Questões de Concurso sobre Área: Biotério

 
 
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A Lei n.º 11.794/2008 e a Resolução Normativa n.º 37/2018 do CONCEA estabelecem que a eutanásia em animais de laboratório deve ser realizada por métodos humanitários, que minimizem dor e sofrimento, e somente por profissionais habilitados e treinados. As diretrizes internacionais, como o AVMA Guidelines for the Euthanasia of Animals (2020), também reforçam a necessidade de técnicas adequadas para cada espécie. Considerando as espécies mais utilizadas em experimentação animal, um método de eutanásia recomendado e autorizado corresponde à(ao):


A

administração de anestésicos voláteis, como isoflurano, seguida de overdose, que é um método farmacológico aceito e humanitário para eutanásia em roedores


B

uso de dióxido de carbono (CO2), que é proibido em qualquer circunstância, por causar sofrimento intenso e não ser aceito em protocolos científicos


C

deslocamento cervical, que pode ser utilizado como método único de eutanásia em roedores adultos, sem necessidade de sedação prévia


D

injeção de solução salina em dose elevada, que é considerado um método eficaz e recomendado para eutanásia em roedores


E

decapitação, que é recomendada como primeira escolha em roedores, independentemente da idade ou da condição clínica

Em uma colônia de roedores, observou-se sincronização dos ciclos estrais das fêmeas quando expostas ao odor de urina de machos. Esse fenômeno é conhecido como Efeito:


A

Bruce


B

Darwin


C

Whitten


D

Lee-Boot


E

McClintock

De acordo com o Guia Brasileiro de Produção e Manutenção de Animais de Laboratório (CONCEA, 2023), a autoclavação é um dos métodos mais seguros para esterilização de resíduos sólidos e insumos em biotérios, devendo ser validada para cada tipo de carga. Em biotérios de alta barreira, como SPF (Specific Pathogen Free) e germ-free, os parâmetros de tempo e temperatura variam conforme o status sanitário e o tipo de material. Diretrizes internacionais da FELASA (Europa) e da AALAS/IACUC (EUA, 2025) reforçam que ciclos mais longos ou temperaturas mais altas são necessários para garantir esterilidade absoluta e manter a barreira gnotobiótica. No contexto das rotinas diárias de um biotério, técnicos precisaram revisar os protocolos de descarte e esterilização de resíduos sólidos. Considerando as normas brasileiras e internacionais de biossegurança, pode-se afirmar que:


A

em biotérios SPF germ-free, a autoclavação deve ser rigorosa e validada. Em SPF, ela é realizada a 121 °C, por pelo menos 15 a 20 minutos. Já em germ-free, a 121 ºC, por 45 a 60 minutos. Isso garante que não haja comprometimento da barreira sanitária


B

em biotérios convencionais, a autoclavação de resíduos sólidos é opcional, podendo ser substituída por descarte direto em sacos plásticos resistentes


C

em unidades isoladas, os resíduos sólidos podem ser descartados sem autoclavação, desde que sejam incinerados posteriormente


D

a autoclavação é recomendada apenas para materiais de experimentação, não sendo necessária para resíduos sólidos


E

o CONCEA não prevê normas específicas sobre autoclavação de resíduos sólidos em biotérios

A gestão de biotérios deve assegurar qualidade científica, bem-estar animal e conformidade com normas nacionais e internacionais. O CONCEA, no Brasil, exige rastreabilidade genética e sanitária, registros detalhados e monitoramento contínuo. Internacionalmente, entidades, como a FELASA, recomendam sistemas de qualidade para rastrear colônias e prevenir contaminações, enquanto a AAALAC e o CIOMS/ICLAS reforçam a necessidade de auditorias e transparência documental. Com base nesse contexto normativo nacional e internacional, compreende-se que o(a):


A

manutenção de registros é recomendada apenas em biotérios de grande porte, não havendo exigência normativa para instalações menores


B

AAALAC não exige auditorias periódicas em biotérios, considerando que a transparência documental não é necessária para certificação internacional


C

monitoramento de qualidade deve ser restrito às colônias de fundação, não sendo necessário em colônias de produção, já que essas apenas fornecem animais para experimentação


D

planejamento de produção pode ser feito sem registros formais, desde que os animais estejam disponíveis para pesquisa, pois normas internacionais não exigem rastreabilidade


E

rastreabilidade genética e sanitária é obrigatória, devendo ser realizada por meio de registros detalhados e sistemas informatizados, conforme exigências do CONCEA e recomendações da FELASA e AAALAC, para auditoria e controle de qualidade

O uso de animais em pesquisa científica no Brasil é regulamentado pela Lei n.º 11.794/2008 (Lei Arouca) e pelas normas do CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal). Essas normas estabelecem princípios éticos obrigatórios, como a aplicação dos 3Rs (Reduzir, Refinar e Substituir), a necessidade de aprovação prévia dos projetos pelas Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs) e a garantia de bem-estar durante todo o ciclo experimental. Com base nesse contexto, assume-se que:


A

o CONCEA não possui competência normativa, atuando apenas como órgão consultivo sem poder regulatório


B

a aplicação dos 3Rs (Reduzir, Refinar e Substituir) é facultativa, cabendo ao pesquisador decidir se irá utilizá-los


C

projetos de pesquisa podem ser iniciados sem aprovação da CEUA, desde que o pesquisador assuma responsabilidade ética individual


D

o bem-estar animal é considerado apenas durante os procedimentos experimentais, não sendo exigido no alojamento e transporte


E

a legislação brasileira exige que todo projeto envolvendo animais seja previamente aprovado pela CEUA, com aplicação obrigatória dos princípios dos 3Rs e garantia de bem-estar em todas as etapas

Técnicos observaram, nas rotinas diárias de um biotério, o aumento de agressividade e queda na taxa de reprodução em colônias de ratos. A investigação revelou que a iluminação estava com luz constante durante 24 horas e que o nível de ruído no ambiente ultrapassava os limites recomendados. Com base nesse contexto e com o objetivo de mitigar amplas variações nos parâmetros ambientais em biotérios, entende-se que o(a):


A

controle de ruído é opcional, pois os animais de laboratório se adaptam facilmente a ambientes barulhentos


B

ciclo de iluminação não influencia o comportamento dos animais, podendo ser mantido em luz constante sem prejuízos


C

temperatura e a umidade podem variar livremente, desde que os animais tenham acesso à água e ao alimento em quantidade suficiente


D

controle de parâmetros ambientais, incluindo temperatura, umidade, iluminação e ruído, deve ser monitorado continuamente e de forma obrigatória


E

as normas da ANVISA não incluem exigências sobre parâmetros ambientais em biotérios, considerando que fatores como iluminação e ruído não interferem na saúde ou comportamento dos animais de laboratório

O desenvolvimento de animais knockout (KO) e organismos geneticamente modificados (OGM) é uma prática consolidada em biotérios de instituições de pesquisa, como o ICTB/Fiocruz e a UFRJ. Esses modelos são fundamentais para estudos biomédicos, pois permitem investigar funções gênicas específicas e compreender mecanismos de doenças humanas. O manejo desses animais exige rastreabilidade genética rigorosa, registros detalhados e cuidados reprodutivos para evitar deriva genética ou perda de linhagem. Uma dada colônia apresentou risco de perda da linhagem devido a falhas de acasalamento e a registros incompletos. A solução foi implementar um sistema informatizado de rastreabilidade, reforçar a seleção de casais e adotar criopreservação de embriões, garantindo a manutenção da linhagem. Com base nesse contexto, assume-se que:


A

o manejo de OGM dispensa cuidados reprodutivos, já que a modificação genética impede deriva ou perda de linhagem


B

animais knockout não necessitam de registros específicos, pois sua modificação genética já garante rastreabilidade automática


C

o uso de animais geneticamente modificados é restrito apenas a pesquisas médicas, não sendo permitido em outras áreas científicas


D

a manutenção de animais knockout e OGM exige rastreabilidade genética rigorosa, registros detalhados e estratégias como criopreservação para evitar perda de linhagem


E

a Lei n.º 11.105/2005 (Lei de Biossegurança) não prevê regras para o manejo de animais geneticamente modificados, limitando-se apenas a organismos vegetais, o que torna facultativo o controle de linhagens em biotérios

A utilização de animais em pesquisa científica passou, ao longo do tempo, por mudanças éticas e culturais significativas, refletidas na criação de normas, comissões e princípios orientadores.


Considerando esse contexto histórico, é correto afirmar que:


A

As preocupações éticas surgiram apenas com o avanço recente das tecnologias biomédicas.


B

A criação de comissões de ética eliminou a necessidade de mudanças culturais na pesquisa.


C

A evolução ética levou à adoção dos princípios dos 3R’s, visando reduzir, refinar e substituir o uso de animais.


D

A cultura científica atual dispensa a avaliação ética quando os estudos apresentam relevância social.

A aplicação correta de protocolos de limpeza e desinfecção de salas, gaiolas e equipamentos em biotérios é essencial para o controle sanitário e a segurança dos animais e dos experimentos.


Considerando o uso de métodos químicos e físicos, é correto afirmar que:


A

Métodos físicos, como calor, dispensam o uso de protocolos padronizados de limpeza.


B

A limpeza prévia é necessária para que desinfetantes químicos e físicos atuem de forma eficaz.


C

O uso de desinfetantes químicos elimina a necessidade de controle de concentração e tempo de contato.


D

A desinfecção pode substituir a etapa de limpeza quando são usados produtos de alta potência microbicida.

Em um biotério de roedores utilizado para pesquisa científica, a correta classificação genética dos animais e a aplicação de métodos adequados de controle são fundamentais para a confiabilidade dos resultados experimentais. Nesse contexto, é correto afirmar que:


A

Colônias heterogênicas são geneticamente estáveis e indicadas para estudos que exigem alta reprodutibilidade.


B

Linhagens isogênicas apresentam alta homogeneidade genética, sendo indicadas quando se busca reduzir a variabilidade experimental.


C

O controle genético pode ser realizado apenas por manejo ambiental, sem necessidade de registros de acasalamento.


D

A classificação genética dos roedores é irrelevante quando os protocolos experimentais são padronizados.

Durante a rotina diária em um biotério, um técnico utiliza uma Cabine de Segurança Biológica (CSB) classe II para realizar a troca de gaiolas e a manipulação de materiais potencialmente contaminados. Para garantir a segurança do operador, do material e do ambiente, é necessário seguir procedimentos padronizados.


Assinale a alternativa correta quanto às boas práticas de uso da CSB:


A

A cabine pode ser desligada durante pausas curtas, para economia de energia.


B

As grelhas de entrada e saída de ar devem permanecer desobstruídas durante toda a atividade.


C

A desinfecção da CSB é obrigatória apenas quando ocorre derramamento de material biológico.


D

O técnico pode trabalhar com movimentos rápidos, pois não interferem no fluxo de ar da cabine.

Em biotérios, a manutenção de colônias sem planejamento adequado pode levar à deriva genética, comprometendo a validade científica dos experimentos. Esse fenômeno é especialmente relevante em populações pequenas, nas quais a perda aleatória de alelos pode reduzir a variabilidade genética. Com base nesse contexto, é correto afirmar que a deriva genética:


A

é um processo controlado e intencional, utilizado para padronizar linhagens em biotérios


B

ocorre quando há seleção artificial dos animais, sendo sempre resultado da escolha humana


C

garante maior diversidade genética nas colônias, sendo desejável para pesquisas biomédicas


D

é irrelevante em biotérios, já que os animais são mantidos em condições controladas e não sofrem alterações genéticas ao longo das gerações


E

é um fenômeno aleatório que altera a frequência dos alelos em populações pequenas, podendo levar à perda de variabilidade genética

Entre os principais desafios para o controle sanitário em biotérios, estão a identificação de ectoparasitas comuns em roedores (como ácaros e piolhos), a detecção de parasitos gastrointestinais (como Heligmosomoides polygyrus e Aspiculuris tetraptera), além da aplicação de técnicas básicas de avaliação parasitológica e observação de sinais clínicos gerais (prurido, alopecia, diarreia, perda de peso). Em casos de surtos parasitários, medidas como quarentena, isolamento de colônias afetadas e reforço de barreiras sanitárias são obrigatórias para evitar disseminação e garantir a validade científica dos experimentos. Com base nesse contexto, pode-se dizer que o(a):


A

isolamento de animais em quarentena é opcional e depende apenas da decisão do pesquisador responsável


B

presença de ectoparasitas em roedores não compromete a pesquisa, sendo considerada aceitável em colônias de produção


C

observação clínica isolada é suficiente para identificar parasitos gastrointestinais, dispensando exames laboratoriais


D

CONCEA não prevê normas específicas sobre controle parasitológico em biotérios, cabendo às instituições definir seus próprios critérios


E

controle sanitário deve incluir identificação de ectoparasitas e parasitos gastrointestinais, uso de técnicas básicas de detecção e aplicação de quarentena em surtos

O manejo diário de camundongos em biotérios deve seguir normas estabelecidas pelo CONCEA (Resolução Normativa n.º 30/2016) e ser complementado por manuais técnicos de instituições regulamentadas. O bem-estar animal é um requisito obrigatório e envolve práticas como densidade adequada por caixa, enriquecimento ambiental, fornecimento regular de alimento e água, além da manipulação cuidadosa para reduzir estresse. Durante o manejo diário em um biotério, o técnico percebe que os camundongos estão apresentando sinais de estresse, como piloereção e comportamento agressivo. A equipe precisa adotar medidas alinhadas às boas práticas de bem-estar animal para corrigir a situação. Nesse contexto, a redução e a eliminação dos sinais citados podem ocorrer por meio de:


A

aumento da densidade de animais por caixa, para reduzir o espaço individual


B

alimentação dos animais apenas uma vez por semana, para reduzir a manipulação


C

permanência dos animais em caixas, sem qualquer tipo de enriquecimento ambiental


D

manipulação dos animais com maior frequência, para que se acostumem ao contato humano


E

redução do número de animais por caixa, além de oferta de materiais para escavação e abrigo

Amoroso (2024), em sua dissertação intitulada Revisão sistemática sobre medidas de biossegurança em biotérios (UERJ), preconiza que o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e barreiras sanitárias é indispensável para reduzir riscos ocupacionais e evitar contaminação cruzada. O estudo destaca que a adoção rigorosa dessas medidas garante tanto a segurança dos trabalhadores quanto a confiabilidade dos resultados científicos, em consonância com normas nacionais e internacionais de biossegurança. As normas brasileiras que regulamentam o funcionamento de biotérios estão previstas na Lei Arouca e nas Resoluções Normativas do CONCEA. Pautado nas versões vigentes dessas normas e nas boas práticas de biossegurança, é coerente afirmar que:


A

o acesso às áreas de biotério pode ocorrer sem barreiras sanitárias, desde que os trabalhadores utilizem EPIs básicos


B

o uso de EPIs pode ser dispensado em atividades de manejo de animais, desde que não haja risco aparente de contaminação


C

luvas, máscaras e aventais são obrigatórios em atividades de manipulação de animais, como medida de proteção e biossegurança


D

EPIs utilizados em procedimentos com risco biológico podem ser descartados junto ao lixo comum, sem necessidade de tratamento prévio


E

o descumprimento das normas de biossegurança não compromete a validade científica dos experimentos, desde que os animais estejam saudáveis

O monitoramento contínuo da temperatura e da umidade relativa do ar em biotérios é fundamental para garantir o bem-estar dos roedores e a confiabilidade dos resultados experimentais. Para essa finalidade, utilizam-se termo-higrômetros, cuja leitura e manutenção fazem parte da rotina operacional.


Assinale a alternativa correta sobre o uso de termo-higrômetros em biotérios:


A

Servem apenas para registro histórico, não sendo utilizados para ações corretivas na rotina do biotério.


B

Devem ser instalados na zona de permanência dos animais, evitando incidência direta de ar, calor ou umidade.


C

Podem ser dispensados quando o sistema de ar condicionado possui controle automático de temperatura.


D

Devem ser posicionados próximos às saídas de ar para refletir a eficiência do sistema de climatização.

Os 3Rs (‘Replacement’, ‘Reduction’ e ‘Refinement’) orientam o uso ético de animais em pesquisa. O Refinamento tem como objetivo minimizar dor, estresse e sofrimento dos animais, sem comprometer a qualidade científica.


Assinale a alternativa que MELHOR caracteriza o princípio do Refinamento:


A

Emprego de técnicas de manejo, analgesia, anestesia e enriquecimento ambiental que reduzam dor e estresse dos animais.


B

Substituição de animais por modelos computacionais ou culturas celulares sempre que possível.


C

Redução do número de animais por meio de delineamento estatístico mais eficiente.


D

Eliminação completa do uso de animais em pesquisas biomédicas.

O controle da intensidade luminosa em salas de biotério é essencial para o bem-estar dos roedores e para a padronização dos experimentos. Para esse controle, utiliza-se o luxímetro, equipamento destinado à medição da iluminância ambiental.


Assinale a alternativa correta sobre o uso do luxímetro no monitoramento de biotérios.


A

O luxímetro deve ser posicionado na altura das gaiolas, no local onde os animais estão alojados.


B

A calibração do luxímetro não é necessária se o equipamento estiver funcionando.


C

A medição deve ser realizada diretamente sobre a lâmpada para maior precisão.


D

A iluminância não interfere no ciclo circadiano dos roedores.

Em biotérios de pesquisa, diferentes técnicas de coleta não letal de urina e fezes podem ser empregadas conforme o objetivo do monitoramento sanitário ou do estudo experimental.


Considerando essas técnicas, é correto afirmar que:


A

A contenção prolongada do animal melhora a qualidade das amostras urinárias e fecais.


B

A gaiola metabólica é indicada apenas para procedimentos cirúrgicos e não para coleta de excretas.


C

A micção espontânea e a coleta imediata de fezes recém-eliminadas são métodos simples, não invasivos e de baixo estresse.


D

A coleta indireta do ambiente é o método preferencial quando se busca alta precisão quantitativa.

 
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