil e Ricardo Berzoini ministros na época. Surgiu guiado por diretrizes políticas como a ampliação do acesso à Cultura. O Cultura Viva contou com equipamentos culturais para ações formativas. Sobre o Cultura Viva é correto afirmar o seguinte
foi uma experiência voltada à formação de jovens e contou com a potencialidade do trabalho desenvolvido nos Pontos de Cultura.
em sua implementação, foi desenvolvido por instituições de ensino médio, públicas e particulares, no intuito de promover ações educativas na área da Cultura.
apresentou como público alvo projetos formativos voltados a pessoas da terceira idade, a ser atendido em escolas públicas em horários alternativos às práticas escolares.
contou com as já estabelecidas habilidades de implementação de propostas educativas, por parte dos Pontos de Cultura e das Universidades Federais.
o propósito desta ação governamental estava, a princípio, baseado na perspectiva do reconhecimento de saberes de mestres da Cultura popular e teve como suporte de desenvolvimento as plataformas digitais.
De acordo com a literatura, um projeto cultural compreende uma sequência de atividades dirigidas à geração de um produto singular em um tempo dado. Destarte, considera-se que um projeto cultural estará bem elaborado quando apresentar
justificativa; apresentação; apoio; promoção; realização.
atividades a serem desenvolvidas; objetivos a serem alcançados; o tempo e os recursos requeridos; as condições de gestão a serem monitoradas, analisadas e avaliadas.
atividades a serem desenvolvidas; justificativa; promoção; o tempo e os recursos requeridos.
justificativa; recursos humanos; duração; realização.
apresentação; apoio; promoção; as condições de gestão a serem monitoradas, analisadas e avaliadas.
Leia este texto.
Teixeira Coelho (2001), ao desenvolver a ideia de ação cultural, a define como um conjunto de atividades destinadas a viabilizar acesso a bens culturais. Segundo esse autor: “no tipo de organização social que temos, a dinâmica cultural pode ser entendida e descrita nos termos do modelo de todo sistema de produção do qual o sistema de produção cultural é variante. Esse sistema apresenta quatro clássicas fases: 1. a produção propriamente dita do bem cultural; 2. Sua distribuição aos pontos onde pode vir a entrar em contato com seu eventual destinatário; 3. a troca do bem (em nosso regime sua troca por dinheiro) [...]; 4. a fase última, a do seu consumo ou uso efetivo desse bem. São esses os setores em que pode intervir a ação cultural – que se transformará numa política de ação cultural quando dizer respeito a todos eles coordenadamente e de modo a totalizá-los numa entidade”.
COELHO, Teixeira. O que é ação cultural? São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 74. [Fragmento]
Com base nessa visão integrada de ação cultural apresentada pelo autor, é correto afirmar que
ação cultural pode ser definida como qualquer modo de realização artística, não necessita de sistematização e técnica para acontecer, pois a arte requer liberdade de expressão.
a realização da produção (fabricação) de um bem cultural é mais difícil do que a efetivação das etapas de distribuição, troca e consumo.
a ação cultural não deve estar centrada apenas na produção (fabricação) de bens culturais, pois esses bens necessitam de canais de distribuição, troca e consumo.
as políticas culturais brasileiras têm priorizado programas de fomento focados na distribuição, aquisição e consumo de bens culturais em detrimento à produção desses bens.
TEXTO I
Organograma da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Disponível em: https://www.ufmg.br/cultura/ Acesso em: 24 abr. 2025.
TEXTO II
“São os esquemas de organização da empresa, ou seja, o entendimento do processo de hierarquização das funções, que, dependendo do perfil da instituição, pode ser mais vertical ou mais horizontal. Neste componente, a delegação de funções ou a transferência de atribuições a outras pessoas para a realização de tarefas deve estar de acordo com a existência dos níveis hierárquicos. Lembrando que delegar não significa a falta de acompanhamento das funções e dos processos, que normalmente estão interligados”.
CUNHA, Maria Helena. Planejamento estratégico de projetos e programas culturais. São Paulo: Ed. SENAC, 2018, p. 113.
A partir dos Textos I e II, com respeito à estruturação organizacional de órgãos públicos de cultura, como a Pró-Reitoria de Cultura da UFMG, é correto afirmar que
o modelo clássico apresentado está incompleto, pois não alude aos níveis hierárquicos do órgão a que se refere.
o organograma é um instrumento de gestão, porém não é aplicável a organizações públicas, uma vez que estas possuem horizontalidade na distribuição de funções.
a Pró-Reitoria de Cultura da UFMG está subordinada à Secretaria Administrativa, de acordo com o organograma apresentado.
a Coordenadoria de Patrimônio Cultural está subordinada às Coordenadorias Administrativas, conforme o organograma apresentado.
O profissional de eventos pode se tornar um agente social de dimensões políticas ao unir profissionais de diferentes áreas com objetivos em comum no desenvolvimento de atividades culturais.
Certo
Errado